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sábado, 7 de outubro de 2017

Cândido ou o Optimismo/Candide - Opinião (Book Review)

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Cândido ou o Optimismo

Nome do livro: Cândido ou o Optimismo
Nome original do livro: Candide ou l'Optimisme
Nome do livro em inglês: Candide
Nome do Autor: Voltaire
Editora: Visão (Projeto Ler Faz Bem)
Número de páginas: 166 páginas
Sinopse: «Cândido ou o Optimismo é uma das mais célebres obras de François-Marie Arouet, Voltaire (1694-1778). Publicada anonimamente em 1759 é logo identificado o seu Autor e nesse mesmo ano a obra conhece vinte edições, seguindo a sua fama para Itália e Inglaterra onde é traduzida. Voltaire foi o introdutor de um género de conto que utiliza a ironia para revelar criticamente a realidade do mundo em que vivia: utiliza a ficção como interrogação e os seus personagens agem por vezes em contradição com o senso comum da época. Em Cândido, o seu herói confronta-se regularmente com o optimismo veiculado pelas teorias de Leibniz (o melhor dos mundos possíveis), ou o seu nome não exprimisse precisamente a ideia de candura que o optimismo gera na adversidade através da existência do mal e da justiça divina.»

Desde Janeiro que tenho acompanhado o projeto Ler Faz Bem da Visão e, em Março, não foi diferente. O livro do mês foi o Cândido ou o Optimismo do Voltaire e, como nunca tinha lido nada do autor, esta pareceu-me a altura perfeita para o fazer. 
Como é descrito na parte de trás do livro, acompanhamos um herói, Cândido, cujo tutor é Pangloss, que acredita fielmanete que tudo acontece pelo melhor, sendo que por isso o personagem principal é constantemente confrontado com a ideia do optimismo, mesmo enquanto a sua vida se desfaz aos pedaços. 
Primeiro de tudo, temos aqui personagens um bocado polémicas para a época, principalmente Pangloss, e que agem contra o comum tendo em conta o tempo em que decorre a ação, mas, pelo que percebi, é uma característica presente em várias obras do autor. 
Não tinha lido nem 20 páginas e a história já se estava a tornar um bocado violenta e rápida demais. Somos colocados numa determinada situação e do nada o autor já nos começa a rodear com acontecimentos sem sequer nos dar tempo de nos habituarmos às personagens ou à época. 
A estes problemas, juntou-se a forma de escrita do autor que, na minha opinião, não é muito apelativa. No entanto, tem partes em que esta questão é compensada com a ironia bem contruída, utilizada e fundamentada do Voltaire.
O meu principal problema foi com o facto de que o autor tentou contar em poucas páginas o que daria um livro bem maior, e isso acabou por dar a ideia de estar, por vezes, mal escrita e apressada, além de que acabou por tornar as reviravoltas mal feitas por falta de explicação. 
Relativamente à edição em si, já o era, e continuo fã destas edições da Visão, no entanto, acho que esta teve um excesso de notas de rodapé que acabaram por cortar muito o ritmo de leitura que já era lento devido à complexidade da história. 
Apesar de não ter sido um dos meus clássicos preferidos, é uma leitura rápida e, em alguns aspetos, agradável. Assim sendo, recomendo o livro.
Boas leituras. 
(2.5 em 5 estrelas)

terça-feira, 21 de julho de 2015

A Ilha do Tesouro - Resenha

A Ilha do Tesouro

Sinopse: "Jim Hawkins parece um jovem que só aspira a converter-se num bom taberneiro; Long John Silver parece um velho marinheiro cujo maior sonho é passar placidamente o resto da vida como cozinheiro a bordo de um barco... Mas nada está mais longe da realidade! Porque Jim deseja ser um lobo-do-mar para sulcar os sete mares e o velho John Silver, que anda apoiado a uma muleta e leva sempre o papagaio no ombro, é um temível pirata cujo único objetivo é recupera o tesouro perdido do capitão Flint. Quando os destinos destas duas personagens se cruzam a bordo do Hispaniola, começa a grande aventura da Ilha do Tesouro, um livro inesquecível que se converteu numa referência imprescindível para todas as histórias de piratas e aventuras posteriores."


Nome do livro: A Ilha do Tesouro
Nome do Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: Sicidea (1ª imagem); Biblioteca Visão (2ª imagem)
Número de páginas: 254 páginas 
Resenha: Tinha este livro preso na minha estante à demasiado tempo e decidi dar-lhe finalmente uma chance visto ser um clássico que inspirou muitas das personagens dos filmes, livros e séries de piratas que nós hoje conhecemos.
O livro acompanha o Jim Hawkins, um rapaz bastante jovem que vive com os pais numa estalagem onde também trabalha. Um dia, chega um pirata bastante arrogante e viciado em rum (chamado Bill) que simpatiza com o rapaz. Quando o pirata morre, outros piratas invadem a estalagem na esperança de conseguir dinheiro e o mapa do tesouro que o Jim têm. Assim, começa uma aventura que tem como destino a Ilha do Tesouro cheia de traição, aventura e força.
As personagens que o livro dá mais interesse são o Jim, obviamente, o médico que ajuda Jim, o pai de Jim e o pirata que tinha o mapa, o fidalgo que financia a viagem e Long John Silver, um traidor que só se interessa pelo dinheiro de Flint, o capitão mais temido que a Inglaterra já teve.
O médico a princípio irritou-me bastante, mas depois passei a gostar bastante dele e ele e o fidalgo, assim como o capitão que vai comandar o navio, tornaram-se nas minhas personagens prediletas.
Quanto ao Jim, a princípio ele é um rapaz bastante inteligente e perspicaz, mas ele às vezes parece tão inteligente e outras vezes parece tão burro que até mete confusão.
Embora o livro tenha uma escrita bastante fácil e rápida para se ler, e a premissa da história ser bastante boa, o livro não se tornou viciante. E acho que a verdadeira ação, que me viciou, só começou por volta da página 140, mas parou logo por volta da 185.
O final acaba por ser bastante esperado, mas é bom. O simples facto de, logo na primeira página, o Jim estar a narrar e a dizer que fora mandado contar o que aconteceu na ilha do tesouro mas que pediram para ele não dizer a localização por ainda ter lá uma parte do tesouro por desenterrar dá logo a entender que o tesouro foi sim encontrado e que o Jim sobrevive, além de outras personagens que o Jim diz que foram quem lhes deram ordem para escrever a aventura, e isso acaba por fazer o final ter um interesse menor.
Eu considerei que o livro não foi viciante o suficiente, mas, mais uma vez, digo que isto é a minha opinião, e que outras pessoas podem achar diferente.
Achei difícil sim conectarmos-nos com qualquer uma das personagens do livro, pelo menos foi o meu caso.
Gostei sim muito da edição da Sicidea (1ª imagem) que tem uma capa bastante simples mas atrativa e umas ilustrações lindas.
Não é um livro que realmente recomende a 100%, mas também não acho mau, então recomendo a leitura apenas para quem gostar de histórias com piratas ou fantasias e recomendo a não ir com muitas expetativas.
Boas leituras. 

Trailer da adaptação do livro para cinema (versão de 1950):