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sexta-feira, 30 de março de 2018

A Mulher de Trinta Anos - Opinião (Book Review)

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A Mulher de Trinta Anos

Nome do livro: A Mulher de Trinta Anos
Nome original do livro: La Femme de trente ans
Nome do Autor: Honoré de Balzac
Editora: Revista Visão
Número de páginas: 230 páginas
Sinopse: Júlia é uma jovem encantadora e romântica que, contra a vontade do pai e uma série de maus presságios, teima em casar com o belo Vítor d’Aiglemont. Uma vez casada, rapidamente descobre que o homem a quem se uniu para toda a vida é afinal um ser medíocre, que mal sabe distinguir a mulher do cavalo.
Impossibilitada de viver o verdadeiro amor — que lhe devota
Artur — devido à sua má escolha e à servidão perpétua que ela acarreta, Julie vai amadurecendo e revendo a sua forma de encarar o amor e o papel da mulher na sociedade e no casamento.
Bela e riquíssima reflexão sobre a condição e o amadurecimento
femininos, A Mulher de Trinta Anos é um dos mais famosos livros de Balzac e aquele que cunhou o termo que é desde então sinónimo da beleza da mulher madura: balzaquiano.

Como já tem sido costume nos últimos meses, tenho andado a ler os clássicos da literatura lançados pela Visão e, desta vez, foi o A Mulher de Trinta Anos do tão aclamado Honoré de Balzac.
Neste clássico, nós acompanhamos Júlia, uma jovem que, no início da obra, se vê apaixonada por um homem, Vítor d'Aiglemont, que o seu pai não aprova. Passadas poucas páginas, quando a personagem principal está já casada, esta rapidamente percebe que os receios do pai estavam corretos. É nesta situação que Júlia conhece Artur, aquele por quem ela tem sentimentos verdadeiros e com quem, por estar casada com Vítor, está impossibilitada de começar uma relação, acabando por amadurecer devido à situação que vive.
Devo começar por referir que, tendo em conta que é um autor tão famoso e elogiado, eu esperava um livro melhor. No entanto, e de uma maneira geral, o livro tem alguns pontos bastantes positivos.  
O início foi o que mais me conquistou - apesar de ser um clássico típico, sem nada completamente surpreendente ou novo, é um início que se lê bastante bem e que se gosta. No entanto, rapidamente a história se torna complicada e triste de uma maneira exagerada. A partir do final do primeiro capítulo, a história em si torna-se mais lenta, mantendo-se interessante.
Enquanto seguimos a Júlia, a ação em si é boa, vemos verdadeiramente uma mulher a tentar encaixar na sociedade, ao mesmo tempo que sofre as consequências dos seus erros e cresce. O meu principal problema dá-se quando, sem eu saber bem como ou porquê, começamos a ter outras personagens a narrar e que em nada se relacionam com até então personagem principal, o que me deixou bastante confusa e sem saber bem o que estava a acontecer. Confusão essa que se mantém até à última página. Ou seja, a primeira metade do livro foi bastante boa, mas a segunda foi um pouco desapontante.
Relativamente às personagens em si, gostei principalmente do pai da Júlia e dos conselhos que este dava, de resto, nenhuma delas se tornou verdadeiramente memorável. No entanto, e apesar de todos estes problemas, é um livro interessante sobre o amadurecimento, e lê-se de uma maneira bastante rápida.
Então eu recomendo A Mulher de Trinta Anos de Honoré de Balzac.
(3.5 em 5 estrelas)

sábado, 8 de abril de 2017

A Quinta dos Animais (Animal Farm) - Opinião/Book Review


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A Quinta dos Animais

Nome do livro: A Quinta dos Animais
Nome original do livro: Animal Farm
Nome do livro no Brasil: A Revolução dos Bichos
Nome da Autora: George Orwell
Editora: Revista Visão
Número de páginas: 134 páginas
Sinopse: «Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e - o mais conhecido - O Triunfo dos Porcos.
À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, "no tempo em que os animais falavam", os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comportar-se como animais.»


Opinião: A Quinta dos Animais começa, devido às personagens e ao mundo em que se passa, por gerar estranheza ao leitor. No entanto, devido a estes mesmos fatores, acaba também por tornar a ação bastante interessante, especialmente quando se repara em toda a simbologia que rodeia o mundo, as personagens e as suas ações.
Ao seguir a revolta dos animais que os leva a ficar com a quinta antes liderada por um humano e a conquista desses animais de uma vida utópica, é bastante interessante a forma subtil, mas rápida, com que a manipulação vai sendo feita.
O livro mostra-nos como as pessoas são capazes de manipular as pessoas à sua volta e que, se as pessoas não forem cuidadosas e atentas podem ser facilmente manipuladas. Ao mesmo tempo, mostra ao leitor a necessidade de realmente acreditarmos em algo e não naquilo que as pessoas à nossa volta nos dizem ser a verdade.
George Orwell foi capaz de criar uma critica política forte quando pouca gente tinha coragem de o fazer, fazendo de A Quinta dos Animais um livro ainda mais fantástico, sendo um daqueles livros que toda a gente deveria ler pelo menos uma vez na vida. Só não se esqueça que "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros".
Boas leituras. 

Esta edição do livro faz parte do projeto Ler Faz Bem e a revista Visão, fundadora deste projeto, pediu aos leitores para enviar opiniões por escrito ou em vídeo, tendo posteriormente publicado essas mesmas opiniões onde também consta a minha, que agora, para não fugir à regra, publico no meu blog. 

(5 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.» - Página 128

Trailer da adaptação do livro para o cinema (1954): 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Grande Gatsby - Opinião

O Grande Gatsby



Nome do livro: O Grande Gatsby
Nome original do livro: The Great Gatsby
Nome do livro no Brasil: O Grande Gatsby
Nome do Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Biblioteca Visão
Número de páginas: 189 páginas
Sinopse: «A existência de F. Scott Fitzgerald coincide literariamente com os dois decénios que separam as duas guerras, repartindo-se entre a América onde nasceu, numa pacata cidade do Middle West, no Minnesota, e a França, onde viveu durante vários anos com a família. O seu nome evoca-nos uma geração que associamos à lendária idade do jazz, vertiginosa e fútil. Fitzgerald pertenceu a essa geração, foi um dos seus arautos. A sua vida tão precocemente visitada pela fama, e tão cedo destruída, é a carne e o sangue de que é feita a sua obra. O Grande Gatsby é o seu maior romance, talvez porque nele se fundem com rara felicidade essa matéria-prima, a sua própria experiência de vida, e uma linguagem de grande qualidade poética.»

Opinião: Decidi, depois de muito ouvir falar do livro, finalmente ler O Grande Gatsby, do qual eu não sabia absolutamente nada. 
E realmente é muito difícil explicar a premissa do livro sem entrar em spoilers. Mas aqui está o que posso dizer: a história acompanha o Gatsby, um homem misterioso e famoso naquela zona, através dos olhos do seu recente amigo, Nick, que pouco dele. 
Uma vez que o livro, além de ser um clássico, se passa na época de prosperidade americana da década de 1920, eu esperava que fosse um livro denso a nível de escrita, no entanto, o livro é acessível e sem grandes complicações. 
Relativamente às personagens, eu gostei bastante do Gatsby, apesar de ele não parecer ser uma pessoa honesta em momento algum do livro. Acho que eu gostar dele se deu em parte por todo o mistério que surge à sua volta dele e à volta do seu passado, mas eu realmente gostei bastante desta personagem, ao contrário do Nick de quem não consegui gostar tanto. 
O meu único problema com este livro acho que foi mesmo quando o autor descreve o passado das personagens, em que é preciso tomar atenção ou acabamos por nos perder nos acontecimentos, mas tomando atenção acaba por não ser nada de muito complicado.
Entretanto eu estava quase a chegar ao final do livro e estava a gostar. Gostei das personagens, adorei a descrição da época, estava a ser muito interessante todo aquele cenário das pessoas materialistas e de uma sociedade decadente. E depois veio o incrível final que é, provavelmente, dos finais que mais gostei até hoje. 
Este final levou a que a minha cotação do livro subisse até ao máximo, assim sendo, obviamente que recomendo este incrível clássico que nos prende de tal forma na história que quando damos por ela já o terminámos. 
Boas leituras.
(5 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «E ocorreu-me então que não havia entre os homens, em inteligência ou raça, uma diferença tão profunda como aquela que separa os doentes dos sãos.» - Página 132


Trailer da adaptação do livro para o cinema:


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Guerra e Paz - Resenha (Em atualização)

Guerra e Paz

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Sinopse: Guerra e Paz é um verdadeiro monumento da literatura universal. Tolstói descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e as suas vulnerabilidades com uma aguda perceção psicológica. O enredo deste romance cobre toda a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, entre 1805 e 1820. Neste quadro épico movem-se mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói criou um retrato realista e incisivo da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da miséria dos soldados e servos. Este romance presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. O legado literário de Tolstói figura a par do de outros grandes escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov.

Nome do livro: Guerra e Paz (divido em 4 volumes)
Nome original do livro: Voiná i mir
Nome no Brasil: Guerra e Paz
Nome do Autor: Lev Tolstói
Editora: Editorial Presença

Guerra e Paz: Livro 1


Número de páginas: 324 páginas
Resenha: Depois de ouvir tantos elogios a este grande clássico decidi aventurar-me na sua leitura e, infelizmente, não gostei tanto como a maior parte das pessoas. Se vou ler os 3 que se seguem a este? Sem dúvida, mas não estou super curiosa e ansiosa para ler o próximo.
Este livro vai seguir a batalha entre a Rússia e a França e muita da nobreza (e alguns soldados) envolvidos, como o príncipe Andrei (uma das personagens principais mais acompanhadas) que parte para lutar na guerra nos primeiros capítulos do livro.
Antes de tudo, o que mais me irritou nesta edição: o facto de ter muitas expressões em francês que não foram traduzidas, simplesmente as puseram em notas de rodapé, o que por si já é chato de ver e meio que bloqueia a leitura, mas torna-se ainda mais chato porque as palavras mais difíceis ou termos históricos que costumam ter a explicação nas notas de rodapé não lá estão porque lá estão as traduções do francês, é preciso ir às últimas páginas do livro para ver essas explicações, é completamente irritante.
Quanto à obra em si, acho que existem demasiadas personagens, o que torna tudo mais confuso. Para ser mais fácil ler, comecei por fazer uma lista das personagens, o que não correu bem e tive de desistir logo porque eram demasiados nomes.
Outra coisa que dificultou a leitura foi o facto de que está sempre a mudar de ação, ou seja, numa altura acompanha algo que está a acontecer num sítio e a seguir já está num sítio completamente diferente, o que também acaba por dificultar, e muito, o fluir da leitura.
O livro em si eu achei muito chato e algumas personagens muito irritantes, e foi um livro que realmente me custou a ler, apesar de, para o final, o livro ficar melhor e a ação deixar de ser tão chata. Uma vez que a ação se torna muito melhor para o fim eu realmente acho que este primeiro livro quase todo foi meio que uma introdução para toda a verdadeira ação da guerra que começou nos últimos capítulos deste primeiro volume e que, espero eu, vai continuar nos outros todos.
É um livro que eu acabo por recomendar só mesmo por ser um clássico e porque eu vou ler os outros 3 na esperança de que melhore.
Boas leituras.
(3 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Se toda a gente combatesse apenas pelas convicções não haveria guerra.» - Página 38
  • «Tantas vezes pecamos, tantas vezes enganamos os outros, e para quê? (...) Tudo acaba com a morte, tudo. A morte é terrível.» - Página 119
  • «A juventude não impede a coragem.» - Página 392
Guerra e Paz: Livro 2

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Número de páginas: 429 páginas
Resenha: Então eu finalmente decidi ler o segundo livro (dos quatro) que compõe este grande clássico e eu acho sinceramente que este vai ser o meu preferido dos quatro, porque eu realmente surpreendi-me com o quanto eu gostei desta segunda parte, que é realmente mais viciante que a primeira.
Este livro começa com o regresso de Nikolai e, mais uma vez, mostra as dificuldades financeiras da família. Entretanto também Natasha se tornou uma mulher com uma aparência mais desejável.
Um dos pormenores que me agradou no livro logo desde o princípio foi a diminuição das expressões em francês relativamente à primeira parte, o que deixa a leitura bem mais fluída.
Também como no primeiro, este livro salta de ação em ação e de tempo em tempo, mas acaba por se tornar fácil de acompanhar.
Um dos pontos altos deste livro é o romance entre o Andrei e a Natasha que, apesar de terem bastante idade de diferença, ficam incrivelmente bem juntos, e eu adorei a relação entre eles. Ao mesmo tempo, houve o desenrolar da relação entre a Sonia e o Nikolai que parece, finalmente, saber o que quer.
Apesar disso, o Nikolai foi das personagens que mais me irritou durante a primeira parte do livro. Relativamente à segunda parte do livro, foi a que me fez diminuir o livro de 5 estrelas para 4. O porquê? Simples. Irritou-me profundamente a infantilidade da Natasha, o quão facilmente influenciada ela é, e como isso a leva a ser precipitada. Mas o que está na origem de todos estes defeitos ainda é o que me irrita mais, a sua vaidade. A Natasha neste livro é uma mulher fisicamente mais madura e disperta mais a atenção, mas isso leva-a a ser demasiado vaidosa.
Depois temos o final do livro que eu não gostei e que me leva a pensar que eu não vou gostar muito do desenrolar dos acontecimentos no terceiro. Para mim, o livro podia ter acabado a meio, mas não, o Tolstói tinha de me destruir o coração, e tenho um pressentimento que só vai continuar a destrui-lo mais.
Eu obviamente recomendo este livro, não só por ser um clássico, mas também por ser um excelente retrato da Rússia desta época.
Boas leituras.
Quotes/Melhores Momentos:
  • «Morremos e acaba tudo. Morremos e ficamos a saber tudo, ou deixamos de perguntar.» - Página 82 
  • «Deixemos que os mortos enterrem os mortos, mas enquanto vivemos é preciso viver e ser feliz» - Página 247
  • «E todos eles lutam e sofrem, e fazem sofrer, e atormentam a alma, a sua alma eterna, para conseguirem um bem que dura um instante. Nós só o sabemos nós próprios - Cristo, filho de Deus, desceu à terra e disse-nos que esta vida é momentânea, que é uma prova - mas continuamos a agarrar-nos a ela e pensamos encontrar nela a felicidade. Como é que ninguém percebe isso?» - Páginas 273 e 274



(Resenha do livro 3 e 4 brevemente - esta página vai sendo atualizada à medida que as leituras forem sendo terminadas)






terça-feira, 2 de junho de 2015

Cinderella (Filme) - Resenha

Cinderella


Info:  A história segue a sorte da jovem Ella, cujo pai comerciante se casa novamente após a trágica morte de sua mãe. Para dar apoio ao seu pai, Ella recebe uma madrasta, Lady Tremaine, e duas irmãs, Anastasia e Drisella, na casa da família. Mas quando o pai de Ella, de repente e inesperadamente some, ela encontra-se à mercê de uma nova família ciumenta e cruel. Relegada a nada mais do que uma serva, Ella passar a ser chamada de "Cinderela". Apesar da crueldade infligida sobre ela, Ella está determinada a honrar as últimas palavras de sua mãe de "ter coragem e ser gentil", e não ceder ao desespero ou desprezar aquelas que abusam dela. Sem saber que o estranho arrojado que ela conheceu na floresta é um príncipe e não apenas um funcionário do palácio, Ella sente que finalmente encontrou uma alma gêmea. Quando o palácio envia um convite aberto para todas as donzelas participarem de um baile, Ella espera ir e encontrar o charmoso "Kit". No entanto, a madrasta a proíbe de participar e rasga seu vestido. Mas, como em todos os bons contos de fadas, a ajuda está perto, como uma mulher mendiga gentil, com uma abóbora e alguns ratos, muda a vida de Cinlinda jovem solteira traz à tona segredos que não deveriam ser revelados.
Nome do Filme: Cinderella
Nome em Português: Cinderella
Duração: 01:52:00h
Género: Fantasia, romance
Ano de lançamento: 2015
Resenha: Quem não conhece a história clássica da Cinderella? Esta é uma adaptação moderna e ao mesmo tempo clássica desta mesma história. A história segue os eventos que ouvimos na história clássica e o próprio cenário remete-nos para aquela época. A atriz que faz de Cinderella é adorável, e quando sorri, parece a pessoa mais bondosa do mundo, é tao realista que quase nos faz acreditar.
No entanto, fiquei com umas questões, que acabam por ser mais à história original do que a esta adaptação, ''porque é que o relógio avisa um minuto antes da meia-noite e não só à meia noite?'', ''como é que a madrasta sabia onde ela tinha escondido o sapato?'', e a minha maior pergunta, ''porque é que tudo volta ao normal, mas o sapatinho de cristal mantém-se tal e qual como a fada-madrinha o pôs?'', não faz muito sentido, mas visto que é uma historia de magia e amor, o melhor mesmo é ignorar esses pequenos pormenores e focar-nos na história que é realmente linda e mágica.
Deveriam ver sim o filme, é um filme amoroso, que nos faz sentir de volta à infancia. Tem certos pormenores que, para pessoas mais velhas, parecem ridículos, mas faz parte de qualquer filme de alguma forma relacionado com a nossa infância, vejam e apaixonem-se por esta incrível Cinderella.




Quotes/Melhores Momentos:
  • «Tens mais bondade no teu dedo mindinho do que a maioria das pessoas no corpo todo, e a bondade é mais importante do que imaginas. (...) Sê corajosa e bondosa.»
  • «Só porque é o que se faz, não quer dizer que seja o que se deva fazer.»


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Orgulho e Preconceito | Pride and Prejudice - Opinião (Book Review)

Orgulho e Preconceito

Nome do Livro: Orgulho e Preconceito

Nome do Autor: Jane Austen
Editora: Europa-América
Número de Páginas: x páginas 
Sinopse: «Orgulho e Preconceito é, sem dúvida, uma das obras em que melhor se pode descobrir a personalidade literária de Jane Austen. 
Com o fino poder de observação que lhe era peculiar, a autora dá-nos o retrato impressionante do que era o mundo da pequena burguesia inglesa do seu tempo: um mundo dominado pela mesquinhez do interesse, pelo orgulho e preconceito de classe.
Esses orgulho e preconceito que, no romance, acabam por ceder o passo a outras razões com bem mais fundas raízes no coração humano.»

Devo dizer desde já que Orgulho e Preconceito é dos melhores livros, e dos melhores filmes que existem. Embora eles tenham alguma diferença entre si, ambos são muito bons. 
Antes de mais, quem nunca ouviu falar de "Orgulho e Preconceito"? É provavelmente um dos clássicos mais conhecidos e, na minha opinião, o melhor livro de Jane Austen. 
A história gira em torno das irmãs Bennet, sendo que as que têm mais destaque são as irmãs Elizabeth e Jane. A história passa-se no século XIX e faz um retrato daquela época. Como plano de fundo surge a relação de Jane, a irmã Bennet mais velha, e Bingley, um homem rico, e melhor amigo de Darcy, com um estatuto social elevado e um rendimento de 5 mil libras anuais. Rapidamente Jane e Bingley desenvolvem algo entre eles, mas a irmã de Bingley e Darcy afastam-os. Darcy é um homem ainda mais rico que Bingley, com um lucro de mais de 10 mil libras anuais, snob e com a mania de superioridade, diria que ele a principio torna-se até irritante. Mais tarde ele apaixona-se por Lizzie (ou Elizabeth), mas esta recusa-o. Ao longo da história temos ainda a Sra. Bennet, a mãe de cinco filhas que só pensa em casá-las, o Sr. Bennet, um homem culto e simpático que parece nutrir uma maior paixão pelas duas filhas mais velhas, Mary Bennet, a terceira filha, que ao contrário das outras, só pensa na sua instrução, sendo que tem uma grande paixão por livros, Kitty (ou Catherine) Bennet, a quarta irmã Bennet, é teimosa e quase tão tola como a sua irmã Lydia, além de que vive na sombra de Lydia, Lydia é a quinta irmã Bennet e de longe a mais desnaturada, gosta de namoriscar com militares, tal como dá a entender durante todo o livro, é teimosa e não pensa nas consequências das suas ações. Temos ainda Caroline Bingley, a irmã de Bingley e que o tenta separar de James, Georgiana Darcy, a irmã de Darcy que tem uma paixão por piano e que vai gostar muito de Lizzie, William Collins, o primo das irmãs Bennet e que vai herdar a fortuna delas, George Wickham, um homem trapaceiro que vai tentar virar toda a gente contra Darcy através de mentiras, e Lady Catherine de Bourgh, uma mulher rica e orgulhosa que humilha todos os que a rodeiam, é tia de Darcy e não aceita o facto de que Elizabeth não se sente intimidada por ela e que Darcy queria casar com Elizabeth em vez de casar com a sua filha. 
O livro faz um excelente retrato de uma sociedade em que o dinheiro e o estatuto social são tudo, onde vão surgir adversários capazes de impedir que pessoas de diferentes tipos se misturem.
É um livro que eu recomendo totalmente e que considero mesmo o maior clássico existente.

  • «Eu perdoaria a sua vaidade se ela tão facilmente não tivesse ferido a minha.»
  • «Estou apenas resolvida a agir de maneira a conquistar aquilo que, segundo a minha opinião, considero como a minha felicidade, sem que admita a sua interferência ou a de qualquer outra pessoa que não me é nada.»
  • «Se os seus sentimentos são ainda os mesmos que manifestou em Abril passado, diga-mo imediatamente. O meu amor e os meus desejos permanece, inalterados; mas basta uma única palavra sua para que nunca mais lhe fale no assunto.»
  • «Não posso fixar a hora, o lugar, o olhar ou as palavras que basearam os meus sentimentos. Começou à muito tempo, e já estava no meio antes que eu percebesse que tinha começado.» 
  • «Você não sabia nada de verdadeiramente bom sobre mim - mas ninguém pensa assim quando se apaixona.» 

Trailer da adaptação do livro para o cinema: