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sábado, 10 de dezembro de 2016

Convergente - Opinião

Convergente



Nome do livro:
 Convergente
Nome original do livro: Allegiant
Nome do livro no Brasil: Convergente
Coleção: Divergente
Nome da Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 410 páginas

Sinopse:«Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te

A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente, encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.»


Opinião: Eu adiei a leitura deste livro por muito tempo por dois motivos: o primeiro foi que eu adorei o primeiro livro e o segundo foi uma grande desilusão e tinha medo que o mesmo acontecesse com este; o segundo motivo é que eu levei spoilers quanto ao final e não percebia a necessidade de acabar assim. No entanto, depois de ler o livro, eu percebi sim o porquê e achei até necessário, mas já lá chegamos.
Relativamente à trama, roda à volta da do costume: salvar a sociedade, mas desta vez de um mal diferente, numa luta contra a mãe do Tobias.
O principal problema que tive com este livro foi o facto de que a leitura simplesmente não fluía e o livro ia arrastando-se lentamente e, se compararmos este livro com o primeiro realmente não está tão bom e mesmo se compararmos com o segundo podia estar melhor.
Entretanto gostei bastante da relação da Tris e do Tobias, mais do que no segundo livro, por outro lado, neste livro é a vez do Tobias de ser irritante e é a Tris que pensa mais por si própria, portanto no final parece que as personalidades destas personagens são a inversão uma da outra do segundo livro.
Como resultado de tudo o que eu já enumerei, eu estava a detestar o livro completamente, até que cheguei à parte final. O final foi tão bem escrito e tão bem planeado que me fez suportar o aborrecimento que tinha sido o livro todo. Assim sendo, para as pessoas que não leram este último livro porque receberam spoilers como eu e acham que é parvo o final, leiam, porque a explicação vale completamente a pena.
Apesar de não ser, nem de perto nem de longe, o meu preferido desta trilogia, que começou de forma incrível, eu recomendo a leitura e vou sem dúvida ler o livro de contos.
Boas leituras.
(2.5 em 5 estrelas)
Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Pergunto-me se os medos vão realmente embora ou se apenas perdem poder sobre nós.» - Página 79
  • «O desespero pode levar uma pessoa a fazer coisas surpreendentes.» - Página 142
  • «O nosso mundo é tão grande que está completamente fora do nosso controlo. Que nós não somos tão grandes como pensamos.
    • Tão pequena que pode ser negligenciável. 
    • É estranho, mas há algo neste pensamento que me faz sentir quase... livre.» - Página 152
  • «Há muito, muito tempo atrás as pessoas tentaram mexer com a natureza e acabaram por piorar as coisas.» - Página 154

Trailer da adaptação do filme para o cinema: 


domingo, 4 de janeiro de 2015

Ender's Game (Filme) - Resenha

Ender's Game

Info: Após uma raça alienígena conhecida pelos seres humanos como Formics atacar a Terra, é formada uma Armada Internacional, com a missão de preparar uma nova geração de jovens e encontrar um sucessor à altura do lendário Mazer Rackham (o herói que salvou a Terra do primeiro ataque) para liderar um contra-ataque.
Andrew "Ender" Wiggin, uma criança tímida mas estrategicamente brilhante, é levado para a Escola de Combate, na órbita do planeta Terra. Após facilmente derrotar os seus adversários em jogos de guerra cada vez mais difíceis, vai ganhando respeito e admiração entre os seus colegas. Então ele é levado pelo Coronel Graff para estudar na Escola de Comando e ser treinado por Mazer Rackham para um dia liderar uma guerra que decidirá o futuro da raça humana.
Nome do Filme: Ender's Game
Nome em Português: O Jogo Final (em Portugal) ou Ender's Game: O Jogo do Exterminador (no Brasil)
Duração: 01:53:48h
Género: Ação, Aventura, Ficção científica 
Ano de Lançamento: 2013
Resenha: Recomendo que para quem não tem uma mente aberta aos avanços científicos para não ver este filme. Este filme centra-se naquela ideia de que o planeta Terra foi atacado por eliens e que precisa de defesa e blá blá blá. Até aqui parece bastante cliché, né? Pois, mas só a base da história é igual, o resto de cliché não tem nada. 
O filme conta a história de como o nosso planeta foi atacado por uma espécie de aliens e como nos temos preparado para o regresso deles. Então os humanos perceberam que a melhor maneira e ganharmos era utilizando as crianças pois elas pensam nas hipóteses todas mais depressa do que os adultos. Surge então Ender Wiggin, um rapaz genial que o Coronel Graff diz que ele tem de aprender a ser o meio termo dos dois irmãos, pois Peter, o irmão mais velho, usa a força em demasia, e a Violeta, que é demasiado bondosa. Assim Ender é levado para uma nave de treino onde vai estudar junto com outras crianças técnicas de combate para aniquilarem os inimigos no combate seguinte. Ai Ender destaca-se logo a princípio pela sua grande inteligência pois Ender, ao contrário das outras crianças, faz o inesperado e quando faz algo, ele faz de modo a que não posso voltar a acontecer. Por exemplo, logo quase a princípio, ele ganha um jogo contra um rapaz e o rapaz vai para lhe dar porrada, e ele atira o rapaz para o chão e mesmo sabendo que ele já não se consegue levantar para o atacar mais, ele continua a bater-lhe e diz que é porque assim evita que ele um dia o volte a atacar. E é exatamente esta característica que vai chamar a atenção do Coronel.
Depois a ação desenrola-se muito mais e realmente o Ender tem umas ideias espetaculares. Mas é mais para o fim que realmente se dá algo incrível. Até certa parte eu achei um bocado esperado. Quando se punha na minha cabeça aquela dúvida do "será que ele vai conseguir ou não?", eu quase sempre adivinhei. Mas a partir da formatura eu fiquei tipo "meu deus, essa eu não esperava mesmo". O final em si, também é inesperado, mas eu não gostei do fim em si. Irritou-me, não gostei.
Portanto, para quem gosta de filmes de ação e de ficção científica, vai gostar sem dúvida. Mas para quem gosta só de ficção e é mais dado a outros géneros, não vai gostar muito, tem de ter a mente aberta para ver este filme, e não pode estar sempre com aquela ideia de "pois pois, isso era óbvio", porque o filme em si não é óbvio.


Quotes/Melhores momentos:
  • "I need you to be clever, Bean. I need you to think of solutions to problems we haven't seen yet. I want you to try things that no one has ever tried because they're absolutely stupid." (Eu preciso que sejas esperto. Bean, eu preciso que penses em soluções para problemas que ainda não apareceram. Eu quero que experimentes coisas que nunca ninguém tentou porque eles são absolutamente estúpidos.)
  • "In the moment when I truly understand my enemy, understand him well enough to defeat him, then in that very moment I also love him. I think it’s impossible to really understand somebody, what they want, what they believe, and not love them the way they love themselves. And then, in that very moment when I love them.... I destroy them." (No momento em que eu realmente conheço o meu inimigo, entendo-o bem o suficiente para o derrotar, e nesse momento eu também o amo. Eu acho que é impossível realmente entender alguém, o que eles querem, no que eles acreditam, e não os amar da mesma maneira que eles se amam. E aí, nesse mesmo momento em que eu os amo... eu destruo-os.)
  • "Remember, the enemy's gate is down." (Lembra-te, o portão do inimigo está em baixo)



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - Resenha

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias

Sinopse: "Phileas Fogg, um aristocrata inglês, faz uma aposta arrojada com os membros do seu clube em como dará a volta ao mundo em 80 dias. Parte então à aventura, acompanhado pelo seu criado. Para vencer o desafio, teria de estar de volta a Londres no dia 21 de Dezembro de 1872, às vinte horas e quarenta e cinco minutos. Porém, Fogg é acusado de estar por detrás do assalto ao Banco de Inglaterra, o que fará com que o detective Fix parta no seu encalço, perseguindo-o para onde quer que Fogg vá. Do Egipto à Índia, e depois para a China, Japão, Estados Unidos (São Francisco e Nova Iorque) e de volta a Inglaterra, somos levados numa viagem através de vários continentes, em diversos meios de transporte existentes na época - vapores, comboios, carruagens , e até mesmo elefante -, numa jornada emocionante que desperta o nosso espírito de aventura e nos leva de volta à infância."
Nome do Livro: A Volta ao Mundo em Oitenta Dias
Nome do Autor: Júlio Verne
Editora: RBA
Número de Páginas: 255 páginas
Resenha: Como penúltimo livro que eu ia ler este ano eu decidi ler um clássico, e que clássico melhor para ler que "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias"? No geral eu gostei da história mas ela não me conseguiu cativar muito. Porque já que é uma história tão interessante? Eu explico, é que quando eu era pequena, dava na televisão um filme de animação inspirado nesta obra, e eu lembrava-me perfeitamente do final. Então isso tirou-me certa curiosidade.
O livro segue o cavalheiro Phileas Fogg que se aventura à volta do mundo, com o prazo de 80 dias, para provar que isso é possível, Fogg mostra ser uma pessoa muito fechada para si mas com uma coragem e honra incrível, assim como o seu controlo sobre situações difíceis; o seu criado, Jean Passepartout, este criado é uma personagem um pouco inocente e engraçada em certas partes e que se torna leal ao seu chefe de uma forma nobre; o Detetive Fix, um inspetor da polícia que vai andar atrás de Fogg pelo mundo todo na tentativa de o prender por achar, de forma errada como se vê logo a princípio do livro, que Phileas Fogg tinha assaltado um banco e que a viagem era só uma desculpa para fugir para outro pais; e a Sra. Aouda, uma jovem indiana salva da morte por Fogg e Passepartout e que os acompanha até ao fim da jornada.
A edição que eu li deste livro é simplesmente linda, a capa em si só em muito bonita, e depois ainda tem algumas ilustrações ao longo do livro que eu vou mostrar no final  deste post.
Eu tive dois problemas a ler este livro. O primeiro é que tudo está descrito em milhas, então eu não conseguia ter bem noção do espaço que era. O segundo é que eles falaram de vários sítios que geograficamente eu não sei onde ficam, então, eu tive de ler com um mapa ao meu lado, e é um pouco chato ter de parar a leitura para saber em que parte do globo eles vão.
Tirando isso é um bom livro e um excelente clássico. Até me surpreendeu o facto de não ser daqueles clássicos chatos que nos dão vontade de dormir.
Boas leituras :)

Trailer da adaptação do livro para cinema:



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Cidade das Cinzas - Resenha

A Cidade das Cinzas


Sinopse: "Clary Fray só queria que a sua vida voltasse ao normal. Mas o que é normal quando és um Caçador de Sombras? A tua mãe está em estado de coma induzido por artes mágicas, e de repente começas a ver lobisomens, vampiros e fadas? A única hipótese que Clary tem de ajudar a mãe é pedir ajuda ao diabólico Valentine, que, além de louco, simboliza o Mal - para piorar o cenário também é o que pai. Quando o segundo dos Instrumentos Mortais é roubado, o principal suspeito é Jace, que a jovem descobriu recentemente ser seu irmão. 
Ela não acredita que Jace de facto possa estar disposto a abandonar tudo o que acredita e aliar-se ao diabólico pai Valentine... mas as aparências podem iludir."

Nome do Livro: A Cidade das Cinzas
Nome da Autora: Cassandra Clare
Colecção: Caçadores de Sombras
Editora: Planeta
Número de Páginas: 358 páginas
Resenha: Então eu finalmente li o segundo livro desta saga e devo dizer que cada vez a amo mais. Este livro começa mais ou menos na altura em que o outro livro acabou, ou seja, não tem diferença de um ano ou assim, não, é pouco tempo que passa. E desta vez a Clary só gostava que a mãe ficasse bem. Mas como uma desgraça nunca vem só, as coisas com Valentine vão piorar e entre ela e o Jace vai haver sempre aquela tensão (quem leu o primeiro percebe-me perfeitamente). Adorei o Alec neste livro, adorei mesmo, acho que neste a autora deu menos atenção a Isabelle e mais a Alec, o que é o oposto do fez no primeiro, e eu adorei isso. O Luke também tem um pouco menos de foco mas o Magnus tem muito mais, e eu simplesmente adoro esta personagem. Ele é tão estranho mas ao mesmo tempo cativa tanto, nem sei. O Simon neste livro irritou-me profundamente a princípio. Depois acontece algo que era meio que inesperado e a partir dai ele torna-se um bocadinho melhor. Quanto ao Jace e à Clary eu adorei o que eles descobrem sobre eles próprios neste livro, nisso a autora acertou. A meio do livro me apeteceu bater na Clary quando algo aconteceu (quem lê percebe o que eu digo) e no final me apeteceu bater no Jace. Agora quero mesmo ler a Cidade de Vidro. 
O livro trata muito aquela coisa de desconfiança. Tem por todo o lado aquela coisa de desconfiança, e ninguém sabem bem em quem confiar. 
Eu adoro esta saga e choro só de lembrar que o segundo filme foi cancelado. Saiu a notícia de que ia sair série, mas nunca mais soube nada.
Mas pronto, leiam e espero que gostem.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:
  • «Vejo que já estás a aprender a melhor lição que a Cidade Silenciosa te pode ensinar. Manteres-te calado.» - Página 79
  • «Por vezes não temos de procurar o perigo. É o perigo que nos encontra.» - Página 99
  • «Tudo muda na minha vida e o mundo continua o mesmo.» - Página 121
  • «Lembro-me de tu dizeres que começamos a crescer quando, ao olharmos para trás, desejamos puder mudar determinadas coisas. Julgo por conseguinte que cresci. Só que eu... Desejaria que estivesses estado lá quando isso aconteceu.» - Página 180
  • «Quando se ama alguém, não há escolha possível. O amor não nos deixa escolher.» - Página 182
  • «O amor torna as pessoas mentirosas.» - Página 208
  • «O destino nunca é justo. Estás a ser arrastado por uma corrente muito mais forte que tu. Se lutares contra ela, não só te afogarás como levarás contigo quem tente salvar-te. Deixa-te transportar por ela e sobreviverás.» - Página 222
  • «Sabes qual é a pior coisa que posso imaginar? Não confiar em quem amo.» - Página 239
  • «Ninguém pode enfrentar o demónio do medo. Entra-nos na cabeça e destrói a nossa mente.» - Página 281
  • «Por vezes, desapareces tão completamente no interior da tua cabeça que desejaria seguir-te.» - Página 286
  • «Tu cresceste num paraíso falso rodeado por frágeis paredes de vidro. A tua mãe concebeu o mundo em que desejava viver e criou-te nele sem nunca te dizer que se tratava de uma ilusão. E, durante todo esse tempo, os demónios, sedentos de sangue, preparam-se para estilhaçar essa parede de vidro, libertar-te dessa mentira e espalhar o terror.» - Página 321
  • «Desenhar algo é captá-lo para sempre. Quando se gosta realmente de uma coisa, não se pode mantê-la como é para sempre. Tem de se deixá-la ter a liberdade de mudar.» - Página 349
  • «Se não podemos dizer a verdade às pessoas de quem mais gostamos, acabamos por não ser capazes de dizer a nós mesmos.» - Página 352 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Insurgente - Resenha

Insurgente

Sinopse: "A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer decisão tem consequências e, à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria. 
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior maneira possível e a guerra parece ser inevitável. 
Transformada pelas suas decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente as consequências dessa escolha.
Uma escolha pode significar um sacrifício. 
Um sacrifício pode implicar uma derrota.
Uma derrota pode ser um fardo. 
Um fardo pode tornar-se numa batalhar.
A tua escolha pode destruir-te."

Nome do Livro: Insurgente
Nome da Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 371 páginas
Resenha: Demorei muito para começar a ler este livro porque gostei tanto do Divergente que tinha medo de me dececionar com este. Bem, isso não aconteceu. Houve partes em que o meu coração saltou e só me apetecia gritar "Oh por amor de Deus!", mas pelo lado positivo. O livro desperta emoções como se fossemos nós a viver a história.
Quanto ao filme, eu quero muito vê-lo. Quanto vi o trailer eu fiquei super ansiosa. Mas, tem um problema, parece-me que tem cenas muito diferentes do livro e eu estou com medo de me dececionar. Para isso não acontecer já sei que vou ter de ver o filme como se nunca tivesse lido o livro, como se não fosse inspirado no livro. Mas espero gostar dele.
A história do livro combina com a anterior, e está cada vez a ficar mais emocionante. Agora fiquei mais curiosa para saber o que se vai passar no terceiro, mas já sei o final, o que diminui um bocado a vontade de ler.
A história em si começa logo a seguir ao final de Divergente com as fações a desmoronarem-se. Neste livro as fações em si são mais exploradas e isso foi algo que ficou muito bem. Porque, por exemplo, os Cordiais só falava deles assim por alto no primeiro livro e explicava um bocado e tal, mas não havia muita interação com eles nesse livro, enquanto que neste eles tem um papel muito importante (não, não é spoiler porque praticamente todas as fações - e até os sem-fação - tem um papel importante neste livro). Eu gostei muito da parte da Tris lutando contra o que aconteceu ao Will. O Quatro neste livro houve momentos que me irritaram um bocado porque parecia duvidar de tudo na Tris. Isso deu-me vontade de lhe bater. Mas pronto. Este livro não tem muitos momentos em que eu fiquei tipo "ai o que?" como aconteceu no primeiro. Tem um momento assim quando se descobre algo sobre o passado de Quatro, mas nada demais. O problema de este ser o segundo é que eu não posso falar muito sem dar spoiler, então...
Quanto ao final, eu gostei mas já estava à espera praticamente desde a metade do livro, então ai a autora meio que desiludiu, mas também não acho que a história pudesse ter tido outro final e ter ficado tão bem.
O livro em si é bom e eu estou muito curiosa para ler o terceiro.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Seria ótimo que a vida fosse assim, com um processo que nos limpasse de toda a porcaria e que nos devolvesse ao mundo já puros. Mas há coisas que não se conseguem limpar.» - Página 37
  • «Às vezes as pessoas só querem ser felizes, mesmo que a vida real não seja assim.» - Página 54
  • «-Do que estás à espera, precisamente?
    • -Do fim do mundo. E o mundo já acabou.» - Página 72
  • «Sinto-me completamente nua. Não percebi que usava os meus segredos como uma armadura até eles terem desaparecido, e agora todos me podem ver como realmente sou.» - Página 112
  • «Não sei o que hei de dizer, ou fazer, relativamente a este lado imprevisível que nele se revela e que agora está aqui bem à vista, a borbulhar por baixo da superfície a cada coisa que ele faz e que é parecido com a parte mais cruel da minha própria pessoa. Há uma guerra dentro de cada um de nós. Às vezes, ajuda-nos a manter-nos vivos. Outras vezes ameaça destruir-nos.» - Página 176
  • «A batalha que estamos a travar não é contra um grupo específico. É contra a própria natureza humana... ou, pelo menos, aquilo em que ela se transformou.» - Página 370
Trailer da adaptação do livro para o cinema:


Quotes/Melhores momentos do filme:

Esta parte do post vai ser atualizada quando o filme sair e eu o assistir


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Invisível - Resenha

Invisível

Sinopse: "Sem deixar rasto. Sem qualquer motivo. Um seria killer imparável. Uma revelação desconcertante.
Emma está obcecada com a investigação de uma série de incêndios que provocou a morte de pessoas e que à primeira vista parecem não ter qualquer ligação entre si. Todos dizem que foram acidentais, mas Emma insiste que foram provocados por um único serial killer.
Mas há algo mais, e muito pessoal, que move Emma: uma das vítimas era sua irmã. Irmã gémea.
Nem mesmo o seu ex-namorado, um antigo agente do FBI, consegue acreditar que dezenas de incêndios, raptos, mutilações e assassínios estejam todos relacionados. Mas Emma vai encontrar uma peça-chave que os ligará a todos. 
Novos crimes surgem a cada dia e todos parecem inexplicáveis. Sem motivos, sem armas do crime e sem suspeitos. E Emma não vai descansar enquanto não encontrar o assassino. Ou irá o assassino encontrá-la a ela primeiro?
Pode realmente uma única pessoa ser responsável por estes crimes impensáveis?
A ameaça mais aterradora é aquela que não se vê"

Nome do Livro: Invisível
Nome do Autor: James Patterson com David Ellis
Editora: Topseller
Número de Páginas: 332 páginas
Resenha: Eu estou completamente apaixonada pelos livros de James Patterson. O homem é um génio. Primeiro adoro o facto de que os capítulos dele não são muito longos. Sabem, eu tenho esta mania de só parar a leitura no final de um capítulo, e como ele faz capítulos pequenos eu acabo um e penso em ir dormir, eu digo "só mais um, é pequeno" e isso faz-me ler muito mais e muito mais depressa.
Quanto à história em si, eu adoro. Ele criou um crime que nós chegamos mesmo a pensar "yup, é impossível isso ter acontecido", achamos até que a Emma está é demasiado agarrada a essa ideia. Mas quando descobrimos como aconteceu, nós pensamos "isso é possível e até faz sentido, mas é de génio". Não entendo como é que o James Patterson tem imaginação para estas histórias, mas o homem é um génio. E quando eu achei que já não surpreendia mais, chegou ao final e eu fiquei tipo "eu não acredito". Por momentos no final o meu coração queria saltar, mas acalmou, e o final foi simplesmente lindo. Invisível está no top 3 de livros que li este ano, sem dúvida.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:

  • «Sonhar é uma seca. Pensa-se que se conquistou algo, trabalha-se incansavelmente nisso e dizemos a nós próprios que estamos a melhorar, congratulamos-nos por melhorar. E depois fechamos os olhos à noite, mergulhamos num outro mundo, e, de repente, o nosso cérebro está a dar-nos um toque no ombro e a dizer: Sabes que mais? Não estás melhor!» - Página 10
  • «Tens de fazer hoje o que mais ninguém irá fazer, para que amanhã possas alcançar o que os outros não conseguem.» - Página 95
  • «As pessoas revelam toda a sua honestidade no nascimento e na morte.» - Página 175
  • «As pessoas não revelam o seu verdadeiro eu. Escondem-se atrás de camadas e camadas de autoilusão e aparências exteriores. Usam máscaras. Exibem fachadas. Mentem. Ocultam.» - Página 199
  • «A invasão do meu espaço por parte dele nunca era efetivamente uma invasão: era também o espaço dele. Eram tempos mais fáceis. Era mais fácil com ele do que sem ele. Era mais natural. Era o mais certo. Como se fossemos apenas peças de um puzzle que, sozinhas, perdem o sentido, mas juntas, encaixam na perfeição. Assim deve ser a vida para as pessoas normais, certo? Encontra-se a peça que emparelha connosco, que nos completa, e faz-se com que os entalhes e as fendas se adequem, mesmo que não encaixem com suavidade, mesmo que sejam necessários uns ajustes. Não se exige a perfeição. Faz-se com que resulte e se apreciem as partes que encaixam em vez de se ficar obcecado com os pequenos ângulos que divergem.» - Página 212
  • «Não vem? Não percebem? Não podem impedir o próximo igual a mim, porque o próximo são vocês. Estou dentro de vocês todos. A única diferença é que não me escondo por detrás de uma máscara, a conduzir o meu jipe e a sorver Starbucks no jogo de futebol do meu filho. Vocês são como eu e nem sequer têm noção disso!» - Página 255