Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Editora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Editora. Mostrar todas as mensagens

sábado, 31 de dezembro de 2016

Os Demónios de Berlim - Opinião

Os Demónios de Berlim

Nome do livro: Os Demónios de Berlim
Nome original do livro: Los Demonios de Berlín
Nome do Autor: Ignácio Del Valle
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 365 páginas
Sinopse: «Berlim, 1945. Os soviéticos avançam, imparáveis, pelas ruas repletas de escombros. Em toda a cidade a luta é violenta, e a derrota alemã está iminente. Arturo Andrade está no meio de todo aquele caos. A sua missão: localizar Ewald von Kleist, que acaba por encontrar morto na chancelaria do Reich com um misterioso bilhete nos bolsos.
Começa assim este thriller escrito com paixão e rigor documental que, com um ritmo que não dá tréguas ao leitor, nos aproxima de uma personagem que deverá enfrentar múltiplos demónios, os alheios e os seus próprios, para salvar a única coisa que parece escapar a este contexto atroz: o amor de uma mulher.»

Opinião: Finalmente decidi ler este livro que estava parado na minha estante à demasiado tempo e, infelizmente, não foi tão bom como eu esperava. 
O livro segue o Arturo enquanto, em plena guerra, ele tenta desvendar um mistério e manter aqueles que ama vivos. 
Os meus problemas com o livro começaram logo no início quando o Arturo nos é apresentado. Para mim, ele parece-me ser uma personagem muito irreal tendo em conta o ano e a situação histórica em que o livro se passa, e eu não gostei disso. 
A forma de escrita do autor acabou por ser bastante boa por ser divertida e cativante em alguns pontos. 
Outro dos problemas que eu tive com o livro foi o facto de que são referidos vários cargos e locais em alemão sem que haja qualquer explicação, o que torna muito mais difícil a compreensão da ação. Depois temos ainda o problema que, no inicío, a forma de escrever do autor cativava, mas, a partir de um ponto, os parágrafos ficam compridos e cheios de descrições, o que torna mais complicado acompanhar todos os acontecimentos do livro. À escrita junta-se ainda o facto de que o autor, a meu ver, continua a descrever momentos que me parecem muito irreais. 
Apesar de todos estes problemas, o livro tem frases realmente muito boas. Outra parte que eu também gostei foi que as descrições das cenas de violência e horror são tão bem feitas que o leitor sente que está na cena e acaba por ser realista. 
Em geral, o livro teve partes que gostei muito e outras que detestei, o que me deixa sem saber bem o que sentir relativamente à história. 
Uma vez que o livro tem pesquisa histórica por trás, é realmente interessante ver o fanatismo que havia durante a 2ª Guerra Mundial e o final foi realmente muito bonito. Apesar de ter tido vários problemas com o livro, recomendo sim. 
Boas leituras. 
(3 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Como homens não somos nada, mas integrados numa causa somos invencíveis.» - Página 39
  • «O heroísmo é para as pessoas que não têm futuro.» - Página 44
  • «Permaneceram na cama, olhando pelas pequenas janelas da mansarda, enfeitiçados pela beleza do mundo, a insuportável beleza que a iminência da desintegração confere.» - Página 45
  • «Um rei executa sempre quem o viu chorar como príncipe.» - Página 142
  • «O pecado é a via mais rápida para a santidade.» - Página 224
  • «Um inocente defende-se sempre de modo diferente. Era a primeira coisa que tinha aprendido naquela guerra: que as mentiras são estáveis, ao passo que as verdades são contraditórias.» - Página 228
  • «Só há duas maneiras de nos escondermos, utilizando um disfarce ou mostrando-nos descaradamente.» - Página 231

sábado, 10 de dezembro de 2016

Convergente - Opinião

Convergente



Nome do livro:
 Convergente
Nome original do livro: Allegiant
Nome do livro no Brasil: Convergente
Coleção: Divergente
Nome da Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 410 páginas

Sinopse:«Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te

A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente, encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.»


Opinião: Eu adiei a leitura deste livro por muito tempo por dois motivos: o primeiro foi que eu adorei o primeiro livro e o segundo foi uma grande desilusão e tinha medo que o mesmo acontecesse com este; o segundo motivo é que eu levei spoilers quanto ao final e não percebia a necessidade de acabar assim. No entanto, depois de ler o livro, eu percebi sim o porquê e achei até necessário, mas já lá chegamos.
Relativamente à trama, roda à volta da do costume: salvar a sociedade, mas desta vez de um mal diferente, numa luta contra a mãe do Tobias.
O principal problema que tive com este livro foi o facto de que a leitura simplesmente não fluía e o livro ia arrastando-se lentamente e, se compararmos este livro com o primeiro realmente não está tão bom e mesmo se compararmos com o segundo podia estar melhor.
Entretanto gostei bastante da relação da Tris e do Tobias, mais do que no segundo livro, por outro lado, neste livro é a vez do Tobias de ser irritante e é a Tris que pensa mais por si própria, portanto no final parece que as personalidades destas personagens são a inversão uma da outra do segundo livro.
Como resultado de tudo o que eu já enumerei, eu estava a detestar o livro completamente, até que cheguei à parte final. O final foi tão bem escrito e tão bem planeado que me fez suportar o aborrecimento que tinha sido o livro todo. Assim sendo, para as pessoas que não leram este último livro porque receberam spoilers como eu e acham que é parvo o final, leiam, porque a explicação vale completamente a pena.
Apesar de não ser, nem de perto nem de longe, o meu preferido desta trilogia, que começou de forma incrível, eu recomendo a leitura e vou sem dúvida ler o livro de contos.
Boas leituras.
(2.5 em 5 estrelas)
Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Pergunto-me se os medos vão realmente embora ou se apenas perdem poder sobre nós.» - Página 79
  • «O desespero pode levar uma pessoa a fazer coisas surpreendentes.» - Página 142
  • «O nosso mundo é tão grande que está completamente fora do nosso controlo. Que nós não somos tão grandes como pensamos.
    • Tão pequena que pode ser negligenciável. 
    • É estranho, mas há algo neste pensamento que me faz sentir quase... livre.» - Página 152
  • «Há muito, muito tempo atrás as pessoas tentaram mexer com a natureza e acabaram por piorar as coisas.» - Página 154

Trailer da adaptação do filme para o cinema: 


domingo, 14 de agosto de 2016

Viagens Na Minha Terra - Opinião

Viagens Na Minha Terra


Sinopse: «Vou nada menos que a Santarém: e protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há de fazer crónica.

E assim nasceu a obra que viria a ser o marco do movimento romântico em Portugal. A narrativa de viagens (o percurso de Lisboa a Santarém) enreda-se na perfeição com a novela trágica de Carlos e Joaninha e ainda com todas as singulares e geniais divagações e reflexões de Garrett sobre o estado do seu país.»
Nome do livro: Viagens Na Minha Terra
Nome no Brasil: Viagens Na Minha Terra
Nome do Autor: Almeida Garrett
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 293 páginas

Opinião: Depois de ouvir muitos elogios ao Almeida Garrett, decidi ler um dos seus livros mais aclamados, o Viagens Na Minha Terra, e devo dizer que não fiquei nada fã deste livro.
Primeiro de tudo, temos o narrador do livro que é extremamente maldoso e egocêntrico, além de que a o livro é muito arrastado e chato, tendo várias partes que são, na minha opinião, completamente desnecessárias. 
Além disso, o livro tem demasiadas referências literárias e históricas que requerem muito mais que o simples conhecimento geral e que acabam por, mais uma vez, dificultar a leitura. 
Entretanto surgiu algo que para mim fez realmente sentido: apareceu uma história de romance, entre o Carlos e a Joaninha, que eu achei que estava a ser mesmo boa e que me deixou a pensar que este era mais um daqueles livros que a ação demora para acontecer mas quando acontece é incrível. Infelizmente, não foi o caso. No entanto, ao fim de alguns capítulos a ação voltou a abrandar e depois o autor volta a perder-se em pormenores desnecessários e aborrecidos. Além disto, eu achei que o Carlos era realmente uma péssima pessoa. 
Portanto, se me pedirem para vos descrever o que fala o livro, eu não o consigo fazer. Em geral é um livro que não recomendo. Tem umas partes boas sim mas acho que, vendo em geral, pelas partes boas que tem, não vale a pena ler o livro todo. Infelizmente, foi uma desilusão. 
Boas leituras. 

(2 em 5 estrelas)

sábado, 9 de abril de 2016

A Cabana - Resenha

A Cabana

Sinopse: "As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.
Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre."
Nome do livro: A Cabana
Nome original do livro: The Shack
Nome no Brasil: A Cabana
Nome do Autor: WM. Paul Young
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 244 páginas
Resenha: A Cabana era aquele livro que eu tinha iniciado à muito tempo e que, um dia, num ato de "tenho mesmo de o terminar", o recomecei (apesar de estar cheia de medo de, mais uma vez, não gostar e acabar por ter de ler um livro inteiro sem gostar). Mas o livro realmente surpreendeu-me.
O livro segue a vida do Mackenzie, um homem que sofreu um grande trauma quando, ao acampar com os filhos, Missy, a sua filha mais nova, é raptada e apenas é encontrado um cenário brutal numa cabana que indica que Missy foi assassinada. Um dia, Mackenzie recebe uma carta assinada de "papá" a pedir para se encontrarem na cabana. Mackenzie vai então a essa cabana onde se dá uma longa conversa com Deus (não é spoiler não, está literalmente escrito na capa da edição da Porto Editora).
Sendo que eu sou um bocado cética no que toca a algumas partes da religião e já por causa disso eu estar ligeiramente pé atrás quando ao desenrolar do livro, este livro surpreendeu-me em bastantes aspetos.
Primeiro temos a reação das personagens face à dor que a mim me pareceu bastante real. O Mackenzie para mim foi uma personagem real em todos os aspetos, não houve momento nenhum em que eu achasse que as reações eram completamente falsificadas.
Depois temos o facto de ser uma ideia completamente diferente do normal. Este livro quase que parece um daqueles feitos para fazer as pessoas gostarem de Deus, mas com uma história realmente por detrás.
A história do livro em si é uma história realmente comovente e arrepiante, apesar de que chega a um ponto do livro (pelo menos no meu caso) e, que eu sabia mais ou menos o que ia acontecer, assim como o final.
No entanto, não foi por isso que deixou de ser um bom livro e houve outros momentos em que me surpreendeu. Infelizmente eu não consegui nenhuma quote.
Em novembro de 2016 está previsto sair o filme baseado neste livro, The Shack, e eu estou curiosa relativamente a como vão conseguir adaptar esta história.
Este livro é considerado de desenvolvimento pessoal (um dos subgéneros da autoajuda) e eu não concordo, mas é onde ele está inserido.
Recomendo o livro completamente, mesmo para os mais céticos como eu.
(3.5 em 5 estrelas)

domingo, 6 de setembro de 2015

Às Vezes o Mar Não Chega - Resenha

Às Vezes o Mar Não Chega

Sinopse: "Três irmãs apaixonadas pelo mesmo homem. Uma jovem adolescente, Amália, que tem por única companhia a sua boneca Contratempo. Uma cigana centenária, Ambrósia, que tem o coração do tamanho do mundo e é capaz de ler nas suas próprias lágrimas as pulsões mais profundas daqueles que a rodeiam.Sofia Marrecas Ferreira transporta-nos de novo a um mundo mágico e real, reconstituindo uma saga familiar que serve de suporte a uma reflexão literária sobre o encanto e as desilusões de uma cultura ancestral - a do Alentejo."
Nome do livro: Às Vezes o Mar Não Chega
Nome do Autor: Sofia Marrecas Ferreira
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 182 páginas
Resenha: Comprei este livro sem saber absolutamente nada sobre ele apenas por causa da capa, e devo dizer que me desiludiu bastante.
Sendo que eu não sabia nada da história, não estava realmente com grandes esperanças, mas nem as poucas que eu tinha o livro conseguiu atingir.
O livro começa logo a ficar muito estranho quando apresenta as personagens, não só pelos nomes estranhos e incomuns delas, mas também pelo facto de que existe uma rapariga com parte do corpo paralisado, uma mulher que anda sempre vestida de noiva e uma cigana que tem meio que a mania de vidente, além de outras estranhas, e ainda o facto de três irmãs apaixonadas pelo mesmo homem, que eu considero um autêntico idiota.
As primeiras 50 páginas do livro até que são bastante interessantes, mas a partir daí fica muito chato e o leitor lê o livro todo à espera de uma ação ou de algo anormal que não acontecesse, ou seja, o livro segue mesmo esta família, não vai haver aquele momento alto do livro em que alguém é assassinado ou alguém foge, esses momentos não existem, o que tornam o livro bastante aborrecido.
Depois existem algumas partes da história que são demasiado estranhas, e isto inclui o final que é dos finais mais estranhos e parvos de sempre.
Alguns capítulos, além de estranhos, são completamente desnecessários e aborrecidos, parecia que a autora estava só a tentar ocupar páginas. Tem sim algumas frases bastante bonitas.
O livro em si é bastante bonito sim, a Porto Editora fez uma edição que se tornou das mais bonitas da minha estante, no entanto, fez o livro demasiado alto, e como a letra é pequena, dá muito texto por página e parece que uma pessoa nunca mais sai da mesma página.
É um livro que eu não iria recomendar se alguém me perguntasse o que ler, mas por outro lado é provável que quem goste de uma ação mais estranha e pouco desenvolvida vá gostar. Dei-lhe 2,5 em 5 estrelas (sendo que arredonda para cima, dando 3 estrelas).
Boas leituras.
Quotes/Melhores Momentos:
  • «Pensou que, se morresse naquele instante, ia gostar de morrer. Seria uma bela morte. Repleta de imagens, cheiros, cores e sabores, iguais e mais intensos ainda que todos aqueles que provavelmente experimentara até então. À maneira de um fim próximo de uma beleza tão poderosa e perfeita, que quase lhe doía.» - Página 7
  • «Aludiu à pátria à deriva onde gente ia andando sem saber exatamente para onde, vivendo cheia de dores e moléstia, arrastando-se molemente em bicha para tudo, à espera de resolver vidas que não tinham solução, porque não havia solução num país com falta de perspetiva.» - Página 11
  • «As palavras faziam demasiado barulho. Preferia quando elas caminhavam, silenciosas, nas páginas dos livros.» - Página 13
  • «Se pudesse seria terra, ou dissolver-se-ia nela, para esquecer o seu corpo enfermo e sentir o sol, a chuva, o vento, a sulcarem-na no esculpindo searas e montes como se polissem tesouros de que já ninguém mais se lembrava.» - Página 22
  • «Mesmo sendo infinitamente pequenos, somos capazes de imaginar e compreender um mundo que nos ultrapassa. Esse é o milagre da vida.» - Página 86
  • «As pessoas só têm medo porque insistem em viver vidas que não devem, e perseguir destinos que não lhes cabem.» - Página 125
  • «Não tinha medo de nada. A não ser de si própria. Então riu-se mais ainda, e o seu riso tinha a força de tudo o que é livre e não tem dono.» - Página 133
  • «Reconhece-se a bondade das pessoas no amor que têm pelos animais.» - Página 136

domingo, 23 de agosto de 2015

Finale - Resenha

Finale

Sinopse: "O destino lança os dados neste capítulo final da saga hush, hush
Nora está absolutamente certa sobre o seu amor por Patch. Anjo caído ou não, Patch é o homem da sua vida. A herança e o destino que couberam a Nora ditam que terá de ser inimiga do seu amor, mas não há como lhe voltar as costas. Agora, Nora e Patch deverão unir forças para enfrentar o derradeiro desafio. Assistiremos ao regresso de velhos inimigos e ao nascimento de novos aliados. Um amigo será o protagonista de uma inesperada traição que ameaçará a paz com que Patch e Nora sonham tão desesperadamente. As linhas da batalha estão formadas¿ mas de que lado devem lutar? E, no final, será o amor capaz de conquistar todos os obstáculos?"
Nome do livro: Finale
Nome da Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 381 páginas
Resenha: Gente, eu esperava muito deste último livro da minha saga preferida, e me dececionei muito. As personagens não pareciam mais as mesmas, o único que ainda se manteve foi o Scott, e quem leu sabe bem de que é que isso lhe valeu.
Neste livro, o Patch tem um comportamento demasiado explosivo, e parece que quer expulsar a Nora de toda e qualquer decisão. E a Nora, por outro lado, tem ciúmes de tudo, e fica cheia de mania, chega a um ponto que ela se torna irritante.
O livro tem apenas uma ou duas partes que eu realmente não esperava, mas nada como nos outros livros.
À medida que o livro avança, as personagens parecem tornar-se menos irritantes, mas são irritantes na mesma, além que o Patch e a Nora parecem um casal na primeira semana de namoro, não se descolam e existem momentos de amor em cada página deles juntos.
Até a Vee ficou menos engraçada neste livro, na verdade, ela quase nem aparece, e eu só me ri uma vez com ela, isto nunca aconteceu nos outros livros.
E quando a autora podia fazer algo bom e se redimir por este livro bem no final, fez um final que eu detestei.
Em grande parte ele já era esperado, e a parte que não era esperado, eu preferia que não tivesse existido. No epílogo a escritora pareceu que o fez mais para não deixar a Vee ali sozinha no meio e até da Marcie eu tive pena, ela teve direito a apenas uma linha no epílogo, uma! Até eu tive pena, foi quase como se a autora quisesse despachar essa personagem.
A Becca Fitzpatrick é uma escritora muito boa sim, e quando se lê algo dela quase que parece que estamos lendo à pouco quando na verdade já lemos muito, mas até neste livro isso se nota menos de tão chato que estava, houve até momentos bastante mortos.
É um livro que recomendo sim, mas só porque é o final de uma saga muito boa, e os outros três realmente valem a pena, porque este por si não.
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Sabia que quando te vi pela primeira vezz, pensei para mim próprio: Nunca vi nada tão cativante e tão belo? (...) Vi-te e apeteceu-me estar perto de ti. Quis que me deixasses entrar. Conhecer-te como mais ninguém te conhecia. Queria-te por inteiro. O querer-te tanto quase me levou à loucura. (...) E agora que te tenho, o meu único medo é ter de voltar a sentir o mesmo. Ter de voltar a querer-te sem qualquer esperança de poder realizar o meu desejo. Pertences-me, meu anjo. Por inteiro. Não vou permitir que nada altere isso.» - Página 302
  • «A arrogância pode ser mortal.» - Página 319

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Frei Luís de Sousa - Resenha

Frei Luís de Sousa


Sinopse: "Drama representado pela primeira vez em 1843, publicado em 1844, é considerado a obra-prima do teatro romântico e uma das obras-primas da literatura portuguesa.
O enredo, inspirado na vida do escritor seiscentista Frei Luís de Sousa, de seu nome secular D. Manuel de Sousa Coutinho, tem como pano de fundo a resistência à dominação filipina.
Na célebre memória 'Ao Conservatório Real' que acompanha a peça, Garrett critica o modo como na sua época se pretende fazer o drama, com um excesso de violência e de imoralidade, e alega ter desejado 'excitar fortemente o terror e a piedade', usando de contenção e simplicidade."
Nome do livro: Frei Luís de Sousa
Nome do Autor: Almeida Garrett
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 120 páginas 
Resenha: Sendo esta obra bastante conhecida em Portugal, decidi dar-lhe uma chance, mas devo dizer desde já que não vai para o meu top de livros deste ano.
Frei Luís de Sousa é uma peça de teatro entre a tragédia e o drama, que segue especialmente Madalena de Vilhena, uma mulher que tem muito azar na vida. Madalena era casada com D. João de Portugal que desapareceu na batalha de Alcácer Quibir onde Portugal perdeu o seu rei D. Sebastião. Durante 7 anos, Madalena procurou-o sem sucesso.E acabou por casar com outro homem, Manuel de Sousa Coutinho, mais tarde Frei Luís de Sousa, e tiveram uma filha, Maria.
O livro segue as paranóias de Madalena de que o primeiro marido possa regressar, tornando o seu segundo casamento inaceitável e a sua filha em bastarda. Tem ainda a vinda de um romeiro com notícias de D. João de Portugal.
Não acho que seja um mau livro, mas penso que tem partes demasiado exageradas.
A verdade é que D. Madalena é paranóica em demasia, mas o autor também exagerou no drama (mesmo para uma tragédia).
O Romeiro também tira ideias precipitadas sem sequer ter a certeza, mas tendo em conta a sua vida, eu até que percebo.
Não é um livro que eu realmente goste, embora se consiga ler em poucas horas. E algumas pessoas realmente adorarem o livro, o que eu respeito completamente.
O final foi o que eu achei mais exagerado, especialmente no que toca a Maria, que durante o livro se torna bastante irritante.
É difícil falar mais sem entrar em spoilers, então se querem saber, leiam o livro, apesar de não ser um livro que eu realmente fosse recomendar.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Não há espectros que nos possam aparecer senão os das más ações que fazemos.» - Página 79 (numa versão mais antiga da Porto Editora)
Vídeo da adaptação do livro para o cinema:


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Amor de Perdição - Resenha

Amor de Perdição


Sinopse: «A história de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens que pertencem a famílias distintas de Viseu. Entre ambos nasce um amor que são obrigados a calar pois as suas famílias são rivais e tudo farão para os separar. Mas os amantes acabarão por mostrar através do mais dramático dos actos, que nada, nunca, destruirá o sentimento que os une.»

Nome do livro: Amor de Perdição
Nome da Autora: Camilo Castelo Branco
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 145 páginas
Resenha: Antes de mais devo dizer que este livro me surpreendeu em vários pontos. Quando comecei a ler este livro esperava um livro clássico cliché e um bocado chato, mas fui surpreendida. Antes de mais, e como muitos sabem, este livro é uma história verídica associada à família do autor (e isto não são spoilers visto que apenas umas poucas edições tem essa pequena informação que de nada serve para o desenrolar da história), e o facto de a história ser verídica só a torna melhor ainda, uma verdadeira obra e inacreditável, quase como Romeu e Julieta, cheia de drama e intriga, inveja e dor, este livro tem um pouco de tudo e ao mesmo tempo é completamente encantador e completo.
É um livro pequeno, que se lê depressa e quando o acabei de ler senti como se tivesse completo, ou seja, não foi daqueles livros que acabou e eu fiquei com duvidas. Ainda antes de ler este livro, eu levei spoilers, quando estava no porto, apontaram para um dos sítios onde se passa a história e ma contaram, e mesmo sabendo o final, isso não mudou em nada o meu amor à obra.
Simão é uma pessoa encantadora de uma coragem enorme e Teresa é uma rapariga que nos enche o coração de doçura. Por outro lado, algumas personagens mesquinhas tornam-se irritantes, mas não acho que tornem em nada negativa a história e considero-as até essenciais para o drama.
É um livro que recomendo, sem duvida nenhuma, e que deveria fazer qualquer português se orgulhar da sua literatura, das suas lendas, e acima de tudo, do amor que um português é capaz de ter para com os outros, é uma obra belíssima.
O livro que me ofereceram foi uma primeira edição da obra, ou seja, é uma obra bastante antiga e com ilustrações adicionadas às páginas escritas nitidamente à máquina, então, usei para esta resenha a edição mais recente lançada pela Porto Editora e que é, pela minha experiência própria, a edição mais barata e fácil de encontrar. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor dos quinze anos é uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os olhos fitos na ave-mãe que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito, como a segunda o que é voar longe.» - Página 34
  • «Ela adivinha que a lealdade tropeça a cada passo na estrada real da vida, e que os melhores fins se atingem por atalhos onde não cabem a franqueza e a sinceridade.» - Página 44
  • «Quem o eu inimigo poupa, nas mãos lhes morre.» - Página 67
  • «Estou mais livre que nunca. A liberdade do coração é tudo.» - Página 73
  • «A morte emenda todos os erros da vida.» - Página 136
  • «A luta com a desgraça é inútil, e eu não posso já lutar.» - Página 169
Filme completo da primeira adaptação do livro em 1943:


Trailer da adaptação do livro para cinema (Para uma versão moderna):