Mostrar mensagens com a etiqueta Sveva Casati Modignani. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sveva Casati Modignani. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de junho de 2016

Leituras do Mês - Março/2016 + Abril/2016

Antes de mais deixem-me explicar o porquê de estar a fazer tanto as leituras do mês como os book haul juntos, estes dois meses foram bastante agitados e complicados em vários sentidos, além de o Memorial do Convento (apesar de eu estar a gostar), me ter colocado numa ressaca literária que só o Por Favor Não Matem a Cotovia ajudou a passar, como tal, nestes dois meses eu li apenas quatro livros e, ao desligar-me um pouco dos livros, comprei também menos.
Aqui estão aqueles que eu li:

(Março/2016)
  • Guerra e Paz: Volume 2
8388877«Guerra e Paz é um verdadeiro monumento da literatura universal. Tolstói descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e as suas vulnerabilidades com uma aguda perceção psicológica. O enredo deste romance cobre toda a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, entre 1805 e 1820. Neste quadro épico movem-se mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói criou um retrato realista e incisivo da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da miséria dos soldados e servos. Este romance presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. O legado literário de Tolstói figura a par do de outros grandes escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov.»
Resenha AQUI - 4✩


  • A Vinha do Anjo

«Longas filas de videiras estendem-se pelas colinas suaves de Borgofranco. Há dois séculos que a família Brugliani é proprietária daquele antigo burgo e das vinhas, tratadas com paciência para delas extrair vinhos preciosos e únicos. Aos 35 anos, Angelica é a herdeira da tradição e do património familiar. Mãe, esposa, empresária de sucesso: tudo parece perfeito na sua vida. Só ela sabe que por detrás daquela fachada se esconde um mundo sombrio, feito de mentiras - as do marido - e de sonhos pueris.
Numa noite, em que conduzia a sua moto e sentindo-se dominada pela amargura e pelas lágrimas, Angelica não se apercebe de que o carro à sua frente está a travar. O choque é violento, mas felizmente sem consequências graves, quer para ela, quer para o condutor do automóvel, Tancredi D'Azaro. Angelica não sabe ainda que aquele homem é um dos chefs mais aclamados em todo o mundo. E ambos ignoram que, depois daquele encontro fugaz, o destino voltará a entrelaçar os seus caminhos, suscitando a tentação de um novo começo. É então tempo de fazer escolhas, tendo em conta o peso do passado e as responsabilidades do presente - porque a vida é feita de sonhos e paixões.»

Resenha AQUI e discussão com spoilers AQUI - 3✩
(Abril/2016)


  • A Elite
«A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca.
Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.»
Resenha AQUI - 4.5✩



  • Felizmente Há Luar!
«Denunciando a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo, a peçaFelizmente Há Luar!, publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.»
Resenha AQUI brevemente - 3.5✩

    quinta-feira, 2 de junho de 2016

    A Vinha do Anjo - Discussão (com spoilers)

    Eu estava a pensar em não fazer discussão para este livro porque os livros deste género por norma não têm muito que se diga, mas este livro irritou-me a um ponto que esta discussão dos acontecimentos que se segue era mesmo necessária.
    A minha primeira queixa é a sinopse que coloca o foco na relação entre a Angelica e o chef Tancredi após o acidente de mota, mas, na verdade, ele não aparece nem em metade do livro e quando aparece, não existe realmente uma relação entre os dois, apenas uma troca de palavras mais calorosas.
    Depois temos o marido traidor dela que eu simplesmente odiei, que só depois de a trair é que percebe que amava sempre a mulher e que já não queria nada com a outra. Ou seja, traiu a mulher, ela descobre e só aí é que ele percebe que é errado, depois de o fazer à imenso tempo, mas tudo bem, essa parte eu podia ignorar, tanto que existe aquela história do "as pessoas só valorizam quando perdem".
    Mas depois vem a filha totalmente infantil dela. Primeiro, quando a Angelica pede o divórcio ao marido que a traiu, a filha age como se a culpa do casamento acabar fosse da mãe e como se ela o devesse perdoar sem sequer pensar duas vezes, e depois responde aos pais exatamente como quer, além de parecer super mimada. Mas o momento que a envolve que me irritou mais foi quando ela, uma miúda de 14 anos, se envolve sexualmente com um rapaz de 19 anos, trai o namorado que tinha, fica profundamente irritada quando o outro não quer nada com ela e acaba por rastejar de volta para o namorado, que no final do livro dá a entender que a aceita de volta.
    Ok, eu meio que percebo o facto de a Angelica perdoar o marido, porque são muitos anos ao pé de uma pessoa, existe uma filha em comum e toda uma vida entrelaçada. Mas uma relação entre um adolescente de 16 e uma de 14 anos, sendo que ela não o traiu apenas ao beijar outro rapaz, ela traiu-o sexualmente, eu achei parvo perdoar.
    Depois temos o amor demasiado rápido que o chef sente pela Angelica, quase como se ela fosse um anjo capaz de conquistar até o homem mais frio. E eu digo isto porque toda a gente que fala dele diz que ele é um homem totalmente fechado e que ninguém sabe nada dele, mas ele acaba por lhe contar a vida toda (o que eu achei um momento meio chato do livro), então acho que ele ganhou confiança com ela demasiado depressa.
    Depois houve ainda a forma como os pais reagiram ao que a filha fez. É uma adolescente de 14 anos, que trai o namorado que é amigo da família à anos, envolve-se sexualmente com um rapaz de 19 anos, e acha que pode estar grávida, e a família age com demasiada calma e quase sem a punir, o que eu penso que foi muito irreal, qualquer pai minimamente normal iria tentar ter calma sim, mas ia punir a filha.
    Mas eu nunca tive na maioria destas situações então não sei bem como iria agir, o que me levou a ignorar a maior parte destes problemas, pelo menos até ao final que me irritou.
    O livro acaba com a Angelica a planear uma viagem de avião ao lado do chef Tancrendi e basicamente pensa que vai viajar com aquele de quem realmente gosta. Então porque é que ela perdoou o marido? O final deixou demasiado a desejar.
    Atenção, isto é apenas a minha opinião e eu não achei o livro mau (dei 3 estrelas em 5, o que é positivo), e achei pontos positivos no livro, aqui estou só a discutir aqueles que para mim foram negativos.

    Resenha (sem spoilers) AQUI

    A Vinha do Anjo - Resenha

    A Vinha do Anjo

    Sinopse: "Longas filas de videiras estendem-se pelas colinas suaves de Borgofranco. Há dois séculos que a família Brugliani é proprietária daquele antigo burgo e das vinhas, tratadas com paciência para delas extrair vinhos preciosos e únicos. Aos 35 anos, Angelica é a herdeira da tradição e do património familiar. Mãe, esposa, empresária de sucesso: tudo parece perfeito na sua vida. Só ela sabe que por detrás daquela fachada se esconde um mundo sombrio, feito de mentiras - as do marido - e de sonhos pueris.
    Numa noite, em que conduzia a sua moto e sentindo-se dominada pela amargura e pelas lágrimas, Angelica não se apercebe de que o carro à sua frente está a travar. O choque é violento, mas felizmente sem consequências graves, quer para ela, quer para o condutor do automóvel, Tancredi D'Azaro. Angelica não sabe ainda que aquele homem é um dos chefs mais aclamados em todo o mundo. E ambos ignoram que, depois daquele encontro fugaz, o destino voltará a entrelaçar os seus caminhos, suscitando a tentação de um novo começo. É então tempo de fazer escolhas, tendo em conta o peso do passado e as responsabilidades do presente - porque a vida é feita de sonhos e paixões."
    Nome do livro: A Vinha do Anjo
    Nome original do livro: La vigna di Angelica
    Nome da Autora: Sveva Casati Modignani
    Editora: Porto Editora
    Número de páginas: 383 páginas
    Resenha: Recentemente eu fiquei curiosa por uma autora que já tinha ouvido muita gente elogiar e, depois de ouvir grandes elogios ao seu novo livro publicado em Portugal, decidi comprar. Estou a falar do livro A Vinha do Anjo da Sveva Casati Modignani. 
    A sinopse em si fala de uma mulher, com um certo sucesso na vida graças a umas grandes e famosas vinhas, que sofre com as mentiras do marido e que, numa noite, bate com a sua moto no carro de um grande chefe de culinária, e que a partir daí os seus caminhos vão estar entrelaçados. 
    Então eu esperava ver uma mulher forte a deixar o marido e a entar reencontrar a paixão. E não vi praticamente nada disso. 
    Primeiro de tudo temos o facto de que grande parte do livro passasse noutro tempo, ou seja, vemos as personagens a contar coisas do passado (como o primeiro casamento ou a infância), e essa parte, na minha opinião, é bastante chata e demasiado longa, além de incluir muitos pormenores que acho desnecessários para a história. 
    Depois temos o facto de que achei que a Angelica teve reações demasiado exageradas em certos momentos e noutros em que realmente devia reclamar, ficou calada. 
    Quando finalmente acontece o acidente de moto, e nós conhecemos o tão aclamado chefe, ele aparece muito pouco no livro, e quando ele aparece com a Angelica, os sentimentos e a confiança aparecem depressa demais. Especialmente da parte dele que é supostamente uma pessoa muito reservada mas que a ela conta-lhe tudo, eu achei isso um bocado irreal e utilizado apenas para criar uma conexão maior entre eles. 
    Depois temos duas personagens que me irritaram profundamente: o marido dela que só percebe as asneiras depois de as fazer, e a filha irritante e mimada dela que parece não perceber quando ultrapassou os limites. 
    Além disto tudo, não gostei do final.
    Agora vocês perguntam como é que eu aponto tantas críticas ao livro, e no final lhe dei 3 estrelas. Nem eu sei bem o porquê, não arranjei assim tantas frases de que gostasse e o livro não foi assim tão rápido de ler, mas no geral, eu senti que essa era a nota correta e eu terminei o livro a gostar dele, não sei bem como. 
    Então sim, apesar de tudo eu recomendo, e nem eu sei bem o porquê. 
    Boas leituras.

    Quotes/Melhores Momentos:
    • «Há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana.» - Página 39 
    • «Olha em volta, e vais ver que a família ideal não existe.» - Página 175
    Discussão  (com spoilers) AQUI