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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Cidades de Papel (Paper Towns) - Livro vs Filme

 vs 

(Antes de ler isto, aconselho que leia o livro e/ou veja o filme pois o texto a seguir vai conter spoilers de ambos)
Cidades de Papel é realmente um livro espetacular e o filme é muito bom, se o virmos sem ler o livro. Mas, para leitoras como eu, que o filme é preciso ter pelo menos grande parte dos factos do livro, este filme esteve muito mal. 
Não me interpretem mal, nem achem que nem eu tenho a certeza se gostei ou não, porque eu realmente gostei do filme, só não o achei nada fiel ao livro. 
A princípio as alterações nem são assim muitas. Acontece que em vez de 11 coisas para fazer no plano de vingança, no filme passam para 9, ou pelo facto de eles no livro irem ao Sea World e no filme não (o que, a propósito, no livro é um ponto bastante interessante). 
Depois as alterações começam a ser ligeiramente maiores. Como pelo facto de que no livro ele demora imenso a perceber essa história de uma cidade de papel ser uma cidade que um cartógrafo pôs no mapa para o caso de alguém copiar o seu mapa. Pois no livro, ele demora imenso a descobrir isso, e chega uma altura em que ele realmente acha que a vai encontrar morta numa "cidade de papel", ou seja, numa urbanização que nunca foi acabada, que era onde ele antes achava que ela estava. 
Mas a 2/5 do final, o filme muda a história toda. 
A princípio, quando eles descobrem onde ela está, eles sabem até que horas é que ela lá vai ficar porque ela referiu isso no comentário que fez na página desse sítio, o que não acontece no filme. 
Então, quando o Quentin decide ir, ele vai buscar os amigos à formatura na van que a mãe lhe deu, não no carro da mãe. Além disso, eles vão todos com a roupa da formatura e sem nada vestido por baixo devido a uma promessa que tinham feito. Isso é realmente um momento engraçado do livro que foi ignorado. O que me meteu mais confusão foi o facto de a Ashley ir, ela no livro quase nem nunca aprece, e definitivamente não vai na viagem. 
A pior mudança é no fim, quando eles chegam à Cidade de Papel e ela não está lá, quando no livro ela está. E no filme, eles abandonam o Quentin e voltam para o baile de finalistas, enquanto que no livro eles ficam sempre juntos. 
Separadamente, o filme é muito bom, mas comparando ao livro, passa completamente ao lado. 
Então, recomendo que leiam o livro e vejam o filme, e façam a vossa própria opinião.

Resenha do livro AQUI
Resenha do filme AQUI

Paper Towns (Filme) - Resenha

Paper Towns


Info: A história é centrada em Quentin Jacobsen e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a ela invade o seu quarto a meio da noite e propõe que ele participe num engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – deixando pistas sobre o seu paradeiro.

Nome do Filme: Paper Towns
Nome em Português: Cidades de Papel
Duração: 01:50:00h
Género: Comédia, Drama, Mistério, Romance
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Sendo eu uma amante do livro Cidades de Papel, o livro na origem deste filme, eu tinha realmente bastantes esperanças de que fosse adorar o filme.
Por um lado, adorei bastante, mas pelo outro, não o suficiente.
Sendo Cara Delevigne e Nat Wolff duas personalidades que eu simplesmente adoro, eu esperava realmente uma dupla principal de ouro, e acho que ficámos pelo bronze. Nat Wolff, na minha opinião, esteve muito melhor no filme a Culpa É das Estrelas, onde brilhou. Por outro lado, a Cara surpreendeu-me, mostrando que tem jeito para a representação, mas não imenso jeito, só algum.
O filme por si só tem momentos bastante engraçados, e é bastante bonito, com várias lições de vida.
O que me irritou mais foi definitivamente o facto de o livro e o filme não terem quase nada em comum, tirando o enredo principal, eles estão muito diferentes, até o final foi alterado, mas vocês podem saber tudo sobre isso no artigo livro vs filme (AQUI brevemente).
Quanto ao Ben, interpretado por Austin Abrams, eu esperava que fosse diferente, não o imaginava tão novo nem com aquela aparência, mas isso é algo que não serviu para reduzir o rating do filme na minha opinião.
Por outro lado, o papel interpretado por Justice Smith foi, na minha opinião, perfeito, sendo que ele é exatamente como o imaginamos no livro.
Tal como disse com o livro, adoro simplesmente este título e o motivo do nome, então esse é um ponto a favor para o filme e para o livro. Embora o poster de apresentação não seja o meu preferido, não desgosto de todo e o trailer está realmente bem feito, mostrando as melhores partes do filme mas sem mostrar demasiado.
Alguns momentos são bastante engraçados, e o filme é bom sim, embora a interpretação não seja a melhor de todas, até que é boa no geral, e para quem não leu o livro, provavelmente ainda irá dar um rating melhor do que o meu, mas eu simplesmente não consigo.
Recomendo sim que o vejam, porque não é, nem perto, um mau filme, mas não esperem um filme do melhor que há. 




Quotes/Melhores Momentos:
  • «É uma cidade de papel. Casas de papel e pessoas de papel. Tudo é mais feio de perto.»
  • «Talvez ela amasse tanto mistérios que se tornou num.»
  • «Uma cidade de papel para uma rapariga de papel.»
  • «Que mania de se acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.»


Resenha do livro AQUI
Minha opinião do livro vs filme AQUI

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cidades de Papel - Resenha

Cidades de Papel


Sinopse: "Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. As suas personalidades não podiam ser mais opostas, e foram justamente a irreverência e o espírito de aventura de Margo que sempre seduziram um Quentin muito mais tímido e reservado. Agora que se reencontraram, nas vésperas do baile de finalistas da escola que ambos frequentam, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margo consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margo, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Só que, quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margo. Um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.»


Nome do livro: Cidades de Papel
Nome do Autor: John Green
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 298 páginas
Resenha: Não podia estar mais longe de concordar de quem diz que a A Culpa É Das Estrelas é melhor do que este livro. Achei este livro muito melhor e considero este o melhor livro do John Green até agora. Antes que me matem, deixem-me explicar, A Culpa É Das Estrelas gira muito em volta do aproveitar o momento e fazer com que os outros se lembrem de nós, e tem uma boa mensagem sim, mas acho que este tem uma mensagem ainda melhor. Este livro gira em torno da amizade e do amor, de como os sentimentos se conseguem manter mesmo anos depois, de nos descobrirmos a nós próprios e de descobrirmos os outros, é um livro incrível. E o motivo que dá título ao livro é simplesmente genial (vejam nas quotes). 
Este livro segue a história de Quentin, um rapaz que vive ao lado de Margo Roth Spiegelman, a rapariga incrível de quem ele gosta desde a infância quando eram amigos muito chegados, mas de quem se afastou com os tempos. Um dia, Margo entra no seu quarto durante a noite e pede a sua ajuda para algo que é uma das partes mais engraçadas e bem pensadas do livro. É nesse momento que percebemos o quão inteligente é a Margo. Mas quando a Margo desaparece, ele, os seus dois melhores amigos, e a ex melhor amiga de Margo juntam-se numa viagem para a tentar encontrar. 
O livro é simplesmente sensacional, sem palavras. 
Algo que eu achei super engraçado na escrita do autor foi o facto de que quase sempre que o Quentin diz o nome da Margo, ele diz Margo Roth Spiegelman, como se ela fosse uma super estrela daquelas que as pessoas dizem sempre o nome completo. 
Pelo trailer, parece que a viagem de carro para encontrar a Margo é o ponto principal do livro e não é, isso acontece muito mais para o fim, mas estou muito ansiosa pelo filme. 
Recomendo muito este livro. Boas leituras. 


Quotes/Melhores Momentos:
  • «Margo sempre adorou mistérios. E em tudo o que se seguiu nunca consegui deixar de pensar que se calhar ela adorava tanto os mistérios que acabou ela própria por se tornar num mistério.» - Página 17
  • «Sabias que, praticamente ao longo de toda a história humana, a esperança de vida média era inferior a trinta anos? Dava para contar com uns dez anos de vida adulta, certo? Não havia planeamento de reforma. Não havia planeamento de carreira. Não havia planeamento. Não havia tempo para planeamentos. Não havia tempo para o futuro. Mas depois a esperança de vida começou a aumentar, e as pessoas começara a ter cada vez mais futuro, e por isso passaram a pensar cada vez mais nele. A pensar no futuro. E agora a vida passou a ser o futuro. Mas depois a esperança de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter cada vez mais futuro, e por isso passara, a pensar cada vez mais nele. A pensar no futuro. E agora a vida passou a ser o futuro. Todos os momentos da nossa vida são vividos em função do futuro... vamos para o secundário para podermos ir para a faculdade, para podermos arranjar um bom trabalho para podermos arranjar uma boa casa, para podermos mandar os nossos filhos para a faculdade, para eles poderem arranjar um bom trabalho, para eles poderem arranjar uma boa casa, para eles poderem mandar os filhos deles para a faculdade.» - Página 40
  • «-O meu coração está a mil à hora - comentei. 
    • -É assim que sabemos que nos estamos a divertir.» - Página 50
  • «Tudo é mais feio ao perto.» - Página 62
  • «Daqui, não se vê a ferrugem, nem a tinta a pelar, nem nada disso, mas consegue perceber-se o que este sítio é realmente. Vê-se o quão falso tudo isto é. Nem sequer é suficientemente forte para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olha bem: olha para aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que se viram sobre si mesmas, todas as casas que foram construídas para caírem de podres. Todas estas pessoas de papel a viverem nas suas casa de papel, queimando o futuro para se aquecerem. Todos os miúdos de papel a beber cerveja que um vagabundo qualquer comprou para eles numa loja de conveniência de papel. Toda a gente enlouquecida com a psicose de possuir coisas. Tudo fino como papel e frágil como papel. E todas as pessoas também. Vivo aqui há dezoito anos e nunca, nem sequer uma vez na vida, me cruzei com alguém que se preocupasse com qualquer coisa realmente importante.» - Página 62
  • «E de repente sabia o que sentia Margo Roth Spielgman quando não estava a ser Margo Roth Spielgman: sentia-se vazia. Sentia os muros incontornáveis que a rodeavam. (...) O erro fundamental que sempre cometera, e que, em abono da verdade, ela sempre me levara a cometer, fora o seguinte: Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Não era uma coisa maravilhosa e preciosa. Ela era uma rapariga.» - Página 199
  • «É difícil ir embora... até nos irmos embora. E depois é o raio da coisa mais fácil do mundo.» - Página 226
Trailer da adaptação do livro para o cinema:


«You will go to the paper towns and you will never come back»

Resenha do filme AQUI
Minha opinião do livro vs filme AQUI