sexta-feira, 3 de julho de 2015

Admirável Mundo Novo - Resenha

Admirável Mundo Novo

Sinopse: "O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos. Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará. Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso."

Nome do livro: Admirável Mundo Novo
Nome do Autor: Aldous Huxley
Editora: Livros do Brasil
Número de páginas: 260 páginas
Resenha: Antes de mais, volto a lembrar-vos que isto é a minha opinião. Honestamente, a maior parte das pessoas adoram este livro e eu não gostei nada, mas isso não quer dizer que não seja um bom livro, depende muito do leitor e dos seus gostos, eu não gostei, acontece.
O livro passasse num sítio em que todos são felizes e cada um sabe exatamente a sua função e as crianças são fabricadas. A premissa do livro é bastante boa na verdade, e acho que não ser tão explorada como devia me fez gostar um bocado menos do livro, o sistema em que estas pessoas vivem é tão original que eu gostava de ter visto um bocadinho mais dele e tenho pena de não ter visto, isso foi um dos pontos em que acho que falhou porque eu estava à espera de algo diferente.
A única coisa de que realmente gostei no livro foi da premissa, e não acho que tenha sido muito bem explorada.
O autor escreve bem mas não de uma forma que me viciou. A princípio o excesso de termos científicos tornaram-se irritantes e difícil de compreender além de que isso tornou essas partes aborrecidas. Tem ainda alturas em que a escrita do autor e a forma como organiza as ideias se torna confusa.
Além disto, a divisão das castas acaba por se tornar um bocado confusa porque além da hierarquia é preciso decorar o que é que cada uma está apta para fazer ou não.
Houve alturas da história em que parecia que, embora todos estivessem felizes, todos tivessem algo de mal para falar dos outros. Não houve qualquer personagem ou momento da história em que me conseguisse identificar, e quando estava finalmente a começar a gostar de uma personagem, outra começou a enumerar os defeitos dela e isso fez-me deixar de gostar.
Houve ainda passagens que eu achei estranhas e um pouco que macabras, como o momento (que fala na sinopse) em que ele conhece o rapaz e a sua mãe capazes de desafiar o sistema em que vivem, essas partes são repugnantes.
Estava cheia de esperança para o final e nem disso gostei, acho que o final se tornou estranho e confuso, honestamente, eu ainda estou a tentar perceber direito o que aconteceu.
Mais uma vez, isto é a minha opinião então não quer dizer que todos devam detestar o livro, tanto que todos os que conheço que já o leram, adoro, tanto que me foi recomendado como o livro preferido de uma professora minha, mas eu não gostei. E não recomendo por isso mesmo.
Mas se for uma pessoa que goste de distopias e queira dar uma chance às clássicas, leiam este e julguem vocês próprios.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Não há civilização sem estabilidade social. Não há estabilidade social sem estabilidade individual. (...) A máquina gira, gira e deve continuar a girar eternamente. Se ela pára, é a morte. Eram um bilião a engravatar a terra. As engrenagens começaram a girar. (...) É preciso que as engrenagens girem regularmente, mas elas não podem girar sem serem convenientemente cuidadas. É necessário que haja homens para tratar delas, tão eficazes como as próprias engrenagens nos seus eixos, homens são de espíritos, estáveis na sua satisfação." - Página 56
  • «-Deus não muda.
    • -Mas mudam os Homens.» - Página 242
Trailer da adaptação do livro para cinema (trailer feito com partes do filme de 1980 por uma pessoa não relacionada com a produção original do filme):


Sem comentários:

Enviar um comentário