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sábado, 10 de dezembro de 2016

Convergente - Opinião

Convergente



Nome do livro:
 Convergente
Nome original do livro: Allegiant
Nome do livro no Brasil: Convergente
Coleção: Divergente
Nome da Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 410 páginas

Sinopse:«Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te

A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente, encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.»


Opinião: Eu adiei a leitura deste livro por muito tempo por dois motivos: o primeiro foi que eu adorei o primeiro livro e o segundo foi uma grande desilusão e tinha medo que o mesmo acontecesse com este; o segundo motivo é que eu levei spoilers quanto ao final e não percebia a necessidade de acabar assim. No entanto, depois de ler o livro, eu percebi sim o porquê e achei até necessário, mas já lá chegamos.
Relativamente à trama, roda à volta da do costume: salvar a sociedade, mas desta vez de um mal diferente, numa luta contra a mãe do Tobias.
O principal problema que tive com este livro foi o facto de que a leitura simplesmente não fluía e o livro ia arrastando-se lentamente e, se compararmos este livro com o primeiro realmente não está tão bom e mesmo se compararmos com o segundo podia estar melhor.
Entretanto gostei bastante da relação da Tris e do Tobias, mais do que no segundo livro, por outro lado, neste livro é a vez do Tobias de ser irritante e é a Tris que pensa mais por si própria, portanto no final parece que as personalidades destas personagens são a inversão uma da outra do segundo livro.
Como resultado de tudo o que eu já enumerei, eu estava a detestar o livro completamente, até que cheguei à parte final. O final foi tão bem escrito e tão bem planeado que me fez suportar o aborrecimento que tinha sido o livro todo. Assim sendo, para as pessoas que não leram este último livro porque receberam spoilers como eu e acham que é parvo o final, leiam, porque a explicação vale completamente a pena.
Apesar de não ser, nem de perto nem de longe, o meu preferido desta trilogia, que começou de forma incrível, eu recomendo a leitura e vou sem dúvida ler o livro de contos.
Boas leituras.
(2.5 em 5 estrelas)
Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Pergunto-me se os medos vão realmente embora ou se apenas perdem poder sobre nós.» - Página 79
  • «O desespero pode levar uma pessoa a fazer coisas surpreendentes.» - Página 142
  • «O nosso mundo é tão grande que está completamente fora do nosso controlo. Que nós não somos tão grandes como pensamos.
    • Tão pequena que pode ser negligenciável. 
    • É estranho, mas há algo neste pensamento que me faz sentir quase... livre.» - Página 152
  • «Há muito, muito tempo atrás as pessoas tentaram mexer com a natureza e acabaram por piorar as coisas.» - Página 154

Trailer da adaptação do filme para o cinema: 


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Guerra e Paz - Resenha (Em atualização)

Guerra e Paz

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Sinopse: Guerra e Paz é um verdadeiro monumento da literatura universal. Tolstói descreve as guerras movidas por Napoleão contra as principais monarquias da Europa, dissecando as origens e as consequências dos conflitos e, principalmente, expondo as pessoas e as suas vulnerabilidades com uma aguda perceção psicológica. O enredo deste romance cobre toda a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, entre 1805 e 1820. Neste quadro épico movem-se mais de 550 personagens, além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstói criou um retrato realista e incisivo da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da miséria dos soldados e servos. Este romance presta-se ainda a expor as ideias do autor sobre o sentido da vida e a desenvolver as suas reflexões filosóficas em favor de uma sociedade mais justa e fraterna. O legado literário de Tolstói figura a par do de outros grandes escritores russos do século XIX entre os quais se destacam Dostoiévski, Pushkin, Turgueniev e Tchekov.

Nome do livro: Guerra e Paz (divido em 4 volumes)
Nome original do livro: Voiná i mir
Nome no Brasil: Guerra e Paz
Nome do Autor: Lev Tolstói
Editora: Editorial Presença

Guerra e Paz: Livro 1


Número de páginas: 324 páginas
Resenha: Depois de ouvir tantos elogios a este grande clássico decidi aventurar-me na sua leitura e, infelizmente, não gostei tanto como a maior parte das pessoas. Se vou ler os 3 que se seguem a este? Sem dúvida, mas não estou super curiosa e ansiosa para ler o próximo.
Este livro vai seguir a batalha entre a Rússia e a França e muita da nobreza (e alguns soldados) envolvidos, como o príncipe Andrei (uma das personagens principais mais acompanhadas) que parte para lutar na guerra nos primeiros capítulos do livro.
Antes de tudo, o que mais me irritou nesta edição: o facto de ter muitas expressões em francês que não foram traduzidas, simplesmente as puseram em notas de rodapé, o que por si já é chato de ver e meio que bloqueia a leitura, mas torna-se ainda mais chato porque as palavras mais difíceis ou termos históricos que costumam ter a explicação nas notas de rodapé não lá estão porque lá estão as traduções do francês, é preciso ir às últimas páginas do livro para ver essas explicações, é completamente irritante.
Quanto à obra em si, acho que existem demasiadas personagens, o que torna tudo mais confuso. Para ser mais fácil ler, comecei por fazer uma lista das personagens, o que não correu bem e tive de desistir logo porque eram demasiados nomes.
Outra coisa que dificultou a leitura foi o facto de que está sempre a mudar de ação, ou seja, numa altura acompanha algo que está a acontecer num sítio e a seguir já está num sítio completamente diferente, o que também acaba por dificultar, e muito, o fluir da leitura.
O livro em si eu achei muito chato e algumas personagens muito irritantes, e foi um livro que realmente me custou a ler, apesar de, para o final, o livro ficar melhor e a ação deixar de ser tão chata. Uma vez que a ação se torna muito melhor para o fim eu realmente acho que este primeiro livro quase todo foi meio que uma introdução para toda a verdadeira ação da guerra que começou nos últimos capítulos deste primeiro volume e que, espero eu, vai continuar nos outros todos.
É um livro que eu acabo por recomendar só mesmo por ser um clássico e porque eu vou ler os outros 3 na esperança de que melhore.
Boas leituras.
(3 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Se toda a gente combatesse apenas pelas convicções não haveria guerra.» - Página 38
  • «Tantas vezes pecamos, tantas vezes enganamos os outros, e para quê? (...) Tudo acaba com a morte, tudo. A morte é terrível.» - Página 119
  • «A juventude não impede a coragem.» - Página 392
Guerra e Paz: Livro 2

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Número de páginas: 429 páginas
Resenha: Então eu finalmente decidi ler o segundo livro (dos quatro) que compõe este grande clássico e eu acho sinceramente que este vai ser o meu preferido dos quatro, porque eu realmente surpreendi-me com o quanto eu gostei desta segunda parte, que é realmente mais viciante que a primeira.
Este livro começa com o regresso de Nikolai e, mais uma vez, mostra as dificuldades financeiras da família. Entretanto também Natasha se tornou uma mulher com uma aparência mais desejável.
Um dos pormenores que me agradou no livro logo desde o princípio foi a diminuição das expressões em francês relativamente à primeira parte, o que deixa a leitura bem mais fluída.
Também como no primeiro, este livro salta de ação em ação e de tempo em tempo, mas acaba por se tornar fácil de acompanhar.
Um dos pontos altos deste livro é o romance entre o Andrei e a Natasha que, apesar de terem bastante idade de diferença, ficam incrivelmente bem juntos, e eu adorei a relação entre eles. Ao mesmo tempo, houve o desenrolar da relação entre a Sonia e o Nikolai que parece, finalmente, saber o que quer.
Apesar disso, o Nikolai foi das personagens que mais me irritou durante a primeira parte do livro. Relativamente à segunda parte do livro, foi a que me fez diminuir o livro de 5 estrelas para 4. O porquê? Simples. Irritou-me profundamente a infantilidade da Natasha, o quão facilmente influenciada ela é, e como isso a leva a ser precipitada. Mas o que está na origem de todos estes defeitos ainda é o que me irrita mais, a sua vaidade. A Natasha neste livro é uma mulher fisicamente mais madura e disperta mais a atenção, mas isso leva-a a ser demasiado vaidosa.
Depois temos o final do livro que eu não gostei e que me leva a pensar que eu não vou gostar muito do desenrolar dos acontecimentos no terceiro. Para mim, o livro podia ter acabado a meio, mas não, o Tolstói tinha de me destruir o coração, e tenho um pressentimento que só vai continuar a destrui-lo mais.
Eu obviamente recomendo este livro, não só por ser um clássico, mas também por ser um excelente retrato da Rússia desta época.
Boas leituras.
Quotes/Melhores Momentos:
  • «Morremos e acaba tudo. Morremos e ficamos a saber tudo, ou deixamos de perguntar.» - Página 82 
  • «Deixemos que os mortos enterrem os mortos, mas enquanto vivemos é preciso viver e ser feliz» - Página 247
  • «E todos eles lutam e sofrem, e fazem sofrer, e atormentam a alma, a sua alma eterna, para conseguirem um bem que dura um instante. Nós só o sabemos nós próprios - Cristo, filho de Deus, desceu à terra e disse-nos que esta vida é momentânea, que é uma prova - mas continuamos a agarrar-nos a ela e pensamos encontrar nela a felicidade. Como é que ninguém percebe isso?» - Páginas 273 e 274



(Resenha do livro 3 e 4 brevemente - esta página vai sendo atualizada à medida que as leituras forem sendo terminadas)






sexta-feira, 28 de agosto de 2015

The Equalizer (Filme) - Resenha

The Equalizer


Info: "O filme apresenta Robert McCall, um homem misterioso que costumava trabalhar como agente da polícia. Motivado pelas injustiças sociais, ele ajuda vítimas e qualquer pessoa em perigo. Desta vez, ele tenta ajudar Teri, uma jovem explorada sexualmente por mafiosos russos."
Nome do Filme: The Equalizer
Nome em Português: The Equalizer - Sem Misericórdia (em Portugal); O Protetor (no Brasil)
Duração: 02:12:00h
Gênero: Ação
Ano de Lançamento: 2014
Resenha: Vi este filme no cinema mal ele saiu, e gostei tanto que o decidi rever à poucos dias, e posso dizer que não foi tempo desperdiçado. 
O filme acompanha um homem chamado de Denzel que é das pessoas mais calmas que alguém pode conhecer. Todos os dias ele pára num café onde fica a ler, e é lá que ele conhece Tori, uma rapariga que é explorada sexualmente pela máfia russa. Quando um dia essa mesma máfia lhe bate ao ponto de ela acabar no hospital, Denzel ataca a própria máfia, começando uma enorme trapalhada, na qual ele persegue e é perseguido. 
Eu já esperava uma boa representação sendo que a Chloë Moretz faz parte do elenco principal, e que Denzel Washington esteve bem nos poucos papeis que vi dele, mas eles estiveram ainda melhor do que eu esperava. Outro ator que acho que se sobressaiu bastante neste filme foi Johnny Skourtis, que faz de segurança no sítio onde o Robert, papel interpretado pelo Denzel, trabalha. 
O início do filme é um pouco lento, mas só pela parte final, toda a espera vale a pena. Sério gente, a parte final é muito boa e entusiasmante. 
Só não gostei muito do facto de a Tori ser, supostamente, russa e no entanto a Chloë Moretz não se parece nada russa, então isso mete um pouco de confusão.
É um filme que recomendo completamente. Vale muito a pena.  



Quotes/Melhores Momentos:
  • «-Não tenho força suficiente.
    • -Não duvides de ti, filho. A dúvida mata.»
  • «Se to rezas pela chuva, tens de saber lidar com a lama.»
  • «Tens de ser quem és neste mundo, não importa o que aconteça.» 
  • «Os dois dias mais importantes da tua vida são aquele em que nasces, e aquele em que descobres o porquê.» - Mark Twain

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Kingsman: The Secret Service (Filme) - Resenha

Kingsman: The Secret Service

Info: "Eggsy é um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry, que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem une-se a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine. Esta é a adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons."
Nome do Filme: Kingsman: The Secret Service
Nome em Português: Kingsman: Serviços Secretos (em Portugal); Kingsman: Serviço Secreto (no Brasil)
Duração: 02:09:00h
Gênero: Ação, Comédia
Ano de Lançamento: 2015
Resenha: Admito que quando comecei a ver o filme esperava algo do género 007. Fiquei bastante surpreendida por o filme se afastar um bocado do cliché filme de espiões e de agências secretas, e gostei bastante deste filme. 
O elenco só por si já era bastante promissor, e realmente nenhum dos atores que eu esperava que tivessem um bom desempenho, me desiludiu. Colin Firth fez um papel excelente. Não conheço nenhum outro papel desempenhado pelo Taron Egerton, mas gostei bastante da representação dele neste filme. Samuel L. Jackson desempenhou um papel brilhante (apesar de ser um bocado irritante aquela voz que ele fez, mas esteve bem), e o Michael Caine também não me desiludiu. Outra representação que eu gostei bastante, embora não conheça mais nenhum trabalho da atriz, foi o da Sophie Cookson.
Não posso dizer que o filme seja completamente original, e que não houvesse partes que eu já não estava à espera, porque óbvio que houve, bastantes até. Mas o filme está tão bem feito e a representação é tão boa que eu ignorei isso tudo.
O que eu vou dizer a seguir pode ser considerado por alguns de spoilers, assim sendo, se forem pessoas que não querem saber nada do desenrolar do filme, avancem para o próximo parágrafo. Uma coisa que adorei neste filme, é que foge àquele cliché de, quando existem dois agentes da mesma idade, ainda por cima jovens, a trabalhar juntos, sendo um rapaz e o outro rapariga, acabam por se envolver romanticamente, e isso não acontece neste filme. Eu gostei bastante de, nesse aspeto, o filme fugir ao cliché.
No final do filme, depois dos créditos finais, tem uma cena (não sei se é só nalgumas versões ou se em todas) que é simplesmente de rir para quem viu o filme todo, foi muito bem pensado, e eu simplesmente adorei. Tanto o roteirista, como o diretor, os atores e todos relacionados com a realização do filme, estão de parabéns, é um filme realmente muito bom.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «As maneiras fazem um homem. Sabes o que isso significa? Então deixa-me ensinar-te uma lição.»
  • «Não há nada de nobre em seres superior aos outros; ser realmente nobre é seres superior ao teu antigo eu.»

terça-feira, 21 de julho de 2015

The Fast and Furious (Filme) - Resenha

The Fast and the Furious



Info: O filme segue Brian O'Conner, um policia que, disfarçadamente, se infiltra no mundo das corridas ilegais de carros nas ruas de Los Angeles para capturar o responsável por diversos roubos a camiões nas estradas próximas à cidade. Mas ele acabou se envolvendo de tal modo que acabou não prendendo os corredores, mas sim se apaixonando por Mia Toretto, irmã de um deles, Dominic Toretto, que é o mais famoso e respeitado corredor de rua de Los Angeles, cujo mesmo namora Letty, que além de ser namorada de Dom, também é aliada nos crimes que ele comete. O conflito na história também está ligado a uma gangue de asiáticos liderada por Johnny Tran.

Nome do Filme: The Fast and The Furious
Nome em Português: Velocidade Furiosa (em Portugal); Velozes e Furiosos (no Brasil)
Duração: 01:46:51h
Género: Ação
Ano de Lançamento: 2001
Resenha: Torna-se bastante bom e nostálgico ver este filme depois de já se ter visto o 7º, e é incrível como, apesar de o filme já ter alguns anos, continua a ser um filme incrível.
Paul Walker e Vin Diesel desempenham papeis dignos da sua fama, na verdade, todos desempenham. O filme tem realmente um elenco muito bom e carros ainda melhores.
O filme aumenta, definitivamente, aquele amor por carros e sentimos tanta realidade que começamos a sentir um ódiozinho aos policias que estão a tentar apanhar este grupo que nós tanto gostamos.
Este deve ser o filme da série que melhor dá a entender as origens do Brian e como ele e o Toretto criaram uma ligação tão grande. É incrível olhar e ver onde este grupo começou e até onde eles chegaram. Sente-se um certo amor, que eu já esperava, nas cenas do Paul Walker.
Algumas cenas são meias que esperadas sim, incluindo o final (na minha opinião), mas caramba, o filme é tão bom que eu nem ligo a isso.
Além de que temos de ver que é um filme de 2001, bastante bom para a altura.
Percebo perfeitamente como é que este filme foi um sucesso de bilheteiras, porque, honestamente, para a época que foi, e para o tipo de filmes que se fazia, é um filme bastante bom e com uma grande história, não só sobre carros, mas sobre a amizade, a integração, fazer-mos o que gostamos e respeito.
É um filme realmente incrível que eu recomendo a qualquer pessoa, mesmo que não sejam amantes de carros, é um filme que todos devem ver. E que dá, definitivamente, aquela curiosidade para ver o resto dos filmes.
Este foi o primeiro filme nesta minha maratona de rever os Fast and Furious e é melhor do que eu me lembrava. Recomendo completamente e espero honestamente que todos gostem tanto deste filme como eu gostei na altura e como gosto agora.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «O importante não é como estás ao lado do teu carro, mas como o conduzes.» 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Need For Speed (Filme) - Resenha

Need For Speed


Info: A história é centrada num piloto de corridas ilegais, Tobey Marshall (Paul) dono de uma garagem que modifica carros caros, que é injustamente condenado pela morte de seu melhor amigo. Dois anos depois, enfim, libertado da prisão, ele procura vingança por quem o incriminou.


Nome do Filme: Need For Speed
Nome em Português: Need For Speed - o Filme
Duração: 02:10:42h
Género: Ação
Ano de Lançamento: 2014
Resenha: O meu amor pelo Need For Speed remota já aos tempos do jogo de 2005 Need For Speed Most Wanted, o melhor jogo deles até hoje na minha opinião, então fiquei um bocado pé atrás quando chegou a altura de ver este. Sabem quando adoram um livro e têm medo que o filme seja tão mau que vá tirar um bocado da magia ao livro? Isso era o que eu sentia mas relativamente a este filme. Bastava ser um filme de porcaria que o Need For Speed poderia perder um bocado de magia. Graças a Deus, isso não aconteceu. O filme está incrível para fãs de corridas de carros e para fãs dos jogos da Need For Speed.
Não gostei nada da morte do Little Pete (melhor amigo de Tobey, e não, não é spoiler, está escrito no info do filme e a história gira em torno disso), eu acabo sempre a gostar das personagens que depois morrem, é uma grande pontaria, mas o ator que desemprenhou o papel dele, Harrison Gilbertson, fez um grande papel embora curto. Aaron Paul faz um papel excelente, ele é melhor ator do que eu alguma vez esperei. Por outro lado, a Dakota Johnson (atriz das 50 Sombras de Grey) desiludiu-me, esperava um bocado mais dela, mas sempre que eu olhava para a Anita, papel dela neste filme, eu via muitas parecenças com a Anastasia, e elas não são nada parecidas, nada mesmo, parece que a atriz não consegue interpretar papeis tão distintos, mas mais uma vez digo, é só a minha opinião.
Uma atriz que eu não conheço mas adorei a sua representação foi a Imogen Poots, ela é uma atriz em ascenção, se bem que aquele sotaque se possa tornar um bocado irritante. Não podia deixar de fora o Kid Cudi que desempenha Ben e que fez um papel muito engraçado. Dominic Cooper fez um bom papel, mas nada de espetacular, nada que eu não estivesse à espera dele.
O elenco em si foi bem escolhido, mas tem uma dupla que simplesmente é ouro, a dupla Joe e Finn (Ramón Rodriguez e Rami Malek) que fazem uma pessoa rir em quase todas as cenas. Outra personagem que adorei foi o Monarch (Michael Keaton), adorei a personagem em si e tenho que admitir o talento deste grande ator.
O filme tem carros espetaculares e muito muito caros, nada que não se esperasse do need for speed, fosse em jogo ou em filme. E a soundtrack está muito boa para o filme que é, acertaram nisso.
Considero que é um bom filme sim, e fãs do jogo Need For Speed de quando ainda tinha história, vão adorar esta, e sentir pena de nunca terem feito desta história um jogo.




Quotes/Melhores Momentos:
  • «Correr é uma arte. Correr com paixão, meu, é uma arte nobre.»
  • «Nascido para correr, ele foi nascido para correr»

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Águia de Sangue - Resenha

Águia de Sangue

Sinopse: «Duas mulheres são assassinadas da mesma maneira ritualista e brutal. O assassino provoca a Polícia com e-mails. Parece evidente estarmos perante um assassino em série, que escolhe vítimas ao acaso e põe em prática uma qualquer fantasia perversa. Mas quando Jan Fabel e a sua equipa começam a investigar, descobrem que nada é o que parece. São arrastados para um mundo sombrio de mitologia e lendas, de obscuros cultos religiosos, intriga política e um violento esforço para controlar a cidade. Enquanto Fabel tenta apanhar o assassino antes que haja mais mortes, ele e a sua equipa são obrigados a enfrentar uma ameaça fria e brutal que nunca poderiam ter previsto.»

Nome do livro: Águia de Sangue
Nome da Autora: Craig Rusell
Editora: Alfarrabista
Número de páginas: 398 páginas
Resenha: Devo começar desde já por dizer que este foi dos piores e dos mais chatos livros que eu li este ano. Desde logo que eu não consegui unir-me a nenhuma personagem, para mim elas não passavam de estranhos. Além disso, a história estava cheia de estrangeirismos (pelo menos nesta edição), o que tornava chato e difícil acompanhar. No início tinha uma espécie de legenda para o nome dado na obra ao comissário da polícia e ao inspector e a isso tudo, mas primeiro, eram tantos nomes e tão parecidos que era impossível decorar todos, segundo, podiam simplesmente ter traduzido na obra e escrever "inspetor" ou "comissário" ou "diretor", ou fosse o que fosse, e não manter na língua original, porque isso dificultou-me (e muito) conseguir entrar na história.
Além disto, não é um livro que me ficasse na memória. Por exemplo, vai fazer agora um ano que li o livro "Confissões de uma Suspeita de Assassínio" do James Patterson e, embora não seja o meu preferido dele, ainda me lembro perfeitamente da história, ficou na memória, este não, eu já mal me lembro da história, só me lembro da forma como as vítimas morriam, porque isso sim, era original e novo.
Pelo lado positivo, este livro tinha algumas frases que eu realmente gostei, mas mesmo assim não acho que sejam boas o suficiente para me fazer ignorar o facto de ser um livro chato, e que eu (admito) arrastei a leitura por meses.
Houve apenas uma coisa que eu realmente gostei no livro, o fim. Eu adorei o fim, sabem, não é aquele fim cliché, é um fim inesperado. Eu li qualquer coisa que dizia que havia uma continuação do livro, mas, honestamente, eu vou ignorar esse facto (caso seja verdade) porque se não é provável que o autor vá arruinar a única coisa que realmente gostei, o fim, pois vai acabar por dar outro fim a toda esta história.
Não é um livro que eu recomendaria a alguém de ler, mas como eu tenho de lembrar sempre, esta é a minha opinião, não quer disser que a vossa vá ser igual. Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Nesse dia, enquanto observava a paisagem, estava consciente da fusão entre a cidade que amava e a cidade que policiava. Lá fora, algures, encontrava-se algo de monstruoso. Algo de pérfido. Algo de tão violento e maléfico que era difícil imaginá-lo como humano.» - Página 82
  • «A sensação esmagadora que sentia era de surpresa. Não conseguia compreender porque é que, sabendo que ia morrer, se sentia totalmente livre de medo.» - Página 98
  • «É bem verdade. O conceito de identidade alemã é um mito. Um mito que o nosso pequeno austríaco, pintos de casas, amplificou numa falsa história até que a Alemanha acreditou nele. Uma das lições mais importantes que aprendi como historiados é que apenas existe o presente. Apenas o presente tem uma forma imutável, descomprometida. O passado é aquilo que escolhemos fazer dele. A História é formada pelo nosso presente, não o contrário. Passámos os últimos dois séculos a reinventar o nosso passado, a remodelar a nossa identidade quando durante todo esse tempo não tivemos uma. O facto é que não existe uma raça alemã. Somos uma mistura de escandinavos e eslavos, celtas, italianos e alpinos... uma amálgama unida por uma língua e uma cultura, não por uma etnia.» - Página 117
  • «Não é fácil ser-se alemão. Transporta-se um peso excessivo de História recente enquanto outros europeus viajam comparativamente sem fardos. Dez séculos de cultura e conquistas tinham sido eclipsados durante um período de doze anos a meio do século XX, doze anos em que o mal mais extraordinário se tornara num lugar comum. Esses doze anos tinham definido ao mundo o que significava ser-se alemão; tinham definido a muitos alemães o que era ser-se alemão. Agora, não confiavam neles. E eles nunca mais poderiam confiar em si próprios.» - Página 187 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Big Hero 6 (Filme) - Resenha

Big Hero 6

Info: Hiro Hamada é um gênio da robótica, que aprende a utilizar sua genialidade graças a seu brilhante irmão Tadashi. Depois de estranhos acontecimentos que atingem a cidade de San Fransokyo, Hiro se une aos seus melhores amigos: o robô Baymax, a veloz GoGo Tomago, o obcecado por organização Wasabi, a especialista em química Honey Lemon e o fã de quadrinhos Fred. Determinados a solucionar o mistério e com ajuda da tecnologia eles iniciam os treinamentos para se tornarem os novos heróis da cidade. Inspirado na série de quadrinhos da Marvel.
Nome do Filme: Big Hero 6
Nome em Português: Big Hero 6 - Os Novos Heróis (em Portugal) ou Operação Big Hero (no Brasil)
Duração: 1:42:00h
Género: Animação, Comédia, Ação
Ano de Lançamento: 2014
Resenha: Bem, devo dizer que adorei este filme. Ultimamente eu ando a ver muitos filmes de animação e estou a adorar todos, nem sei o que se passa.
O filme conta a história de Hiro Hamada, um rapaz adolescente que é um génio. O seu irmão é também um génio que anda numa escola a que eles chamam de 'escola de cromos' onde se desenvolvem algumas das maiores invenções de sempre. Hiro adora com uma espécie de mini-robôs, mas o irmão dele, Tadashi, acha que ele está a desperdiçar a sua inteligência então leva-o à sua escola para ele ver em que é que ele podia estar a depositar a sua genialidade. Hiro fica fixado na ideia de entrar na escola do irmão então vai fazer um projeto completamente novo e nunca visto que lhe vai permitir entrar. Mas nesse dia a escola sofre um incêndio e o irmão dele morre (isto acontece praticamente no princípio, então não é grande spoiler). Hiro acha que a sua experiência foi destruída mas depois descobre que na verdade foi roubada e que o irmão dele morreu em vão. Então Hiro pega na experiência que o irmão tinha desenvolvido, o Baymax, um robô médico, e faz-lhe upgrades, para junto com os colegas de escola e melhores amigos do irmão, a GoGo, o Wasabi, a Honey Lemon e o Fred, descobrirem o culpado e o encontrarem para fazê-lo pagar.
Big Hero 6 é super engraçado. A personagem do Hiro é simplesmente genial e o Baymax é simplesmente engraçada. O robô é tão ingénuo em relação a certas coisas que se torna realmente brilhante o conceito em que fizeram esta personagem. Quanto à relação entre estes dois eu simplesmente adorei, a relação vai-se desenvolvendo aos poucos e o sentimento do Hiro em relação à morte do irmão está tão realista que chega a deixar uma pessoa triste.
O final é um pouco esperado sim. Quer dizer, eu disse o que achava que ia acontecer e isso realmente aconteceu, mas a pessoa que foi ver comigo o filme ao cinema nunca achou que aquilo fosse acontecer, então depende um bocado da imaginação da pessoa.
Quanto aos amigos do irmão, genial. a GoGo adora a velocidade, o Wasabi é viciado em arrumação e planeamento, e, embora seja o maior do grupo, acho que é o mais racional e medricas da situação, enquanto que todos os outros faziam as coisas com um único propósito, ele realmente estava a pensar no que lhes podia acontecer, era meio que a chamada à razão naquele grupo, a Honey Lemon é completamente adorável, e o Fred é inesperado, quando ele apareceu a princípio eu nunca pensei que fosse desenrolar-se a ação assim à volta da personagem.
Quanto aos gráficos eles estão demais, houve uma altura em que eu olhei para uma das raparigas que apareceu apenas durante uns segundos e eu demorei uns segundos a perceber que não era uma pessoa verdadeira, porque estava completamente realista. E o mar, estava com os pormenores das ondas tão bem feitos que parecia real. Os gráficos estão muito bons.
O filme tem momentos muito bons, tem uma parte de uma perseguição que eu ri imenso. Big Hero 6 é um filme muito bom, com uma boa história e uma qualidade de gráficos que deixa uma pessoa a pensar se aquilo é mesmo animação ou não, é incrível. 

Trailer 1

Trailer 2

Quotes/Melhores momentos:
  • "Just look from a different angle" (Apenas olha para as coisas de uma perspetiva diferente)
  • "If I could have any superpower right now, it would be to be able to go through that phone and give you a big hug." (Se eu pudesse ter qualquer super-poder neste momento, seria o de sair do telemóvel e te dar um grande abraço)
  • "It is alright to cry. Crying is a natural response to pain." (Está tudo bem em chorar. É uma resposta natural à dor.)
  • "My brain hates my eyes for seeing that." (O meu cérebro odeia os meus olhos por ter visto isso)
  • "I'm not giving up on you, you don’t know it yet, but your going to help a lot of people" (Eu não vou desistir de ti, tu ainda não sabes, mas vais ajudar muitas pessoas)
  • "I don't wanna lose you too." (Eu não te quero perder a ti também)
  • "I will always be with you." (Eu vou estar sempre contigo)
  • "We didn't set out to be superheroes. But sometimes life doesn't go the way you planned. The good thing is, my brother wanted to help a lot of people and that's what we're going to do." (Nós não planeávamos ser super-heróis. Mas às vezes a vida não ocorre como planeado. A boa coisa é que o meu irmão queria ajudar muita gente e é isso que nós estamos a fazer.) 


Ender's Game (Filme) - Resenha

Ender's Game

Info: Após uma raça alienígena conhecida pelos seres humanos como Formics atacar a Terra, é formada uma Armada Internacional, com a missão de preparar uma nova geração de jovens e encontrar um sucessor à altura do lendário Mazer Rackham (o herói que salvou a Terra do primeiro ataque) para liderar um contra-ataque.
Andrew "Ender" Wiggin, uma criança tímida mas estrategicamente brilhante, é levado para a Escola de Combate, na órbita do planeta Terra. Após facilmente derrotar os seus adversários em jogos de guerra cada vez mais difíceis, vai ganhando respeito e admiração entre os seus colegas. Então ele é levado pelo Coronel Graff para estudar na Escola de Comando e ser treinado por Mazer Rackham para um dia liderar uma guerra que decidirá o futuro da raça humana.
Nome do Filme: Ender's Game
Nome em Português: O Jogo Final (em Portugal) ou Ender's Game: O Jogo do Exterminador (no Brasil)
Duração: 01:53:48h
Género: Ação, Aventura, Ficção científica 
Ano de Lançamento: 2013
Resenha: Recomendo que para quem não tem uma mente aberta aos avanços científicos para não ver este filme. Este filme centra-se naquela ideia de que o planeta Terra foi atacado por eliens e que precisa de defesa e blá blá blá. Até aqui parece bastante cliché, né? Pois, mas só a base da história é igual, o resto de cliché não tem nada. 
O filme conta a história de como o nosso planeta foi atacado por uma espécie de aliens e como nos temos preparado para o regresso deles. Então os humanos perceberam que a melhor maneira e ganharmos era utilizando as crianças pois elas pensam nas hipóteses todas mais depressa do que os adultos. Surge então Ender Wiggin, um rapaz genial que o Coronel Graff diz que ele tem de aprender a ser o meio termo dos dois irmãos, pois Peter, o irmão mais velho, usa a força em demasia, e a Violeta, que é demasiado bondosa. Assim Ender é levado para uma nave de treino onde vai estudar junto com outras crianças técnicas de combate para aniquilarem os inimigos no combate seguinte. Ai Ender destaca-se logo a princípio pela sua grande inteligência pois Ender, ao contrário das outras crianças, faz o inesperado e quando faz algo, ele faz de modo a que não posso voltar a acontecer. Por exemplo, logo quase a princípio, ele ganha um jogo contra um rapaz e o rapaz vai para lhe dar porrada, e ele atira o rapaz para o chão e mesmo sabendo que ele já não se consegue levantar para o atacar mais, ele continua a bater-lhe e diz que é porque assim evita que ele um dia o volte a atacar. E é exatamente esta característica que vai chamar a atenção do Coronel.
Depois a ação desenrola-se muito mais e realmente o Ender tem umas ideias espetaculares. Mas é mais para o fim que realmente se dá algo incrível. Até certa parte eu achei um bocado esperado. Quando se punha na minha cabeça aquela dúvida do "será que ele vai conseguir ou não?", eu quase sempre adivinhei. Mas a partir da formatura eu fiquei tipo "meu deus, essa eu não esperava mesmo". O final em si, também é inesperado, mas eu não gostei do fim em si. Irritou-me, não gostei.
Portanto, para quem gosta de filmes de ação e de ficção científica, vai gostar sem dúvida. Mas para quem gosta só de ficção e é mais dado a outros géneros, não vai gostar muito, tem de ter a mente aberta para ver este filme, e não pode estar sempre com aquela ideia de "pois pois, isso era óbvio", porque o filme em si não é óbvio.


Quotes/Melhores momentos:
  • "I need you to be clever, Bean. I need you to think of solutions to problems we haven't seen yet. I want you to try things that no one has ever tried because they're absolutely stupid." (Eu preciso que sejas esperto. Bean, eu preciso que penses em soluções para problemas que ainda não apareceram. Eu quero que experimentes coisas que nunca ninguém tentou porque eles são absolutamente estúpidos.)
  • "In the moment when I truly understand my enemy, understand him well enough to defeat him, then in that very moment I also love him. I think it’s impossible to really understand somebody, what they want, what they believe, and not love them the way they love themselves. And then, in that very moment when I love them.... I destroy them." (No momento em que eu realmente conheço o meu inimigo, entendo-o bem o suficiente para o derrotar, e nesse momento eu também o amo. Eu acho que é impossível realmente entender alguém, o que eles querem, no que eles acreditam, e não os amar da mesma maneira que eles se amam. E aí, nesse mesmo momento em que eu os amo... eu destruo-os.)
  • "Remember, the enemy's gate is down." (Lembra-te, o portão do inimigo está em baixo)



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Cidade das Cinzas - Resenha

A Cidade das Cinzas


Sinopse: "Clary Fray só queria que a sua vida voltasse ao normal. Mas o que é normal quando és um Caçador de Sombras? A tua mãe está em estado de coma induzido por artes mágicas, e de repente começas a ver lobisomens, vampiros e fadas? A única hipótese que Clary tem de ajudar a mãe é pedir ajuda ao diabólico Valentine, que, além de louco, simboliza o Mal - para piorar o cenário também é o que pai. Quando o segundo dos Instrumentos Mortais é roubado, o principal suspeito é Jace, que a jovem descobriu recentemente ser seu irmão. 
Ela não acredita que Jace de facto possa estar disposto a abandonar tudo o que acredita e aliar-se ao diabólico pai Valentine... mas as aparências podem iludir."

Nome do Livro: A Cidade das Cinzas
Nome da Autora: Cassandra Clare
Colecção: Caçadores de Sombras
Editora: Planeta
Número de Páginas: 358 páginas
Resenha: Então eu finalmente li o segundo livro desta saga e devo dizer que cada vez a amo mais. Este livro começa mais ou menos na altura em que o outro livro acabou, ou seja, não tem diferença de um ano ou assim, não, é pouco tempo que passa. E desta vez a Clary só gostava que a mãe ficasse bem. Mas como uma desgraça nunca vem só, as coisas com Valentine vão piorar e entre ela e o Jace vai haver sempre aquela tensão (quem leu o primeiro percebe-me perfeitamente). Adorei o Alec neste livro, adorei mesmo, acho que neste a autora deu menos atenção a Isabelle e mais a Alec, o que é o oposto do fez no primeiro, e eu adorei isso. O Luke também tem um pouco menos de foco mas o Magnus tem muito mais, e eu simplesmente adoro esta personagem. Ele é tão estranho mas ao mesmo tempo cativa tanto, nem sei. O Simon neste livro irritou-me profundamente a princípio. Depois acontece algo que era meio que inesperado e a partir dai ele torna-se um bocadinho melhor. Quanto ao Jace e à Clary eu adorei o que eles descobrem sobre eles próprios neste livro, nisso a autora acertou. A meio do livro me apeteceu bater na Clary quando algo aconteceu (quem lê percebe o que eu digo) e no final me apeteceu bater no Jace. Agora quero mesmo ler a Cidade de Vidro. 
O livro trata muito aquela coisa de desconfiança. Tem por todo o lado aquela coisa de desconfiança, e ninguém sabem bem em quem confiar. 
Eu adoro esta saga e choro só de lembrar que o segundo filme foi cancelado. Saiu a notícia de que ia sair série, mas nunca mais soube nada.
Mas pronto, leiam e espero que gostem.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:
  • «Vejo que já estás a aprender a melhor lição que a Cidade Silenciosa te pode ensinar. Manteres-te calado.» - Página 79
  • «Por vezes não temos de procurar o perigo. É o perigo que nos encontra.» - Página 99
  • «Tudo muda na minha vida e o mundo continua o mesmo.» - Página 121
  • «Lembro-me de tu dizeres que começamos a crescer quando, ao olharmos para trás, desejamos puder mudar determinadas coisas. Julgo por conseguinte que cresci. Só que eu... Desejaria que estivesses estado lá quando isso aconteceu.» - Página 180
  • «Quando se ama alguém, não há escolha possível. O amor não nos deixa escolher.» - Página 182
  • «O amor torna as pessoas mentirosas.» - Página 208
  • «O destino nunca é justo. Estás a ser arrastado por uma corrente muito mais forte que tu. Se lutares contra ela, não só te afogarás como levarás contigo quem tente salvar-te. Deixa-te transportar por ela e sobreviverás.» - Página 222
  • «Sabes qual é a pior coisa que posso imaginar? Não confiar em quem amo.» - Página 239
  • «Ninguém pode enfrentar o demónio do medo. Entra-nos na cabeça e destrói a nossa mente.» - Página 281
  • «Por vezes, desapareces tão completamente no interior da tua cabeça que desejaria seguir-te.» - Página 286
  • «Tu cresceste num paraíso falso rodeado por frágeis paredes de vidro. A tua mãe concebeu o mundo em que desejava viver e criou-te nele sem nunca te dizer que se tratava de uma ilusão. E, durante todo esse tempo, os demónios, sedentos de sangue, preparam-se para estilhaçar essa parede de vidro, libertar-te dessa mentira e espalhar o terror.» - Página 321
  • «Desenhar algo é captá-lo para sempre. Quando se gosta realmente de uma coisa, não se pode mantê-la como é para sempre. Tem de se deixá-la ter a liberdade de mudar.» - Página 349
  • «Se não podemos dizer a verdade às pessoas de quem mais gostamos, acabamos por não ser capazes de dizer a nós mesmos.» - Página 352 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Red Dawn (Filme) - Resenha

Info: Em Red Dawn, uma cidade no estado de Washington acorda para a surreal situação de tropas estrangeiras a cair dos céus - os Estados Unidos estão a ser invadidos e a cidade deles é o alvo inicial. Rapidamente e sem aviso, os cidadãos encontram-se a si próprios sendo presos e a sua cidade sendo ocupada por inimigos. Determinados a lutar de volta, um grupo de patriotas jovens encontra refúgio na floresta, treinando e reorganizando-se num grupo de lutadores. Tendo como inspiração a mascote da sua escola, eles chamam-se a si próprios Wolverines, lutando juntos para se protegerem, libertarem os seus dos captores, e recuperar a liberdade.   
Nome do Filme: Red Dawn
Nome em Português: Amanhecer Violento
Duração: 01:33:21h
Género: Guerra
Ano do Filme: 2012
Resenha: Acabei agora de ver o filme e sinceramente não percebo o porque de este filme receber tantas criticas, porque eu simplesmente adorei. Eu não vi a versão do filme de 1984, então não posso comparar com essa. Mas sei bem o filme que vi e vai ser esse que vou comentar. 
Tal como diz na descrição do filme, passa-se num estado de Washington e segue dois irmãos: Jed, um militar da marinha Americana que veio passar uns tempos a casa e o Matt, o seu irmão mais novo que ainda se encontra na escola. 
Quando a sua cidade é invadida pela Coreia do Norte, eles conseguem escapar junto com alguns dos seus amigos e vão para a cabana da família na floresta - Neste caso não posso dizer muito mais ou seria spoiler. 
Jed decide treinar os rapazes para combater pois acha que é preferível lutar que render-se. A ideia dele é que este grupo (que se chamam a si próprios de Wolverines) mostre tanta violência e mostre tanto sangue, que faça as tropas recuar. Este grupo vai deixar as tropas bastante irritadas e pôr em risco toda a invasão. Mas ao mesmo tempo as pessoas começam a ouvir. Inclusive tem uma cena em que eles atacam os soldados que estavam de frente da prisão em que prenderam todos os que consideravam que podiam vir a ser traidores e todas as pessoas, os presos e os que estavam na rua, a começar a gritar 'Wolverines'. 
Sinceramente eu gostei do filme, muita gente o criticar (inclusive eu li muitas dessas criticas antes de o ver) e eu acho que não é nada do que falam. Eu gostei sinceramente e está nos melhores filmes de guerra que já vi (sendo que nessa lista o Fury - ou Fúria - está em primeiro lugar, obviamente). Bem, espero que vejam o filme e me digam se gostaram do filme ou não. 



Quotes/Melhores momentos do filme:
  • «When you're fighting in your own backyard, when you're fighting for your family, it all hurts a little and makes a little more sense. That's our biggest advantage. For them, this is just a place. For us, this is our home.» (Quando está a lutar no teu próprio quintal, quando estás a lutar pela tua família, tudo magoa um bocado e faz um bocado mais de sentido. Essa é a nosa vantagem. Para eles, isto é apenas um sítio. Para nós, isto é a nossa casa.)
  • «We inherited our freedom. Now it's up to all of us to fight for it.» (Nós herdamos a nossa liberdade. Agora cabe-nos a nós lutar por ela.)
  • «-It's a good day to die gentleman's (Está um bom dia para morrer senhores)
    • -Don't worry. Marines don't die. They just go to Hell and regroup.» (Não se preocupes. Marines não morrem. Eles apenas vão para o inferno e reagrupam.) 


Insurgente - Resenha

Insurgente

Sinopse: "A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer decisão tem consequências e, à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria. 
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior maneira possível e a guerra parece ser inevitável. 
Transformada pelas suas decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente as consequências dessa escolha.
Uma escolha pode significar um sacrifício. 
Um sacrifício pode implicar uma derrota.
Uma derrota pode ser um fardo. 
Um fardo pode tornar-se numa batalhar.
A tua escolha pode destruir-te."

Nome do Livro: Insurgente
Nome da Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 371 páginas
Resenha: Demorei muito para começar a ler este livro porque gostei tanto do Divergente que tinha medo de me dececionar com este. Bem, isso não aconteceu. Houve partes em que o meu coração saltou e só me apetecia gritar "Oh por amor de Deus!", mas pelo lado positivo. O livro desperta emoções como se fossemos nós a viver a história.
Quanto ao filme, eu quero muito vê-lo. Quanto vi o trailer eu fiquei super ansiosa. Mas, tem um problema, parece-me que tem cenas muito diferentes do livro e eu estou com medo de me dececionar. Para isso não acontecer já sei que vou ter de ver o filme como se nunca tivesse lido o livro, como se não fosse inspirado no livro. Mas espero gostar dele.
A história do livro combina com a anterior, e está cada vez a ficar mais emocionante. Agora fiquei mais curiosa para saber o que se vai passar no terceiro, mas já sei o final, o que diminui um bocado a vontade de ler.
A história em si começa logo a seguir ao final de Divergente com as fações a desmoronarem-se. Neste livro as fações em si são mais exploradas e isso foi algo que ficou muito bem. Porque, por exemplo, os Cordiais só falava deles assim por alto no primeiro livro e explicava um bocado e tal, mas não havia muita interação com eles nesse livro, enquanto que neste eles tem um papel muito importante (não, não é spoiler porque praticamente todas as fações - e até os sem-fação - tem um papel importante neste livro). Eu gostei muito da parte da Tris lutando contra o que aconteceu ao Will. O Quatro neste livro houve momentos que me irritaram um bocado porque parecia duvidar de tudo na Tris. Isso deu-me vontade de lhe bater. Mas pronto. Este livro não tem muitos momentos em que eu fiquei tipo "ai o que?" como aconteceu no primeiro. Tem um momento assim quando se descobre algo sobre o passado de Quatro, mas nada demais. O problema de este ser o segundo é que eu não posso falar muito sem dar spoiler, então...
Quanto ao final, eu gostei mas já estava à espera praticamente desde a metade do livro, então ai a autora meio que desiludiu, mas também não acho que a história pudesse ter tido outro final e ter ficado tão bem.
O livro em si é bom e eu estou muito curiosa para ler o terceiro.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Seria ótimo que a vida fosse assim, com um processo que nos limpasse de toda a porcaria e que nos devolvesse ao mundo já puros. Mas há coisas que não se conseguem limpar.» - Página 37
  • «Às vezes as pessoas só querem ser felizes, mesmo que a vida real não seja assim.» - Página 54
  • «-Do que estás à espera, precisamente?
    • -Do fim do mundo. E o mundo já acabou.» - Página 72
  • «Sinto-me completamente nua. Não percebi que usava os meus segredos como uma armadura até eles terem desaparecido, e agora todos me podem ver como realmente sou.» - Página 112
  • «Não sei o que hei de dizer, ou fazer, relativamente a este lado imprevisível que nele se revela e que agora está aqui bem à vista, a borbulhar por baixo da superfície a cada coisa que ele faz e que é parecido com a parte mais cruel da minha própria pessoa. Há uma guerra dentro de cada um de nós. Às vezes, ajuda-nos a manter-nos vivos. Outras vezes ameaça destruir-nos.» - Página 176
  • «A batalha que estamos a travar não é contra um grupo específico. É contra a própria natureza humana... ou, pelo menos, aquilo em que ela se transformou.» - Página 370
Trailer da adaptação do livro para o cinema:


Quotes/Melhores momentos do filme:

Esta parte do post vai ser atualizada quando o filme sair e eu o assistir


domingo, 21 de dezembro de 2014

A Verdadeira História do Capitão Gancho - Resenha

A Verdadeira História do Capitão Gancho 

Sinopse: "No dia 28 de abril de 1829, nasce uma criança que poderá vir a mudar o futuro da Inglaterra: é o filho ilegítimo do rei Jorge IV. Por este motivo, é afastado da corte e exilado para as Índias Orientais, levando consigo apenas um relógio antigo, a sua única ligação com o passado. Mas, aos treze anos, James Fry - é esse o seu nome - volta a embarcar num navio e inicia a sua carreira de pirata, que irá fazer dele o homem mais procurado do Império. A história conhece-o por "o jovem lorde", "o descalço", o "príncipe dos mares", mas poucos sabem que ele é o Capitão Gancho."

Nome do Livro: A Verdadeira História do Capitão Gancho
Nome do Autor: P.D. Baccalario
Editora: Civilização Editora
Número de Páginas:
Resenha: Este livro foi escrito de forma a pessoas novas o conseguirem ler sem problemas. Assim sendo, torna-se uma leitura fácil. E eu surpreendi-me pois eu gostei deste livro. É um bom livro com uma boa história. A personagem do Capitão Gancho é bem explorada de modo a não perder aquela essência que ele tem no livro do Peter Pan. Ou seja, vemos, por exemplo o pirata com o gancho em vês da mão. Mas ao mesmo tempo vemos como era a vida dele com os outros piratas, como ele chegou onde chegou. Como era a vida dele antes disso, como ele seguiu o próprio sonho. 
Não tem muito mais que eu possa dizer deste livro. Acho que o público alvo dele passa por vários tipos, atingindo em especial os fãs de Peter Pan e de livros históricos. 
Este é o segundo livro que eu leio deste autor e devo dizer que ele escreve de uma forma que torna a leitura muito agradável. O final é a melhor parte sem dúvida, e não me refiro à parte em que acaba a história sobre esta personagem, mas sim o suposto encontro com o escritor do Peter Pan, não posso dizer mais ou seria spoiler. 
É um livro fácil de ler e que recomendo sem dúvida.

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Ouviu o murmúrio distante do mundo que rodava, rodava e continuava a rodar. 
    • Sentia-se um zero. 
    • Um inútil. 
    • Um nada absoluto.» - Página 64
  • «As pessoas veem o que querem ver. 
    • E cada um de nós tem à sua disposição um mundo invisível, com o qual pode fazer o que melhor entender.» - Página 72
  • «Ele percebeu que com as palavras, era preciso tão pouco para criar como para destruir.» - Página 78
  • «Ele pensava que tinha morrido. 
    • E que a morte era um estado líquido e silencioso.» - Página 120
  • «À morte chegasse vivo.» - Página 169
  • «Cada viagem era um novo desafio, num combate constante entre ele e o mar. 
    • Era como se detestasse a ideia de ter sobrevivido àquele primeiro confronto. O jovem sonhador que amava o mar agora desafiava-o.» - Página 238
  • «James tinha aprendido que, às vezes, a imaginação era a forma que o invisível escolhia para falar com ele. E que os piores fantasmas eram os que tinham sido esquecidos.» - Página 240
  • «A vida era uma sucessão de momentos errados. Um atrás do outro.» - Página 247
  • «A sua vida estava toda ali. Dia após dia, à espera que alguém reparasse nela.» - Página 298


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Invisível - Resenha

Invisível

Sinopse: "Sem deixar rasto. Sem qualquer motivo. Um seria killer imparável. Uma revelação desconcertante.
Emma está obcecada com a investigação de uma série de incêndios que provocou a morte de pessoas e que à primeira vista parecem não ter qualquer ligação entre si. Todos dizem que foram acidentais, mas Emma insiste que foram provocados por um único serial killer.
Mas há algo mais, e muito pessoal, que move Emma: uma das vítimas era sua irmã. Irmã gémea.
Nem mesmo o seu ex-namorado, um antigo agente do FBI, consegue acreditar que dezenas de incêndios, raptos, mutilações e assassínios estejam todos relacionados. Mas Emma vai encontrar uma peça-chave que os ligará a todos. 
Novos crimes surgem a cada dia e todos parecem inexplicáveis. Sem motivos, sem armas do crime e sem suspeitos. E Emma não vai descansar enquanto não encontrar o assassino. Ou irá o assassino encontrá-la a ela primeiro?
Pode realmente uma única pessoa ser responsável por estes crimes impensáveis?
A ameaça mais aterradora é aquela que não se vê"

Nome do Livro: Invisível
Nome do Autor: James Patterson com David Ellis
Editora: Topseller
Número de Páginas: 332 páginas
Resenha: Eu estou completamente apaixonada pelos livros de James Patterson. O homem é um génio. Primeiro adoro o facto de que os capítulos dele não são muito longos. Sabem, eu tenho esta mania de só parar a leitura no final de um capítulo, e como ele faz capítulos pequenos eu acabo um e penso em ir dormir, eu digo "só mais um, é pequeno" e isso faz-me ler muito mais e muito mais depressa.
Quanto à história em si, eu adoro. Ele criou um crime que nós chegamos mesmo a pensar "yup, é impossível isso ter acontecido", achamos até que a Emma está é demasiado agarrada a essa ideia. Mas quando descobrimos como aconteceu, nós pensamos "isso é possível e até faz sentido, mas é de génio". Não entendo como é que o James Patterson tem imaginação para estas histórias, mas o homem é um génio. E quando eu achei que já não surpreendia mais, chegou ao final e eu fiquei tipo "eu não acredito". Por momentos no final o meu coração queria saltar, mas acalmou, e o final foi simplesmente lindo. Invisível está no top 3 de livros que li este ano, sem dúvida.
Boas leituras :)

Quotes/Melhores momentos:

  • «Sonhar é uma seca. Pensa-se que se conquistou algo, trabalha-se incansavelmente nisso e dizemos a nós próprios que estamos a melhorar, congratulamos-nos por melhorar. E depois fechamos os olhos à noite, mergulhamos num outro mundo, e, de repente, o nosso cérebro está a dar-nos um toque no ombro e a dizer: Sabes que mais? Não estás melhor!» - Página 10
  • «Tens de fazer hoje o que mais ninguém irá fazer, para que amanhã possas alcançar o que os outros não conseguem.» - Página 95
  • «As pessoas revelam toda a sua honestidade no nascimento e na morte.» - Página 175
  • «As pessoas não revelam o seu verdadeiro eu. Escondem-se atrás de camadas e camadas de autoilusão e aparências exteriores. Usam máscaras. Exibem fachadas. Mentem. Ocultam.» - Página 199
  • «A invasão do meu espaço por parte dele nunca era efetivamente uma invasão: era também o espaço dele. Eram tempos mais fáceis. Era mais fácil com ele do que sem ele. Era mais natural. Era o mais certo. Como se fossemos apenas peças de um puzzle que, sozinhas, perdem o sentido, mas juntas, encaixam na perfeição. Assim deve ser a vida para as pessoas normais, certo? Encontra-se a peça que emparelha connosco, que nos completa, e faz-se com que os entalhes e as fendas se adequem, mesmo que não encaixem com suavidade, mesmo que sejam necessários uns ajustes. Não se exige a perfeição. Faz-se com que resulte e se apreciem as partes que encaixam em vez de se ficar obcecado com os pequenos ângulos que divergem.» - Página 212
  • «Não vem? Não percebem? Não podem impedir o próximo igual a mim, porque o próximo são vocês. Estou dentro de vocês todos. A única diferença é que não me escondo por detrás de uma máscara, a conduzir o meu jipe e a sorver Starbucks no jogo de futebol do meu filho. Vocês são como eu e nem sequer têm noção disso!» - Página 255

terça-feira, 2 de setembro de 2014

NYPD Red - Resenha

NYPD Red

Sinopse: "A NYPD Red é uma unidade especial da polícia de Nova Iorque, encarregada de proteger os interesses dos cidadãos mais ricos e poderosos de Manhattan. 
Quando um produtor de cinema mundialmente famoso é envenenado no primeiro dia de um festival de cinema de Nova Iorque, a unidade NYPD Red é a primeira a ser chamada. A este crime hão de seguir-se o assassínio de um ator no local de filmagens e a explosão de um cocktail molotov durante um dos eventos do festival. 
O detetive Zack Jordan e a sua nova parceira, e ex-namorada, a detetive Kaylie MacDonald, são destacados para o caso. O assassino planeou cada homicídio e cada fuga até ao último pormenor, como se do guião de um filme se tratasse.
E concebeu um final explosivo que irá arrasar Nova Iorque e Hollywood. 
Existem 35 mil polícias em Nova Iorque. Apenas 75 pertencem à unidade especial que protege os mais ricos e poderosos. 
Servir e proteger. Ao mais alto nível."

Nome do Livro: NYPD Red
Nome do Autor: James Patterson com Marshall Karp
Editora: Topseller
Número de Páginas: 331 páginas 
Resenha: Acho que devo começar esta resenha por dizer que este autor nunca desilude, James Patterson tem um talento incrível para a escrita. O livro é cativante, tem uma boa história e foi escrito de forma a que todos consigam lê-lo facilmente. Uma coisa que me irrita na maior parte dos autores é que escrevem capítulos enormes que parecem nunca mais acabar, bem, isso não é o que acontece nos livros de James Patterson, na verdade, os capítulos dele duram em média umas duas páginas, e isso torna a leitura muito melhor. 
No entanto encontrei dois contras neste livro, que eu podia muito bem ignorar, mas especialmente um deles eu simplesmente não consigo, James Patterson neste livro não pôs quase nada que eu lesse e ficasse tipo "que frase linda, que génio", o que normalmente acontece quando eu leio algo dele, isso desiludiu-me um bocado, não tirei uma única frase deste livro, e eu normalmente tiro muitas frases de cada livro. A única parte neste aspeto em que ainda me chamou mais a atenção foi quando ele falou do que era o NYPD Red e quem protegiam, e ele diz "Todos os dias sirvo e protejo bilionários de Wall Street, prodígios do desporto com contratos milionários e estrelas do mundo do espetáculo. Este último grupo é o que dá mais trabalho: porque são tão admirados que são perseguidos, porque são tão ricos que são roubados, ou ainda porque são tão odiados que são assassinados", não sei bem o porque, mas gostei desta parte, foi algo simples que me chamou a atenção, e nesta parte o autor acertou em cheio. O segundo ponto que me desiludiu um bocado foi o facto de havia um capítulo contado pela personagem principal, o detetive Zack Jordan, e o capítulo a seguir era narrado pelo criminoso, o outro a seguir pelo detetive outra vez e assim sucessivamente, isto explorado até que ficava bem, muito bem, o problema é que nos capítulos narrados pelo criminoso o autor revelou logo o nome dele e toda a sua história, e sinceramente, uma das coisas que eu mais gosto é de tentar culpar toda a gente e depois aquele final estrondoso em que eu fico tipo "não acredito, que inesperado",o que destruiu um bocado aquela coisa de querer chegar ao final para saber quem é o criminoso, e o livro começa logo a ser narrado pelo criminoso, e ele é um bocado maluco, então ao principio eu confundi-me um bocado, porque eu não estava a perceber se ele estava mesmo a filmar algo ou se aquilo era só da cabeça dele, e bem, aquilo era mesmo da cabeça dele, ele é completamente louco, mas entretanto percebesse tudo e bem, mas na parte de revelar logo o nome do criminoso e tudo sobre ele, até os planos, o James Patterson desiludiu-me um bocado, mas foi algo diferente, e sinceramente isso não tornou o livro mau, mas este livro não é muito para quem gosta daqueles policiais clássicos em que queremos chegar ao final para descobrir o criminoso, é mais daqueles que gostam da ação e do entusiasmo para saberem como vão apanhar o criminoso. Por outro lado, o autor fez algo que eu realmente pensei "finalmente leio um livro em que acontece isto", porque? Porque normalmente nos livros, séries e filmes, quando dois polícias, um homem e uma mulher, trabalham juntos, eles envolvem-se, neste livro o autor começa logo por dizer que eles são ex-namorados e que o Zack ainda gosta dela, no entanto, eles não acabam juntos, e eu adorei isso, porque normalmente os autores arranjam logo ali uma oportunidade de romance e eu acho isso forçado, neste caso adorei mesmo o que o autor fez.
Óbvio que continuo a recomendar o livro, mas não foi o que eu esperava, mesmo assim volto a dizer, este autor nunca desilude, e até é um bom livro, mas diferente do esperado.
Boas leituras