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sábado, 31 de dezembro de 2016

As Dez Figuras Negras - Opinião

As Dez Figuras Negras

Resultado de imagem para as dez figuras negras asaNome do livro: As Dez Figuras Negras
Nome original do livro: And Then There Were None
Nome do livro no Brasil: O caso dos Dez Negrinhos
Nome da Autora: Agatha Christie
Editora: Edições ASA
Número de páginas: 190 páginas
Sinopse: «Dez desconhecidos que aparentemente nada têm em comum são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo. Nessa mesma noite um deles é assassinado. A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino se encontra entre eles como se prepara para atacar uma e outra vez…»





Opinião: Depois de tanto ouvir falar da Agatha Christie eu quis ler um livro dela e acabei por escolher um dos mais famosos dela: As Dez Figuras Negras. 
Antes de mais deixem-me já avisar que não vou puder dizer muita coisa sem ser spoiler. A premissa da história é a seguinte: por algum motivo, dez estranhos são chamados a uma ilha. Quando lá chegam, inesperadamente, perdem contacto com o exterior e acabam por, um a um, serem assassinados. Assim, temos o medo de ser o próximo a ser morto, a tentativa de parar com as mortes e a desconfiança que reina entre as personagens. 
O meu maior problema com este livro acho que foram mesmo os nomes. Do nada somos apresentados a dez personagens diferentes com histórias diferentes e com profissões diferentes e, por vezes, acabava por me esquecer quem era quem e tive de ir atrás ver, mas nada que não possa ser ultrapassado ao escrever-se os nomes numa folha e quem são (como eu fiz, admito). 
Apesar de já ter ouvido falar muito da autora, o talento dela para a escrita conseguiu surpreender-me assim como o facto de que ela consegue dar um tom arrepiante à história com uma facilidade e subtileza louváveis. 
Algo que eu realmente gostei imenso é que, perto do final, ainda é difícil perceber qual vai ser o desfecho e o final é completamente inesperado e altamente lógico. Gostei bastante do livro e, por isso, recomendo muito. 
Boas leituras.
(4 em 5 estrelas)

Trailer da adaptação do livro:





Private: Agência Internacional de Investigação - Opinião

Private - Agência Internacional de Investigação


Nome do livro: Private - Agência Internacional de Investigação
Nome original do livro: Private
Nome do livro no Brasil: Private
Nome dos Autores: James Patterson e Maxine Paetro
Coleção: Private
Editora: Topseller
Número de páginas: 369 páginas
Sinopse: «Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, herdou do seu pai a Private, uma reputada agência internacional de investigação e segurança e, com ela uma carga de trabalhos que pode levá-lo ao ponto de rutura. Os segredos dos homens e mulheres mais poderosos chegam diariamente a Jack e aos seus agentes, que usam técnicas forenses de ponta para resolver os seus casos.Como se não lhe bastasse ter de apurar a verdade sobre um escândalo de jogo ilegal na liga de futebol americano e tentar resolver um inquérito criminal sobre as mortes selváticas de 18 raparigas, Jack ainda vai ter de desvendar o tenebroso assassínio da mulher do seu melhor amigo — e sua antiga amante.
Com uma narrativa que se desenvolve a um ritmo alucinante, Private: Agência Internacional de Investigação é o mais excitante e vibrante thriller de James Patterson.»

Opinião: Como eu já não lia um livro do meu autor preferido à muito tempo, decidi começar uma série tão famosa dele: a série Private.
E tal como eu já esperava, o incrível James Patterson não desiludiu. O primeiro capítulo, como sempre, foi um princípio muito bom e deixa logo os leitores curiosos. Mais uma vez o autor conseguiu demonstrar o enorme talento que tem para construir personagens e o mundo em que se inserem.
Então qual é a história deste livro? O livro desenvolve-se à volta do Jack, antigo fuzileiro e agente da CIA que lidera a Private, herdada do seu pai, onde chegam os casos mais complicados e importantes do mundo. Tudo vai a correr bem até que a mulher do melhor amigo é morta e o seu melhor amigo é visto como o principal suspeito. Além deste caso complicado, tem ainda nas suas mãos um assassinato, um possível escândalo no futebol americano e a máfia a querer um caso investigado.
Algo que eu gostei bastante foi a realidade do livro relativamente aos casos deles. Não aparecem apenas casos enormes, aparecem outros mais pequenos e simples e não parece que a agência trabalha só para um caso, como acontece na maioria dos policiais, nós realmente vemos a Private a lidar com mais do que um caso ao mesmo tempo e eu acho que isso deu um toque bastante realista ao livro. Outro toque realista foi acrescentado pelo simples facto de que não vamos apenas as personagens a tentar descobrir a verdade, mas também elas a lidar com os seus problemas pessoais e a tentar evitar que eles se misturem com o seu trabalho.
Como de costume, a escrita do autor flui muito bem, a ação está muito boa e as personagens, e as suas história, estão muito bem construídas.
Mais para o final comecei a achar que, neste livro, e contra o costume do autor, não ia haver aquelas reviravoltas que eu nunca consigo anteceder ou que, quando consigo, o faço apenas umas dez páginas antes, mas quando eu menos estava à espera lá estava ela: bem construída, surpreendente e fantástica.
Com este livro só posso concluir mais uma vez o excelente escritor que o James Patterson é, só continuo a sentir pena por raramente conseguir arranjar frases nos livros dele. Recomendo muito este e todos os livros dele que li até agora.
Boas leituras.
(4 em 5 estrelas)

sábado, 12 de novembro de 2016

O Nosso Jogo - Opinião

Nome do livro: O Nosso Jogo
Nome original do livro: Our Game
Nome do Autor: John Le Carré
Editora: BIS
Número de páginas: 393 páginas

Sinopse: "Aos 48 anos, Tim Cranmer é um agente secreto a viver uma reforma antecipada no Somerset profundo. Com a Guerra Fria travada e vencida, está livre para se dedicar ao seu solar de família, às vinhas e à amante, a jovem e bela Emma. Mas ao passado ninguém foge, e o passado de Tim vive a 30 quilómetros de distância, na pessoa do caótico Larry Pettifer, professor universitário radical e entediado, pinga amor e, durante 20 anos, multifacetado agente duplo de Tim contra a agora desaparecida ameaça comunista. E, entre os dois homens, existe Emma e uma rivalidade por resolver.
Entretanto, Larry e Emma desaparecem. E Tim embarca numa perseguição a ambos, transformando-se ele próprio em presa, ao seguir os amantes através do campo minado das suas novas lealdades. Mas, à medida que Tim atravessa o terreno devastado da Inglaterra pós-thatcheriana e entra na selva sem lei de Moscovo e do Sul da Rússia, somos também levados a partilhar com ele o dilema de um legalista despojado do nosso tempo, privado do passado e do futuro, e a braços com os últimos resquícios de humanidade."
Opinião: Já à muito tempo que eu ouvia falar do grande autor que era John Le Carré e, como tal, decidi ler um dos seus livros. O livro dele que mais me chamava a atenção era O Fiel Jardineiro, que eu me lembrava de ter adorado o filme quando o vi à uns anos na aula de história, no entanto, eu tinha outro livro deste autor e foi por ele que eu tive o primeiro contacto. Assim sendo, O Nosso Jogo é a minha primeira leitura deste tão aclamado autor e devo dizer que não foi um bom começo.
O livro acompanha o Tim, um ex-agente secreto que um dia recebe a polícia à porta porque o seu melhor amigo desapareceu. Assim, acompanhamos o Tim enquanto mente à polícia, à agência a que pertenceu, e faz muitas coisas ilegais tudo para encontrar o melhor amigo dele, o Larry... que roubou a sua ex namorada, e que o tratava como inimigo.
Por falar nas personagens, eu detestei logo desde o princípio o Larry, a pessoa mais ingrata à face da terra que, como tal, fica bem com a ex-namorada ingrata do Tim, a Emma (que é também bastante ingénua) e detestei ainda o Tim que só sabe viver consoante os outros, o que acaba mesmo por o tornar ridículo, além de, tendo em conta a situação e as repercussões que podem ter, toma decisões muito burras e irresponsáveis, o que não é esperado de uma personagem que, supostamente, ocupou um cargo tão importante e perigoso no passado.
Então o livro começa e nós somos colocados completamente do nada na história. Para melhorar a confusão, dão-se constantes mudanças de ação e de lugar, o que torna o livro ainda mais difícil de compreender. A história em si já não me estava a convencer, mas ao fim de 100 páginas as coisas só pioraram porque não houve praticamente ação nenhuma e a (muito) pouca que houve, foi em flashbacks. E esse foi outro problema, o livro passa-se demasiado nas recordações da personagem principal, o que, não só tornou a leitura ainda mais lenta e aborrecida, mas também acabou por confundir um pouco relativamente ao ponto da vida das personagens em que estamos e à ordem dos acontecimentos. Depois o livro chega a pontos da ação muito aborrecidos e confusos e dão-se mudanças, constantemente, muito drasticamente.
No final, percebi o que aconteceu na história, mas muitas vezes não percebi como se chegou lá ou o porquê. Não foi realmente um livro que me tenha convencido e não o recomendo, apesar de que, quem tiver curiosidade, leiam e depois digam-me se concordam ou discordam comigo.
Boas leituras.
(2 em 5 estrelas)
Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Nós, os seres humanos, somos umas armas muito perigosas. E mais perigosas ainda nas nossas fraquezas. Sabemos tanto sobre o poder dos outros. E tão pouco sobre o nosso.» - Página 317
  • «Um homem morto é o pior inimigo vivo. 
    • Não podemos alterar o poder dele sobre nós. 
    • Não podemos alterar o amor ou a dívida que sentimos. 
    • E é tarde de mais para lhe pedir a absolvição. 
    • Ele vence-nos de todas as maneiras.» - Página 389

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Fortaleza Digital - Opinião

Fortaleza Digital

Resultado de imagem para fortaleza digital bertrand editoraNome do livro: Fortaleza Digital
Nome original do livro: Digital Fortress
Nome do Autor: Dan Brown
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 447 páginas

Sinopse: "Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um «anjo caído» da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério. Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel?
Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama.
Mas será essa a resposta para a segurança universal?
Chegando o momento da verdade , «quem guardará os guardas»?"


Opinião: Depois de ler o grande livro que é o Código Da Vinci, eu realmente esperava outro livro bom (apesar de saber que nem toda a gente gosta deste), no entanto, eu fui seriamente desiludida, especialmente para o final. 
A premissa do livro em si é bastante boa, a ideia de que existe um sítio onde a vida privada das pessoas é completamente expostas foi muito bem descrita, especialmente porque é provável que seja muito parecido com a realidade. Gostei também, ainda referente a esta ideia, dos dois lados: o que defende que as pessoas precisam de ser viagiadas, e o que defende que "Quem guardará os guardiões?", ou seja, quem controla as pessoas que vigiam as pessoas?. No entanto, e isso foi o que mais me irritou durante grande parte do livro, é que para cientistas supostamente tão inteligentes, tem algumas ações muuito burras e mal pensadas.
Depois veio a reviravolta que podia ser aquele ponto que me ia fazer gostar mais do livro, mas essa reviravolta inesperada nunca aconteceu, eu já esperava praticamente tudo, e até nos pormenores de como aconteceu eu já esperava grande parte, o que, num livro do Dan Brown, foi um bocado desapontante.
Entretanto chegou o final e, aquilo de que andavam à procura, é a coisa mais óbvia possível, eles passaram umas 50 páginas a tentar descodificar algo que foi a primeira coisa em que eu pensei. Ok, nem todos pensam igual, mas estamos a falar de uma dúzia de cientistas altamente treinados, era de esperar que algum deles, pelo menos, pensasse nisso.
No final, acho que o Dan Brown não se destactou tanto neste livro  como em outros e que este não passa de um luvor mediano.
Recomendo mas não tenham esperanças demais quando o começarem a ler.
Boas leituras.

2.5 em 5 estrelas


Quotes/Melhores Momentos:
  • «Tudo é possível. O impossível só demora um pouco mais de tempo.» - Página 34

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Pura Coincidência - Opinião

Pura Coincidência

Nome do livro: Pura Coincidência
Nome original do livro: Disclaimer
Nome da Autora: Renée Knight
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 298 páginas










Sinopse: «E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa-de-cabeceira um livro de título O perfeito desconhecido.»

Opinião: Quando, logo após o lançamento do livro, o vi numa livraria, fiquei apaixonada pela capa e pelo título. Li a sinopse e também a premissa do livro me parecia interessante. Comprei o livro mas foi apenas meses depois que decidi pegar nele, o que foi uma ótima decisão. 
A história segue a vida de uma família completamente normal até ao momento em que um livro, com a descrição da vida de uma das personagens, surge na vida deles e desvenda segredos do passado. 
Relativamente às personagens, eu não gostei completamente de absolutamente ninguém, além de me parecerem pessoas demasiado ingratas, o marido da personagem principal só sabe pensar em si próprio e o seu filho só se sabe auto-arruinar, enquanto que a personagem principal se mantém calada sem nunca realmente dizer o que pensa ou admitir as coisas. Depois temos ainda as personagens secundárias que, além de não terem escrúpulos, se recusam perdidamente a aceitar que talvez as coisas não seja bem como elas pensam. 
O livro em si é bastante intrigante e, durante as primeiras cem páginas, cada novo capítulo acaba por levantar apenas mais duvidas e, talvez por isso mesmo, essas primeiras páginas passem de forma muito lenta. Além disto, um dos narradores, o masculino, é completamente louco, o que torna estas primeiras páginas ainda mais estranhas. No final, gostei destas cem páginas? Gostei, só acho que, se o livro todo fosse escrito como é escrito daí para a frente, poderia mesmo ser um livro de cinco estrelas, o que, infelizmente, não é. 
Depois temos, como em todos os bons livros, a reviravolta que eu achei que estava muito bem escrita, no entanto, eu já a esperava, então não foi todo aquele impacto que podia ter sido. 
O final esse sim, que eu gostei, foi completamente inesperado e deixou-me a pensar bastante. Consegui apenas duas quotes mas gostei bastante de ambas. Em geral Pura Coincidência é um thriller muito bom e, acima de tudo, muito bem escrito. Recomendo completamente.
Boas leituras.
4 em 5 estrelas

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Para ser um escritor, para ser um bom escritor, a pessoa precisa de coragem. Precisa de estar preparada para se expor. Precisa de ser corajosa.» - Página 21
  • «O acto de manter aquele segredo só para si quase se tornou maior que o próprio segredo.» - Página 32 

sábado, 13 de agosto de 2016

NYPD Red: À Margem da Lei - Opinião

NYPD Red: À Margem da Lei



Sinopse: «A NYPD Red enfrenta agora o seu inimigo mais perigoso de sempre.Há um serial killer à solta em Nova Iorque, perseguindo e assassinando criminosos que conseguiram escapar à Justiça. À medida que o número de vítimas deste justiceiro por conta própria aumenta, cada vez mais nova-iorquinos o apoiam.
O detetive Zach Jordan e a sua parceira Kylie MacDonald são destacados para o caso quando mais uma pessoa, uma mulher ligada à campanha eleitoral de um dos candidatos à Câmara de Nova Iorque, é assassinada. Zach e Kylie têm de descobrir quais são as verdadeiras motivações deste assassino, uma vez que por detrás deste último crime se escondem segredos da ordem da vida pública e privada. No entanto, Kylie tem agido de forma estranha, e Zach teme que o que quer que se esteja a passar com a sua parceira possa pôr em risco o maior caso das suas carreiras.»

Nome do livro: NYPD Red: À Margem da Lei
Nome original do livro: NYPD Red 2
Nome do Autor: James Patterson
Editora: Topseller
Número de páginas: 331 páginas
Opinião: Como uma leitora que adora todos os livros do James Patterson, sendo que ele é o meu autor preferido, eu já tenho a expetativa para cada livro bastante elevada, o que me leva sempre a ter medo de que o livro não seja assim tão bom. No entanto, James Patterson continua, até ao momento, a corresponder as minhas expetativas. 
Até ao momento o livro deste autor de que eu menos gostei foi o NYPD Red (e mesmo assim gostei bastante), então o meu medo era ainda ligeiramente maior, no entanto, eu gostei bastante deste segundo livro, gostei ainda mais do que o primeiro.
Este livro acompanha os já conhecidos detetives da NYPD Red a tentar encontrar um assassino de criminosos, ao mesmo tempo que correm contra o relógio. 
Um pormenor que eu adoro, muito presente nos livros do James Patterson, é o facto de que ele inclui capítulos narrados pelo assassino, o que nos leva a compreendê-lo melhor. 
As únicas coisas em que preferi o primeiro livro foi nas personagens femininas, uma vez que a Kylie (uma das personagens principais) e a Cheryl (psicóloga que trabalha com a NYPD Red e que namora o nosso querido do Zack, a outra personagem principal) foram bem mais irritantes neste livro que no primeiro. A Kylie irritou-me com os seus segredinhos e o seu humor, enquanto que a Cheryl me irritou pela sua forma de ser.
Por outro lado, a descrição da ação e o crime em si são muito melhores que no primeiro livro. 
Como de costume, temos a grande reviravolta tão caracteristica do James Patterson e que, mesmo assim, não deixa de surpreender. 
O final em si foi inesperado em diversos pontos e muito bem escrito. 
É, sem dúvida, um livro e um autor que recomendo muito. 
Boas leituras.  

(5 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:

  • «O dinheiro compra o anonimato, e muito dinheiro compra o silêncio absoluto.» - Página 42

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Em Parte Incerta - Resenha

Em Parte Incerta

Sinopse: "Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5.º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas… 
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo — mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa embrulhada em papel prateado escondida atrás do armário de Amy?"
Nome do livro: Em Parte Incerta
Nome original do livro: Gone Girl
Nome no Brasil: Garota Exemplar
Nome da Autora: Gillian Flynn
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 652 páginas
Resenha: Depois de ouvir tantos elogios a este livro fiquei com curiosidade de o ler, e devo dizer que quando acabei de o ler, estava bastante surpreendida por causa de diversos aspetos.
Em Parte Incerta, como já praticamente toda a gente deve saber até agora, acompanha a história do Nick que é casado com a Amy e que, à vista de todos, têm a relação perfeita. Até que a Amy desaparece no aniversário de 5 anos do casal, a partir daí o Nick fica envolvido numa trama em que ele parece ser o responsável, pelo que acompanhamos ele a tentar provar que não o é.
O livro está divido em três partes, sendo que cada um acompanha uma mudança drástica no desenrolar do livro. A história é nos contada de dois pontos de vista, da do Nick no presente e da Amy no passado através do seu diário.
Uma das coisas que me irritou um bocado neste livro foi o facto do Nick parecer não ter emoções, mas isso acaba por se tornar compreensível, além de que percebemos que a relação deles não era nada boa, na verdade, era completamente esquisita.
Uma personagem que adorei foi a forte e independente Go (ou Margo, irmã gémea do Nick, eu realmente gostei dela). Na 2ª parte a história do livro fica tão mas tão melhor que nem sei descrever esta mudança.
Gillian Flynn é uma escritora tão boa que o próprio leitor acaba por começar a duvidar do Nick quando ele diz que não matou a Amy, além de que a Gillian Flynn tem um raciocínio e imaginação digno de prémios, pelo que ela consegue juntar coisas que parecem não ter nada a ver com uma explicação completamente lógica.
Se eu achei o livro todo inesperado? Não, na verdade eu já esperava parte da ação, mas o final dificilmente alguém consegue percebê-lo, é completamente inesperado.
É um livro que recomendo sim, e muito.
Boas leituras.
(4 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «E se todos estamos a representar, não pode existir uma alma gémea, porque não temos almas genuínas.» - Pág. 125

sábado, 10 de outubro de 2015

Os Homens Que Odeiam as Mulheres - Resenha

Os Homens Que Odeiam as Mulheres


Sinopse: "O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar."

Nome do livro: Os Homens Que Odeiam as Mulheres
Nome do Autor: Stieg Larsson
Editora: Bis Editora
Número de páginas: 551 páginas
Resenha: Depois de tanto ouvir falar desta (ex) trilogia, decidi dar-lhe uma chance. E, lamento para aqueles que adoram estra trilogia, mas, embora eu tenha gostado, não a achei nada de mais.
O livro vai acompanhar o Mikael, um jornalista, sócio da revista Millenium, que se vê envolvido num escândalo por difamação. Afastado do jornalismo, Mikael vai envolver-se num mistério que envolve uma família muito poderosa e, assim, conhecer a Lisbeth, uma hacker, que o vai ajudar a desvendar este mistério à medida que descobrem coisas obscuras sobre a família Vanger.
O prólogo começa logo muito misterioso, o que eu gostei muito.
Os capítulos vão alternando entre acompanhando o Mikael e acompanhando a Lisbeth. A Lisbeth Salander é uma personagem incrível e viciante, embora por vezes tenha atitudes fechadas que me irritaram bastante e me fizeram gostar um bocadinho menos dela.
Uma das coisas que menos gostei mas que era (quase) inevitável foi o facto de a família Vanger ser tão grande que chega a uma altura que uma pessoa já está confusa e não sabe quem é que é quem.
Uma das ideias que temos é que a Lisbeth vai logo conhecer o Mikael mas isso ainda demora bastante a acontecer, e a primeira metade da história é demasiado lenta, parece quase que é a introdução a toda a ação que vai acontecer depois.
Outra coisa que não gostei foi a relação que o Mikael desenvolve com uma das personagens, que eu achei quase que nojenta.
Uma das pessoas ligadas a estes segredos obscuros da família era bastante óbvio e a forma como o Mikael reage quando descobre é simplesmente estúpida e mal pensada, isso irritou-me bastante. Por outro lado, o que acontece à sobrinha-neta do Henrik Vanger é bastante surpreendente.
Não sei quando ou se vou ler a continuação, mas é um livro que recomendo sim.
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Toda a gente tem segredos. É só uma questão de descobrir quais são.» - Página 123
  • «Toda a gente tem de ter qualquer coisa em que acreditar.» - Página 302

sábado, 26 de setembro de 2015

Child 44 (Filme) - Resenha

Child 44

Sinopse: "Durante o governo de Josef Stalin na União Soviética na década de 1950, o agente Leo Demidov do Ministério de Segurança de Estado (MGB), descobre uma série estranha e brutal de assassinatos de crianças feitos por um assassino em série que foi o responsável por assassinar 52 na União Soviética."
Nome do Filme: Child 44
Nome em Português: A Criança Nº 44 (em Portugal); Crimes Ocultos (no Brasil)
Duração: 02:17:00h
Gênero: Mistério, Suspense
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Sendo que eu não fiquei grande fã do livro, eu não esperava muito do filme, e ainda bem que não esperava, ou ia ser completamente desapontada.
O início não me chocou tanto como o início do livro, e eu gostei disso por um lado, mas por outro não, visto que o início só não chocou tanto porque cortaram uma parte bastante importante que o livro inicia.
Além disto, a única representação de que realmente gostei foi da do Tom Hardy, e a que mais detestei foi a da Noomi Rapace, que achei que não foi nada boa.
O sotaque feito pelos atores tornou-se irritante em vários momentos, e o desinteresse nítido da cara deles fazia com que o observador sentisse que nada daquilo era real.
Achei o filme muito chato, e muito comprido, parecia que o filme nunca mais acabava, ainda por cima estava bastante diferente do livro.
O filme foi bastante polémico e acabou por ser banido dos cinemas de países como a Rússia e o Cazaquistão, além disso, não teve grande sucesso nas bilheteiras.
Não consegui encontrar qualquer quote que gostasse.
Não é um filme que eu fosse exatamente recomendar se alguém me perguntasse por um filme, mas não é um filme mau de todo e acaba sim por servir para as pessoas verem como se vivia na União Soviética e o medo constante da população naquela época. Assim sendo, para quem gosta de filmes históricos ou inspirados em acontecimentos importantes, deveria realmente ver este filme, mas não com grandes expetativas.




Resenha do livro AQUI
Opinião do livro vs filme AQUI

domingo, 30 de agosto de 2015

A Rapariga no Comboio - Resenha

A Rapariga no Comboio


Sinopse: "Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia... 
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."

Nome do livro: A Rapariga no Comboio
Nome original do livro: The Girl On The Train
Nome no Brasil: A Garota no Trem
Nome da Autora: Paula Hawkins
Editora: Topseller
Número de páginas: 318 páginas
Resenha: Devido ao sucesso que este livro está a ter, eu realmente tinha grande expetativas, e nem acho que tenha sido desiludida, pelo contrário, gostei bastante do livro.
O livro acompanha principalmente a Rachel, porque depois vai haver mais dois narradores, e eu gostei bastante desta personagem principal por um lado, e por outro lado ela irritou-me bastante. Por um lado, adorei o facto de ela ser aquela personagem principal com falhas, ela não é perfeita, tem uma maneira única e estranha de pensar e tem os seus problemas, e sérios por sinal. Por outro lado, ela irritou-me muito em certas partes em que parecia não conseguir controlar-se, tornou-se irritante.
Todos os dias quando a Rachel apanha o comboio, ela passa a viagem inteira a ver as casas e as pessoas, imaginando as suas vidas, e até lhes dá nomes. Até que um dia ela vê algo relacionado com um casal, que não encaixa na sua fantasia. Depois de um certo evento que está na base do livro, ela vai contar o que viu à polícia, e é a partir daí que vai estar no centro de tudo.
A história do livro é intrigante e puxa muito o leitor, a forma de escrita de Paula Hawkins é simplesmente genial. Além disso, o facto de a escritora optar por três narradores permite perceber todos os ângulos da história e dá mais interesse ao leitor, sendo que um dos narradores passa o livro quase todo a narrar no passado, então é preciso tomar atenção às datas que iniciam cada narração.
O livro tem ainda aquela mudança em que vemos uma pessoa supostamente perfeita a deixar de o ser, ou seja, quando realmente se vê a revelação de uma pessoa.
Quanto à pessoa por trás de todos estes problemas, eu já esperava, ai não me surpreendi, porque sempre achei que a personagem não encaixava, mas adorei o final.
A topseller, mais uma vez, não desiludiu e reforçou o seu lugar como minha editora preferida. Recomendo completamente este livro.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Ela cometeu um erro. Acontece. Nenhum de nós é perfeito.» - Página 113
  • «Tenho de contar a alguém nem que seja apenas uma vez. Dizer em voz alta as palavras. Se não me desfizer delas, vão devorar-me por dentro. O buraco no meu interior, o buraco que elas deixaram, vai tornar-se cada vez maior, até me consumir por completo.» - Página 116

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Paper Towns (Filme) - Resenha

Paper Towns


Info: A história é centrada em Quentin Jacobsen e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a ela invade o seu quarto a meio da noite e propõe que ele participe num engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – deixando pistas sobre o seu paradeiro.

Nome do Filme: Paper Towns
Nome em Português: Cidades de Papel
Duração: 01:50:00h
Género: Comédia, Drama, Mistério, Romance
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Sendo eu uma amante do livro Cidades de Papel, o livro na origem deste filme, eu tinha realmente bastantes esperanças de que fosse adorar o filme.
Por um lado, adorei bastante, mas pelo outro, não o suficiente.
Sendo Cara Delevigne e Nat Wolff duas personalidades que eu simplesmente adoro, eu esperava realmente uma dupla principal de ouro, e acho que ficámos pelo bronze. Nat Wolff, na minha opinião, esteve muito melhor no filme a Culpa É das Estrelas, onde brilhou. Por outro lado, a Cara surpreendeu-me, mostrando que tem jeito para a representação, mas não imenso jeito, só algum.
O filme por si só tem momentos bastante engraçados, e é bastante bonito, com várias lições de vida.
O que me irritou mais foi definitivamente o facto de o livro e o filme não terem quase nada em comum, tirando o enredo principal, eles estão muito diferentes, até o final foi alterado, mas vocês podem saber tudo sobre isso no artigo livro vs filme (AQUI brevemente).
Quanto ao Ben, interpretado por Austin Abrams, eu esperava que fosse diferente, não o imaginava tão novo nem com aquela aparência, mas isso é algo que não serviu para reduzir o rating do filme na minha opinião.
Por outro lado, o papel interpretado por Justice Smith foi, na minha opinião, perfeito, sendo que ele é exatamente como o imaginamos no livro.
Tal como disse com o livro, adoro simplesmente este título e o motivo do nome, então esse é um ponto a favor para o filme e para o livro. Embora o poster de apresentação não seja o meu preferido, não desgosto de todo e o trailer está realmente bem feito, mostrando as melhores partes do filme mas sem mostrar demasiado.
Alguns momentos são bastante engraçados, e o filme é bom sim, embora a interpretação não seja a melhor de todas, até que é boa no geral, e para quem não leu o livro, provavelmente ainda irá dar um rating melhor do que o meu, mas eu simplesmente não consigo.
Recomendo sim que o vejam, porque não é, nem perto, um mau filme, mas não esperem um filme do melhor que há. 




Quotes/Melhores Momentos:
  • «É uma cidade de papel. Casas de papel e pessoas de papel. Tudo é mais feio de perto.»
  • «Talvez ela amasse tanto mistérios que se tornou num.»
  • «Uma cidade de papel para uma rapariga de papel.»
  • «Que mania de se acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.»


Resenha do livro AQUI
Minha opinião do livro vs filme AQUI

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A Criança N.º 44 - Resenha

A Criança N.º 44

Sinopse: "União Soviética, 1953.
A mão de ferro de Estaline nunca esteve tão apertada, fortalecida pelo Departamento de Segurança Estatal – uma força policial secreta cuja brutalidade não é segredo para ninguém.
Debaixo deste jugo, a população é levada a acreditar que o crime simplesmente não existe. No entanto, quando o cadáver de uma criança é encontrado na linha de comboio, o agente Leo Demidov – um herói de guerra dedicado ao Departamento – é surpreendido ao ouvir que a família da criança está convencida de ter-se tratado de um assassínio. Os superiores de Leo ordenam-lhe que ignore tal suspeita e ele obedece sem se questionar. Mas algo lhe diz que há muito mais por detrás desta história.

De um momento para o outro, a sua confiança de que tudo o que faz por ordem do Partido serve um bem maior é abalada e, arriscando tudo, Leo sente-se no dever de perseguir o terrível assassino – mesmo sabendo que ao fazê-lo se tornará, ele próprio, um inimigo do Estado...

Quando o medo silencia uma nação, alguém deve dizer a verdade."


Nome do livro: A Criança N.º 44
Nome do Autor: Tom Rob Smith
Editora: Dom Quixote
Número de páginas: 451 páginas 
Resenha: Antes de mais, devo dizer que este livro me deu sentimentos bastante diferentes e opostos ao longo da sua narrativa.
Visto o tema, eu já esperava um livro chocante, e recebemos logo o choque bem de cara. Ou seja, a parte que (na minha opinião) é a mais chocante do livro é logo a princípio, essa parte arrepiou-me toda.
Depois desse capítulo, a história continua muitos anos depois o que faz com que seja um pouco confuso, e mais para a frente, existem outras partes confusas sim que, se fossem tiradas, tornariam o livro muito melhor.
O livro faz ainda algumas descrições bem chocantes e detalhadas dos métodos de tortura usados pela União Soviética nestes anos, o que não é algo que uma pessoa consiga ler de ânimo leve. Mas são exatamente estas partes chocantes que levam o leitor a entender tão bem o clima e a pressão sentida na União Soviética nos anos 50/60, no qual as pessoas temiam mais os oficiais do governo e das forças militares mais do que se temiam umas às outras.
O livro segue sempre o Leo, e a Raisa, a sua mulher, aparece também diversas vezes. E a Raisa é exatamente a personagem que mais me fez mudar de opinião. Ela torna-se realmente surpreendente de uma forma bastante negativa e eu cheguei mesmo a odiá-la durante o livro.
Por outro lado, o Leo torna-se surpreendente de uma forma negativa. Ele é mais inteligente e corajoso do que parece durante a maioria do livro, foi realmente surpreendente.
Uma das coisas que não gostei do livro foi o facto de o assassino ser demasiado óbvio. Durante grande parte do livro nós não temos ideia de quem é, mas quando finalmente começam a dar pistas quanto a ele, é tão óbvio que uma pessoa até pensa porque raio é que não tinha pensado nisso antes.
O final foi deixado demasiado em aberto, coisa que eu não fiquei grande fã, mas como é um final meio que bonito, eu até deixei isso passar.
Outra coisa que deviam saber é que, a sinopse leva a pensar na história errada. O Leo não vai contra os superiores e simplesmente investiga, ele vai ter umas razões realmente boas, e a parte dos assassinios só ocupa prai metade do livro, e a primeira metade é como é que eles chegam à vista do Leo, o seu trabalho e a relação dele com a mulher e os colegas.
Recomendo para quem gosta deste género, mas não esperem muito.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Controla aqueles em quem se confia.» - Página 60
  • «O terror era necessário. O terror protegia a revolução. (...) O medo era cultivado. O medo fazia parte do seu trabalho. E para que esse nível de medo pudesse ser mantido era necessário alimentá-lo com um constante abastecimento de pessoas.» - Página 80
  • «Um homem mede-se por aquilo que está preparado para fazer. Não por aquilo que está preparado para deixar os outros fazer por ele.» - Página 86
  • «Mesmo com seis anos de idade, as crianças compreendiam que desrespeitar a autoridade, falar quando não era a vez delas, era tomar a vida nas próprias mãos. A juventude não lhes dava proteção. A idade que uma criança podia ser executada pelos seus próprios crimes, ou pelos crimes dos pais, era doze.» - Página 114
Trailer da adaptação do livro para o cinema:



Resenha do filme AQUI
Opinião do livro vs filme AQUI

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Águia de Sangue - Resenha

Águia de Sangue

Sinopse: «Duas mulheres são assassinadas da mesma maneira ritualista e brutal. O assassino provoca a Polícia com e-mails. Parece evidente estarmos perante um assassino em série, que escolhe vítimas ao acaso e põe em prática uma qualquer fantasia perversa. Mas quando Jan Fabel e a sua equipa começam a investigar, descobrem que nada é o que parece. São arrastados para um mundo sombrio de mitologia e lendas, de obscuros cultos religiosos, intriga política e um violento esforço para controlar a cidade. Enquanto Fabel tenta apanhar o assassino antes que haja mais mortes, ele e a sua equipa são obrigados a enfrentar uma ameaça fria e brutal que nunca poderiam ter previsto.»

Nome do livro: Águia de Sangue
Nome da Autora: Craig Rusell
Editora: Alfarrabista
Número de páginas: 398 páginas
Resenha: Devo começar desde já por dizer que este foi dos piores e dos mais chatos livros que eu li este ano. Desde logo que eu não consegui unir-me a nenhuma personagem, para mim elas não passavam de estranhos. Além disso, a história estava cheia de estrangeirismos (pelo menos nesta edição), o que tornava chato e difícil acompanhar. No início tinha uma espécie de legenda para o nome dado na obra ao comissário da polícia e ao inspector e a isso tudo, mas primeiro, eram tantos nomes e tão parecidos que era impossível decorar todos, segundo, podiam simplesmente ter traduzido na obra e escrever "inspetor" ou "comissário" ou "diretor", ou fosse o que fosse, e não manter na língua original, porque isso dificultou-me (e muito) conseguir entrar na história.
Além disto, não é um livro que me ficasse na memória. Por exemplo, vai fazer agora um ano que li o livro "Confissões de uma Suspeita de Assassínio" do James Patterson e, embora não seja o meu preferido dele, ainda me lembro perfeitamente da história, ficou na memória, este não, eu já mal me lembro da história, só me lembro da forma como as vítimas morriam, porque isso sim, era original e novo.
Pelo lado positivo, este livro tinha algumas frases que eu realmente gostei, mas mesmo assim não acho que sejam boas o suficiente para me fazer ignorar o facto de ser um livro chato, e que eu (admito) arrastei a leitura por meses.
Houve apenas uma coisa que eu realmente gostei no livro, o fim. Eu adorei o fim, sabem, não é aquele fim cliché, é um fim inesperado. Eu li qualquer coisa que dizia que havia uma continuação do livro, mas, honestamente, eu vou ignorar esse facto (caso seja verdade) porque se não é provável que o autor vá arruinar a única coisa que realmente gostei, o fim, pois vai acabar por dar outro fim a toda esta história.
Não é um livro que eu recomendaria a alguém de ler, mas como eu tenho de lembrar sempre, esta é a minha opinião, não quer disser que a vossa vá ser igual. Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Nesse dia, enquanto observava a paisagem, estava consciente da fusão entre a cidade que amava e a cidade que policiava. Lá fora, algures, encontrava-se algo de monstruoso. Algo de pérfido. Algo de tão violento e maléfico que era difícil imaginá-lo como humano.» - Página 82
  • «A sensação esmagadora que sentia era de surpresa. Não conseguia compreender porque é que, sabendo que ia morrer, se sentia totalmente livre de medo.» - Página 98
  • «É bem verdade. O conceito de identidade alemã é um mito. Um mito que o nosso pequeno austríaco, pintos de casas, amplificou numa falsa história até que a Alemanha acreditou nele. Uma das lições mais importantes que aprendi como historiados é que apenas existe o presente. Apenas o presente tem uma forma imutável, descomprometida. O passado é aquilo que escolhemos fazer dele. A História é formada pelo nosso presente, não o contrário. Passámos os últimos dois séculos a reinventar o nosso passado, a remodelar a nossa identidade quando durante todo esse tempo não tivemos uma. O facto é que não existe uma raça alemã. Somos uma mistura de escandinavos e eslavos, celtas, italianos e alpinos... uma amálgama unida por uma língua e uma cultura, não por uma etnia.» - Página 117
  • «Não é fácil ser-se alemão. Transporta-se um peso excessivo de História recente enquanto outros europeus viajam comparativamente sem fardos. Dez séculos de cultura e conquistas tinham sido eclipsados durante um período de doze anos a meio do século XX, doze anos em que o mal mais extraordinário se tornara num lugar comum. Esses doze anos tinham definido ao mundo o que significava ser-se alemão; tinham definido a muitos alemães o que era ser-se alemão. Agora, não confiavam neles. E eles nunca mais poderiam confiar em si próprios.» - Página 187 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Dark City (Filme) - Resenha

Dark City

Info: Um homem luta com a memória do seu passado, incluindo a mulher de quem não se consegue lembrar, num mundo de escuro sem sombras e governado por seres com poderes telecinéticos que parecem absorver as almas humanas. 
Nome do Filme: Dark City
Nome em Português: Dark City - Cidade Misteriosa (Em Portugal); Dark City - Cidade das Sombras (no Brasil)
Duração: 01:40:00h
Género: Mistério, Ficção Científica 
Ano de Lançamento: 1998
Resenha:
Acabei de ver o filme e a primeira coisa que pensei foi "não sei o que raio acabou de acontecer".
Este filme começa com um homem, nu numa banheira e um cadáver. Nós não sabemos absolutamente mais nada. À medida que o filme vai desenrolando é nos apresentada a sua mulher de quem ele nem se lembra e um inspector da polícia que  parece interessado em apanhá-lo e ao mesmo tempo parece querer saber tudo.
Eu sinceramente só comecei a perceber o filme lá para a sua metade, porque até lá eu não tinha percebido absolutamente nada. O filme estava a acontecer, novas personagens estavam a entrar e a única coisa que eu tinha percebido era que o homem estava a ser acusado de assassínio e nem sabia onde vivia.
Acabei completamente confusa, depois de ver o filme disseram-me que este filme é muito comparado ao Matrix, que é mais recente que este, mas que são filmes do género. Que quem gosta deste género de filmes o Matrix é a base e este bem logo a seguir.
Sinceramente eu não sou muito fã. Gosto mais de saber o que se passa e trocarem-me as voltas no fim. Este trocou-me as voltas logo de princípio e eu não sou grande fã disso.
No entanto não posso dizer que não gostei. Porque eu gostei. Especialmente para o final quando se começa a revelar tudo o que se estava a passar e eu passei o tempo todo de boca aberta surpreendida com o que tinha acabado de acontecer.
Infelizmente acabou o filme e eu continuo sem entender certas partes, mas pronto, acho que o objetivo era exatamente esse.
Quando me recuperar desta acho que a minha paragem vai ser no Matrix. Sim, nunca vi, julguem-me.
Para quem gosta daquela ideia de duvidar de tudo, sim, este filme é bom para isso, mas é preciso ter uma mente aberta ou este filme não vai valer absolutamente nada.


Quotes/Melhores momentos:
  • «He's becoming like us. (Ele está a ficar como nós)
    • -So we must become like him.» (Então nós devemos ficar como ele.)
  • «They abducted us and brought us here. This city, everyone in it... is their experiment. They mix and match our memories as they see fit, trying to divine what makes us unique. One day, a man might be an inspector. The next, someone entirely different. When they want to study a murderer, for instance, they simply imprint one of their citizens with a new personality. Arrange a family for him, friends, an entire history... even a lost wallet. Then they observe the results. Will a man, given the history of a killer, continue in that vein? Or are we, in fact, more than the sum of our memories?» (Eles pegaram em nós e trouxeram-nos para aqui. Esta cidade, todos nela... é a experiência deles. Eles misturam e comparam as nossas memórias como eles querem, na tentativa de conseguir o que nos torna únicos. Um dia, um homem pode ser um inspector. No seguinte, alguém completamente diferente. Quando eles querem estudar um assassínio, por exemplo, eles simplesmente imprimem num dos seus cidadãos uma nova personalidade. Arranjam-lhe uma família, amigos, uma história inteira... até uma carteira perdida. Então eles absorvem os resultados. Poderá um homem, dado a sua história de assassino, continuar nas suas veias? Ou somos nós, de factos, mais do que a soma das nossas memórias?)
  • «The only place home exists... is in your head.» (O único sítio onde a tua casa existe... é na tua cabeça.)
  • «You were never a boy. Not in this place.» (Tu nunca foste um rapaz. Não neste sítio.)
  • «I have become the monster you were intended to be.» (Eu tornei-me o monstro que tu eras para ser.)
  • « I know this is gonna sound crazy, but what if we never knew each other before now... and everything you remember, and everything that I'm supposed to remember, never really happened, someone just wants us to think it did? (Ei sei que isto vai soar a loucura, mas e se nós nunca nos tivesse mos conhecido antes de agora... e tudo o que tu te lembras, e tudo o que é suposto eu me lembrar, nunca aconteceu realmente, alguém apenas quer que nós acreditemos que aconteceu?)
    • -But how can that be true? I so vividly remember meeting you. I remember falling in love with you. I remember losing you. I love you John, you can't fake something like that.» (Mas como é que isso pode ser verdade? Eu vivamente lembro-me de te conhecer. Eu lembro-me de me apaixonar por ti. Eu lembro-me de te perder. Eu amo-te John, não dá para fingir algo assim.)
  • «Can you imagine what it's like to erase your own past?» (Consegues imaginar como é apagares o teu próprio passado?)

«Hey, do you know the way to Shell Beach?»

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A Princesa do Gelo - Resenha

A Princesa de Gelo

Sinopse: "De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.

Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…"
Nome do Livro: A Princesa do Gelo
Nome do Autor: Camilla Läckberg
Editora: Dom Quixote
Número de Páginas: 399
Resenha: Este livro foi a minha estreia com esta tão conhecida autora. E não foi uma boa estreia. Porque eu não fiquei fã do livro. Eu achei que arrastei muito a leitura. O livro tinha algumas partes boas sim, mas a maior parte do tempo eu estava muito aborrecida.
O final é inesperado sim, e isso é bom, mas eu não gostei dele. Quanto à história em si, o livro acompanha Erica, uma escritora que quando regressa à sua cidade-natal, descobre que a sua melhor amiga de infância, Alex, morreu. Então o livro acompanha ela a envolver-se na história e a reencontrar pessoas do seu passado enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu. Até parece bom, não é? Pois, eu não gostei porque arrasta muito. Eu tive quase para parar de ler duas vezes. Mas já ia a meio e não gosto de deixar um livro a meio. Por sorte o livro até tem umas boas frases que estão apontadas embaixo.
A história não é má, mas, por exemplo, acho que o romance acontece depressa demais. Talvez vocês achem que não mas eu achei que sim. Foi tipo, já está e assim fica.
O final é completamente inesperado e disso eu gostei, mas... tem um senão, embora eu tenha gostado de o final ser inesperado, eu não gostei do final em si. Não achei que aquela personagem devia de ser o culpado, mas pronto, isso são opiniões.
No geral achei um livro um bocado maçante mas com um bom final. É que nem sei descrever bem o livro.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:
  • «Digo-lhe, o dinheiro não faz a felicidade de ninguém.» - Página 22
  • «Ela era frágil. Não era uma pessoa corajosa. É necessária força interior para alguém decidir acabar com a própria vida. Ela não tinha esse tipo de força.» - Página 27
  • «A vida não tinha corrido como imaginaram para ambos, mas devotaria o resto dos seus dias a preservar o pouco que lhes restava.» - Página 32
  • «Lá fora, a vida decorria como era habitual, mas no interior daquele quarto o tempo parara.» - Página 33
  • «O laço entre ambos ainda existia. Nada mudara. Nada era diferente. Tinham sido feitos um para o outro.» - Página 65
  • «O tempo nunca significara nada quando estava com ela. Anos, duas ou semana fluíam como um todo.» - Página 65
  • «Agora não restava nada. O fogo tinha sido extinto há muito. Ele permaneceu nas cinzas e observou como a sua vida era levada, tapada por um cobertor amarelo de hospital. No fim do caminho não havia alternativa. Sempre estivera ciente disso, e agora chegara finalmente a hora. Desejara aquele momento. E abraçou-o. Ela tinha partido.» - Página 107
  • «Talvez o seu destino estivesse já escrito nas estrelas quando nasceu, talvez esse destino tivesse sido reescrito naquele malfadado dia.» - Página 146
  • «A única coisa que Anders podia fazer era fingir não ver a Morte. Ignorá-la até que desaparecesse. (...) Mas a Morte era uma companhia demasiado familiar para poder ser ignorada. Tinham-se conhecido há já muitos anos, e a relação entre ambos não se tornara mais agradável com o decorrer do tempo. Mesmo nos momentos mais feliz que partilhara com ela, a Morte tinha-se metido de permeio, insistente, importuna.» - Página 147
  • «Era estranha, a forma como emoções completamente opostas podiam combinar-se num sentimento absolutamente novo. O amor e o ódio transformavam-se em indiferença. A vingança e o perdão transformavam-se em determinação. A ternura e a amargura tornavam-se em sofrimento, um sofrimento tão grande que podia esmagar um homem.» - Página 195
  • «Há muito que morrera, mas os olhos dela ainda o atormentavam sempre que o terror causado pelo álcool disparava.» - Página 234
  • «A imagem dos olhos plenos de ódio dela ainda permanecia na sua mente. Naqueles olhos não havia perdão.» - Página 273
  • «Não era natural um filho morrer antes dos pais, e era por isso que lhe custava tanto imaginar essa possibilidade.» - Página 274

sábado, 27 de setembro de 2014

Predestinado - Resenha

Predestinado

Sinopse: "Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja eminente. 
Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa. 
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo estigmas, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde. 
No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maior medos do mundo medieval - magia negra, lobisomens, loucura - Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem história real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas."

Nome do Livro: Predestinado
Nome da Autora: Philippa Gregory
Editora: Civilização Editora
Número de páginas: 306 páginas
Resenha:
Finalmente consegui acabar este livro, não porque seja uma seca, não o é, mas em comparação a outros livros que eu li desta autora, tal como a Rainha Branca que eu praticamente devorei, este livro não é tão cativante. Admito que eu também não tinha grande expectativa ou curiosidade deste livro, e meio que andem a adiar a sua leitura, mas consegui, cheguei ao fim, e vendo bem agora, até que é um bom livro. 
O problema deste livro é que a forma como foi escrito se torna um bocado chata, o final é surpreendente, mas é daqueles livros em que andamos o tempo todo a pensar que o final vai ser aborrecido, e isso quase me fez desistir. 
Uma coisa que adorei no livro, pelo menos nesta edição da Civilização Editora, foi os desenhos que haviam, em certas páginas havia um símbolo muito antigo que me lembrava mesmo aquela época, achei que isso foi algo bem posto e nisso a editora acertou em cheio. 
Sinceramente nem sei mais o que dizer sobre este livro, deixou-me sem palavras, e neste caso não digo isto muito no bom sentido, o livro aborreceu-me um pouco e não há nada que possa fazer para mudar isso. 
Boas leituras

Quotes/Melhores Momentos:
  • "Vou enviar-te para seres os meus ouvidos e os meus olhos. Vou enviar-te na senda do mistério, na busca do conhecimento. Vou enviar-te para traçares o mapa dos medos, para desvendares as trevas em todas as suas formas e manifestações. Vou enviar-te para compreender as coisas." - Página 21
  • "-Sabemos sempre se a rapariga é bonita a partir do seu andar. Uma rapariga bonita anda como se o mundo lhe pertencesse." - Página 98
  • "-Se olhar para o fundo daqueles olhos pretos, verá a própria Morte refletir-se neles como num espelho. Verá o rosto da Morte a contemplá-lo." - Página 122
  • "Ele apercebeu-se que ela era uma obra de horror, uma bela obra de horror, a pior coisa que podia existir entre o céu e o Inferno: um anjo caído." - Página 136
  • "Irão descobrir o vosso caminho? Irão pensar pelas vossas cabeças? São capazes de pensar por vós próprias?" - Página 172
  • "As pessoas não compreendem as mulher que não são casadas ou mães, filhas ou submissas. Receiam as mulheres que têm emoções, mulheres com uma educação. Eu sou uma rapariga educada, de cor, com uma religião desconhecida e a minha própria fé, e sou tão estranha para as pessoas desta pequena aldeia como um lobisomem." - Página 284
  • "Eles estão perdidos nas trevas da própria ignorância. São o seu rebanho: conduza-os à luz." - Página 300