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domingo, 9 de julho de 2017

Fences - Opinião (Film Review)

Fences

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Enquanto via a lista de nomeados para os Óscares, deparei-me com este filme e, depois de ver o trailer, decidi ir ao cinema assistir a esta obra de arte. 
Vedações, como é chamado em Portugal, é a história de uma família de cor negra, os Maxson, que vivem nos Estados Unidos dos anos 50 e que experienciam complicações que resultam das personagens complicadas que nos são apresentadas. 
Resultado de imagem para fences filmPrimeiro de tudo sinto que tenho de referir que a história é uma reprodução cinematográfica de uma peça de teatro, o que eu apenas descobri após assistir o filme quando decidi ver opiniões favoráveis e desfavoráveis do filme e fui pesquisar as nomeações do filme. 
Em geral, temos um elenco fantástico, sendo de destacar, obviamente, os grandiosos Denzel Washington, que faz de Troy, o pai da família e personagem central da ação, e a Viola Davis, que faz de sua mulher. Ambos tiverem apresentações completamente incríveis e tão reais que chega a arrepiar. Vou também destacar Jovan Adepo que faz de Cory, o filho do Troy, e que também demonstrou ser um ator incrível. 
Contrariamente à maioria dos filmes que se passam no século XX, aqui a questão da luta desta família contra o racismo da época não é o foco principal, sendo, no entanto, uma parte importante. Ou seja, temos esta questão presente mas existem muitas outras, como os traumas do passado e as lutas familiares. 
Resultado de imagem para fences filmO meu único problema com o filme foi verdadeiramente o facto de que tudo ocorre de forma muito lenta. Temos poucos cenários e a própria ação vai acontecendo lentamente, sendo que, por vezes, temos uns 15 minutos apenas de uma conversa entre duas ou três personagens. No entanto, e tendo em conta a perspetiva pós assistir o filme todo, percebo que é necessário assim o ser para criar mais impacto. E, por um lado, um filme com um cenário tão simples acaba por ser uma lufada de ar fresco de todos os filmes carregados de efeitos especiais que vemos hoje em dia. 
Relativamente ao final, deixem-me começar por dizer que eu sou daquele género de pessoas que é raro chorar em filmes, no entanto, este foi impossível aguentar-me devido ao impactante final que nos é apresentado. 
Por curiosidade, este filme foi nomeado para melhor filme, melhor atriz coadjuvante com a Viola Davis, melhor ator com Denzel Washington e melhor roteiro adaptado (atualização pós-Óscares: das quatro nomeações, o filme ganhou o prémio para o qual a Viola Davis estava nomeada). 
Assim sendo, é um filme que, obviamente, recomendo imenso, apesar de que devem ter em atenção que a ação é mais lenta do que a dos filmes a que estamos habituados.
(9 em 10 estrelas)


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Temptation: Confessions of a Marriage Counselor (Filme) - Resenha

Temptation: Confessions of a Marriage Counselor


Info: "Judith é uma terapeuta que trabalha em uma agência de casamentos pertencente a Janice. Ela é casada com o farmacêutico Brice, que conhece desde os seis anos. Judith está bastante insatisfeita com o atual trabalho e sonha abrir seu próprio negócio, mas Brice sempre breca sua iniciativa por pensar muito no risco financeiro que uma empreitada do tipo traria. Frustrada por não receber apoio do marido, ela acaba sendo seduzida por Harley, um empresário da internet que aparenta estar disposto a investir na sua ideia."
Nome do Filme: Temptation: Confessions of a Marriage Counselor
Nome em Português: Relação em Risco (no Brasil)
Duração: 01:51:15h
Gênero: Drama, Romance
Ano de Lançamento: 2013
Resenha: Este filme chamou-me bastante a atenção pelo poster sombrio e pelo trailer chamativo, mas eu não gostei praticamente nada. Das representações não gostei de nenhuma, tudo parecia demasiado forçado.
O filme segue a vida da Judith, uma mulher idiota que mete a relação com o homem que ama em causa só porque se sente atraída por um homem que acabou de conhecer. 
Tanto Jurnee Smollett, como Robbie Jones e Lance Gross me desiludiram imenso como atores. Além disso, a Kim Kardashian não ganhou um ligar na lista das atrizes que gosto.  
A única representação de quem ainda gostei minimamente foi da Ella Joyce e da Brandy Norwood, e mesmo assim não adorei nenhuma. 
O filme é bastante chato em muitas partes já para não falar previsível. Além disso, as ações das personagens são completamente irreais e irritantes. 
Consegui sim algumas frases, mas nem isso serviu para me fazer gostar mais do filme visto que as frases não são nada por aí além. 
É um daqueles filmes onde eu realmente esperava uma história melhor e mais envolvente, além de uma representação melhor onde, definitivamente, falhou. 
Por outro lado, gostei sim da banda sonora e da forma como o filme foi contado, ou seja, nós não vemos a história que está supostamente a acontecer, nós vemos alguém a contar essa história, além de ter uma boa moral, esses pontos estavam sim bons. 
Não é, no entanto, um filme que eu recomende.



Quotes/Melhores Momentos:
  • «Às vezes não sabemos com quem nos casamos. As pessoas começam de um jeito e tornam-se outras.»
  • «-Não existe mal nenhum em ter coisas boas. 
    • -Desde que as coisas boas não te tenham a ti.»
  • «-Ele vai levar-te direito ao Inferno. 
    • -E eu vou adorar o passeio.»


domingo, 23 de agosto de 2015

Fight Club (Filme) - Resenha

Fight Club

Info: "Jack é um executivo jovem, trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas ele está a ficar cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele está enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o sua falta de sono ao frequentar grupos de auto-ajuda. Nesses encontros ele passa a conviver com pessoas problemáticas como a viciada Marla Singer e a conhecer estranhos como Tyler Durden . Misterioso e cheio de ideias, Tyler apresenta para Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais."
Nome do Filme: Fight Club
Nome em Português: Clube de Combate (em Portugal); Clube da Luta (no Brasil)
Duração: 02:12:00h
Género: Drama
Ano de Lançamento: 1999
Resenha: Então eu finalmente assisti o tão aclamado clássico "Fight Club". E devo dizer que não foi nada do que eu esperava. O filme a princípio é bastante estranho e isso não melhora nada para o meio. Na verdade, chegou a meio do filme e eu estava sem perceber bem o porque de o filme ser tão adorado, até que depois veio a reviravolta, que eu já estava tinha considerado uma hipótese, mas mesmo assim, a forma como foi feito ficou tão boa que uma pessoa até se arrepia, é incrível como cada peça se encaixa e nos faz sentir malucos e burros ao mesmo tempo. Mas devo admitir que, só por aquela reviravolta final, o filme realmente tem a fama que merece. 
O filme por si só tem uma boa história e interessante, algumas partes arrepiam uma pessoa completamente, mas são cenas realmente boas. 
O mesmo digo com o elenco que foi realmente de ouro. 
Fiquei admirada pelo Jared Leto participar neste filme, sou fã do cantor/actor mas não fazia ideia nenhuma que ele tinha feito este filme e, embora não tenho sido o seu melhor papel, fez um bom papel. 
Brad Pitt e Edward Norton fizeram um papel excelente. Sempre soube do talento de Brad Pitt e ele ficou ao nível da fama que tem, mas Edward Norton surpreendeu-me muito. 
Gostei de ver Helena Carter, tão bem conhecida para nós pelo Harry Potter, no papel da maluca da Marla Singer, ela esteve também muito bem. Devo ainda destacar o papel realizado por Meat Loaf, que interpreta Robert Paulson, mas conhecido como Bob, que esteve à altura de um papel bastante bom. 
No fundo, o filme realmente teve um elenco espetacular e perdeu, na minha opinião, apenas pelo facto de o filme a princípio ser bastante esquisito, porque a partir do meio, o filme fica muito bom ao ponto de nos fazer sentir meios que tolos. 
É um filme que recomendo completamente a qualquer pessoas, seja fã de que género for, tenho quase a certeza que fight club vai ser um bom filme para vocês. Sério gente, vejam. 



Quotes/Melhores Momentos:
  • «Tudo é uma cópia, de uma cópia, de uma cópia.»
  • «Puta que pariu, uma geração inteira a bombar gás, à espera de mesas, escravos com colarinha branco. A publicidade faz-nos perseguir carros e roupas, trabalhar em trabalhos que odiamos só para conseguirmos comprar merdas que não precisamos. Nós somos as crianças sem peso na história, meu. Sem propósito ou sítio. Nós não temos nenhuma grande guerra. Nenhuma grande depressão. A nossa grande guerra é uma guerra espiritual... a nossa grande depressão são as nossas vidas. Todos nós fomos criados pela televisão a acreditar que um dia todos nós vamos ser milionários, e deuses do cinema, e rock stars. Mas nós não vamos. E estamos lentamente a aprender esse facto. E estamos muito, muito irritados.»
  • «As coisas que tu possuis acabam por te possuir a ti.»
  • «É apenas depois de perdermos tudo que temos liberdade para fazer tudo.»
  • «Esta é a nossa vida, e está a acabar minuto a minuto»
  • «Tu não és o teu emprego. Tu não és a quantidade de dinheiro que tens no banco. Tu não és o carro que conduzes. Tu não és conteúdo da tua carteira. Tu não és a merda das tuas cáqui (calças). Tu és toda a canção, toda a dança da porcaria do mundo,»
  • «Ouçam larvas. Vocês não são especiais. Vocês não são um lindo ou único floco de neve. Vocês são a mesma matéria orgânica em decomposição que toda a gente.»
  • «Aviso: Se estás a ler isto então este aviso é para ti. Qualquer palavra que leias desta inútil impressão é manos um segundo que tens de vida. Não tens outras coisas para fazer? A tua vida é assim tão vazia que tu honestamente não consegues pensar noutra forma de gastares estes momentos? Ou estás tão impressionado pela autoridade que dás respeito e crédito a todos os que reivindicarem isto? Tu lês tudo o que é suposto tu leres? Tu pensas em tudo o que é suposto pensares? Compras o que dizes que queres? Sai fora do teu apartamento. Conhece uma pessoa do sexo oposto. Pára as compras e a masturbação excessiva. Desiste do teu trabalho. Começa uma luta. Prova que estás vivo.  Se tu não reclamares a tua humanidade tu vais tornar-te um estático. Tu foste avisado.»
  • «Eu encontrei a liberdade. Perder toda a esperança era a liberdade.»
  • «Ouve bem! Tens de considerar a possibilidade de Deus não gostar de ti. Ele nunca te quis. Em todas as possibilidades, ele odeia-te. Isto não é o pior que pode acontecer. 
    • -Não é?
    • Nós não precisamos dele!»

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Paper Towns (Filme) - Resenha

Paper Towns


Info: A história é centrada em Quentin Jacobsen e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a ela invade o seu quarto a meio da noite e propõe que ele participe num engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – deixando pistas sobre o seu paradeiro.

Nome do Filme: Paper Towns
Nome em Português: Cidades de Papel
Duração: 01:50:00h
Género: Comédia, Drama, Mistério, Romance
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Sendo eu uma amante do livro Cidades de Papel, o livro na origem deste filme, eu tinha realmente bastantes esperanças de que fosse adorar o filme.
Por um lado, adorei bastante, mas pelo outro, não o suficiente.
Sendo Cara Delevigne e Nat Wolff duas personalidades que eu simplesmente adoro, eu esperava realmente uma dupla principal de ouro, e acho que ficámos pelo bronze. Nat Wolff, na minha opinião, esteve muito melhor no filme a Culpa É das Estrelas, onde brilhou. Por outro lado, a Cara surpreendeu-me, mostrando que tem jeito para a representação, mas não imenso jeito, só algum.
O filme por si só tem momentos bastante engraçados, e é bastante bonito, com várias lições de vida.
O que me irritou mais foi definitivamente o facto de o livro e o filme não terem quase nada em comum, tirando o enredo principal, eles estão muito diferentes, até o final foi alterado, mas vocês podem saber tudo sobre isso no artigo livro vs filme (AQUI brevemente).
Quanto ao Ben, interpretado por Austin Abrams, eu esperava que fosse diferente, não o imaginava tão novo nem com aquela aparência, mas isso é algo que não serviu para reduzir o rating do filme na minha opinião.
Por outro lado, o papel interpretado por Justice Smith foi, na minha opinião, perfeito, sendo que ele é exatamente como o imaginamos no livro.
Tal como disse com o livro, adoro simplesmente este título e o motivo do nome, então esse é um ponto a favor para o filme e para o livro. Embora o poster de apresentação não seja o meu preferido, não desgosto de todo e o trailer está realmente bem feito, mostrando as melhores partes do filme mas sem mostrar demasiado.
Alguns momentos são bastante engraçados, e o filme é bom sim, embora a interpretação não seja a melhor de todas, até que é boa no geral, e para quem não leu o livro, provavelmente ainda irá dar um rating melhor do que o meu, mas eu simplesmente não consigo.
Recomendo sim que o vejam, porque não é, nem perto, um mau filme, mas não esperem um filme do melhor que há. 




Quotes/Melhores Momentos:
  • «É uma cidade de papel. Casas de papel e pessoas de papel. Tudo é mais feio de perto.»
  • «Talvez ela amasse tanto mistérios que se tornou num.»
  • «Uma cidade de papel para uma rapariga de papel.»
  • «Que mania de se acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.»


Resenha do livro AQUI
Minha opinião do livro vs filme AQUI

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Closer (Filme) - Resenha

Closer
Info: Anna é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan, um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry. Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice, uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna.
Nome do Filme: The Closer
Nome em Português: Perto Demais (em Portugal); Closer - Perto Demais (no Brasil)
Duração: 01:44:00h
Género: Drama, Romance
Ano de Lançamento: 2004
Resenha: Admito que tinha algumas expectativas quanto a este filme, não só pelo poster que eu achei bastante diferente do normal, como pelo info e ainda pelas críticas bastante positivas. Mas fui completamente desiludida. Eu odiei completamente este filme. 
Este filme tinha um elenco tão bom, e eles tiveram tão mal, que eu apenas gostei de uma das quatro personagens principais, todos eles, atores com certa fama sobre os ombros. Gostei sim do papel feito pela Natalie Portman, apesar de estar longe do melhor dela.
Por outro lado, odiei completamente a Julia Roberts, o Clive Owen e o Jude Law neste filme.
A princípio o filme é bom sim, e o romance desenvolvido torna-se bastante interessante, mas a partir do momento que começa ali a haver umas misturas entre casais, o filme torna-se horrível.
Chegou mesmo a uma altura em que eu já sabia o que ia acontecer, porque eles estava sempre a trocar. É aquela história básica de dois casais em que em ambos um deles está perdidamente apaixonado, enquanto que o outro não sabe bem o que quer, então parece que anda a experimentar tudo. Sério, era o que parecia.
Chega ao ponto de que uma pessoa já fica tipo "a sério que vais trocar de pessoa que 'amas' outra vez?" e o pior é que a outra aceita porque está perdidamente apaixonada, na minha opinião, por muito que uma pessoa esteja apaixonada, não pode aceitar ser traída e depois voltar para a relação, então eu realmente achei as ações das personagens muito estúpidas.  Além disso, houve momentos em que a linguagem foi demasiado violenta e algumas coisas foram bastante nojentas.
Por outro lado, o filme teve sim uma ou outra frase bonita.
O final estava a ser completamente esperada e eu estava a odiá-lo, mas admito que houve ali algo que eu realmente não esperava e gostei sim do minuto final do filme.
Mas, mais uma vez, esta é a minha opinião, de certeza que existe muita gente que amou o filme, simplesmente, não é o meu caso.


Quotes/Melhores Momentos:
  • «(Numa exibição de fotografias) -Que tal?
    • -É uma mentira. É um monte de pessoas tristes fotografas de forma bonita, e... todos os idiota abrilhantados que apreciam arte dizem que é bonito porque é isso que eles querem ver. Mas as pessoas nas fotografias estão tristes, e sozinhas... Mas as fotografias fazem o mundo parecer bonito, então... a exibição é um tranquilizador o que faz dela uma mentira, e todos adoro uma mentira grande e gorda.»
  • «Onde está esse amor? Não consigo vê-lo, não consigo tocá-lo. Não consigo senti-lo. Consigo ouvi-lo. Consigo ouvir algumas palavras, mas não consigo fazer nada com as tuas palavras fáceis.»

quinta-feira, 23 de julho de 2015

#MLI2015 - 3ª Semana - YA Contemporâneo, Romance e/ou Drama

3ª Semana - YA Contemporâneo, Romance e/ou Drama


No total, a TBR tem 8 objetivos pelo que eu escolhi 8 livros, o que dá cerca de 2 livros por semana. 
Aqui estão os livros escolhidos e o objetivo que cada um completa:

Entre o Agora e o Nunca da J. A. Redmerski ✓ (Resenha AQUI)
  • Um livro com mais de 400 páginas
  • Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
Finale da Becca Fitzpatrick  (Resenha AQUI)
  • Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
Conclusão da 3ª semana:
  • Nº de livros lidos - 2 livros
  • Nº de páginas lidas - 459 + 382 = 841 páginas

quarta-feira, 10 de junho de 2015

The Road Within (Filme) - Resenha

The Road Within


Info: Vincent é um adolescente que sofre de Síndrome de Tourette. Quando a mãe dele morre, os sintomas da doença pioram. O pai dele fica preocupado com sua própria imagem, por trabalhar no ramo da política, e interna o filho em uma clínica. No local, ele conhece o amigo Alex, vítima de transtorno obsessivo-compulsivo, e a nova namorada, Marie, vítima de anorexia. Juntos, os três fogem do lugar e fazem uma viagem ao mar, na intenção de espalhar as cinzas da mãe de Vincent.

Nome do Filme: The Road Within
Nome em Português: (Ainda sem título em português)
Duração: 01:41:00h
Género: Comédia, Drama
Ano de Lançamento: 2014
Resenha: Quando este filme começou, e digo-o honestamente, eu não tinha vontade nenhuma de o ver, mas o facto de só os primeiros 2 minutos serem tão estranhos, deram-me vontade de ver o resto, e não e arrependo. O filme acompanha o Vincent, um rapaz com Síndrome de Tourette, que faz com que ele diga tudo o que pensa e faça gestos esquisitos do nada. Vincent vivia com a mãe, que morreu, então o pai envia-o para uma clínica para o tratarem, onde Vincent conhece uma rapariga anoréxica que gosta de desrespeitar as regras e que quer fugir da clínica, e ainda Alex, um maníaco pela limpeza com quem ele tem de dividir o quarto.
Robert Sheehan (que interpreta Vincent) faz uma performance incrível, digna de um prémio. Quando o vemos acreditamos mesmo que ele sofre da doença, o que não acontece. Dev Patel interpreta, também, bem o seu papel, mas por outro lado, não gostei tanto do papel interpretado por Zoë Kravitz, não que fosse mal interpretado, mas porque não consegui criar qualquer ligação com a personagem. Por outro lado, adorei o pepel de dois grandes atores em conjunto, Robert Patrick (que interpreta o pai de Vincent) e Kyra Sedgwick (a diretora da clínica onde é internado Vincent e que se une a Robert para encontrar os doentes que fugiram da clínica).
O filme por si só é super engraçado e faz-nos pensar na sorte que temos por não ter os mesmos problemas que estas pessoas, não que eles sejam inferiores por isso ou que se devam odiar ou ser odiados, nada disso, mas todos nós sabemos que acaba por ser diferente sim, não tem como negar.
A lição que acompanha este filme é incrível. Não gostei apenas de um pormenor, o fim, que ficou muito em aberto, o que eu não gosto. Eu gosto de saber exatamente o que acontece com as personagens (mesmo que não vá ter mais contacto com elas), e neste filme o final ficou demasiado em aberto.
Recomendo completamente para quem é capaz de ver um filme de comédia com certas partes completamente idiotas e que esteja pronto para ver um filme diferente do normal. 


Quotes/Melhores Momentos:
  • «Se pudesses ir a qualquer sítio no mundo, onde irias?» 
  • «-Então e se for uma porcaria?
    • -Então e se for altamente?
    • -Então e se for perigoso?
    • -Então e se for entusiasmante?
    • -Então e se nós morrermos?
    • -Então e se nós vivermos?»


Enough (Filme) - Resenha

Enough



Info: Slim (Jennifer Lopez) é uma dedicada garçonete que tem sua vida transformada por completo após casar-se com Mitch (Bill Campbell), um empresário milionário. Ela deixa o seu trabalho e adequa-se a uma tranquila vida com as posses do marido, juntamente com Gracie (Tessa Allen), a sua filha de 5 anos. Entretanto, Slim percebe que seu marido não tem nada de perfeito, que lhe começa a bater cada vez mais. Cansada, Slim decide ir embora, juntamente com Gracie, para um lugar onde possa recomeçar as suas vida. Porém, Mitch parte em busca dela e volta a ameaçá-la, fazendo com que Slim tenha que se preparar física e mentalmente para confrontá-lo e pôr um fim nas ameaças.

Nome do Filme: Enough
Nome em Português: Basta (em Portugal); Nunca Mais (no Brasil)
Duração: 01:56:00h
Género: Drama, Suspense
Ano de lançamento: 2002
Resenha: Eu considero este filme tão bom, e no entanto tem tantas críticas negativas que eu até acho estranho.
Penso que já todos ouviram falar ou viram este filme, e, 13 anos depois, este filme ainda é muito apreciado, na verdade, eu considero-o um filme incrível.
O filme conta a história de uma mulher com a vida perfeita, até que o marido a começa a agredir e acaba por atacar também a sua filha, assim, ela começa uma fuga na qual se prepara para enfrentar o marido de uma vez por todas. Jennifer Lopez ocupa o papel principal e devo dizer, eu adoro-a como atriz e gosto de muitos filmes dela, mas esta é, para mim, a melhor performance dela, neste filme, ela brilha completamente, nós quase conseguimos sentir a dor que ela sente, é brilhante.
O filme passa uma mensagem incrível contra a violência doméstica e a força que existe em nós, tem alguns momentos que fizeram o meu coração saltar uma batida, mas nada de muito assustador. E, para o ano em que o filme foi feito, até acho que estava com uma qualidade bastante grande. O final faz.nos encher de esperança e o filme em si é lindíssimo, um pouco brutal em algumas partes, mas é a realidade e não há como esconder isso.
Lembro-me que o filme tinha algumas boas frases, infelizmente, não o vi em casa então não deu para as apontar e já não as sei de cor.
Acho que todas as pessoas deveriam ver este filme nem que fosse uma vez na vida, tenho a certeza de que não se vão arrepender.



sábado, 31 de janeiro de 2015

Why Did I Get Married? (Filme) - Resenha

Why Did I Get Married?

Info: Uma vez por ano os casais Terry e Diane, Gavin e Patricia, Mike e Sheila, e Marcus e Angela viajam juntos, com o objetivo de renovar os votos de casamento. Só que desta vez a presença de uma linda jovem solteira traz à tona segredos que não deveriam ser revelados.
Nome do Filme: Why Did I Get Married?
Nome em Português: Porque é Que Me Casei? (Em Portugal); Porque Eu Me Casei? (no Brasil)
Duração: 01:50:00h
Género: Comédia, Drama
Ano de Lançamento: 2007
Resenha: Why Did I Get Married é uma comédia com uma história simples mas ao mesmo tempo cativante perfeito para ver numa tarde em que se queira ver comédia e não se saiba bem o que.
Sabendo o elenco e o ano deste filme eu não esperava algo excelente e ainda bem. O filme é bom sim e dá para dar umas risadas, mas não é nada por aí além.
O filme conta a história de três casais:
Terry e Diane que parecem o casal perfeito mas que sofrem em silêncio a morte do filho que nunca conseguiram esquecer ou perdoar-se completamente.
Mike e Sheila são um casal horrível. O Mike é o pior homem à face da terra e a Sheila é super doce. E sinceramente eu já tinha mandado o Mike ir para o Inferno à muito tempo.
Marcus e Angela, o melhor casal sem dúvida. Esta Angela é cá uma personagem que nem vos digo. Quando o filme começou eu pensei "que cabra, quem raio quer casar com isto?", mas depois pareceu-me que a personagem dela acalmou e se tornou mais engraçada e, como é óbvio, adorei esta mudança.
Estes casais vão passar umas férias numa cabana mas existe um problema: Uma amiga solteira do Mike e da Sheila vão passar as férias com eles e as mulheres não vão gostar.
Vejam o filme sim, mas, e tal como eu já disse, não vão com grandes esperanças porque não vai ser o filme da vossa vida. 


Quotes/Melhores momentos:
  • "I love you more than all the words in all the books in all the world." (Eu amo-te mais do que todas as palavras de todos os livros no mundo.)
  • "I thought God had given up on me. Because here I am in this marriage, and he don't love me, he don't want me." (Eu acho que Deus desistiu de mim. Porque aqui estou eu neste casamento, e ele não me ama.)
  • "I'll be the best that I can be." (Eu vou ser o melhor que conseguir ser.)
  • "The 80/20 rule. This rule states that most men get 80% of what they need from a marriage/relationship yet they tend to go after the 20% that someone outside can provide for them because it appears to be more to them when it really isn’t, you settled for the 20." (A regra dos 80/20. Esta regra diz que a maioria dos homens tem 80% do que eles querem num casamento/relação, então eles tem a tendência para buscar os 20% que faltam de alguém de fora da relação possa dar, ai tu ficas com os 20% porque te parece ser mais, quando na verdade só ficas com 20% do que querias.)
  • "You women are so used to losing that you don’t even realize when you have won!" (Mulher, tu estás tão habituada a perder que nem notas quando já ganhaste!)
  • "The greatest achievement for any human being, is to love God, yourself and others." (O melhor objetivo para qualquer ser humano, é amar Deus, eles próprios e os outros.)

sábado, 17 de janeiro de 2015

Diários de Havana - Resenha

Diários de Havana

Sinopse: "Diários de Havana é um romance sob a forma de diário pessoal que cobre o período dos 8 aos 20 anos de Nieve Guerra, a protagonista. Ao mesmo tempo que conta, de forma crua e autêntica, a infância e a adolescência de Nieve, marcadas pelo abandono e pela solidão, Diário de Havana faz também um retrato duro da realidade cubana entre 1978 e 1990."

Nome do livro: Diários de Havana
Nome da Autora: Wendy Guerra
Editora: Ambar
Número de páginas: 185 páginas
Resenha: Diários de Havana é um diário (não é verídico) que conta a história de Nieve e da sua "luta" pela sobrevivência.
O livro está divido em duas partes: A infância e a sua adolescência.
Eu tinha começado este livro à uns 3 anos e parei a leitura ao fim de umas 60 páginas, ainda na sua infância, pois o livro tem partes muito violentas na sua infância e tem descrições que me arrepiaram. Então pousei o livro e esperei me sentir preparada para o ler.
Na parte da sua infância, Nieve vivia com a mãe e foi obrigada a viver com o pai que a tratava muito mal e não queria saber como ela estava. Essa parte do livro tem umas partes que arrepiam qualquer pessoa.
Na sua adolescência não tem essas partes, mas a sua ingenuidade irrita uma pessoa.
Este livro serve para retratar a realidade Cubana da época e a opressão que eles sofriam. E essa opressão era muita. Por exemplo, só podiam passar duas músicas internacionais por dia na rádio, o resto tinha de ser tudo música nacional. Havia muitos cantores que estavam proibidos de serem passados na rádio por serem considerados como uma espécie de criadores da desordem para o governo. O governo aniquilava toda e qualquer hipótese de expressão.
Quem queria sair de Cuba tinha um grave problema porque não era fácil.
Por exemplo, Nieve queria sair de Cuba mas não podia porque precisava da autorização do pai, mesmo não estando a viver com ele, e quando o pai saiu de Cuba ela teve de permanecer lá porque, mesmo o pai estando fora e saber-se que não ia voltar, ela não podia sair do pais sem a autorização dele, e só o podia fazer quando tivesse 18. Quando ela fez 18, mais para o final do livro, o seu passaporte foi-lhe tira, assim do nada, só porque sim, e ela não pode sair de lá. E não, isto não é spoilers, isto é só um pequeno pormenor do livro e que eu vos disse para vos mostrar a opressão que os cubanos sofriam.
É assim, eu não gostei muito do livro, mas eu não sou fã deste género. As páginas pareciam nunca mais acabar e a Nieve, e a sua mãe, irritaram-me em diversos pontos e só não deixei o livro a meio porque não gosto de o fazer.
Mas quem sabe um de vocês goste.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:
  • «Que me importa a mim a técnica de activar uma granada para matar e ganhar assim o que não quero ganhar. Deveria ser-nos também dada a opção de perder. Quero ser uma perdedora, se a outra alternativa for disparar e ferir alguém.» - Página 99
  • «Quase nenhum outro dos meus companheiros se sente incomodado com este lugar. Sou eu que sou estranha. Porque será que persisto em parecer diferente?» - Página 102
  • «O meu instrumento sou eu. Sou eu quem desafina e eu quem afina. Depende do que consigo fazer comigo mesma em circunstâncias tão diferentes e estranhas.» - Página 105 a 106
  • «Somos demasiados jovens para ser julgados, demasiado crescidos para sermos perdoados.» - Página 114
  • «Sou uma criança, sou uma mulher, e também um demónio que recita versos incompreensíveis e pinta muito mal.
    • O meu quarto é um refúgio de brinquedos e telas.
    • Uma vida adulta afogada em fragmentos de jogos infantis. 
    • Quem serei eu?
    • Um pouco de tudo, um pouco de nada, um quebra-cabeças do vivido.» - Página 128
  • «É estranha a sensação de se chorar numa moto. As lágrimas dispersam-se pela cidade, a nossa cara parece um celofane que se deforma com o vento e a vida que está num perigo constante que agradeces.» - Página 141
  • «Este mundo não é para mim. Estou farta de tentar compreender a moral, a ideologia, a estética e todas esses infinitas coisas que caracterizam os amigos do meu amigo.» - Página 152