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sábado, 8 de julho de 2017

The Circle - Opinião | Film Review

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Emma Watson é, para pessoas dos seus 15 aos 35, uma atriz conhecida e adorada. Como tal, quando a atora protagonizou um novo filme, O Círculo, eu tive, imediatamente, de ir ao cinema assistir o seu novo projeto.
Imagem relacionadaNo The Circle, acompanhamos Mae Holland, uma universitária normal que, um dia, tem uma a possibilidade de sonho: trabalhar no Círculo, a maior empresa de tecnologia do mundo. Quando Mae entre nesta nova empresa, fica a conhecer o seu mais recente projeto, uma pequena câmera utilizada pelas pessoas para compartilhar detalhes das suas vidas. Ao mesmo tempo, Mae vê a sua vida mudar completamente quando, inserida nesta empresa, acaba, ela própria, por ter de partilhar todos os detalhes da sua vida com o mundo, o que a vai afetar a ela e a todos aqueles que a rodeiam.
Como dá para perceber pela premissa do filme, estamos, definitvamente, a falar de um filmes distópico, que ocorre num mundo marcado pela liberdade extrema de informação.
Quanto aos atores, não tenho verdadeiramente nenhum problema a apontar. Temos um cast incrível, encabeçado pela Emma Watson e pelo Tom Hanks, dois autores com um enorme potencial.
Imagem relacionadaO meu principal problema com este filme foi mesmo o ritmo: toda a parte inicial vai-se desenvolvendo num ritmo bastante lento e arrastado. No entanto, quando um momento importante começa a acontecer, ele, cada vez mais para o final do filme, vai acontecendo cada vez mais depressa, o que inclui o final que foi, para mim, apesar de inesperado, demasiado aberto: quando começa a emoção a sério, o problema é resolvido de uma maneira demasiado rápida e, sem sabermos ao certo o que uma cena quer dizer, o filme acaba.
Assim sendo, no aspeto da história em si, gostaria que tivesse acontecido de forma diferente.
Já quanto aos efeitos especiais, este foram, como seria de esperar de um filme nestas circunstâncias, estavam extremamente realistas. Também a banda sonora foi uma escolha boa.
Apesar de ter visto diversas críticas à falta de espaço de reflexão do filme sobre a temática que aborda, a falta de privacidade, eu discordo dessa opinião. Acredito sim, sinceramente, que o filme é construído de uma maneira que nos faz refletir sobre as consequências da falta de privacidade na vida de uma pessoa. Pelo menos, eu passei dias com a temática na cabeça.
De uma maneira geral, eu gostei do filme: os atores, a banda sonora e os efeitos especiais foram muito bons e a história apenas ficou a desejar, na minha opinião, no ritmo da história. Ao mesmo tempo, gostei da mensagem importante (e realista) que é passada e, como tal, é um filme que recomendo bastante, apesar de não ser o melhor trabalho de nenhum dos atores envolvidos. 

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sábado, 10 de dezembro de 2016

Convergente - Opinião

Convergente



Nome do livro:
 Convergente
Nome original do livro: Allegiant
Nome do livro no Brasil: Convergente
Coleção: Divergente
Nome da Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 410 páginas

Sinopse:«Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te

A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente, encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.»


Opinião: Eu adiei a leitura deste livro por muito tempo por dois motivos: o primeiro foi que eu adorei o primeiro livro e o segundo foi uma grande desilusão e tinha medo que o mesmo acontecesse com este; o segundo motivo é que eu levei spoilers quanto ao final e não percebia a necessidade de acabar assim. No entanto, depois de ler o livro, eu percebi sim o porquê e achei até necessário, mas já lá chegamos.
Relativamente à trama, roda à volta da do costume: salvar a sociedade, mas desta vez de um mal diferente, numa luta contra a mãe do Tobias.
O principal problema que tive com este livro foi o facto de que a leitura simplesmente não fluía e o livro ia arrastando-se lentamente e, se compararmos este livro com o primeiro realmente não está tão bom e mesmo se compararmos com o segundo podia estar melhor.
Entretanto gostei bastante da relação da Tris e do Tobias, mais do que no segundo livro, por outro lado, neste livro é a vez do Tobias de ser irritante e é a Tris que pensa mais por si própria, portanto no final parece que as personalidades destas personagens são a inversão uma da outra do segundo livro.
Como resultado de tudo o que eu já enumerei, eu estava a detestar o livro completamente, até que cheguei à parte final. O final foi tão bem escrito e tão bem planeado que me fez suportar o aborrecimento que tinha sido o livro todo. Assim sendo, para as pessoas que não leram este último livro porque receberam spoilers como eu e acham que é parvo o final, leiam, porque a explicação vale completamente a pena.
Apesar de não ser, nem de perto nem de longe, o meu preferido desta trilogia, que começou de forma incrível, eu recomendo a leitura e vou sem dúvida ler o livro de contos.
Boas leituras.
(2.5 em 5 estrelas)
Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Pergunto-me se os medos vão realmente embora ou se apenas perdem poder sobre nós.» - Página 79
  • «O desespero pode levar uma pessoa a fazer coisas surpreendentes.» - Página 142
  • «O nosso mundo é tão grande que está completamente fora do nosso controlo. Que nós não somos tão grandes como pensamos.
    • Tão pequena que pode ser negligenciável. 
    • É estranho, mas há algo neste pensamento que me faz sentir quase... livre.» - Página 152
  • «Há muito, muito tempo atrás as pessoas tentaram mexer com a natureza e acabaram por piorar as coisas.» - Página 154

Trailer da adaptação do filme para o cinema: 


sábado, 30 de janeiro de 2016

1984 - Resenha Dupla

1984

Sinopse: "Curioso percurso, o desta alegoria inventada para criticar o estalinismo e invocada ao longo de décadas pelos ideólogos democráticos, e que oferece agora uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas.
A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. Como se não bastasse, a electrónica permite, e também sem precedentes, que instrumentos destinados ao trabalho e à vigilância sejam igualmente usados nos ócios. É graças à unificação de todos os aspectos da vida numa tecnologia integrada que a democracia capitalista pode realizar na prática as suas virtualidades totalitárias. O Big Brother já não é uma figura de estilo – converteu-se numa vulgaridade quotidiana."
Nome do livro: 1984
Nome do Autor: George Orwell
Editora: Antígona
Número de páginas: 300 páginas
Resenha: Eu finalmente li o clássico distópico que todos amam, 1984. E sim, devo dizer desde já que é um bom livro. 
Mudou a minha forma de pensar ou de ver o mundo como para a maior parte das pessoas que o leu? Não. Deixou-me a pensar? Sim. 
Para aqueles que não sabem sobre o que este livro fala (o que deve ser difícil visto que pelo menos já devem ter ouvido falar do programa Big Brother que descreve em parte este mundo): este livro acompanha a vida de Winston Smith que vive na Oceânia, apesar de neste caso a Oceânia não ocupar exatamente os países que ocupam para nós atualmente. Neste livro é nos descrito um mundo futurista e completamente novo onde as pessoas são constantemente vigiadas e influenciadas pelo governo. Não pode haver vontade própria ou até pensamentos próprios, o governo manda. No topo desta "pirâmide" de vigilância temos o Big Brother, símbolo da constante vigia, e a frase "Big Brother is watching you" (O Grande Irmão está a ver-te) é constantemente lembrada às personagens deste livro; existe até a "Polícia do Pensamento" responsável por prender quem pensa contra o governo, o slogan é "Guerra é Paz. Liberdade é Escravatura. Ignorância é Força", que acabam por ser explicados e que acaba por descrever o extremo do governo. 
E é exatamente este mundo a melhor parte do livro, uma vez que George Orwell conseguiu criar um mundo tão à frente do seu tempo (e que ele considerava poder vir a ser o futuro). 
Quanto às personagens deste livro, temos o Winston, a personagem principal, que é uma personagem completamente diferente de qualquer outra neste livro porque não se deixa influenciar tanto pelo governo. Quanto às outras personagens do livro, e apesar de não ter gostado de praticamente nenhuma, não as odiei; não gostei da forma de serem mas percebo perfeitamente o porquê de serem assim e a necessidade delas para a história. 
Percebo também o porquê de o George Orwell levar tão ao limite a criação deste mundo, e ele acabou por fazer isso de uma forma completamente brilhante. 
Este livro é tão complexo (mas de uma forma simples) que se torna difícil dar a minha opinião, é exatamente daqueles livros que uma pessoa necessita mesmo de os ler para conseguir compreender como ele é. 
Muita gente compara o mundo deste livro com a nossa sociedade atual e sim, tem algumas características em comum, mas nada tão levado ao extremo ou tão totalitarista como neste livro, nesse aspeto ainda estamos bastante longe. 
O final deixou-me muitas perguntas por responder, mas considero que o autor fez isso de propósito e acabou por ficar bastante bem. 
O livro encontra-se divido em três partes, sendo que cada uma meio que simboliza os três principais pontos de mudança na história, e devo dizer que de todo o livro houve apenas um momento que eu simplesmente não gostei, que é o capítulo 9 da 2ª parte. Não vou dizer do que se trata, mas se lerem o livro tenham isto em atenção: essa parte, apesar de interessante, é bastante chata, mas devem continuar a ler mesmo assim porque a parte a seguir a essa é o ponto alto do livro (na minha opinião) e a 3ª parte é muito emocionante. 
É um livro com um mundo muito bom, personagens que se enquadram muito bem (apesar de eu não ter gostado da maioria delas), com descrições incríveis e nada arrastadas e uma história que se lê muito rápido, recomendo sim.
- Pan

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Enquanto não tomarem consciência não se revoltarão, e enquanto não se revoltarem não poderão tomar consciência» - Página 75
  • «Concluiu com surpresa que nos momentos de crise nunca se luta contra um inimigo exterior, mas sempre contra o próprio corpo.» - Página 106
  • «Neste jogo que estamos a jogar não temos hipótese de vencer. Há formas de fracassar melhores do que outras, só isso.» - Página 139
  • «Vocês terão de se habituar a viver sem resultados nem esperança. Trabalharão durante algum tempo, serão apanhados, confessarão e morrerão. São estes os únicos resultados visíveis. Convençam-se de que é improvável virem a ocorrer mudanças perceptíveis durante a vossa vida. Nós somos os mortos.» - Página 179
  • «Perante a dor não há heróis.» - Página 241
  • «Escravidão é liberdade. Sozinho, livre, o ser humano acaba sempre derrotado. E tem de ser assim, porque cada ser humano está condenado a morrer, o que constituiu o maior de todos os fracassos.» - Página 266
(4 em 5 estrelas)

1984

Sinopse: "The year 1984 has come and gone, but George Orwell's prophetic, nightmarish vision in 1949 of the world we were becoming is timelier than ever. 1984 is still the great modern classic of "negative utopia" -a startlingly original and haunting novel that creates an imaginary world that is completely convincing, from the first sentence to the last four words. No one can deny the novel's hold on the imaginations of whole generations, or the power of its admonitions -a power that seems to grow, not lessen, with the passage of time."
Nome do livro: 1984
Nome do Autor: George Orwell
Editora: Signet Classics (livro em inglês)
Número de páginas: 298 páginas
Outra Resenha: A aclamada obra de Geroge Orwell 1984 passa-se num universo distópico onde o governo controla tudo o que a população faz. A personagem principal é Winston Smith, um homem de 39 anos que trabalha para o governo. 
A história desenvolve-se ao redor de Winston, devido ao facto de ser diferente dos outros. Este livro descreve um governo diferente daqueles a que estamos habituados no século XXI, e, tendo em conta de que foi escrito em pleno movimento de ditadura e totalitarismo (Stalin e Hitler), o meio foi muito bem conseguido. A maneira como é descrito, quer o que as pessoas sentem em relação ao governo, quer as regras e "mandamentos" da sociedade, resulta numa envolvência total neste modo de viver. A início, parece ser bastante simples, mas à medida que continuamos a acompanhar a vida de Winston, apercebemos-nos de que não é assim tão linear. Um exemplo disso são os três slogans do partido: Guerra é Paz, Liberdade é Escravatura e  Ignorância é Força; que nos parecem quase que aleatórios quando nos surgem pela primeira vez, mas que são explicados mais adiante na obra. 
Outro aspeto que gostaria de realçar é o facto de o autor ter intercalado as lembranças de Winston, com a sua vida atual, com o governo, com os seus pensamentos. Isto poderia ter sido alcançado com muito pouco sucesso, tendo em conta de que o livro, apesar de nos dar a perspetiva de Winston, não é escrito por ele, mas sim na terceira pessoa. Mas não foi isto que aconteceu, e Orwell conseguiu um discurso fluido e sem falhas.
Um pormenor que achei que deveria ter tido em conta quando comecei a ler o livro é a época em que foi escrito. A obra foi escrito à cerca de 60 anos atrás e, tal como muitas das obras escritas nessa época, poderia ter referências a coisas que desconheço por não ter vivido nesse tempo. No entanto, para maior das minhas surpresas, 1984, talvez por se passar num futuro diferente do presente de George Orwell, poderia ter sido escrito e 2016, que a leitura seria a mesma. E considero que isto é de grande mérito, porque não é fácil escrever uma obra intemporal, que quebre qualquer barreira de tempo e espaço. 
Apesar de tudo isto, e talvez por procrastinar demasiado, não li o livro assim tão depressa. É bom, sim, verdade, mas demorei quase dois meses a lê-lo. 
No geral, recomendo a leitura deste clássico, principalmente a pessoas que gostem de utopias, neste caso, uma utopia negativa.
-Guerassimovna

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «What mattered were individual relationships, and a completely helpless gesture, an embrace, a tear, a word spoken to a dying man, could have value in itself.» (O que importava era as relações individuais, e um gesto completamente desamparado, um abraco, uma lágrima, uma palavra proferida a um homem a morrer, poderiam ter valor nelas próprias) - Página 165
  • «You'll work for a while, you will be caught, you will confess, and the you will die.» (Irás trabalhar durante algum tempo, irás ser apanhado, irás confessar, e depois irás morrer) - Página 176
  • «In general, the greater the undestanding, the greater the delusion: the more intelligent, the less sane.» (No geral, quanto mais perceberes, mais é a ilusão: quanto mais inteligente, menos são) - Página 215
  • «Why should the fruit be held inferior to the flower?» (Porque é que a fruta tem que ser inferior à flor?) - Página 219
  • «Never again will you be capable of ordinary human feeling. Everything will be dead inside you. Never again will you be capable of love, or friendship, or jot of living, or laughter, or curiosity, or courage, or integrity. You will be hollow. We shall squeeze you empty, and then we shall fill you with ourselves.» (Nunca mais serás capaz de sentimentos humanos normais. Tudo dentro de ti estará morto. Nunca mais serás capaz de amor, ou amizade, ou alegria de viver, ou riso, ou curiosidade, ou coragem, ou integridade. Tu serás oco. Nós iremos esmagar-te até ficares vazio, e depois iremos encher-te com nós próprios.) - Página 256
(3.5 em 5 estrelas)

Trailer da adaptação do livro para o cinema: 


Discussão (com spoilers) do livro AQUI

sábado, 5 de dezembro de 2015

Perfeitos - Resenha

Perfeitos


Sinopse: "Finalmente, Tally Youngblood é Perfeita. Tem um rosto e um corpo absolutamente fantásticos, o seu guarda-roupa é o máximo, o seu namorado é lindo e a sua popularidade está no auge. Tem tudo o que sempre quis! Mas por que será que apesar das festas constantes, do luxo da alta tecnologia e da liberdade completa subsiste a sensação de que algo não bate certo? Algo… importante! É então que Tally recebe uma mensagem do seu passado imperfeito e se lembra de tudo. A diversão acaba de imediato. Agora, ela tem de escolher entre lutar para esquecer o que sabe e lutar pela própria vida… É que as autoridades não pretendem deixar vivo alguém que saiba o que ela sabe."

Nome do livro: Perfeitos
Nome original do livro: Pretties
Nome no Brasil: Perfeitos
Nome do Autor: Scott Westerfeld
Editora: Vogais
Número de páginas: 282 páginas
Resenha: Depois de ter amado o primeiro livro desta saga saltei diretamente para o segundo que, infelizmente, não gostei tanto.
Depois da Tally voltar para a cidade no primeiro livro, ela tornou-se perfeita e adora a sua vida, até que os fumegantes se atravessa na sua vida.
Uma das coisas que me partiu o coração neste livro logo desde o princípio foi o David praticamente não aparecer, sendo ele a minha personagem preferida eu realmente fiquei triste. Eu já esperava que ele aparecesse menos uma vez que este livro se passa na cidade e ele não é fã de cidades, mas não é só o não aparecer, ele quase não é mencionado.
Para piorar ainda mais, e para quem já leu a sinopse já sabe (mas isto também é revelado logo a princípio), a Tally tem um novo namorado, o Zayn, e apresar de ele ser um querido constantemente, eu não gostei dele exatamente por se estar a pôr no meio da relação da Tally com o David.
Além disso, o desenrolar deste livro é muito mais lento e eu não o consegui ler tão depressa como o imperfeitos, apesar de também o ter lido muito depressa.
Para compensar, o Scott Westerfeld fez um final muito bom e que deixa o leitor muito curioso, nisso ele realmente acertou.
Infelizmente não consegui encontrar nenhuma quote de que gostasse.
É um livro que recomendo sim e vou, definitivamente, ler os próximos.
Boas leituras.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Red Queen (A Rainha Vermelha) - Resenha

Red Queen


Sinopse: "Este é um mundo dividido pelo sangue - vermelho ou prateado.
Os vermelhos são plebeus, governados por uma elite de prateados que tem poderes divinos. E para a Mare Barrown, uma rapariga de 17 anos com sangue vermelho da pobre e arrasada Stilts, parece que nada nunca vai mudar.
Isto é, até que ela consegue um trabalho no Palácio dos Prateados. Aqui, rodeada pelas pessoas que ela mais odeia, Mare descobre que, apesar do seu sangue vermelho, ela própria possui um poder mortal. Um que ameaça destruir a balança do poder.
Com medo do potencial da Mare, os prateados escondem-na à frente de todos, declarando-a uma princesa prateada à muito perdida, agora noiva de um príncipe prateado. Apesar de saber que um passo em falso iria significar a morte, Mare trabalha silenciosamente para ajudar a Guarda Vermelha, um grupo de resistência militar, e para destruir o regime dos prateados. 
Mas este é um mundo de traições e mentiras, e a Mare entrou numa perigosa dança - Vermelhos contra prateados, príncipe contra príncipe, e a Mare contra o seu próprio coração...
O poder é um jogo perigoso."

Nome do livro: Red Queen (A Rainha Vermelha)
Nome da Autora: Victoria Aveyard
Editora: Orion Books
Número de páginas: 383 páginas
Resenha: Já tinha ouvido falar tão bem deste livro que o comprei diretamente em inglês, e não me arrependo nem um bocadinho.
Ouvi bastante críticas a este livro, e até que percebo que realmente as pessoas achem essa coisa toda de revolta do povo e da faísca para a revolução muito parecido com Hunger Games, mas não acho que tenha grande coisa a ver com a Seleção, como algumas pessoas dizem.
E é exatamente relacionado com isso uma das únicas críticas que tenho a fazer ao livro: a história é um bocado cliché em algumas partes.
Uma coisa que me deixou um bocado confusa neste livro, é que não parece haver um triângulo amoroso, mas sim um quadrado. Pode ter sido só impressão minha, mas além dos príncipes, acho que ainda existe ali qualquer coisa com o melhor amigo, apesar de o romance nestes livros nem ser assim algo muito principal, eu gostei disso. Mas passei o livro todo a preferir que ela ficasse com um e depois preferia com outro, e acabei a achar que ela devia era ficar sozinha porque os dois (e desculpem a forma como vou dizer) só fazem merda.
O livro tem bastantes revelação e plot twists inesperados, apesar de que muito gente ficou chocada com algo que eu já meio que esperava.
A única outra coisa negativa que tenho a apontar ao livro é a incerteza da Mare, nem ela sabe o que quer, de quem gosta ou de que lado está, e passa o livro a mudar, torna-se bastante irritante. Isso fez o livro perder meia estrela, passando para 4.5, que dá 5 arredondando para cima.
A última frase do livro arrepiou-me toda e deu-me imensa vontade de ler o próximo. A linguagem usada pela autora no livro, permite uma leitura muito rápida, mesmo em inglês. 
Agora para quem quer ler em inglês: este é um livro minimamente fácil de ler em inglês. Tem sim algumas palavras mais difíceis, mas nada que uma pessoa com um lápis e um tradutor ao lado não consiga perceber. Podem sempre ler as frases abaixo para terem uma ideia de como é o inglês do livro, e vão ver que não é um muito difícil.
É um livro que recomendo imenso, e estou completamente ansiosa pelo segundo.
Quotes/Melhores Momentos (tradução no sublinhado):
  • «Their blood is a threat, a warning, a promise. We are not the same and never will be.» (O sangue deles é uma ameaça, um aviso, uma promessa. Nós não somos o mesmo e nunca seremos.) - Página 9
  • «In school, we learned about the world before ours, about the angels and gods that lived in the sky, ruling the earth with kind and loving hands. Some say those are just stories, but I don't believe that. The gods rule us still. They have come down from the stars. And they are no longer kind.» (Na escola, nós aprendemos sobre o mundo antes do nosso, sobre os anjos e deus que viviam no céu e governavam a terra com bondade e amor. Alguns dizem que isso são só histórias, mas eu não acredito. Os deuses ainda nos governam. Eles desceram das estrelas. E eles não são mais bondosos.) - Página 11
  • «I'm a shadow, and no one remembers shadows.» (Sou uma sombra, e ninguém se lembra das sombras.) - Página 43
  • «As beautiful as this world is, it's just as dangerous. People who are not useful, people who make mistake, they can be removed. You can be removed.» (Por muito bonito que o mundo seja, tem o mesmo de perigoso. Pessoas que não são úteis, pessoas que cometem erros, elas podem ser removidas. Tu podes ser removida.) - Página 92
  • «I used to think there was only the divide, Silver and Red, rich and poor, kings and slaves. But there's much more in between, things I don't understand, and I'm right in the middle of it. I grew up wondering if I'd have food for supper; now I'm standing in a palace about to be eaten alive.» (Eu costumava pensar que só haviam as divisões prateados e vermelhos, ricos e pobres, reis e escravos. Mas há muito mais no meio, coisas que eu não entendo, e eu estou mesmo no meio de isso. Eu cresci a perguntar se teria comida para sobreviver; agora estou aqui no palácio prestes a ser comida viva.) - Página 96 
  • «Behind every false smile is a reminder: they are watching. Every eye scaping over me, looking for cracks and imperfections (...) but I cannot break.» (Por detrás de cada falso sorriso está um aviso: eles estão a assistir. Cada olho aguçado sobre mim, à procura de uma falha e imperfeições (...) mas eu não me posso quebrar.) - Página 108
  • «In the fairy tails, the poor girl smiles when she becomes a princess. Right now, I don't know if I'll ever smile again.» (Nos contos de fadas, a rapariga pobre sorri quando se torna uma princesa. Neste momento, eu não sei se algum dia voltarei a sorrir.) - Página 114
  • «Words can lie.» (Palavras podem mentir.) - Página 134
  • «I see a world on the edge of a blade. Without balance, it will fall (...) You don't know how precarious things are, how close this world is to falling back into ruin.» (Eu vejo um mundo no limite de uma lâmina. Sem balanço, ele vai cair (...) Tu não sabes o quão precárias as coisas são, o quão perto este mundo está de cair em ruínas.) - Página 151
  • «Revolution needs a spark. (...) And even sparks burn.» (Revoluções precisam de faísca. (...) E até as faíscas queimam.) - Página 191
  • «A soldier doesn't blink until the battle is won.» (Um soldado não pestaneja até que a batalha esteja ganha.) - Página 204
  • «It's our nature (...). We destroy. It's the constant of our kind. No matter the color of blood, man will always fall.» (É a nossa natureza (...). Nós destruímos. Não importa a cor da sangue, O Homem vai sempre cair.) - Página 227
  • «I am finally learning my lesson. Anyone can betray anyone.» (Estou finalmente a aprender a minha lição. Qualquer pessoa pode trair outra pessoa.)- Página 338
  • «The truth doesn’t matter. It only matters what the people believe» (A verdade não importa. Só importa aquilo em que as pessoas acreditam) - Página 342
  • «One day your lies will strangle you (...). My only regret is I won't be alive to see it.» (Um dia as tuas mentiras vão estrangular-te (...). O meu único arrependimento é que eu não vou estar viva para o ver.) - Página 352
  • «The truth is what I make it. I could set this world on fire and call it rain.» (A verdade é o que tu constróis. Eu podia colocar o mundo em chamas e chamar-lhe chuva.) - Página 352
  • «I told you to hide your heart once. You should have listened.» (Eu disse-te uma vez para esconderes o teu coração. Tu devias ter ouvido.) - Página 354
  • «Many things led to this day, for all of us. A forgotten son, a vengeful mother, a brother with a long shadow, a strange mutation. Together, they’ve written a tragedy.» (Muitas coisas levaram a esta dia para todos nós. Um filho esquecido, uma mãe vingativa, um irmão com uma longa sombra, uma estranha mutação. Juntos, eles escreveram uma tragédia.) - Página 355
  • «I have lived that life already, in the mud, in the shadows, in a cell, in a silk dress. I will never submit again. I will never stop fighting.» (Eu já vivi aquela vida, na lama, nas sombras, numa cela, num vestido de ceda. Eu não me vou rebaixar nunca mais. Eu nunca vou parar de lutar) - Página 382

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Admirável Mundo Novo - Resenha

Admirável Mundo Novo

Sinopse: "O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos. Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará. Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso."

Nome do livro: Admirável Mundo Novo
Nome do Autor: Aldous Huxley
Editora: Livros do Brasil
Número de páginas: 260 páginas
Resenha: Antes de mais, volto a lembrar-vos que isto é a minha opinião. Honestamente, a maior parte das pessoas adoram este livro e eu não gostei nada, mas isso não quer dizer que não seja um bom livro, depende muito do leitor e dos seus gostos, eu não gostei, acontece.
O livro passasse num sítio em que todos são felizes e cada um sabe exatamente a sua função e as crianças são fabricadas. A premissa do livro é bastante boa na verdade, e acho que não ser tão explorada como devia me fez gostar um bocado menos do livro, o sistema em que estas pessoas vivem é tão original que eu gostava de ter visto um bocadinho mais dele e tenho pena de não ter visto, isso foi um dos pontos em que acho que falhou porque eu estava à espera de algo diferente.
A única coisa de que realmente gostei no livro foi da premissa, e não acho que tenha sido muito bem explorada.
O autor escreve bem mas não de uma forma que me viciou. A princípio o excesso de termos científicos tornaram-se irritantes e difícil de compreender além de que isso tornou essas partes aborrecidas. Tem ainda alturas em que a escrita do autor e a forma como organiza as ideias se torna confusa.
Além disto, a divisão das castas acaba por se tornar um bocado confusa porque além da hierarquia é preciso decorar o que é que cada uma está apta para fazer ou não.
Houve alturas da história em que parecia que, embora todos estivessem felizes, todos tivessem algo de mal para falar dos outros. Não houve qualquer personagem ou momento da história em que me conseguisse identificar, e quando estava finalmente a começar a gostar de uma personagem, outra começou a enumerar os defeitos dela e isso fez-me deixar de gostar.
Houve ainda passagens que eu achei estranhas e um pouco que macabras, como o momento (que fala na sinopse) em que ele conhece o rapaz e a sua mãe capazes de desafiar o sistema em que vivem, essas partes são repugnantes.
Estava cheia de esperança para o final e nem disso gostei, acho que o final se tornou estranho e confuso, honestamente, eu ainda estou a tentar perceber direito o que aconteceu.
Mais uma vez, isto é a minha opinião então não quer dizer que todos devam detestar o livro, tanto que todos os que conheço que já o leram, adoro, tanto que me foi recomendado como o livro preferido de uma professora minha, mas eu não gostei. E não recomendo por isso mesmo.
Mas se for uma pessoa que goste de distopias e queira dar uma chance às clássicas, leiam este e julguem vocês próprios.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Não há civilização sem estabilidade social. Não há estabilidade social sem estabilidade individual. (...) A máquina gira, gira e deve continuar a girar eternamente. Se ela pára, é a morte. Eram um bilião a engravatar a terra. As engrenagens começaram a girar. (...) É preciso que as engrenagens girem regularmente, mas elas não podem girar sem serem convenientemente cuidadas. É necessário que haja homens para tratar delas, tão eficazes como as próprias engrenagens nos seus eixos, homens são de espíritos, estáveis na sua satisfação." - Página 56
  • «-Deus não muda.
    • -Mas mudam os Homens.» - Página 242
Trailer da adaptação do livro para cinema (trailer feito com partes do filme de 1980 por uma pessoa não relacionada com a produção original do filme):


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A Seleção - Resenha

A Seleção

Sinopse: "Para trinta e cinco raparigas a seleção é a oportunidade de uma vida.
É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável, de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.
Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou."
Nome do livro: A Seleção
Nome da Autora: Kiera Cass
Editora: Marcador
Número de páginas: 288 páginas
Resenha: Que posso dizer deste livro? Eu estou simplesmente apaixonada por este livro. Sério, e só de pensar que cá em portugal ainda não há data de lançamento da Elite dá-me vontade de chorar.
Eu literalmente devorei cada palavra do livro, como já não fazia à muito tempo. Não podia ter acabado as minhas leituras de 2014 com um livro melhor que este, sem dúvida.
O livro segue a América, uma rapariga da casta cinco. Que é isso das castas perguntam vocês? As castas eram os grupos em que a sociedade estava dividida. A casta um correspondia à realeza, a casta dois, três e quatro eram onde estavam os ricos e da casta cinco para a oito estavam os mais pobres.
Este livro passasse no futuro, já depois da 4ª Guerra Mundial em que se formou o reino de Illéa. Neste reino, faz-se um concurso para decidir com quem o príncipe vai casar. E no meio de tanta gente, a América é uma das 35 escolhidas. O problema é, ela namora com um rapaz, Aspen, que ela realmente ama e com quem se quer casar, mas ele é de uma casta inferior e isso nunca seria aceite, além disso ela sabe que a família precisa do dinheiro que ganharia ao participar. Então ela mudasse para o castelo para concorrer pelo coração do príncipe. Mas ela não está lá para ganhar, ela está lá para dar uma certa estabilidade monetária à família, só que no meio de tudo isto, ela acaba por criar uma grande amizade com o príncipe e percebe que esteve enganada sobre ele o tempo todo. Mas o Aspen não desaparece da vida dela assim tão depressa.
Uma coisa que me surpreendeu muito foi a forma leve como a autora escrever as palavras, ela escreve de uma forma tão simples e tão boa de compreender que eu li o livro em menos de 48 horas, muito menos. E houveram alturas em que eu estava a tremer de emoção por causa da América, sério, eu sentia como se estivesse cheia de frio.
Quanto à história em si, eu adorei a América. Gostei muito do Maxon e adorei a história deles. Mas odiei o Aspen. Ok, talvez o facto de eu ser completamente team Maxon ajude, mas eu não gostei dele. Quer dizer, se ele começar uma relação com outra pessoa eu vou realmente gostar dele porque já não vai ter nada a ver com a América, mas até lá não dá.
E vejam bem esta capa, não é das coisas mais lindas que já viram? Porque para mim é. Estive a ver as capas da série, e esta e a do "A Escolha", terceiro livro, são as minhas favoritas. A que gosto menos é da segunda, "A Elite", e gosto também de "A Herdeira", que é meio que uma continuação.
Apesar de tudo eu estou completamente apaixonada pela história e não vejo a hora de ler o próximo.
Boas leituras e bom ano novo :)

Quotes/Melhores momentos:

  • «Não podia imaginar um lugar mais seguro do que entre os braços do meu pai.» - Página 73
  • «Às vezes as pessoas não sabem como interpretar o silêncio, se como um sinal de confiança ou de medo. Elas olham para ti como se fosses um inseto, na esperança de que talvez te sintas assim.» - Página 99
  • «Ninguém abandona a sua família. Mantermos-nos unidos... é a única forma de sobrevivermos.» - Página 171
  • «Não era como em casa, onde todos notavam a minha tristeza e não faziam nada para me ajudar. Aqui, conseguia sentir que todos se preocupava comigo e com o que quer que fosse que me afligia e, em resposta, tratavam-me com extremo cuidado.» - Página 177