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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Beauty and the Beast - Opinião (Film Review)

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Como amante dos filmes da Disney, e depois de amar o remake do filme Cinderella (que, juntamente com a Mulan, são os meus filmes de animação favoritos da Disney), não podia deixar de ver mais um destes remakes, especialmente sendo este o favorito da minha melhor amiga. Assim, fiz o que qualquer adulto normal faz - dirigi-me ao cinema para ver um filme da Disney e acabei rodeada de crianças.
Imagem relacionadaA premissa da história não é novidade para ninguém, temos a Belle como personagem principal e que, para salvar o seu pai após ele ser capturado pela besta, acaba por ficar ela própria refém do monstro no seu palácio enfeitiçado onde os objetos têm vida própria. 
O que tem de ser elogiado neste filme é, sem dúvida nenhuma, a escolha do elenco que, além de os atores serem todos bastante talentosos, são também perfeitos para os papeis que lhes foram atribuídos, sendo que tenho de destacar a Emma Watson (Belle) e o Dan Stevens (besta/Adam), assim como o Luke Evans que esteve perfeito no papel do arrogante e egocêntrico Gaston e o Josh Gad que também se destacou pelo seu papel como Lefou, o famoso amigo do Gaton. 
Resultado de imagem para beauty and the beast 2017Também a incrível soundtrack merece destaque e adoro a versão que fizeram da tão famosa música Belle. Os cenários estão extremamente bem construídos e a aldeia deu-me logo aquela sensação do filme original, o que é sempre um ponto positivo. 
Relativamente aos efeitos especiais, muito importantes em todo o filme mas, principalmente, para o tão famoso final, não deixa de me surpreender a forma como estes evoluíram ao ponto de ser possível criar algo que pareça tão realista como o que vemos neste filme e noutros que tem surgido. 
Resultado de imagem para beauty and the beast 2017No entanto, o meu principal problema com o filme deu-se onde eu menos esperava: a história. A forma como a ação se desenrola já é bem conhecida pela população em geral, no entanto, eles optaram por seguir uma linha diferente no decorrer da história, explorando mais o passado da personagem principal feminina e, apesar de achar que toda a história foi bem construída, achei também que foi desnecessária e que acaba apenas por servir para perturbar mais a cabeça de uma personagem que, tendo em conta todos os acontecimentos, já o está. Ou seja, não é que não tenha gostado dessa parte, só achei desnecessária tendo em conta todo o cenário já envolvente, e sei que não sou a única com esta opinião.
Resultado de imagem para beauty and the beast 2017Tirando esta questão, em geral, acho que o filme está extremamente bem construído, com um elenco e uma banda sonora fantástica e é um filme que recomendo a qualquer fã da história original, tenham é em mente que tem alturas que a história segue outra linha que não a original.
Recomendo muito.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Kong: Skull Island - Opinião (Film Review)

(Post in english soon)
Kong: Skull Island


Não sou a maior fã de filmes de ação, no entanto, quando vi o trailer para este filme no cinema fiquei super empolgada e não aguentei até o ir ver, e ainda bem que o fiz porque, para minha grande surpresa (e para surpresa de quem conhece os meus gostos), Kong: Skull Island juntou-se à lista dos meus filmes favoritos da vida. 
O filme acompanha Bill Rana (John Goodman), um cientista que passou os últimos 30 anos a tentar provar que realmente existem monstros e que, numa última tentativa antes da sua empresa falir, consegue escolta militar para explorar a Ilha da Caveira: uma ilha misteriosa cuja existência era mantida em segredo. Junto com ele vai Houston Brooks (Corey Hawkins), um cientista contratado por Randa e que sofreu muitas críticas e troça por parte da comunidade científica por um artigo publicado mas que Randa acredita estar correto, James Conrad (Tom Hiddleston), um famoso batedor que Randa contrata para garantir que eles sobrevivem na floresta, a fantástica Mason Weaver (Brie Larson), uma fotógrafa que pede para ir na expedição por acreditar que há mais da história do que se quer admitir ao público, o fantástico e incrível Marlow (John C. Reilly) e o Preston Packard (Samuel L. Jackson) como comandante da escolta militar, entre várias outras pessoas que compõem um elenco fantástico e de peso. 
A própria história em si não é nada completamente novo nem nunca visto, mas foi, na minha opinião, muito bem explorada. E, para mim, este filme acertou no ponto em três coisas: os efeitos especiais que, apesar de eu não ter qualquer tipo de conhecimento na parte técnica parte técnica, achei que estavam muito realistas; a fantástica banda sonora que, meu Deus, é muito boa e encaixa perfeitamente com a história; e, acima de tudo, o elenco. Já esperava uma grande atuação por parte do Samuel L. Jackson e, realmente, não desiludiu. No entanto, fui muito surpreendida pelo Tom Hiddleston, de quem eu já muito ouvi falar mas nunca tive curiosidade de ver nada com a sua participação, sendo, por isso uma boa surpresa descobrir o seu grande talento. Depois temos Brie Larson, John Goodman, John C. Reilly, Corey Hawkins e Tian Jing que desempenharam papeis espectaculares e são todos atores dos quais eu nunca tinha ouvido falar, mas de quem, sem dúvida nenhuma, vou procurar mais trabalhos. Todo estes que acabei de referir, junto com os outros já referidos anteriormente e com aqueles que não referi por serem personagens com papeis menos importantes, protagonizaram não apenas momentos dramáticos mas também momentos muito engraçados que encontramos ao longo do filme.
A juntar ao fantástico elenco e aos efeitos especiais incríveis, temos paisagens maravilhosas. Todo o cenário do filme em si está incrível e muito bem construído.  

Vi várias críticas ao filme, algumas relativamente a áreas mais técnica como a dos efeitos especiais e do casting mas, como não tenho qualquer experiência nesse tipo de áreas, não consigo apontar qualquer crítica, e a mim todas essas áreas que vejo serem criticadas, estavam muito boas. Outra crítica que vejo muito é o facto de que o Kong mostra uma personalidade complicada mas considero esta crítica simplesmente desnecessária tendo em conta toda a história do filme em si e, como o próprio Marlow diz, "This is his home, we're just guests. But you don't go into someone's house and start dropping bombs, unless you're picking a fight", e eu não podia concordar mais.

Entretanto, depois de ver várias opiniões negativas, tive durante bastante tempo a tentar associar essas opiniões ao que senti a ver o filme (por vezes quando refletimos depois de o ver encontramos problemas que não vimos antes) e realmente não consegui, não consigo encontrar um motivo para baixar o número de estrelas que dei ao filme e, honestamente, não quero: enquanto o assistia diverti-me, muito, assustei-me, em mais do que um momento fiquei muito empolgada para saber o que ia acontecer a seguir, preocupei-me com as personagens surpreendi-me e, acima de tudo, gostei bastante. Realmente não consigo apontar criticas ao filme nem vou inventá-las só para não dar as 10 estrelas quando acho que ele realmente as merece.
As palavras anteriores reflectem a minha honesta opinião e essa é a de que adorou o filme, percebo quem não gostou, mas não é o meu caso e, se houver sequela, vou ver sem sombra de duvidas. Recomendo muito.

Quotes:
  • This world never belonged to us. It belonged to them. The question is, how long before they take it back. Kong is not the only king.
  • Kong's a pretty good king. Keeps to himself, mostly. This is his home, we're just guests. But you don't go into someone's house and start dropping bombs, unless you're picking a fight.
  • I guess no man comes home from war, not really.
  • Sometime's there's no enemy until you look for one.




sábado, 8 de julho de 2017

The Circle - Opinião | Film Review

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Emma Watson é, para pessoas dos seus 15 aos 35, uma atriz conhecida e adorada. Como tal, quando a atora protagonizou um novo filme, O Círculo, eu tive, imediatamente, de ir ao cinema assistir o seu novo projeto.
Imagem relacionadaNo The Circle, acompanhamos Mae Holland, uma universitária normal que, um dia, tem uma a possibilidade de sonho: trabalhar no Círculo, a maior empresa de tecnologia do mundo. Quando Mae entre nesta nova empresa, fica a conhecer o seu mais recente projeto, uma pequena câmera utilizada pelas pessoas para compartilhar detalhes das suas vidas. Ao mesmo tempo, Mae vê a sua vida mudar completamente quando, inserida nesta empresa, acaba, ela própria, por ter de partilhar todos os detalhes da sua vida com o mundo, o que a vai afetar a ela e a todos aqueles que a rodeiam.
Como dá para perceber pela premissa do filme, estamos, definitvamente, a falar de um filmes distópico, que ocorre num mundo marcado pela liberdade extrema de informação.
Quanto aos atores, não tenho verdadeiramente nenhum problema a apontar. Temos um cast incrível, encabeçado pela Emma Watson e pelo Tom Hanks, dois autores com um enorme potencial.
Imagem relacionadaO meu principal problema com este filme foi mesmo o ritmo: toda a parte inicial vai-se desenvolvendo num ritmo bastante lento e arrastado. No entanto, quando um momento importante começa a acontecer, ele, cada vez mais para o final do filme, vai acontecendo cada vez mais depressa, o que inclui o final que foi, para mim, apesar de inesperado, demasiado aberto: quando começa a emoção a sério, o problema é resolvido de uma maneira demasiado rápida e, sem sabermos ao certo o que uma cena quer dizer, o filme acaba.
Assim sendo, no aspeto da história em si, gostaria que tivesse acontecido de forma diferente.
Já quanto aos efeitos especiais, este foram, como seria de esperar de um filme nestas circunstâncias, estavam extremamente realistas. Também a banda sonora foi uma escolha boa.
Apesar de ter visto diversas críticas à falta de espaço de reflexão do filme sobre a temática que aborda, a falta de privacidade, eu discordo dessa opinião. Acredito sim, sinceramente, que o filme é construído de uma maneira que nos faz refletir sobre as consequências da falta de privacidade na vida de uma pessoa. Pelo menos, eu passei dias com a temática na cabeça.
De uma maneira geral, eu gostei do filme: os atores, a banda sonora e os efeitos especiais foram muito bons e a história apenas ficou a desejar, na minha opinião, no ritmo da história. Ao mesmo tempo, gostei da mensagem importante (e realista) que é passada e, como tal, é um filme que recomendo bastante, apesar de não ser o melhor trabalho de nenhum dos atores envolvidos. 

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sábado, 26 de setembro de 2015

Child 44 - Livro vs Filme

VS
(Antes de ler o texto a seguir, leia o livro ou veja o filme pois o texto seguinte contém spoilers)
Se eu tivesse de fazer um top 5 de filmes que sofreram mais alterações em comparação ao livro, este seria um dos primeiros.
O início começa logo por ser diferente, o que torna tudo muito menos chocante. Quando o início foi alterado eu perguntei-me como é que iriam fazer o resto do filme visto que o início era importante, e depois percebi que eles iam mudar tudo.
O filme deixou passar pormenores muito importantes e focou-se em alguns que realmente não importavam.
Além disso, os atores tinham um sotaque horrível e o filme foi bastante chato.
Até a cena da fuga do comboio foi alterada, passando de algo incrível e quase mortal para algo básico e estúpido, visto que nunca na vida iria conseguir escapar com tanta facilidade.
A relação entre o Leo e o assassino, parte importante do livro, aqui nem existe, o que levou a que o final fosse diferente.
As pessoas por detrás deste filme acabaram por alterar as melhores partes do livro e deixar as mais chatas.
Além disso, o Vasili no livro é muito pior enquanto que no filme ele tem até momentos em que parece importar-se com o Leo.
Outras alterações nas personagens foram o médico pervertido que no filme nem aparece e a própria Raisa que no livro demonstra um ódio muito maior pelo Leo.
Assim sendo, o que tenho a dizer é que o livro e o filme basicamente só tem em comum passar-se na época da União Soviética de Estaline e mais umas cenas pequenas, porque de resto foi tudo alterado, alterações essas que eu não gostei nada.

Resenha do livro AQUI
Resenha do filme AQUI

Child 44 (Filme) - Resenha

Child 44

Sinopse: "Durante o governo de Josef Stalin na União Soviética na década de 1950, o agente Leo Demidov do Ministério de Segurança de Estado (MGB), descobre uma série estranha e brutal de assassinatos de crianças feitos por um assassino em série que foi o responsável por assassinar 52 na União Soviética."
Nome do Filme: Child 44
Nome em Português: A Criança Nº 44 (em Portugal); Crimes Ocultos (no Brasil)
Duração: 02:17:00h
Gênero: Mistério, Suspense
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Sendo que eu não fiquei grande fã do livro, eu não esperava muito do filme, e ainda bem que não esperava, ou ia ser completamente desapontada.
O início não me chocou tanto como o início do livro, e eu gostei disso por um lado, mas por outro não, visto que o início só não chocou tanto porque cortaram uma parte bastante importante que o livro inicia.
Além disto, a única representação de que realmente gostei foi da do Tom Hardy, e a que mais detestei foi a da Noomi Rapace, que achei que não foi nada boa.
O sotaque feito pelos atores tornou-se irritante em vários momentos, e o desinteresse nítido da cara deles fazia com que o observador sentisse que nada daquilo era real.
Achei o filme muito chato, e muito comprido, parecia que o filme nunca mais acabava, ainda por cima estava bastante diferente do livro.
O filme foi bastante polémico e acabou por ser banido dos cinemas de países como a Rússia e o Cazaquistão, além disso, não teve grande sucesso nas bilheteiras.
Não consegui encontrar qualquer quote que gostasse.
Não é um filme que eu fosse exatamente recomendar se alguém me perguntasse por um filme, mas não é um filme mau de todo e acaba sim por servir para as pessoas verem como se vivia na União Soviética e o medo constante da população naquela época. Assim sendo, para quem gosta de filmes históricos ou inspirados em acontecimentos importantes, deveria realmente ver este filme, mas não com grandes expetativas.




Resenha do livro AQUI
Opinião do livro vs filme AQUI

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Home (Filme) - Resenha

Home


Info: "O planeta Terra foi invadido por seres extra-terrestres, os Boov, que estão em busca de um novo planeta para chamar de lar. Eles convivem com os humanos pacificamente, que não sabem de sua existência. Entretanto, um dia a jovem adolescente Tip encontra o alien Oh, que foi banido pelos Boov devido às várias trapalhadas causadas por ele. Os dois logo embarcam em uma aventura onde aprendem bastante sobre as relações intergalácticas."
Nome do Filme: Home
Nome em Português: A Minha Casa (em Portugal); Cada Um Na Sua Casa (no Brasil)
Duração: 01:34:00h
Gênero: Animação, Comédia
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Pelo trailer, eu estava cheia de expetativas quanto a este filme, e admito que me dececionei um pouco. O filme tem si partes engraçadas, mas também tem muitas partes que parecem um bocado mortas. 
O filme acompanha a história do Oh, um dos Boov que invadiram a terra. Mas, este Boov é procurado pelas autoridades da sua espécie por ter feito demasiadas asneiras. Pelo trailer, o filme parece realmente muito divertido. Mas é porque no trailer eles puseram todos os momentos divertidos, o resto do filme é quase tudo partes bastante mortas. 
 Uma coisa que gostei bastante no filme foram das vozes, achei que estavam realmente na entoação perfeita e foram muito bem escolhidas, já para não falar que este filme reúne nas vozes personalidades bastante conhecidas e importantes, como a Rihanna como Tip, Jim Parsons (do Big Band Theory) como Oh e Jennifer Lopez como a mãe da Tip. Temos ainda a voz do Steve Martin e o Brian Stepanek que se tem mantido mais na sombra desde o seu papel em The Suite Life of Zack and Cody. 
A nível de animação o filme está realmente bom, mas a história não é nada por aí além e tornar-se bastaste previsível. 
Quanto a quotes, só consegui encontrar uma em todo o filme. 
No fundo, não é um filme mau mas também não é um filme tão bom como eu esperava. Então, vejam sim, mas sem muitas esperanças. 
Recomendo sim para quem gosta de animação, mas não tenham muitas esperanças de que vai ser o filme do ano, porque não vai ser. 



Quotes/Melhores Momentos:
  • «Os teus erros são o que te faz humano.»

domingo, 30 de agosto de 2015

Love, Rosie (Filme) - Resenha

Love, Rosie


Info: "Os jovens britânicos Rosie e Alex são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro."
Nome do Filme: Love, Rosie
Nome em Português: Deixa o Amor Entrar (em Portugal); Simplesmente Acontece (no Brasil)
Duração: 01:42:00h
Gênero: Comédia, Romance
Ano de Lançamento: 2014
Resenha: Ainda antes de ver este filme eu já esperava muito só pelo facto de Lily Collins estar como protagonista, mas não achei que foi (nem perto sequer) o seu melhor trabalho. 
Love, Rosie é um filme que segue sempre dois melhores amigos, o Alex e a Rosie, que são completamente inseparáveis, até que um dia ele vai para Boston, sendo que ela tinha prometido que também ia, mas nunca chega a ir, e ele nunca volta para ver o porquê mesmo depois de ela inventar umas 50 desculpas, sério, qualquer amigo assim tão inseparável voltava e aproveitava para visitar a família. 
O filme tem sim algumas partes bastante engraçadas, mas nada por ai além, e algumas partes realmente não fazem o sentido todo. 
Lily Collins não esteve no seu melhor papel, Sam Claflin esteve mais ou menos e não gostei nada do papel desempenhado por Suki Waterhouse. 
O filme deu-me muitas vezes vontade de reclamar com as personagens e dizer para primeiro, deixarem de estar com outras pessoas quando toda a gente já reparou que gostam um do outro, e segundo, para serem honestos de uma vez por todas e dizerem o que sentem. Já quase não havia nada a perder. Este tipo de filmes irrita-me muito. 
É que nem uma quote eu consegui tirar do filme, e isso não é bom sinal. 
Não é um filme que eu realmente recomende, só se for para alguém que prefere aqueles filmes com romance muito em central e muito desencontrados, o que não é, definitivamente, o meu género. 



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Kingsman: The Secret Service (Filme) - Resenha

Kingsman: The Secret Service

Info: "Eggsy é um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry, que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem une-se a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine. Esta é a adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons."
Nome do Filme: Kingsman: The Secret Service
Nome em Português: Kingsman: Serviços Secretos (em Portugal); Kingsman: Serviço Secreto (no Brasil)
Duração: 02:09:00h
Gênero: Ação, Comédia
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Admito que quando comecei a ver o filme esperava algo do género 007. Fiquei bastante surpreendida por o filme se afastar um bocado do cliché filme de espiões e de agências secretas, e gostei bastante deste filme. 
O elenco só por si já era bastante promissor, e realmente nenhum dos atores que eu esperava que tivessem um bom desempenho, me desiludiu. Colin Firth fez um papel excelente. Não conheço nenhum outro papel desempenhado pelo Taron Egerton, mas gostei bastante da representação dele neste filme. Samuel L. Jackson desempenhou um papel brilhante (apesar de ser um bocado irritante aquela voz que ele fez, mas esteve bem), e o Michael Caine também não me desiludiu. Outra representação que eu gostei bastante, embora não conheça mais nenhum trabalho da atriz, foi o da Sophie Cookson.
Não posso dizer que o filme seja completamente original, e que não houvesse partes que eu já não estava à espera, porque óbvio que houve, bastantes até. Mas o filme está tão bem feito e a representação é tão boa que eu ignorei isso tudo.
O que eu vou dizer a seguir pode ser considerado por alguns de spoilers, assim sendo, se forem pessoas que não querem saber nada do desenrolar do filme, avancem para o próximo parágrafo. Uma coisa que adorei neste filme, é que foge àquele cliché de, quando existem dois agentes da mesma idade, ainda por cima jovens, a trabalhar juntos, sendo um rapaz e o outro rapariga, acabam por se envolver romanticamente, e isso não acontece neste filme. Eu gostei bastante de, nesse aspeto, o filme fugir ao cliché.
No final do filme, depois dos créditos finais, tem uma cena (não sei se é só nalgumas versões ou se em todas) que é simplesmente de rir para quem viu o filme todo, foi muito bem pensado, e eu simplesmente adorei. Tanto o roteirista, como o diretor, os atores e todos relacionados com a realização do filme, estão de parabéns, é um filme realmente muito bom.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «As maneiras fazem um homem. Sabes o que isso significa? Então deixa-me ensinar-te uma lição.»
  • «Não há nada de nobre em seres superior aos outros; ser realmente nobre é seres superior ao teu antigo eu.»

domingo, 23 de agosto de 2015

Fight Club (Filme) - Resenha

Fight Club

Info: "Jack é um executivo jovem, trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas ele está a ficar cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele está enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o sua falta de sono ao frequentar grupos de auto-ajuda. Nesses encontros ele passa a conviver com pessoas problemáticas como a viciada Marla Singer e a conhecer estranhos como Tyler Durden . Misterioso e cheio de ideias, Tyler apresenta para Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais."
Nome do Filme: Fight Club
Nome em Português: Clube de Combate (em Portugal); Clube da Luta (no Brasil)
Duração: 02:12:00h
Género: Drama
Ano de Lançamento: 1999
Resenha: Então eu finalmente assisti o tão aclamado clássico "Fight Club". E devo dizer que não foi nada do que eu esperava. O filme a princípio é bastante estranho e isso não melhora nada para o meio. Na verdade, chegou a meio do filme e eu estava sem perceber bem o porque de o filme ser tão adorado, até que depois veio a reviravolta, que eu já estava tinha considerado uma hipótese, mas mesmo assim, a forma como foi feito ficou tão boa que uma pessoa até se arrepia, é incrível como cada peça se encaixa e nos faz sentir malucos e burros ao mesmo tempo. Mas devo admitir que, só por aquela reviravolta final, o filme realmente tem a fama que merece. 
O filme por si só tem uma boa história e interessante, algumas partes arrepiam uma pessoa completamente, mas são cenas realmente boas. 
O mesmo digo com o elenco que foi realmente de ouro. 
Fiquei admirada pelo Jared Leto participar neste filme, sou fã do cantor/actor mas não fazia ideia nenhuma que ele tinha feito este filme e, embora não tenho sido o seu melhor papel, fez um bom papel. 
Brad Pitt e Edward Norton fizeram um papel excelente. Sempre soube do talento de Brad Pitt e ele ficou ao nível da fama que tem, mas Edward Norton surpreendeu-me muito. 
Gostei de ver Helena Carter, tão bem conhecida para nós pelo Harry Potter, no papel da maluca da Marla Singer, ela esteve também muito bem. Devo ainda destacar o papel realizado por Meat Loaf, que interpreta Robert Paulson, mas conhecido como Bob, que esteve à altura de um papel bastante bom. 
No fundo, o filme realmente teve um elenco espetacular e perdeu, na minha opinião, apenas pelo facto de o filme a princípio ser bastante esquisito, porque a partir do meio, o filme fica muito bom ao ponto de nos fazer sentir meios que tolos. 
É um filme que recomendo completamente a qualquer pessoas, seja fã de que género for, tenho quase a certeza que fight club vai ser um bom filme para vocês. Sério gente, vejam. 



Quotes/Melhores Momentos:
  • «Tudo é uma cópia, de uma cópia, de uma cópia.»
  • «Puta que pariu, uma geração inteira a bombar gás, à espera de mesas, escravos com colarinha branco. A publicidade faz-nos perseguir carros e roupas, trabalhar em trabalhos que odiamos só para conseguirmos comprar merdas que não precisamos. Nós somos as crianças sem peso na história, meu. Sem propósito ou sítio. Nós não temos nenhuma grande guerra. Nenhuma grande depressão. A nossa grande guerra é uma guerra espiritual... a nossa grande depressão são as nossas vidas. Todos nós fomos criados pela televisão a acreditar que um dia todos nós vamos ser milionários, e deuses do cinema, e rock stars. Mas nós não vamos. E estamos lentamente a aprender esse facto. E estamos muito, muito irritados.»
  • «As coisas que tu possuis acabam por te possuir a ti.»
  • «É apenas depois de perdermos tudo que temos liberdade para fazer tudo.»
  • «Esta é a nossa vida, e está a acabar minuto a minuto»
  • «Tu não és o teu emprego. Tu não és a quantidade de dinheiro que tens no banco. Tu não és o carro que conduzes. Tu não és conteúdo da tua carteira. Tu não és a merda das tuas cáqui (calças). Tu és toda a canção, toda a dança da porcaria do mundo,»
  • «Ouçam larvas. Vocês não são especiais. Vocês não são um lindo ou único floco de neve. Vocês são a mesma matéria orgânica em decomposição que toda a gente.»
  • «Aviso: Se estás a ler isto então este aviso é para ti. Qualquer palavra que leias desta inútil impressão é manos um segundo que tens de vida. Não tens outras coisas para fazer? A tua vida é assim tão vazia que tu honestamente não consegues pensar noutra forma de gastares estes momentos? Ou estás tão impressionado pela autoridade que dás respeito e crédito a todos os que reivindicarem isto? Tu lês tudo o que é suposto tu leres? Tu pensas em tudo o que é suposto pensares? Compras o que dizes que queres? Sai fora do teu apartamento. Conhece uma pessoa do sexo oposto. Pára as compras e a masturbação excessiva. Desiste do teu trabalho. Começa uma luta. Prova que estás vivo.  Se tu não reclamares a tua humanidade tu vais tornar-te um estático. Tu foste avisado.»
  • «Eu encontrei a liberdade. Perder toda a esperança era a liberdade.»
  • «Ouve bem! Tens de considerar a possibilidade de Deus não gostar de ti. Ele nunca te quis. Em todas as possibilidades, ele odeia-te. Isto não é o pior que pode acontecer. 
    • -Não é?
    • Nós não precisamos dele!»

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Persuasão (Filme) - Resenha

Persuasion


Info: Há alguns anos atrás, a jovem Annie Elliott apaixonou-se pelo oficial Frederick Wentworth. Mas, devido à condição financeira dele e as restrições da família da moça, Annie é persuadida a romper o relacionamento. Oito anos depois, Wentworth retorna a cidade com uma reputação e situação econômica bem mais elevada. Mesmo após todo esse tempo, Annie nunca deixou de amá-lo, mas terá de lidar com o fascínio das moças solteiras por Frederick.

Nome do Filme: Persuasion
Nome em Português: Persuasão
Duração: 01:32:00h
Género: Romance
Ano de Lançamento: 2007
Resenha: Decidi ver este filme logo a seguir a ter acabado de ler o livro, logo as diferenças são mais nítidas, e não me arrependo absolutamente nada, porque gostei realmente do filme.
O filme está, na minha opinião, realmente bom.
O facto de o inicio ser logo diferente do livro, deixou-me um pouco pé atrás, mas isso passou rapidamente.
Uma das partes que mais gostei do filme foi definitivamente a escolha do elenco. Tanto a Anne como o capitão foram muito bem escolhidos, além das irmãs de Anne, que conseguiram ser ainda mais desprezíveis no filme.
Só não gostei muito da Mrs. Smith, a amiga de Anne. Provavelmente foi porque no livro ela tem um problema físico e a Anne vai ajudá-la muito, enquanto que no filme ela consegue andar completamente normal.
Um filme parece mais antigo do que de 2007, mas sendo inspirado numa obra clássica, nem faz um grande obstáculo. Achei sim que houve momentos em que o realizador queria que sentíssemos demasiada pena de Anne, essas partes eu não gostei, porque a Anne no livro é uma personagem que apesar de tudo é forte, e no filme à momentos que ela parece quase que quebrada por completo, sem nada que reste.
Também achei que o momento em que este antigo casal se reencontra é demasiado cedo em comparação ao livro, assim como o final é demasiado acelerado na minha opinião.
A banda sonora não foi nada por ai além, houve até momentos que faltava um bocado, mas também não é um grande problema. O facto de o realizador não usar sempre o mesmo plano, ou seja, quando a Anne estava na charrete, o plano era feito de lá, ou seja, nós sentíamos os sobressaltos do caminho e a agitação, isso serviu para dar realmente um sentimento de proximidade entre o filme e o próprio espetador.
Embora o filme não tenha assim muitas quotes, nem memoráveis, as falas são boas e fáceis de entender.
Apesar de tudo, é um filme que recomendo imenso.



Quotes/Melhores Momentos:
  • «Eu não posso aguentar mais isto. Tu atravessaste a minha alma. Sou metade agonia, metade esperança. Apesar de ter parecido injusto. Fui fraco e ressentido, mas nunca inconstante. Ofereço-me a si de novo com um coração que é mais seu do que quando o partiu à oito anos atrás. Não amei mais ninguém além de ti.»


Resenha do livro AQUI
Opinião do livro vs filme AQUI 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Persuasão - Livro vs Filme

 vs 

(Antes de ler o texto a seguir, leia o livro ou veja o filme pois o texto seguinte contém spoilers)
Apesar de este filme não ter sido nota 10 para mim, eu gostei bastante da adaptação comparada com o livro. 
As alterações são imensas e bastante óbvias, mas não ficaram mal de todo, a essência do livro não se perdeu e o final ficou, na minha opinião, ainda melhor e mais romântico. Assim sendo, acho que os dois acabam por se completar. 
Logo nos primeiros segundos do filme, começa com eles a mudar de casa, o que não é o que acontece no livro, tanto que no filme não explica a situação toda nem as opções que tinham, nem o quão vaidoso era o seu pai, só por ai eu comecei já a sentir um bocado de suspeitas, quando um filme consegue ser diferente do livro logo nos primeiros segundos, não é bom sinal. E depois disso houve grandes alterações em comparação ao livro, mas eu até gostei de algumas. 
No filme as irmãs de Anne são ainda mais desprezíveis, e o facto de pudermos ver as suas reações na forma como falam e no próprio corpo enquanto falam das pessoas, completa imenso a ideia que temos do filme, porque vemos como eram realmente estas duas raparigas.
Uma coisa que reparei do filme é que parece mais antigo do que realmente é, visto ser de 2007, o que por um lado até é bom, porque faz lembrar que é de uma obra bastante antiga. 
As únicas diferenças que eu realmente não gostei, foram o facto de que no livro, o momento em que o antigo casal se reencontra é muito mais atrasado, ou seja, vemos realmente como eles se queriam evitar a todo o custo, no filme não parece tanto, e ainda o facto de que no filme eles tentam resolver os seus problemas e falam sobre eles muito mais cedo, enquanto que no livro eles estão constantemente a tentar ignorar o assunto.
Houve ainda uma queda de Anne no filme que não acontece no livro e que eu não achei muita graça, além de que achei que o acidente da Louisa foi um bocado exagerado. 
Por outro lado, achei o elenco muito bem escolhido e acho que todos, sem exceção, realizaram um grande papel. 
Existem ainda momentos protagonizados pelo primo de Anne, que acontecem no filme mas não no livro. 
Apesar disto, recomendo realmente os dois, especialmente o livro. Mas lendo o livro, e vendo o filme logo a seguir, eles realmente completam a informação e ficam muito bem juntos.  

Resenha do livro AQUI
Resenha do filme AQUI

Paper Towns (Filme) - Resenha

Paper Towns


Info: A história é centrada em Quentin Jacobsen e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a ela invade o seu quarto a meio da noite e propõe que ele participe num engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – deixando pistas sobre o seu paradeiro.

Nome do Filme: Paper Towns
Nome em Português: Cidades de Papel
Duração: 01:50:00h
Género: Comédia, Drama, Mistério, Romance
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Sendo eu uma amante do livro Cidades de Papel, o livro na origem deste filme, eu tinha realmente bastantes esperanças de que fosse adorar o filme.
Por um lado, adorei bastante, mas pelo outro, não o suficiente.
Sendo Cara Delevigne e Nat Wolff duas personalidades que eu simplesmente adoro, eu esperava realmente uma dupla principal de ouro, e acho que ficámos pelo bronze. Nat Wolff, na minha opinião, esteve muito melhor no filme a Culpa É das Estrelas, onde brilhou. Por outro lado, a Cara surpreendeu-me, mostrando que tem jeito para a representação, mas não imenso jeito, só algum.
O filme por si só tem momentos bastante engraçados, e é bastante bonito, com várias lições de vida.
O que me irritou mais foi definitivamente o facto de o livro e o filme não terem quase nada em comum, tirando o enredo principal, eles estão muito diferentes, até o final foi alterado, mas vocês podem saber tudo sobre isso no artigo livro vs filme (AQUI brevemente).
Quanto ao Ben, interpretado por Austin Abrams, eu esperava que fosse diferente, não o imaginava tão novo nem com aquela aparência, mas isso é algo que não serviu para reduzir o rating do filme na minha opinião.
Por outro lado, o papel interpretado por Justice Smith foi, na minha opinião, perfeito, sendo que ele é exatamente como o imaginamos no livro.
Tal como disse com o livro, adoro simplesmente este título e o motivo do nome, então esse é um ponto a favor para o filme e para o livro. Embora o poster de apresentação não seja o meu preferido, não desgosto de todo e o trailer está realmente bem feito, mostrando as melhores partes do filme mas sem mostrar demasiado.
Alguns momentos são bastante engraçados, e o filme é bom sim, embora a interpretação não seja a melhor de todas, até que é boa no geral, e para quem não leu o livro, provavelmente ainda irá dar um rating melhor do que o meu, mas eu simplesmente não consigo.
Recomendo sim que o vejam, porque não é, nem perto, um mau filme, mas não esperem um filme do melhor que há. 




Quotes/Melhores Momentos:
  • «É uma cidade de papel. Casas de papel e pessoas de papel. Tudo é mais feio de perto.»
  • «Talvez ela amasse tanto mistérios que se tornou num.»
  • «Uma cidade de papel para uma rapariga de papel.»
  • «Que mania de se acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.»


Resenha do livro AQUI
Minha opinião do livro vs filme AQUI