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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Um de Nós Mente | One of Us is Lying - Opinião (Book Review)

Um de Nós Mente

Título do livro: Um de Nós Mente
Título original: One of Us is Lying
Nome da Autora: Karen M. McManus
Editora: Gailivro Editora
Número de páginas: 334 páginas
Sinopse: «Simon Kelleher é o criador do Má-Língua, uma nova aplicação que está a encurralar a elite de Bayview High, revelando pormenores da vida privada dos alunos da escola. Mas o caso torna-se mais grave quando Simon e quatro colegas ficam fechados de castigo numa sala, e ele morre diante das suas vítimas.
Os quatro que se tornam suspeitos imediatos do homicídio, são:
A melhor aluna da escola, Bronwyn, que nunca viola uma regra e quer entrar em Yale. A estrela da equipa de basebol de Bayview, Cooper. Nate, o criminoso, que está em liberdade condicional por vender droga. A menina bonita, Addy, que parece ter a vida perfeita ao lado do namorado perfeito.
Que segredos queriam esconder para eliminar Simon?
Quem será o culpado?»

sábado, 31 de dezembro de 2016

As Dez Figuras Negras - Opinião

As Dez Figuras Negras

Resultado de imagem para as dez figuras negras asaNome do livro: As Dez Figuras Negras
Nome original do livro: And Then There Were None
Nome do livro no Brasil: O caso dos Dez Negrinhos
Nome da Autora: Agatha Christie
Editora: Edições ASA
Número de páginas: 190 páginas
Sinopse: «Dez desconhecidos que aparentemente nada têm em comum são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo. Nessa mesma noite um deles é assassinado. A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino se encontra entre eles como se prepara para atacar uma e outra vez…»





Opinião: Depois de tanto ouvir falar da Agatha Christie eu quis ler um livro dela e acabei por escolher um dos mais famosos dela: As Dez Figuras Negras. 
Antes de mais deixem-me já avisar que não vou puder dizer muita coisa sem ser spoiler. A premissa da história é a seguinte: por algum motivo, dez estranhos são chamados a uma ilha. Quando lá chegam, inesperadamente, perdem contacto com o exterior e acabam por, um a um, serem assassinados. Assim, temos o medo de ser o próximo a ser morto, a tentativa de parar com as mortes e a desconfiança que reina entre as personagens. 
O meu maior problema com este livro acho que foram mesmo os nomes. Do nada somos apresentados a dez personagens diferentes com histórias diferentes e com profissões diferentes e, por vezes, acabava por me esquecer quem era quem e tive de ir atrás ver, mas nada que não possa ser ultrapassado ao escrever-se os nomes numa folha e quem são (como eu fiz, admito). 
Apesar de já ter ouvido falar muito da autora, o talento dela para a escrita conseguiu surpreender-me assim como o facto de que ela consegue dar um tom arrepiante à história com uma facilidade e subtileza louváveis. 
Algo que eu realmente gostei imenso é que, perto do final, ainda é difícil perceber qual vai ser o desfecho e o final é completamente inesperado e altamente lógico. Gostei bastante do livro e, por isso, recomendo muito. 
Boas leituras.
(4 em 5 estrelas)

Trailer da adaptação do livro:





Private: Agência Internacional de Investigação - Opinião

Private - Agência Internacional de Investigação


Nome do livro: Private - Agência Internacional de Investigação
Nome original do livro: Private
Nome do livro no Brasil: Private
Nome dos Autores: James Patterson e Maxine Paetro
Coleção: Private
Editora: Topseller
Número de páginas: 369 páginas
Sinopse: «Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, herdou do seu pai a Private, uma reputada agência internacional de investigação e segurança e, com ela uma carga de trabalhos que pode levá-lo ao ponto de rutura. Os segredos dos homens e mulheres mais poderosos chegam diariamente a Jack e aos seus agentes, que usam técnicas forenses de ponta para resolver os seus casos.Como se não lhe bastasse ter de apurar a verdade sobre um escândalo de jogo ilegal na liga de futebol americano e tentar resolver um inquérito criminal sobre as mortes selváticas de 18 raparigas, Jack ainda vai ter de desvendar o tenebroso assassínio da mulher do seu melhor amigo — e sua antiga amante.
Com uma narrativa que se desenvolve a um ritmo alucinante, Private: Agência Internacional de Investigação é o mais excitante e vibrante thriller de James Patterson.»

Opinião: Como eu já não lia um livro do meu autor preferido à muito tempo, decidi começar uma série tão famosa dele: a série Private.
E tal como eu já esperava, o incrível James Patterson não desiludiu. O primeiro capítulo, como sempre, foi um princípio muito bom e deixa logo os leitores curiosos. Mais uma vez o autor conseguiu demonstrar o enorme talento que tem para construir personagens e o mundo em que se inserem.
Então qual é a história deste livro? O livro desenvolve-se à volta do Jack, antigo fuzileiro e agente da CIA que lidera a Private, herdada do seu pai, onde chegam os casos mais complicados e importantes do mundo. Tudo vai a correr bem até que a mulher do melhor amigo é morta e o seu melhor amigo é visto como o principal suspeito. Além deste caso complicado, tem ainda nas suas mãos um assassinato, um possível escândalo no futebol americano e a máfia a querer um caso investigado.
Algo que eu gostei bastante foi a realidade do livro relativamente aos casos deles. Não aparecem apenas casos enormes, aparecem outros mais pequenos e simples e não parece que a agência trabalha só para um caso, como acontece na maioria dos policiais, nós realmente vemos a Private a lidar com mais do que um caso ao mesmo tempo e eu acho que isso deu um toque bastante realista ao livro. Outro toque realista foi acrescentado pelo simples facto de que não vamos apenas as personagens a tentar descobrir a verdade, mas também elas a lidar com os seus problemas pessoais e a tentar evitar que eles se misturem com o seu trabalho.
Como de costume, a escrita do autor flui muito bem, a ação está muito boa e as personagens, e as suas história, estão muito bem construídas.
Mais para o final comecei a achar que, neste livro, e contra o costume do autor, não ia haver aquelas reviravoltas que eu nunca consigo anteceder ou que, quando consigo, o faço apenas umas dez páginas antes, mas quando eu menos estava à espera lá estava ela: bem construída, surpreendente e fantástica.
Com este livro só posso concluir mais uma vez o excelente escritor que o James Patterson é, só continuo a sentir pena por raramente conseguir arranjar frases nos livros dele. Recomendo muito este e todos os livros dele que li até agora.
Boas leituras.
(4 em 5 estrelas)

sábado, 13 de agosto de 2016

NYPD Red: À Margem da Lei - Opinião

NYPD Red: À Margem da Lei



Sinopse: «A NYPD Red enfrenta agora o seu inimigo mais perigoso de sempre.Há um serial killer à solta em Nova Iorque, perseguindo e assassinando criminosos que conseguiram escapar à Justiça. À medida que o número de vítimas deste justiceiro por conta própria aumenta, cada vez mais nova-iorquinos o apoiam.
O detetive Zach Jordan e a sua parceira Kylie MacDonald são destacados para o caso quando mais uma pessoa, uma mulher ligada à campanha eleitoral de um dos candidatos à Câmara de Nova Iorque, é assassinada. Zach e Kylie têm de descobrir quais são as verdadeiras motivações deste assassino, uma vez que por detrás deste último crime se escondem segredos da ordem da vida pública e privada. No entanto, Kylie tem agido de forma estranha, e Zach teme que o que quer que se esteja a passar com a sua parceira possa pôr em risco o maior caso das suas carreiras.»

Nome do livro: NYPD Red: À Margem da Lei
Nome original do livro: NYPD Red 2
Nome do Autor: James Patterson
Editora: Topseller
Número de páginas: 331 páginas
Opinião: Como uma leitora que adora todos os livros do James Patterson, sendo que ele é o meu autor preferido, eu já tenho a expetativa para cada livro bastante elevada, o que me leva sempre a ter medo de que o livro não seja assim tão bom. No entanto, James Patterson continua, até ao momento, a corresponder as minhas expetativas. 
Até ao momento o livro deste autor de que eu menos gostei foi o NYPD Red (e mesmo assim gostei bastante), então o meu medo era ainda ligeiramente maior, no entanto, eu gostei bastante deste segundo livro, gostei ainda mais do que o primeiro.
Este livro acompanha os já conhecidos detetives da NYPD Red a tentar encontrar um assassino de criminosos, ao mesmo tempo que correm contra o relógio. 
Um pormenor que eu adoro, muito presente nos livros do James Patterson, é o facto de que ele inclui capítulos narrados pelo assassino, o que nos leva a compreendê-lo melhor. 
As únicas coisas em que preferi o primeiro livro foi nas personagens femininas, uma vez que a Kylie (uma das personagens principais) e a Cheryl (psicóloga que trabalha com a NYPD Red e que namora o nosso querido do Zack, a outra personagem principal) foram bem mais irritantes neste livro que no primeiro. A Kylie irritou-me com os seus segredinhos e o seu humor, enquanto que a Cheryl me irritou pela sua forma de ser.
Por outro lado, a descrição da ação e o crime em si são muito melhores que no primeiro livro. 
Como de costume, temos a grande reviravolta tão caracteristica do James Patterson e que, mesmo assim, não deixa de surpreender. 
O final em si foi inesperado em diversos pontos e muito bem escrito. 
É, sem dúvida, um livro e um autor que recomendo muito. 
Boas leituras.  

(5 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:

  • «O dinheiro compra o anonimato, e muito dinheiro compra o silêncio absoluto.» - Página 42

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Em Parte Incerta - Resenha

Em Parte Incerta

Sinopse: "Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5.º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas… 
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo — mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa embrulhada em papel prateado escondida atrás do armário de Amy?"
Nome do livro: Em Parte Incerta
Nome original do livro: Gone Girl
Nome no Brasil: Garota Exemplar
Nome da Autora: Gillian Flynn
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 652 páginas
Resenha: Depois de ouvir tantos elogios a este livro fiquei com curiosidade de o ler, e devo dizer que quando acabei de o ler, estava bastante surpreendida por causa de diversos aspetos.
Em Parte Incerta, como já praticamente toda a gente deve saber até agora, acompanha a história do Nick que é casado com a Amy e que, à vista de todos, têm a relação perfeita. Até que a Amy desaparece no aniversário de 5 anos do casal, a partir daí o Nick fica envolvido numa trama em que ele parece ser o responsável, pelo que acompanhamos ele a tentar provar que não o é.
O livro está divido em três partes, sendo que cada um acompanha uma mudança drástica no desenrolar do livro. A história é nos contada de dois pontos de vista, da do Nick no presente e da Amy no passado através do seu diário.
Uma das coisas que me irritou um bocado neste livro foi o facto do Nick parecer não ter emoções, mas isso acaba por se tornar compreensível, além de que percebemos que a relação deles não era nada boa, na verdade, era completamente esquisita.
Uma personagem que adorei foi a forte e independente Go (ou Margo, irmã gémea do Nick, eu realmente gostei dela). Na 2ª parte a história do livro fica tão mas tão melhor que nem sei descrever esta mudança.
Gillian Flynn é uma escritora tão boa que o próprio leitor acaba por começar a duvidar do Nick quando ele diz que não matou a Amy, além de que a Gillian Flynn tem um raciocínio e imaginação digno de prémios, pelo que ela consegue juntar coisas que parecem não ter nada a ver com uma explicação completamente lógica.
Se eu achei o livro todo inesperado? Não, na verdade eu já esperava parte da ação, mas o final dificilmente alguém consegue percebê-lo, é completamente inesperado.
É um livro que recomendo sim, e muito.
Boas leituras.
(4 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «E se todos estamos a representar, não pode existir uma alma gémea, porque não temos almas genuínas.» - Pág. 125

sábado, 5 de dezembro de 2015

Caçadores de Cabeças - Resenha Dupla

Caçadores de Cabeças


Sinopse: "Roger Brown é um vilão sedutor, um homem que parece ter tudo: é o caçador de cabeças mais bem-sucedido da Noruega - procura e seleciona altos quadros para as maiores empresas -, casado com uma elegante galerista e proprietário de uma casa luxuosa. Mas, por detrás desta fachada de sucesso, Roger Brown gasta mais do que pode e dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte.Na inauguração de uma galeria, a mulher, Diana, apresenta-o ao holandês Clas Greve e Roger percebe imediatamente que não pode deixar escapar aquela oportunidade. Clas Greve não é apenas o candidato perfeito ao cargo de diretor-geral que ele tem de recrutar para a empresa Pathfinder, como ainda tem em seu poder o famoso quadro de Rubens, A Caça ao Javali de Caledónia. Roger identifica aqui a possibilidade de se tornar financeiramente independente e começa a planear o seu maior golpe de sempre. Mas depressa se vê em apuros - e desta vez não são financeiros.
Em Caçadores de Cabeças, Jo Nesbo envolve-nos numa conspiração explosiva nos meandros da elite industrial e financeira, que culmina no submundo de assassinos contratados e vigaristas. Uma sucessão de homicídios surpreendentes, perseguições e fugas espetaculares, capazes de prender até à última página o mais exigente dos leitores."


Nome do livro: Caçadores de Cabeças
Nome em Inglês: Headhunters
Nome no Brasil: Headhunters
Nome do Autor: Jo Nesbø
Editora: LeYa
Número de páginas: 188 páginas
Resenha: Admito que tinha muitas esperanças relativamente a este livro. A sinopse deixou-me cheia de curiosidade, e quando acabei o prólogo, estava a morrer de vontade de saber o que acontecia e pensei que realmente ia ser um livro fácil de ler. Bem, não foi.
O livro acompanha o Roger Brown, um caçador de cabeças (muito bem sucedido, por sinal) que, secretamente, rouba obras de arte. Durante o livro, Roger decide dar o maior golpe da sua vida quando tenta roubar a Greve um quadro desaparecido desde a 2ª Guerra Mundial, mas existe um pequeno problema: ele não é o único que sabe enganar as pessoas, e uma perseguição enorme e surpreendente começa.
Só o Roger Brown por si só é uma personagem muito curiosa mas, nuns momentos ele é a pessoa mais inteligente do livro e do nada parece tão burro que demora a perceber o que o leitor já percebeu à muito. O facto de ele ser tão inteligente acaba por o tornar ligeiramente maniento, como se fosse a melhor pessoa à fase da Terra e soubesse tudo o que as pessoas iam fazer a seguir, isto até que acaba por ser bom porque é incrível ver a reação dele quando as coisas não acontecem como ele esperava.
O livro até que nem estava a ser mau até que a partir de metade do livro a ação se tornou muito lenta. Quando se está a umas 40 páginas do fim do livro não é bom que esteja tudo a ser lento, pelo contrário, devia ser o momento em que a ação se torna mais agitada.
O livro teve algumas descrições que me arrepiaram toda, desde descrições de cheiro a coisas que a personagem estava a ver ou a sentir, algumas realmente reviraram-me o estômago.
Admito sim que os acontecimentos são bastante inesperados e eu, definitivamente, não estava a ver aquele final, no entanto, não foi um livro que eu realmente gostei, na verdade, custou-me bastante a ler de tão chatas que eram algumas partes.
O livro tem ainda um filme que eu não posso dizer-vos se gostei ou não pois não o vi.
Assim sendo, não é um livro que eu recomende, mas para quem gosta de policias, especialmente aqueles muito descritivos, vai gostar bastante destes.
Boas leituras.
- Pan

Quotes/Melhores Momentos:
  • «O número de horas que o homem moderno passa a comunicar é o sêxtuplo dos nossos antepassados. Por conseguinte, comunicamos mais, mas será que comunicamos melhor?» - Página 84
Outra Resenha:
O livro Caçadores de Cabeças de Jo Nesbo fala de Roger Brown, o caçador de cabeças mais bem-sucedido da Noruega.
Este policial, que foi adaptado ao cinema em 2011, é, de facto, intrigante. Não só por ter como personagem principal um homem com quem, de início, dificilmente se consegue relacionar ou sentir qualquer tipo de empatia, mas também por ter como plano de fundo um espaço socio-cultural que nem todos são afortunados de disfrutar. Apesar de ser intrigante, tenho que admitir que não me prendeu de modo a querer devorar a história em meia dúzia de horas. Tornou-se um pouco maçudo de ler, mesmo tendo apenas umas míseras 188 páginas. Mas, felizmente para mim que estava a ler o livro quase que por obrigação, mais ou menos a meio, as reviravoltas começaram a aparecer. Uma atrás da outra, qual a mais inesperada, a verdade é que tornaram a obra muito mais interessante.
Tendo em conta que este é apenas o segundo policial que li, não posso analisar, de maneira alguma, os crimes cometidos, quer pelas personagens, quer pelo autor na maneira de descrever algo ou nalgum tipo de facto apresentado. O que posso dizer é que a intercalação entre o momento presente e o passado familiar de Roger está muito bem feito. Acabei o livro a saber quem é Roger Brown, incluindo a sua infância, sendo que este fez questão em parar a história do momento para dar algum tipo de informação que possa servir de explicação para algum tipo de atitude ou comportamento. A nível de escrita propriamente dita não tenho nada a dizer. Nesbo não tem um poder descritivo incrivelmente detalhado como Murakami, mas as suas descrições são o suficiente para agarrar o leitor e transportá-lo para o local ou para a situação.
De modo geral, gostei. É, sem qualquer sombra de dúvida, um bom livro. Perfeito para iniciantes ao género como eu devido à descrição de momentos macabros ser atenuada, não sendo a suficiente para ferir susceptibilidades. Recomendo.
(a outra leitora não encontrou nenhuma frase que lhe chamasse a atenção)


Trailer da adpatação do livro para o cinema:


sábado, 10 de outubro de 2015

Os Homens Que Odeiam as Mulheres - Resenha

Os Homens Que Odeiam as Mulheres


Sinopse: "O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar."

Nome do livro: Os Homens Que Odeiam as Mulheres
Nome do Autor: Stieg Larsson
Editora: Bis Editora
Número de páginas: 551 páginas
Resenha: Depois de tanto ouvir falar desta (ex) trilogia, decidi dar-lhe uma chance. E, lamento para aqueles que adoram estra trilogia, mas, embora eu tenha gostado, não a achei nada de mais.
O livro vai acompanhar o Mikael, um jornalista, sócio da revista Millenium, que se vê envolvido num escândalo por difamação. Afastado do jornalismo, Mikael vai envolver-se num mistério que envolve uma família muito poderosa e, assim, conhecer a Lisbeth, uma hacker, que o vai ajudar a desvendar este mistério à medida que descobrem coisas obscuras sobre a família Vanger.
O prólogo começa logo muito misterioso, o que eu gostei muito.
Os capítulos vão alternando entre acompanhando o Mikael e acompanhando a Lisbeth. A Lisbeth Salander é uma personagem incrível e viciante, embora por vezes tenha atitudes fechadas que me irritaram bastante e me fizeram gostar um bocadinho menos dela.
Uma das coisas que menos gostei mas que era (quase) inevitável foi o facto de a família Vanger ser tão grande que chega a uma altura que uma pessoa já está confusa e não sabe quem é que é quem.
Uma das ideias que temos é que a Lisbeth vai logo conhecer o Mikael mas isso ainda demora bastante a acontecer, e a primeira metade da história é demasiado lenta, parece quase que é a introdução a toda a ação que vai acontecer depois.
Outra coisa que não gostei foi a relação que o Mikael desenvolve com uma das personagens, que eu achei quase que nojenta.
Uma das pessoas ligadas a estes segredos obscuros da família era bastante óbvio e a forma como o Mikael reage quando descobre é simplesmente estúpida e mal pensada, isso irritou-me bastante. Por outro lado, o que acontece à sobrinha-neta do Henrik Vanger é bastante surpreendente.
Não sei quando ou se vou ler a continuação, mas é um livro que recomendo sim.
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Toda a gente tem segredos. É só uma questão de descobrir quais são.» - Página 123
  • «Toda a gente tem de ter qualquer coisa em que acreditar.» - Página 302

domingo, 30 de agosto de 2015

A Rapariga no Comboio - Resenha

A Rapariga no Comboio


Sinopse: "Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia... 
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."

Nome do livro: A Rapariga no Comboio
Nome original do livro: The Girl On The Train
Nome no Brasil: A Garota no Trem
Nome da Autora: Paula Hawkins
Editora: Topseller
Número de páginas: 318 páginas
Resenha: Devido ao sucesso que este livro está a ter, eu realmente tinha grande expetativas, e nem acho que tenha sido desiludida, pelo contrário, gostei bastante do livro.
O livro acompanha principalmente a Rachel, porque depois vai haver mais dois narradores, e eu gostei bastante desta personagem principal por um lado, e por outro lado ela irritou-me bastante. Por um lado, adorei o facto de ela ser aquela personagem principal com falhas, ela não é perfeita, tem uma maneira única e estranha de pensar e tem os seus problemas, e sérios por sinal. Por outro lado, ela irritou-me muito em certas partes em que parecia não conseguir controlar-se, tornou-se irritante.
Todos os dias quando a Rachel apanha o comboio, ela passa a viagem inteira a ver as casas e as pessoas, imaginando as suas vidas, e até lhes dá nomes. Até que um dia ela vê algo relacionado com um casal, que não encaixa na sua fantasia. Depois de um certo evento que está na base do livro, ela vai contar o que viu à polícia, e é a partir daí que vai estar no centro de tudo.
A história do livro é intrigante e puxa muito o leitor, a forma de escrita de Paula Hawkins é simplesmente genial. Além disso, o facto de a escritora optar por três narradores permite perceber todos os ângulos da história e dá mais interesse ao leitor, sendo que um dos narradores passa o livro quase todo a narrar no passado, então é preciso tomar atenção às datas que iniciam cada narração.
O livro tem ainda aquela mudança em que vemos uma pessoa supostamente perfeita a deixar de o ser, ou seja, quando realmente se vê a revelação de uma pessoa.
Quanto à pessoa por trás de todos estes problemas, eu já esperava, ai não me surpreendi, porque sempre achei que a personagem não encaixava, mas adorei o final.
A topseller, mais uma vez, não desiludiu e reforçou o seu lugar como minha editora preferida. Recomendo completamente este livro.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Ela cometeu um erro. Acontece. Nenhum de nós é perfeito.» - Página 113
  • «Tenho de contar a alguém nem que seja apenas uma vez. Dizer em voz alta as palavras. Se não me desfizer delas, vão devorar-me por dentro. O buraco no meu interior, o buraco que elas deixaram, vai tornar-se cada vez maior, até me consumir por completo.» - Página 116

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A Amante - Resenha

A Amante

Sinopse: "O jornalista Ben Casper é paranóico e obsessivo. E a maior e mais compulsiva das suas fixações é Diana, a bela mas inacessível mulher dos seus sonhos.
Quando ela é encontrada morta, após uma queda da varanda do seu apartamento, as autoridades não hesitam em considerar que é um suicídio. Mas Ben conhecia bem Diana e sabe que ela nunca se mataria. Convence-se de que a amiga foi assassinada e embarca numa aventura arriscada para conseguir prová-lo.
O jornalista descobre, porém, que ela levava uma vida dupla, e à medida que outras pessoas envolvidas na vida de Diana morrem em circunstâncias questionáveis, torna?se evidente que alguém não quer que a verdade venha ao de cima. E, a menos que Ben desista da sua investigação, ele pode ser o próximo a «sair de cena»...

Segredos, mentiras e uma conspiração mortal."

Nome do livro: A Amante
Nome do Autor: James Patterson
Editora: Topseller
Número de páginas: 348 páginas 
Resenha: Comecei a ler este livro já com grandes esperanças visto que James Patterson é o meu autor preferido. E devo dizer que agora, Ben Carter se tornou o meu personagem principal de todos os tempos.
Ele é uma personagem incrível que sabe imensos factos. Percebemos logo de cara que ele não pensa como as outras pessoas e isso torna-o muito mais interessante, e as suas constantes referências cinematográficas são engraçadas e interessantes.
Ele é tão perspicaz e ao mesmo tempo deixa a mente divagar tanto que realmente dá para ver semelhança com ele, eu adorei simplesmente esta personagem.
Além disso, James Patterson escolheu fazer uso de linguagem comum e de asneiras o que eu acho que permite entrar muito mais facilmente na história visto que se torna uma escrita comum, como se pudéssemos ser nós a falar.
Se eu já estava a adorar o livro, por volta da página 257 passei a amar completamente, o livro fica cada vez mais curioso e eu adoro essa curiosidade.
Só tenho um pequeno pormenor a apontar, achei que o livro demora demasiado tempo a explicar o porquê do título, afinal, eu estava já perto do meio quando consegui descobrir o porque, e digo desde já que, quem estiver a ler o livro e achar que já sabe qual é o segredo na origem da conspiração mortal, pode voltar já atrás, o segredo é muito mais surpreendente do que isso, na verdade, é tão bem pensado e inesperado que eu nunca na minha vida teria pensado em tal segredo, mas foi uma ideia realmente muito boa.
Uma coisa que adoro no James Patterson é o facto de os seus capítulos serem bastante pequenos o que facilita a leitura, além de que esta capa é simplesmente linda.
É um livro que recomendo sem duvida e um autor a que todos deveriam dar uma chance, sem dúvida que ele sabe como dar uma reviravolta no momento certo, além de que esta personagem principal é simplesmente incrível, todos deviam de ler este livro, mesmo.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Se vês uma pedra a rebolar colina abaixo, trata de sair da frente. Ou seja, devemos escolher bem as nossas batalhas. Para quê desperdiçar tempo com o que não podemos vencer?» - Página 192
  • «Não somos duas pessoas com a vida em perigo. Somos dias pessoas que não têm nada senão este instante, nada senão este agora.» - Página 203
  • «Um patriota faz o que é melhor para o seu país, não o que é melhor para o seu líder.» - Página 276

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Águia de Sangue - Resenha

Águia de Sangue

Sinopse: «Duas mulheres são assassinadas da mesma maneira ritualista e brutal. O assassino provoca a Polícia com e-mails. Parece evidente estarmos perante um assassino em série, que escolhe vítimas ao acaso e põe em prática uma qualquer fantasia perversa. Mas quando Jan Fabel e a sua equipa começam a investigar, descobrem que nada é o que parece. São arrastados para um mundo sombrio de mitologia e lendas, de obscuros cultos religiosos, intriga política e um violento esforço para controlar a cidade. Enquanto Fabel tenta apanhar o assassino antes que haja mais mortes, ele e a sua equipa são obrigados a enfrentar uma ameaça fria e brutal que nunca poderiam ter previsto.»

Nome do livro: Águia de Sangue
Nome da Autora: Craig Rusell
Editora: Alfarrabista
Número de páginas: 398 páginas
Resenha: Devo começar desde já por dizer que este foi dos piores e dos mais chatos livros que eu li este ano. Desde logo que eu não consegui unir-me a nenhuma personagem, para mim elas não passavam de estranhos. Além disso, a história estava cheia de estrangeirismos (pelo menos nesta edição), o que tornava chato e difícil acompanhar. No início tinha uma espécie de legenda para o nome dado na obra ao comissário da polícia e ao inspector e a isso tudo, mas primeiro, eram tantos nomes e tão parecidos que era impossível decorar todos, segundo, podiam simplesmente ter traduzido na obra e escrever "inspetor" ou "comissário" ou "diretor", ou fosse o que fosse, e não manter na língua original, porque isso dificultou-me (e muito) conseguir entrar na história.
Além disto, não é um livro que me ficasse na memória. Por exemplo, vai fazer agora um ano que li o livro "Confissões de uma Suspeita de Assassínio" do James Patterson e, embora não seja o meu preferido dele, ainda me lembro perfeitamente da história, ficou na memória, este não, eu já mal me lembro da história, só me lembro da forma como as vítimas morriam, porque isso sim, era original e novo.
Pelo lado positivo, este livro tinha algumas frases que eu realmente gostei, mas mesmo assim não acho que sejam boas o suficiente para me fazer ignorar o facto de ser um livro chato, e que eu (admito) arrastei a leitura por meses.
Houve apenas uma coisa que eu realmente gostei no livro, o fim. Eu adorei o fim, sabem, não é aquele fim cliché, é um fim inesperado. Eu li qualquer coisa que dizia que havia uma continuação do livro, mas, honestamente, eu vou ignorar esse facto (caso seja verdade) porque se não é provável que o autor vá arruinar a única coisa que realmente gostei, o fim, pois vai acabar por dar outro fim a toda esta história.
Não é um livro que eu recomendaria a alguém de ler, mas como eu tenho de lembrar sempre, esta é a minha opinião, não quer disser que a vossa vá ser igual. Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Nesse dia, enquanto observava a paisagem, estava consciente da fusão entre a cidade que amava e a cidade que policiava. Lá fora, algures, encontrava-se algo de monstruoso. Algo de pérfido. Algo de tão violento e maléfico que era difícil imaginá-lo como humano.» - Página 82
  • «A sensação esmagadora que sentia era de surpresa. Não conseguia compreender porque é que, sabendo que ia morrer, se sentia totalmente livre de medo.» - Página 98
  • «É bem verdade. O conceito de identidade alemã é um mito. Um mito que o nosso pequeno austríaco, pintos de casas, amplificou numa falsa história até que a Alemanha acreditou nele. Uma das lições mais importantes que aprendi como historiados é que apenas existe o presente. Apenas o presente tem uma forma imutável, descomprometida. O passado é aquilo que escolhemos fazer dele. A História é formada pelo nosso presente, não o contrário. Passámos os últimos dois séculos a reinventar o nosso passado, a remodelar a nossa identidade quando durante todo esse tempo não tivemos uma. O facto é que não existe uma raça alemã. Somos uma mistura de escandinavos e eslavos, celtas, italianos e alpinos... uma amálgama unida por uma língua e uma cultura, não por uma etnia.» - Página 117
  • «Não é fácil ser-se alemão. Transporta-se um peso excessivo de História recente enquanto outros europeus viajam comparativamente sem fardos. Dez séculos de cultura e conquistas tinham sido eclipsados durante um período de doze anos a meio do século XX, doze anos em que o mal mais extraordinário se tornara num lugar comum. Esses doze anos tinham definido ao mundo o que significava ser-se alemão; tinham definido a muitos alemães o que era ser-se alemão. Agora, não confiavam neles. E eles nunca mais poderiam confiar em si próprios.» - Página 187 

segunda-feira, 2 de março de 2015

O Código Da Vinci - Resenha

O Código Da Vinci

Sinopse: "Robert Langdon, conceituado simbologista de Harvard, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto do cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem, estupefactos, uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo Da Vinci que o pintor engenhosamente disfarçou.
Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curador estava envolvido com o Priorado de Sião, uma sociedade secreta a que tinha pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros."

Nome do livro: O Código Da Vinci
Nome da Autora: Dan Brown
Editora: Bertrand Editora 
Número de páginas: 536 páginas
Resenha: Comecei a ler este livro à talvez uns 3 anos atrás e não fui capaz de o levar nem até meio. Decidida a terminar livros que estavam parados na minha estante e que ainda não tinha tido coragem para acabar de ler, ganhei vergonha na cara, peguei nele e li-o. Mais depressa do que pensava que fosse conseguir, não demorei nem 4 dias a ler o livro todo, o que mostra já que não o odiei.
A primeira parte do livro eu achei um pouco chata sim, mas lá a partir de 1/4 do livro fica um livro muito muito interessante.
O Código Da Vinci é um bom livro sim, e deixa uma pessoa a pensar em certas coisas que a igreja nos transmite, sem duvida.
O livro é o mais conhecido de Dan Brown então já todos devem de ter ouvido falar dele, nem que tenha sido por um católico irritado a dizer que Dan Brown não sabia nada do que escreveu (como me aconteceu a mim).
Mas basicamente a história segue a personagem Robert Langdon (O mesmo de Anjos e Demónios), de quem eu não gosto mas que me ficou presa na cabeça, que se encontra em França quando é acusado de assassinar o avô de Sophie Neveu que não acredita verdadeiramente que Robert tenha matado o seu avô. Assim, junta-se a Robert, enquanto este é perseguido pela polícia francesa, para tentar descobrir o que o seu avô morreu a tentar proteger.
Pelo meio somos apresentados a conspirações católicas que nos deixam a pensar se realmente aquilo é verdade, e para quem acha que é tudo mentira, mude já de ideias. A segui a ler este livro, emprestaram-me um livro chamado "O Código da Vinci Descodificado" onde explica, através de factos históricos, o que é verdade e o que não é. (Resenha AQUI brevemente).
Este livro teve direito a um filme que eu ainda não vi mas que vou resenhar mal vir.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:
  • «A experiência diz-me que as pessoas são capazes de ir muito mais longe por causa daquilo que temem do que por causa daquilo que desejam.» - Página 319
  • «As metáforas são uma maneira de ajudar as nossas mentes a processar o improcessável. Os problemas surgem quando começamos a acreditar literalmente nas nossas próprias metáforas.» - Página 409
Trailer da adaptação do livro para o cinema:



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A Princesa do Gelo - Resenha

A Princesa de Gelo

Sinopse: "De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.

Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…"
Nome do Livro: A Princesa do Gelo
Nome do Autor: Camilla Läckberg
Editora: Dom Quixote
Número de Páginas: 399
Resenha: Este livro foi a minha estreia com esta tão conhecida autora. E não foi uma boa estreia. Porque eu não fiquei fã do livro. Eu achei que arrastei muito a leitura. O livro tinha algumas partes boas sim, mas a maior parte do tempo eu estava muito aborrecida.
O final é inesperado sim, e isso é bom, mas eu não gostei dele. Quanto à história em si, o livro acompanha Erica, uma escritora que quando regressa à sua cidade-natal, descobre que a sua melhor amiga de infância, Alex, morreu. Então o livro acompanha ela a envolver-se na história e a reencontrar pessoas do seu passado enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu. Até parece bom, não é? Pois, eu não gostei porque arrasta muito. Eu tive quase para parar de ler duas vezes. Mas já ia a meio e não gosto de deixar um livro a meio. Por sorte o livro até tem umas boas frases que estão apontadas embaixo.
A história não é má, mas, por exemplo, acho que o romance acontece depressa demais. Talvez vocês achem que não mas eu achei que sim. Foi tipo, já está e assim fica.
O final é completamente inesperado e disso eu gostei, mas... tem um senão, embora eu tenha gostado de o final ser inesperado, eu não gostei do final em si. Não achei que aquela personagem devia de ser o culpado, mas pronto, isso são opiniões.
No geral achei um livro um bocado maçante mas com um bom final. É que nem sei descrever bem o livro.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:
  • «Digo-lhe, o dinheiro não faz a felicidade de ninguém.» - Página 22
  • «Ela era frágil. Não era uma pessoa corajosa. É necessária força interior para alguém decidir acabar com a própria vida. Ela não tinha esse tipo de força.» - Página 27
  • «A vida não tinha corrido como imaginaram para ambos, mas devotaria o resto dos seus dias a preservar o pouco que lhes restava.» - Página 32
  • «Lá fora, a vida decorria como era habitual, mas no interior daquele quarto o tempo parara.» - Página 33
  • «O laço entre ambos ainda existia. Nada mudara. Nada era diferente. Tinham sido feitos um para o outro.» - Página 65
  • «O tempo nunca significara nada quando estava com ela. Anos, duas ou semana fluíam como um todo.» - Página 65
  • «Agora não restava nada. O fogo tinha sido extinto há muito. Ele permaneceu nas cinzas e observou como a sua vida era levada, tapada por um cobertor amarelo de hospital. No fim do caminho não havia alternativa. Sempre estivera ciente disso, e agora chegara finalmente a hora. Desejara aquele momento. E abraçou-o. Ela tinha partido.» - Página 107
  • «Talvez o seu destino estivesse já escrito nas estrelas quando nasceu, talvez esse destino tivesse sido reescrito naquele malfadado dia.» - Página 146
  • «A única coisa que Anders podia fazer era fingir não ver a Morte. Ignorá-la até que desaparecesse. (...) Mas a Morte era uma companhia demasiado familiar para poder ser ignorada. Tinham-se conhecido há já muitos anos, e a relação entre ambos não se tornara mais agradável com o decorrer do tempo. Mesmo nos momentos mais feliz que partilhara com ela, a Morte tinha-se metido de permeio, insistente, importuna.» - Página 147
  • «Era estranha, a forma como emoções completamente opostas podiam combinar-se num sentimento absolutamente novo. O amor e o ódio transformavam-se em indiferença. A vingança e o perdão transformavam-se em determinação. A ternura e a amargura tornavam-se em sofrimento, um sofrimento tão grande que podia esmagar um homem.» - Página 195
  • «Há muito que morrera, mas os olhos dela ainda o atormentavam sempre que o terror causado pelo álcool disparava.» - Página 234
  • «A imagem dos olhos plenos de ódio dela ainda permanecia na sua mente. Naqueles olhos não havia perdão.» - Página 273
  • «Não era natural um filho morrer antes dos pais, e era por isso que lhe custava tanto imaginar essa possibilidade.» - Página 274

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Invisível - Resenha

Invisível

Sinopse: "Sem deixar rasto. Sem qualquer motivo. Um seria killer imparável. Uma revelação desconcertante.
Emma está obcecada com a investigação de uma série de incêndios que provocou a morte de pessoas e que à primeira vista parecem não ter qualquer ligação entre si. Todos dizem que foram acidentais, mas Emma insiste que foram provocados por um único serial killer.
Mas há algo mais, e muito pessoal, que move Emma: uma das vítimas era sua irmã. Irmã gémea.
Nem mesmo o seu ex-namorado, um antigo agente do FBI, consegue acreditar que dezenas de incêndios, raptos, mutilações e assassínios estejam todos relacionados. Mas Emma vai encontrar uma peça-chave que os ligará a todos. 
Novos crimes surgem a cada dia e todos parecem inexplicáveis. Sem motivos, sem armas do crime e sem suspeitos. E Emma não vai descansar enquanto não encontrar o assassino. Ou irá o assassino encontrá-la a ela primeiro?
Pode realmente uma única pessoa ser responsável por estes crimes impensáveis?
A ameaça mais aterradora é aquela que não se vê"

Nome do Livro: Invisível
Nome do Autor: James Patterson com David Ellis
Editora: Topseller
Número de Páginas: 332 páginas
Resenha: Eu estou completamente apaixonada pelos livros de James Patterson. O homem é um génio. Primeiro adoro o facto de que os capítulos dele não são muito longos. Sabem, eu tenho esta mania de só parar a leitura no final de um capítulo, e como ele faz capítulos pequenos eu acabo um e penso em ir dormir, eu digo "só mais um, é pequeno" e isso faz-me ler muito mais e muito mais depressa.
Quanto à história em si, eu adoro. Ele criou um crime que nós chegamos mesmo a pensar "yup, é impossível isso ter acontecido", achamos até que a Emma está é demasiado agarrada a essa ideia. Mas quando descobrimos como aconteceu, nós pensamos "isso é possível e até faz sentido, mas é de génio". Não entendo como é que o James Patterson tem imaginação para estas histórias, mas o homem é um génio. E quando eu achei que já não surpreendia mais, chegou ao final e eu fiquei tipo "eu não acredito". Por momentos no final o meu coração queria saltar, mas acalmou, e o final foi simplesmente lindo. Invisível está no top 3 de livros que li este ano, sem dúvida.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:

  • «Sonhar é uma seca. Pensa-se que se conquistou algo, trabalha-se incansavelmente nisso e dizemos a nós próprios que estamos a melhorar, congratulamos-nos por melhorar. E depois fechamos os olhos à noite, mergulhamos num outro mundo, e, de repente, o nosso cérebro está a dar-nos um toque no ombro e a dizer: Sabes que mais? Não estás melhor!» - Página 10
  • «Tens de fazer hoje o que mais ninguém irá fazer, para que amanhã possas alcançar o que os outros não conseguem.» - Página 95
  • «As pessoas revelam toda a sua honestidade no nascimento e na morte.» - Página 175
  • «As pessoas não revelam o seu verdadeiro eu. Escondem-se atrás de camadas e camadas de autoilusão e aparências exteriores. Usam máscaras. Exibem fachadas. Mentem. Ocultam.» - Página 199
  • «A invasão do meu espaço por parte dele nunca era efetivamente uma invasão: era também o espaço dele. Eram tempos mais fáceis. Era mais fácil com ele do que sem ele. Era mais natural. Era o mais certo. Como se fossemos apenas peças de um puzzle que, sozinhas, perdem o sentido, mas juntas, encaixam na perfeição. Assim deve ser a vida para as pessoas normais, certo? Encontra-se a peça que emparelha connosco, que nos completa, e faz-se com que os entalhes e as fendas se adequem, mesmo que não encaixem com suavidade, mesmo que sejam necessários uns ajustes. Não se exige a perfeição. Faz-se com que resulte e se apreciem as partes que encaixam em vez de se ficar obcecado com os pequenos ângulos que divergem.» - Página 212
  • «Não vem? Não percebem? Não podem impedir o próximo igual a mim, porque o próximo são vocês. Estou dentro de vocês todos. A única diferença é que não me escondo por detrás de uma máscara, a conduzir o meu jipe e a sorver Starbucks no jogo de futebol do meu filho. Vocês são como eu e nem sequer têm noção disso!» - Página 255

terça-feira, 2 de setembro de 2014

NYPD Red - Resenha

NYPD Red

Sinopse: "A NYPD Red é uma unidade especial da polícia de Nova Iorque, encarregada de proteger os interesses dos cidadãos mais ricos e poderosos de Manhattan. 
Quando um produtor de cinema mundialmente famoso é envenenado no primeiro dia de um festival de cinema de Nova Iorque, a unidade NYPD Red é a primeira a ser chamada. A este crime hão de seguir-se o assassínio de um ator no local de filmagens e a explosão de um cocktail molotov durante um dos eventos do festival. 
O detetive Zack Jordan e a sua nova parceira, e ex-namorada, a detetive Kaylie MacDonald, são destacados para o caso. O assassino planeou cada homicídio e cada fuga até ao último pormenor, como se do guião de um filme se tratasse.
E concebeu um final explosivo que irá arrasar Nova Iorque e Hollywood. 
Existem 35 mil polícias em Nova Iorque. Apenas 75 pertencem à unidade especial que protege os mais ricos e poderosos. 
Servir e proteger. Ao mais alto nível."

Nome do Livro: NYPD Red
Nome do Autor: James Patterson com Marshall Karp
Editora: Topseller
Número de Páginas: 331 páginas 
Resenha: Acho que devo começar esta resenha por dizer que este autor nunca desilude, James Patterson tem um talento incrível para a escrita. O livro é cativante, tem uma boa história e foi escrito de forma a que todos consigam lê-lo facilmente. Uma coisa que me irrita na maior parte dos autores é que escrevem capítulos enormes que parecem nunca mais acabar, bem, isso não é o que acontece nos livros de James Patterson, na verdade, os capítulos dele duram em média umas duas páginas, e isso torna a leitura muito melhor. 
No entanto encontrei dois contras neste livro, que eu podia muito bem ignorar, mas especialmente um deles eu simplesmente não consigo, James Patterson neste livro não pôs quase nada que eu lesse e ficasse tipo "que frase linda, que génio", o que normalmente acontece quando eu leio algo dele, isso desiludiu-me um bocado, não tirei uma única frase deste livro, e eu normalmente tiro muitas frases de cada livro. A única parte neste aspeto em que ainda me chamou mais a atenção foi quando ele falou do que era o NYPD Red e quem protegiam, e ele diz "Todos os dias sirvo e protejo bilionários de Wall Street, prodígios do desporto com contratos milionários e estrelas do mundo do espetáculo. Este último grupo é o que dá mais trabalho: porque são tão admirados que são perseguidos, porque são tão ricos que são roubados, ou ainda porque são tão odiados que são assassinados", não sei bem o porque, mas gostei desta parte, foi algo simples que me chamou a atenção, e nesta parte o autor acertou em cheio. O segundo ponto que me desiludiu um bocado foi o facto de havia um capítulo contado pela personagem principal, o detetive Zack Jordan, e o capítulo a seguir era narrado pelo criminoso, o outro a seguir pelo detetive outra vez e assim sucessivamente, isto explorado até que ficava bem, muito bem, o problema é que nos capítulos narrados pelo criminoso o autor revelou logo o nome dele e toda a sua história, e sinceramente, uma das coisas que eu mais gosto é de tentar culpar toda a gente e depois aquele final estrondoso em que eu fico tipo "não acredito, que inesperado",o que destruiu um bocado aquela coisa de querer chegar ao final para saber quem é o criminoso, e o livro começa logo a ser narrado pelo criminoso, e ele é um bocado maluco, então ao principio eu confundi-me um bocado, porque eu não estava a perceber se ele estava mesmo a filmar algo ou se aquilo era só da cabeça dele, e bem, aquilo era mesmo da cabeça dele, ele é completamente louco, mas entretanto percebesse tudo e bem, mas na parte de revelar logo o nome do criminoso e tudo sobre ele, até os planos, o James Patterson desiludiu-me um bocado, mas foi algo diferente, e sinceramente isso não tornou o livro mau, mas este livro não é muito para quem gosta daqueles policiais clássicos em que queremos chegar ao final para descobrir o criminoso, é mais daqueles que gostam da ação e do entusiasmo para saberem como vão apanhar o criminoso. Por outro lado, o autor fez algo que eu realmente pensei "finalmente leio um livro em que acontece isto", porque? Porque normalmente nos livros, séries e filmes, quando dois polícias, um homem e uma mulher, trabalham juntos, eles envolvem-se, neste livro o autor começa logo por dizer que eles são ex-namorados e que o Zack ainda gosta dela, no entanto, eles não acabam juntos, e eu adorei isso, porque normalmente os autores arranjam logo ali uma oportunidade de romance e eu acho isso forçado, neste caso adorei mesmo o que o autor fez.
Óbvio que continuo a recomendar o livro, mas não foi o que eu esperava, mesmo assim volto a dizer, este autor nunca desilude, e até é um bom livro, mas diferente do esperado.
Boas leituras  
☺