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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Uma Mulher no Topo do Mundo - Opinião | Book Review

Uma Mulher no Topo do Mundo

Título do livro: Uma Mulher no Topo do Mundo
Nome da Autora: Alexandra Nunes
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 164 páginas
Sinopse: «Passados dois meses de ter começado a aventura, Maria estava, finalmente, a 8848 metros de altitude, onde poucos conseguem chegar. Aproveitando uma janela de bom tempo nas gélidas montanhas dos Himalaias, partiu para a última fase da escalada. A chegada ao topo demorou 13 horas, enfrentando temperaturas a rondar os 30 graus negativos. «Foi a coisa mais difícil que fiz em termos físicos, mas cume do mundo é ainda mais bonito do que eu alguma vez poderia ter imaginado!», contou Maria, horas depois, à agência de notícias portuguesa LUSA. A notícia do seu feito espalhou-se, ainda que de forma discreta, na imprensa, rádios, televisões e páginas da internet em Portugal, nos Emirados Árabes Unidos (EAU) - onde vive há quase uma década. Maria tinha, assim, uma plataforma para expor o seu ato de bravura e, mais importante do que tudo, para explicar a causa que a movia: ajudar as crianças dos bairros de lata do Bangladesh a sair do ciclo de pobreza.»

É estranho pensar em dar rating à vida de uma pessoa. No entanto, dou as 4.5* de bom grado: pela história em si, e pela forma como foi escrito. 
Relativamente à história, devo dizer que a vida da Maria da Conceição é absolutamente incrível: foi uma mulher que, desde cedo, percebeu que teria de depender apenas de si mesma para vencer na vida. Foi hospedeira de bordo pela Emirates e, quando visitou Bangladesh, compreendeu a pobreza existente. Assim, iniciou um projeto em Daca, na capital, contra o ceticismo da própria população. Apesar dos altos e baixos que o primeiro projeto viveu, e a posterior criação de outro projeto devido a problemas no primeiro, procurou dar à população desta cidade o que eles nunca tinham tido. E assim nasceu a Maria Cristina Foundation (nomeada em homenagem a Maria Cristina, a senhora que a criou quando Maria da Conceição foi, ainda muito nova, abandonada pela mãe). 
Para chamar atenção para a causa, correu maratonas, ultramaratonas, subiu montanhas, correu nos 7 continentes [sendo que para os recordes os continentes considerados são América do Norte, América do Sul, Ásia, Europa, África, Oceania e Antártida] e subiu o Evarest, tornando-se assim a primeira mulher portuguesa a fazê-lo. Obteve recordes do Guiness pelo caminho e apoio para a sua causa (apesar de não ter conseguido todo o que esperava obter). É, assim, uma história incrível. 
Relativamente ao livro em si, devo dizer que está absolutamente bem escrito. Talvez para quem goste do género de biografias, e o leio constantemente, esta seja vista como uma biografia fraca. Afinal, tem apenas cerca de 160 páginas e os acontecimentos são retratados muito ao de cima. Mas para mim, que poucas biografias leu na vida, e que por norma acaba por se aborrecer, foi absolutamente fantástico. A história lê-se super rápido, é contada de uma forma fluída e interessante e os capítulos não são muito longos, o que só ajudou à leitura. 
Assim sendo, 'Uma Mulher no Topo do Mundo' é um livro que recomendo imenso e que acredito que nós, enquanto portugueses, deveremos valorizar - é a história de uma portuguesa que mudou a vida de centenas de crianças e, pelo caminho, realizou provas físicas que nenhum português tinha feito e, em diversos casos, nem nenhuma pessoa no mundo (afinal, ela em 2015 contava já com seis recordes do Guiness, incluindo o de mulher mais rápida a completar sete maratonas oficiais em sete continentes e o mesmo recorde mas em ultramaratonas). Em 2018 as notícias divulgaram que Maria da Conceição era já detentora de sete recordes e tinha-se tornado "a primeira mulher portuguesa a chegar ao Polo Sul e a subir ao Monte Vinson, a montanha mais alta da Antártida". Então, vamos demonstrar algum apoio a esta causa incrível e ao esforço e dedicação desta mulher. 
(Nota final: Para esclarecer, apesar de, pela capa, parecer que o livro foi escrito pela Maria da Conceição, a forma como o livro é contado dá a entender que, verdadeiramente, Alexandra Nunes foi a autora principal e Maria da Conceição participou apenas acrescentando factos e a sua opinião sobre algumas partes. Assim, considerei na ficha técnica que Alexandra Nunes é a autora). 
(4.5 em 5 estrelas)

«Que tipo de doença é que eu tenho, como uma escuridão, que apesar de tantas negas e falhas continuo a seguir em frente e a ter tanta fé de que vai surgir uma luz ao fundo do túnel? Revolta-me eu seguir sempre o caminho mais difícil, mas tenho receio de falhar com as crianças, famílias, patrocinadores e voluntários. É uma vontade tão grande de querer tirar as crianças da favela e de honrar o meu compromisso. Prometi e tenho de cumprir.» - Páginas 130-131

domingo, 8 de julho de 2018

Ligeiramente Perigoso | Slightly Dangerous - Opinião (Book Review)

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Ligeiramente Perigoso

Nome do livro: Ligeiramente Perigoso
Nome original do livro: Slightly Dangerous
Nome da Autora: Mary Balogh
Coleção: Bedwyn Saga
Editora: ASA
Número de páginas: 335 páginas
Sinopse: «Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, é um lobo solitário. A única coisa que o leva a aceitar o convite para uma festa privada é a expectativa de uma noite calma entre velhos amigos. Não contava encontrar mulheres, a grande maioria à caça de… um duque. E contava muito menos que o seu olhar se detivesse na única que não manifesta qualquer interesse por ele.Christine Derrick é viúva e não tem paciência para jogos. Além disso, não está minimamente interessada em ser amante do gélido Wulfric. Mas as circunstâncias acabam por juntá-los em várias ocasiões, e a verdade é que a atração entre ambos é inegável. A personalidade efervescente e ousada de Christine surpreende o duque, e desperta nele um sentimento inédito. Agora, apenas o amor satisfará a ânsia que o consome…
O derradeiro volume da inesquecível saga Bedwyn é uma imperdível história de desencanto, amor e redenção. O desfecho perfeito para uma série inesquecível!»

Quem me acompanha, deve conhecer o meu amor pelos irmãos Bedwyn, um grupo de 6 irmãos (2 raparigas e 4 rapazes) completamente diferentes e pertencentes ao mais alto nível da aristocracia inglesa.
Desde o primeiro livro, Ligeiramente Casados, que eu me rendi a esta família. E ao longo de 5 incríveis livros, consegui conhecer cada um deles individualmente, os seus medos e as suas personalidades. No entanto, é agora, ao chegar ao 6º e último livro, que sinto um amor maior por esta família. 
Fonte do Fundo
Neste volume final da série, acompanhamos o duque de Bewcastle, o irmão mais velho da família, e também o meu preferido, na sua relação com Christine Derrick, uma mulher viúva. Temos, mais uma vez, um romance mais lento, que se constrói lentamente e com o tempo. E devo dizer que este é, provavelmente, o meu livro favorito (juntamente com o Ligeiramente Escandalosa, onde seguimos Freyja, e onde eu ri da primeira à última página). 
Como eu já estava à espera (tendo em conta que o Wulf sempre foi o meu irmão favorito), eu simplesmente adorei as personagens. O Wulf tem um desenvolvimento espantoso, não apenas neste livro, mas desde o primeiro da série. Aliás, todos os irmãos o têm, mas o Wulf é, sem dúvida, o mais notável. Relativamente à Christine, este livro é o primeiro contacto que temos com ela, mas rapidamente me apaixonei por ela também. Mais uma vez, as personagens que rodeiam as principais são extremamente bem desenvolvidas e complexas, o que é sempre um pormenor que eu adoro da autora. 
Além de acompanharmos a personagem que sempre me intrigou mais, este livro tem um aspeto muito mais forte que os anteriores: a presença familiar. Em todos os livros, vimos a família unida, mas nada como neste. Nada tão forte e incrível como no final da série.
Este foi, honestamente, o final perfeito. Os cenários que encontramos, a forma como as personagens dos livros anteriores são expostas, como as personagens principais destas se vão desenvolvendo, a forma como a família se une... é simplesmente incrível. 
Já o recomendei antes e continuo a fazê-lo: a série dos irmãos Bedwyn é das melhores histórias que li até ao momento. Somos conquistados, choramos, rimos (muito) e acabamos com aquela sensação de coração cheio e com a tristeza de quem sabe não haver mais. 
Recomendo muito esta série, é perfeita para quem gosta do género (e até para quem não gosta). 
Boas leituras.   
(5 em 5 estrelas)

  • «E é claro que a palavra amor tem vários cambiantes, tal como muitas das palavras da nossa linguagem quotidiana» - Página 54
  • «Mas porque havia de pensar sempre no lado pior das pessoas? Que ia fazer da sua vida se adotasse essa atitude? Era melhor pensar no lado bom e enganar-se do que pensar no lado mau e enganar-se.» - Página 163
  • «E algumas pessoas têm a capacidade de dizer a verdade e convencer quem as ouve de que é mentira.» - Página 285

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Dying Thoughts: First Touch - Opinião (Book Review)

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Dying Thoughts: First Touch

Nome do livro: First Touch
Nome da Autora: Joey Paul
Coleção: Dying Thoughts
Editora: Bug Books at Createspace
Número de páginas: 224 páginas
Sinopse: «Ever had a secret? Something you can’t tell anyone in case they think you’re crazy.
Tara does – she sees the last moments of people’s lives when she touches something that belongs to them.
Kaolin does – she doesn’t want anyone to know the truth about what happened to her father.
Now they’re both in trouble because secrets never stay quite as secret as we wish they would.»

Fiquei a conhecer este livro pela primeira vez através do The Book Robin Hood, um projeto de aproximação entre escritores e reviewers. Mal li a sinopse do livro, eu soube que tinha de o ler e fui surpreendida pela positiva. 
No primeiro livro desta série acompanhamos Tara, uma rapariga de 15 anos que, além de ter de lidar com os problemas próprios da idade (e aos 15 anos tudo é um problema), tem também de lidar com um estranho dom que ela tem e que não compreende completamente: quando toca num objeto que pertenceu a alguém que morreu, ela vê os seus últimos momentos. Além da sua já difícil vida, Tara conhece uma nova rapariga na sua escola, Kaolin e, quando Tara vê o momento em que o pai da sua nova amiga foi assassinado, as coisas nunca mais voltam ao normal. 
Rapidamente me apaixonei por este livro. Não sei se foi exatamente pela escrita da autora, que é ótima, pela ideia em si do livro e pela forma que foi explorada, ou ambos, mas a verdade é que eu adorei completamente este livro e espero dar continuação muito brevemente à série. 
O que gostei logo ao início é que temos uma rapariga de 15 anos como personagem principal e realmente parecesse como uma. Não temos uma personagem que dá aquele ar de adulta ou com pensamentos extremamente racionais e profundos. Não, temos uma adolescente, que se irrita com as pessoas por tudo e por nada, que está sempre a responder no tom mais irónico possível (o que tornou alguns momentos muito engraçados, mesmo os mais tensos) e que dispensa fazer trabalhos de casa e passar o tempo fechada numa sala de aula. Este realismo que eu senti por parte da personagem tendo em conta a sua idade, fizeram-me envolver ainda mais no livro. 
No entanto, e apesar de existirem momentos verdadeiramente engraçados, temos também toda a luta interna da personagem relativamente ao seu dom, onde ela tenta compreender o que cada coisa significa, o que sente quando vê mortes mais violentas e até mesmo a forma como a sua vida se vai desenrolando tendo em atenção que ninguém à sua volta, nem mesmo as pessoas em quem ela mais confia, sabem ou podem saber o que ela vê. 
Como não podia faltar, e uma vez que estamos a falar de uma adolescente, vemos a mesma a lidar com todos os dramas comuns da idade: fazer amigos, ir à escola, aturar o pai que não a compreende, e, em geral, crescer. 
Apesar de não ser o ponto principal, temos também uma parte que nos dá aquela vibe de policial e que, depois de ler a sinopse do segundo livro, sei que vai ser uma vibe muito presente na continuação desta série e que eu estou ansiosa para encontrar. 
Assim sendo, e por todos os pontos positivos que acabei de numerar anteriormente, recomendo muito este livro e estou ansiosa por ler não só o resto da série, como outros livros da autora. 
(4.5 em 5 estrelas)

Teaser Source - Author's instagram

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

A Maiden's Honor - Opinião (Book Review)

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A Maiden's Honor

Nome do livro: A Maiden's Honor
Nome da Autora: Josanna Thompson
Coleção: The Woman from Eden
Editora: Inkwell Books
Número de páginas: 532 páginas
Sinopse: «Sarah Campbell is a rarity among women in her time. Raised by her Scottish father and the natives of a remote island in the South Pacific, Sarah and her father embark on a perilous journey to Scotland. Their crew betrays them and murders her father for the purpose of selling Sarah into slavery. She is rescued by an unlikely hero, Hassan Aziz, the most feared pirate on the Barbary Coast. She quickly discovers that she is unprepared for the complex world that is suddenly thrust upon her. Sarah must find a way to survive in a world that intrigues and terrifies her.»

Deparei-me com este livro pela primeira vez através do projeto The Book Robin Hoods onde li a sinopse e fiquei, automaticamente, interessada. Depois de ver as opiniões no Goodreads, soube que tinha de ler esta história, e ainda bem que o fiz. Um grande obrigada à autora por me ter confiado este mundo incrível. 
É difícil dizer, de forma sucinta, sobre o que retrata a história devido a ela ser tão densa mas, resumindo de uma forma muito superficial, em A Maiden's Honor, pelo menos na maioria do livro, seguimos as personagens que se encontram em dois sítios diferentes, são eles um navio, onde acompanhamos maioritariamente Sarah mas também outras personagens como Hassan Aziz, um pirata temido, e o palácio do Dey de Algiers onde acompanhamos maioritariamente Naa'il, mas também outras personagens incríveis como Cora e Mamnoon. 
Apesar dos diferentes cenários, do choque de culturas e do vasto leque de personagens, a personagem central é, sem dúvida, Sarah Campbell, descrita como uma raridade no meio das mulheres do seu tempo, é uma mulher que cresceu numa ilha remota no Pacífico e que, devido a eventos que se dão, acaba por se ver envolvida em diferentes culturas e obrigada a ter de aprender costumes novos e de se inserir numa forma de vida que ela desconhece e que a assombra.
Quanto a esta questão, a autora foi capaz de criar personalidades distintas, complexas e enquadradas em diferentes culturas que, rapidamente, conquistam qualquer leitor. Entre as personagens tenho de dar destaque, obviamente, à Sarah e ao Hassan, duas das melhores personagens que encontrei até hoje. Assim como a Cora, o Mamnoon e, até certo ponto, Naa'il. 
Exatamente por termos diferentes formas de vida, recebemos constantemente informação relativamente à forma de vida Polinésia e à Otomana, assim como, apesar de em menor tamanho, da forma de vida inglesa da época, o que tornou o livro, de uma perspetiva histórica, extremamente interessante. 
Apesar de ser um livro de ficção, A Maiden's Honor, devido aos detalhes históricos e à sua complexidade, resultado de uma grande pesquisa por parte da autora, dão à história uma sensação de realidade que raramente se encontra em livros de não ficção. 
O início em si já é incrível e eu fiquei, rapidamente, presa à história. O desenrolar da ação, e os sentimentos que este livro foi provocando em mim, só me fizeram ficar ainda mais apaixonada pelo livro, sentimento esse que durou até à última página. Tenho de mencionar a capacidade da autora de descrever os acontecimentos, uma vez que ela torna fácil compreender o passado das personagens, sem os estar a descrever constantemente, e parece verdadeiramente que estamos lá com as personagens, a assistir a tudo. 
Apesar de ser um livro grande, não acontece, em momento nenhum, a história se arrastar. Pelo contrário, está sempre a acontecer algo. 
E, mesmo mais perto do final, quando os livros começam por norma a arrefecer, a autora continua a surpreender. Já quanto ao final, eu simplesmente amei e mal posso esperar pelo segundo livro. 
Como já tive o prazer de fazer anteriormente com outras autoras, fui comentando a minha leitura com a autora, o que foi uma experiência bastante interessante, especialmente porque fui percebendo melhor a relação da autora com as suas personagens e os próprios sentimentos que o que ela escreveu criou em si própria. A minha conversa com a autora levou-me ainda à explicação, presente no seu website, sobre a criação da capa, o que só serviu para tornar a capa ainda mais bonita aos meus olhos.
Assim sendo, em geral, A Maiden's Honor é, sem dúvida, dos melhores livros que li na vida. Os detalhes históricos, os acontecimentos realistas, as reviravoltas constantes, as personagens fantásticas, o desenvolvimento das próprias personagens, os detalhes pensados ao pormenor e as sensações que tudo isto provoca ao leitor, fazem, deste livro, dos livros mais densos e incríveis que li na minha vida.
Palavras não são, e nunca serão, suficientes para explicar o meu amor por esta história. Recomendo-a completamente e espero que a autora consiga conquistar, mais uma vez, no resto da série.
Boas leituras.
(5 em 5 estrelas)

«My father used to say that you can possess all the riches of the world, but you are not a man if you do not command the loyalty and respect of others.» - Página 389


Onde encontrar a autora/Author links

Onde comprar o livro/Where to find the book
Book Depository (temporariamente indisponível)

sábado, 27 de janeiro de 2018

Koldbrann Parte 2: Desleais - Opinião (Book Review)

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Koldbrann Parte 2 - Desleais

Nome do livro: Desleais
Nome da Autora: Ana Cláudia Dâmaso
Coleção: Koldbrann
Editora: Chiado Editora
Número de páginas: 166 páginas
Sinopse: «Num mundo apocalíptico, a população saudável vive em cidades-bunker, denominadas fortalezas, que os protegem dos perigos do mundo exterior, mas com um custo: a sociedade está dividida em dois polos importantes que todos são obrigados a cumprir, seguindo os seus destinos sem questionar. Mas será que todos os perigos se encontram fora das fortalezas?
Diana Salvatore e os seus amigos Josh e Nicole descobriram informações que deixará a vida de todos de pernas para o ar e coube a Diana e Josh a árdua missão de escapar da fortaleza de Scallabis para tentar descobrir toda a verdade! Será que irão conseguir?»

Comecei este livro com um certo receio. Primeiro, porque adorei completamente a parte 1 desta coleção e, depois dessa maravilha, não espero menos do resto da coleção. Segundo, porque este livro tem menos de metade do tamanho do anterior. No entanto, mais uma vez, apaixonei-me por esta história. 
Nesta segunda parte, acompanhamos diversas personagens a tentar lidar com as consequências de tudo o que aconteceu no primeiro livro. Assim sendo, temos diferentes pontos de vistas, desde o da Diana e do Josh fora da fortaleza, ao das princesas-rebeldes e até o da rainha (ponto de vista esse que foi extremamente surpreendente). 
Como já referi, os pontos de vista diferentes foi um pormenor bastante bom desta segunda parte, uma vez que nos permitiu seguir os acontecimentos de diferentes lugares ao mesmo tempo, além de ficarmos a perceber o que cada personagem pensa/sente. E é através disso que vamos acabar por receber informação importante e surpreendente que se vai demonstrar crucial para a história, e que acaba mesmo por alterar tudo. 
A nível de emoção, este livro sem dúvida que acaba por ter mais que o anterior. No entanto, deu-me muito a sensação de ser a preparação para tudo o que está por vir, o aquecer da ação pura e dura que vamos receber nos terceiro e quarto livros, o que foi uma jogada extremamente inteligente para nos deixar ainda mais expectantes quanto ao que está por vir.
Uma vez que se trata de um livro curto, não há muito que possa dizer. Quero apenas referir que, mais uma vez, o mundo construído é incrível e a ação envolve, nitidamente, muita pesquisa por parte da autora, além de que as personagens são cada vez mais incríveis.
Este segundo livro é daqueles que faz com que o leitor passe o tempo todo surpreendido, além de que diversas das nossas dúvidas são respondidas (e mais umas quantas se formam), assim como tudo aquilo que acreditávamos saber ou já ter percebido sobre o mundo, vai acabar por cair por terra com alguns dos acontecimentos deste livro.
Entretanto, este livro acabou por comprovar aquilo que senti no final da primeira parte, estou completamente rendida à escrita da autora (@mazapower) e mal posso esperar por ler mais livros dela. Quanto a esse aspeto, temos duas notícias: a má é que vou ter de esperar pelo terceiro livro, a boa é que sai já este ano. 
Quanto ao final, é, sem dúvida, de deixar uma pessoa sem palavras. 
Como podem perceber, continuo a recomendar imenso esta série por diversos e variados motivos, muitos desses que nem dão para explicar por palavras. Simplesmente é preciso ler, e por favor não o deixem de fazer, não se vão arrepender de dedicar o vosso tempo a estes livros.
Um obrigada à autora por me ter dado a hipótese de mergulhar ainda mais neste mundo (e à @600paginas por ter lido, e sofrido, comigo).
Boas leituras. 
(4.5 em 5 estrelas)