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segunda-feira, 25 de março de 2019

Eliza e os Seus Monstros | Eliza and Her Monsters - Opinião (Book Review)

Eliza e os Seus Monstros

Título do livro: Eliza e os Seus Monstros
Título original: Eliza and Her Monsters
Nome da Autora: Francesca Zappia
Editora: Topseller Editora
Número de páginas: 400 páginas
Sinopse: «Na net, ela é mundialmente famosa.
Cá fora, ninguém sabe o seu nome.
No mundo real, ela é Eliza, uma miúda solitária, invisível e sem amigos. Online, ela é LadyConstellation, a famosa e anónima criadora de Monstrous Sea, um dos webcomics mais populares do mundo. Wallace é novo na escola. É um rapaz estranho, misterioso e que raramente fala. Mas na Internet ele é Rainmaker, o escritor da fanfiction de Monstrous Sea mais lida nos fóruns da série, e é seguido por mais de um milhão de fãs.
Os caminhos de Eliza e Wallace cruzam-se inesperadamente e, quando percebem que têm a mesma paixão por Monstrous Sea e a mesma forma de ver o mundo, surge uma relação improvável que vai alterar as suas vidas para sempre. No entanto, ambos julgam que o outro é apenas um fã comum de Monstrous Sea. Ela não sabe que ele é o seu maior fã, e ele não sabe que ela é a própria autora.
Um livro esplendoroso sobre a vida online e offline!»

Eliza e os Seus Monstros é um livro Young Adult muito diferente do normal. Através de capítulos contados na primeira pessoa, e intercalados com banda desenhada e histórias, Eliza, uma adolescente de 17 anos, conta-nos sobre a sua vida: como é ser uma das autoras mais famosas de banda desenhada publicada online, como é ninguém o saber, e os desafios diários que isso lhe causa, especialmente quando conhece Wallace, aquele que é o autor da fanfic mais famosa da sua própria história. 
Fundo da Imagem: Página 397 de 'Eliza
 e os Seus Monstros' (na edição da Topseller)
Desde o início que fiquei completamente viciada e cativada por este história. Como já referi, a forma diferente como é contada torna tudo mais interessante. Mas a própria vida das personagens o é. Este livro tem o que um Young Adult devia de ter, temos a questão da escola explorada de uma forma realista, a questão do futuro (e a hipótese da universidade), os amigos, as relações, o descobrir de quem somos e do que queremos fazer no futuro. Tudo aquilo que constitui e constrói o secundário e que, muitas vezes, é completamente exagerado para criar drama e ação para o livro. 
Não estou, de todo, a querer dizer que o livro é perfeito. Como em qualquer caso, tem as suas falhas: os pais, e os próprios irmãos mais novos da personagem principal irritaram-me em diversos momentos, mas até aí eu considero que a autora fez um bom trabalho. Afinal, que adolescente é que não se irrita constantemente com os pais e com o facto de "eles não compreenderem", e nós estamos a ver a história pelos olhos de uma adolescente, tinha de ser criado este ambiente em que o próprio leitor se sentisse a adolescente, e consequentemente aquela raivazinha a nascer por dentro.
Apesar de, como já referi, este livro se tratar de um Young Adult, considero que a autora abordou, com sucesso, temas mais pesados e, mesmo assim, não fez a situação parecer demasiado exagerada para adolescentes. A ansiedade ocupa um espaço importante neste livro e esse foi, aos meus olhos, um ponto positivo muito forte. 
Simultaneamente, o desenrolar final da história não foi exagerado nem apressado. As coisas aconteceram ao ritmo que deviam acontecer e como deviam acontecer. Como aconteceria se esta situação fosse a realidade. Assim, e apesar de o livro não ser perfeito, é uma boa e rápida leitura, e eu recomendo bastante.
(4 em 5 estrelas)

"As pessoas destroçadas não se escondem dos seus monstros. As pessoas destroçadas deixam-se ser devoradas.- Página 337

domingo, 8 de julho de 2018

Ligeiramente Perigoso | Slightly Dangerous - Opinião (Book Review)

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Ligeiramente Perigoso

Nome do livro: Ligeiramente Perigoso
Nome original do livro: Slightly Dangerous
Nome da Autora: Mary Balogh
Coleção: Bedwyn Saga
Editora: ASA
Número de páginas: 335 páginas
Sinopse: «Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, é um lobo solitário. A única coisa que o leva a aceitar o convite para uma festa privada é a expectativa de uma noite calma entre velhos amigos. Não contava encontrar mulheres, a grande maioria à caça de… um duque. E contava muito menos que o seu olhar se detivesse na única que não manifesta qualquer interesse por ele.Christine Derrick é viúva e não tem paciência para jogos. Além disso, não está minimamente interessada em ser amante do gélido Wulfric. Mas as circunstâncias acabam por juntá-los em várias ocasiões, e a verdade é que a atração entre ambos é inegável. A personalidade efervescente e ousada de Christine surpreende o duque, e desperta nele um sentimento inédito. Agora, apenas o amor satisfará a ânsia que o consome…
O derradeiro volume da inesquecível saga Bedwyn é uma imperdível história de desencanto, amor e redenção. O desfecho perfeito para uma série inesquecível!»

Quem me acompanha, deve conhecer o meu amor pelos irmãos Bedwyn, um grupo de 6 irmãos (2 raparigas e 4 rapazes) completamente diferentes e pertencentes ao mais alto nível da aristocracia inglesa.
Desde o primeiro livro, Ligeiramente Casados, que eu me rendi a esta família. E ao longo de 5 incríveis livros, consegui conhecer cada um deles individualmente, os seus medos e as suas personalidades. No entanto, é agora, ao chegar ao 6º e último livro, que sinto um amor maior por esta família. 
Fonte do Fundo
Neste volume final da série, acompanhamos o duque de Bewcastle, o irmão mais velho da família, e também o meu preferido, na sua relação com Christine Derrick, uma mulher viúva. Temos, mais uma vez, um romance mais lento, que se constrói lentamente e com o tempo. E devo dizer que este é, provavelmente, o meu livro favorito (juntamente com o Ligeiramente Escandalosa, onde seguimos Freyja, e onde eu ri da primeira à última página). 
Como eu já estava à espera (tendo em conta que o Wulf sempre foi o meu irmão favorito), eu simplesmente adorei as personagens. O Wulf tem um desenvolvimento espantoso, não apenas neste livro, mas desde o primeiro da série. Aliás, todos os irmãos o têm, mas o Wulf é, sem dúvida, o mais notável. Relativamente à Christine, este livro é o primeiro contacto que temos com ela, mas rapidamente me apaixonei por ela também. Mais uma vez, as personagens que rodeiam as principais são extremamente bem desenvolvidas e complexas, o que é sempre um pormenor que eu adoro da autora. 
Além de acompanharmos a personagem que sempre me intrigou mais, este livro tem um aspeto muito mais forte que os anteriores: a presença familiar. Em todos os livros, vimos a família unida, mas nada como neste. Nada tão forte e incrível como no final da série.
Este foi, honestamente, o final perfeito. Os cenários que encontramos, a forma como as personagens dos livros anteriores são expostas, como as personagens principais destas se vão desenvolvendo, a forma como a família se une... é simplesmente incrível. 
Já o recomendei antes e continuo a fazê-lo: a série dos irmãos Bedwyn é das melhores histórias que li até ao momento. Somos conquistados, choramos, rimos (muito) e acabamos com aquela sensação de coração cheio e com a tristeza de quem sabe não haver mais. 
Recomendo muito esta série, é perfeita para quem gosta do género (e até para quem não gosta). 
Boas leituras.   
(5 em 5 estrelas)

  • «E é claro que a palavra amor tem vários cambiantes, tal como muitas das palavras da nossa linguagem quotidiana» - Página 54
  • «Mas porque havia de pensar sempre no lado pior das pessoas? Que ia fazer da sua vida se adotasse essa atitude? Era melhor pensar no lado bom e enganar-se do que pensar no lado mau e enganar-se.» - Página 163
  • «E algumas pessoas têm a capacidade de dizer a verdade e convencer quem as ouve de que é mentira.» - Página 285

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

A Maiden's Honor - Opinião (Book Review)

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A Maiden's Honor

Nome do livro: A Maiden's Honor
Nome da Autora: Josanna Thompson
Coleção: The Woman from Eden
Editora: Inkwell Books
Número de páginas: 532 páginas
Sinopse: «Sarah Campbell is a rarity among women in her time. Raised by her Scottish father and the natives of a remote island in the South Pacific, Sarah and her father embark on a perilous journey to Scotland. Their crew betrays them and murders her father for the purpose of selling Sarah into slavery. She is rescued by an unlikely hero, Hassan Aziz, the most feared pirate on the Barbary Coast. She quickly discovers that she is unprepared for the complex world that is suddenly thrust upon her. Sarah must find a way to survive in a world that intrigues and terrifies her.»

Deparei-me com este livro pela primeira vez através do projeto The Book Robin Hoods onde li a sinopse e fiquei, automaticamente, interessada. Depois de ver as opiniões no Goodreads, soube que tinha de ler esta história, e ainda bem que o fiz. Um grande obrigada à autora por me ter confiado este mundo incrível. 
É difícil dizer, de forma sucinta, sobre o que retrata a história devido a ela ser tão densa mas, resumindo de uma forma muito superficial, em A Maiden's Honor, pelo menos na maioria do livro, seguimos as personagens que se encontram em dois sítios diferentes, são eles um navio, onde acompanhamos maioritariamente Sarah mas também outras personagens como Hassan Aziz, um pirata temido, e o palácio do Dey de Algiers onde acompanhamos maioritariamente Naa'il, mas também outras personagens incríveis como Cora e Mamnoon. 
Apesar dos diferentes cenários, do choque de culturas e do vasto leque de personagens, a personagem central é, sem dúvida, Sarah Campbell, descrita como uma raridade no meio das mulheres do seu tempo, é uma mulher que cresceu numa ilha remota no Pacífico e que, devido a eventos que se dão, acaba por se ver envolvida em diferentes culturas e obrigada a ter de aprender costumes novos e de se inserir numa forma de vida que ela desconhece e que a assombra.
Quanto a esta questão, a autora foi capaz de criar personalidades distintas, complexas e enquadradas em diferentes culturas que, rapidamente, conquistam qualquer leitor. Entre as personagens tenho de dar destaque, obviamente, à Sarah e ao Hassan, duas das melhores personagens que encontrei até hoje. Assim como a Cora, o Mamnoon e, até certo ponto, Naa'il. 
Exatamente por termos diferentes formas de vida, recebemos constantemente informação relativamente à forma de vida Polinésia e à Otomana, assim como, apesar de em menor tamanho, da forma de vida inglesa da época, o que tornou o livro, de uma perspetiva histórica, extremamente interessante. 
Apesar de ser um livro de ficção, A Maiden's Honor, devido aos detalhes históricos e à sua complexidade, resultado de uma grande pesquisa por parte da autora, dão à história uma sensação de realidade que raramente se encontra em livros de não ficção. 
O início em si já é incrível e eu fiquei, rapidamente, presa à história. O desenrolar da ação, e os sentimentos que este livro foi provocando em mim, só me fizeram ficar ainda mais apaixonada pelo livro, sentimento esse que durou até à última página. Tenho de mencionar a capacidade da autora de descrever os acontecimentos, uma vez que ela torna fácil compreender o passado das personagens, sem os estar a descrever constantemente, e parece verdadeiramente que estamos lá com as personagens, a assistir a tudo. 
Apesar de ser um livro grande, não acontece, em momento nenhum, a história se arrastar. Pelo contrário, está sempre a acontecer algo. 
E, mesmo mais perto do final, quando os livros começam por norma a arrefecer, a autora continua a surpreender. Já quanto ao final, eu simplesmente amei e mal posso esperar pelo segundo livro. 
Como já tive o prazer de fazer anteriormente com outras autoras, fui comentando a minha leitura com a autora, o que foi uma experiência bastante interessante, especialmente porque fui percebendo melhor a relação da autora com as suas personagens e os próprios sentimentos que o que ela escreveu criou em si própria. A minha conversa com a autora levou-me ainda à explicação, presente no seu website, sobre a criação da capa, o que só serviu para tornar a capa ainda mais bonita aos meus olhos.
Assim sendo, em geral, A Maiden's Honor é, sem dúvida, dos melhores livros que li na vida. Os detalhes históricos, os acontecimentos realistas, as reviravoltas constantes, as personagens fantásticas, o desenvolvimento das próprias personagens, os detalhes pensados ao pormenor e as sensações que tudo isto provoca ao leitor, fazem, deste livro, dos livros mais densos e incríveis que li na minha vida.
Palavras não são, e nunca serão, suficientes para explicar o meu amor por esta história. Recomendo-a completamente e espero que a autora consiga conquistar, mais uma vez, no resto da série.
Boas leituras.
(5 em 5 estrelas)

«My father used to say that you can possess all the riches of the world, but you are not a man if you do not command the loyalty and respect of others.» - Página 389


Onde encontrar a autora/Author links

Onde comprar o livro/Where to find the book
Book Depository (temporariamente indisponível)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Prodigy Prince - Opinião (Book Review)

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Prodigy Prince

Nome do livro: Prodigy Prince
Nome da Autora: Natasha Sapienza
Coleção: The Seven Covenant
Editora: Createspace Independent Publishing Platform
Número de páginas: 334 páginas
Sinopse: «Prodigy Prince is the first novel in YA high-fantasy trilogy, the Seven Covenant. At seventeen, all Prince Nuelle had ever known was safety and peace while living in the Supreme Palace of Zephoris. But one night, his older brother, Tane, defies their father by traveling to a cursed land. Now Nuelle holds the signet-ring and carries more responsibility than even Tane bore. Thrust from the palace and sent to a knight-building academy, Nuelle must discover his purpose for the entire kingdom's sake. From his place of banishment, Prince Antikai has been exacting revenge through fear and rebellions. Nuelle has the potential to defeat him, but he needs the help of a powerful book called the Acumen, and six gifted youths. Summoned by Antikai, shape-shifting beasts and other enemies hunt Nuelle and the Acumen. If either is destroyed, the faithful citizens in Zephoris will perish, and darkness will rule forever. »

Este livro chamou-me a atenção no momento em que vi a capa. Mal li a premissa, soube que tinha de ler. 
Em Prodigy Prince seguimos o príncipe Nuelle, de 17 anos, que, sem estar à espera, é enviado pelo pai para uma escola com o objetivo de ele se tornar um cavaleiro. No entanto, ao mesmo tempo, ele tem de procurar seguir as previsões do pai de modo a salvar o reino e a população das mãos do príncipe Antikai que procura destruir o pai de Nuelle e tudo o que ele criou. Para isso, precisa de encontrar seis companheiros capazes de dar a vida por ele e ultrapassar diversos obstáculos. 
Eu queria muito gostar deste livro, no entanto, a minha relação com ele foi extremamente complicada. Houveram diversos aspetos que adorei e uns quantos que realmente não gostei. 
Fonte do Fundo
O que mais gostei em todo o livro foi, sem dúvida nenhuma, da construção do mundo. O mundo, a sua divisão, o funcionamento de tudo e o próprio sistema de magia foram extremamente bem construídos e é nítido que a autora dedicou bastante tempo na sua criação, e conseguiu um ótimo resultado. 
No entanto, um dos meus problemas foi exatamente logo no início do livro quando somos introduzidos a este mundo do nada. A história começa de uma forma um pouco confusa onde caímos diretamente no meio de um diálogo entre personagens sem saber quem elas são ou o que se está a passar. Este problema acaba por ser resolvido após o prólogo quando a autora nos introduz verdadeiramente ao mundo. 
Outros pontos que gostei e que convém destacar foram que, apesar de encontrarmos elementos românticos na história, não se trata de nada em exagero que tire o foco à ação principal; a escrita da autora foi também ela muito boa e fácil de compreender; e temos ainda diversas frases que eu gostei bastante. 
Quanto às personagens, em geral gostei bastante do Nuelle e do seu melhor amigo, Ave. No que diz respeito ao resto das sentinelas, a Elisena e a Sophana irritaram-me algumas vezes, por motivos diferentes, mas o Riff, uma personagem extremamente engraçada, compensou. 
Fonte do Fundo
Ainda relativamente a esta questão, gostei bastante das amizades que nos são apresentadas no livro e do fortalecimento das mesmas a que assistimos. No entanto, tive um problema com as atitudes das personagens uma vez que, para pessoas supostamente tão bem treinadas e com uma missão tão importante, eles acabam por ser descuidadas diversas vezes.
Um dos meus maiores problemas com o livro foi mesmo porque estava a receber vibes de fantasia juvenil e, do nada, é nos introduzido um tema extremamente pesado que, além de cortar um pouco o efeito do livro, foi resolvido demasiado rápido e de uma forma, a meus olhos, irrealista. 
Tive ainda o problema de que acontecia demasiadas coisas em poucas páginas e de que os capítulos eram enormes (por norma rondavam as 20 páginas), o que acaba por arrastar o ritmo de leitura, especialmente para quem está a ler por ebook. 
Assim sendo, em geral, gostei do livro, especialmente da construção do mundo, apesar de ter havido pormenores que poderiam, na minha opinião, ter sido melhorados. No entanto, a autora tem tudo para que o 2º livro da série seja ainda melhor. E é, em geral, um livro que recomendo.
Boas leituras. 
(3 em 5 estrelas)

"Your words speak of victory, but your heart has already been defeated." - Página 17 
"There are worst enemies than fear." - Página 40
"And pride comes before a fall." - Página 87 
"Darkness is like a disease. It infects slowly, often times unbeknownst to the infected. From evil thoughts it spreads to the heart, where wickedness and every lawlessness is birthed. Those under its gloom are blind; they walk and are unaware of what makes them stumble. Though they believe they are free, shackles bind their hands and feet. Though they think they are liberated, truly, they are slaves to whatever—or whoever—controls them." - Página 92
"Darkness is funny like that. The less you see, the better things look." - Página 257

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Boss - Opinião (Book Review)


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O Boss

Nome do livro: O Boss
Nome original do livro: Bossman
Nome da Autora: Vi Keeland
Editora: Topseller
Número de páginas: 316 páginas
Sinopse: «Quando o teu patrão é convencido, mas sedutor, arrogante, mas sensual, irritante, mas irresistível, o resultado só pode ser um... horas extra... ordinárias.
Estás no primeiro encontro com um homem para lá de aborrecido. O que é que fazes? Finges ir à casa de banho, ligas à tua amiga e pedes-lhe que te ligue de volta, fingindo uma emergência que te tire dali, certo? Foi o que fiz. Até porque era mesmo uma emergência… Mas um desconhecido ouviu a conversa, chamou-me pretensiosa e teve o atrevimento de me dar conselhos! Respondi-lhe que se metesse na sua vida — na sua vida de homem alto, musculado, lindo de morrer e irritantemente convencido — e voltei para a minha mesa deprimente.
De onde estava, não pude deixar de olhar para ele, acompanhado por uma loira bombástica. Típico! Quando me apanhou a olhar, piscou-me o olho, levantou-se com a sua bimba e dirigiu-se à minha mesa. Pensei que fosse denunciar-me, mas, em vez disso, fingiu que nos conhecíamos, juntou-se a nós, e partilhou histórias mirabolantes sobre um passado fictício entre nós... Tenho de confessar que o meu encontro passou de chato a estranhamente excitante.
Quando a noite acabou, não parei de pensar nele, mesmo sabendo que nunca mais o veria. Afinal, quais seriam as probabilidades de voltar a encontrá-lo numa cidade com oito milhões de pessoas? Quais seriam as probabilidades de, um mês depois, ele vir a ser o meu novo Boss?»

O Boss foi a minha estreia com esta incrível autora e foi, sem dúvida, uma muito boa. 
O livro começa com a personagem principal, Reese, a ligar à sua melhor amiga da casa de banho, durante um encontro às cegas desastroso, para esta a salvar. No entanto, enquanto tenta pedir ajuda à sua melhor amiga, um desconhecido ouve a sua conversa e acaba a criticá-la pelo que ela está a fazer. Quando volta para a sua mesa, o homem que conheceu na casa de banho aproxima-se com o seu par e apresenta-se como amigo de infância de Reese, acabando por se sentar na mesa deles e passar o resto da noite a relembrar momentos de infância dos dois... que nunca aconteceram. É assim que Reese conhece Chase. Uns tempos acabam por passar e, numa entrevista de emprego, ela acaba a dar de caras com aquele que viria a ser o seu futuro patrão, Chase Parker, o seu falso amigo de infância.
Fonte do fundo
Pela premissa, já dá para perceber que o início tinha tudo para ser extremamente engraçado e, sem dúvida nenhuma, não desiludiu, uma vez que eu comecei o livro já a rir em voz alta com a intervenção e a ousadia do Chase.
No entanto, a premissa do livro é tão simples que acaba por não dar para dizer muita coisa sem ser considerada spoilers. 
Relativamente às personagens, apesar de haver momentos em que me irritam, especialmente mais para o final, adorei ambas as principais, principalmente o Chase e a sua falta de vergonha. Já a Reese também é uma boa personagem mas não se consegue destacar tanto.
A partir deste início, esperava que a história se desenrolasse de uma determinada maneira, o que vai acontecer na sua grande maioria, havendo, no entanto, alguns momentos em que a autora acaba mesmo por surpreender o leitor. 
Além destas reviravoltas, o livro flui extremamente bem e eu acabei-o apenas num dia porque não o conseguia pousar de tão bom que ele é. 
Apesar do final não ter nada de surpreendente, foi tal e qual como eu queria e eu adorei-o. 
Relativamente à edição portuguesa, desafio-vos a conseguir ler em publico sem que as pessoas olhem, no entanto, até que gosto da capa. Temos é alguns erros no texto que espero que a editora acabe por corrigir se lançarem uma segunda edição. 
Em geral, O Boss não é um livro completamente novo ou surpreendente, no entanto, a forma como foi escrito e desenvolvido levou a que eu amasse este livro do fundo do meu coração. E é, sem dúvida nenhuma, um livro incrível e rápido de se ler. Recomendo muito. 
Boas leituras.
(5 em 5 estrelas)

«Há uma linha ténue entre a genialidade e a loucura» - Página 41 
«Por vezes não sabemos o que nos faz falta até o descobrirmos.» - Página 92 
«O medo não detém a morte, mas sim a vida.» - Página 163