Mostrar mensagens com a etiqueta Infanto-Juvenil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Infanto-Juvenil. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de outubro de 2016

Besta - Opinião

Besta

Nome do livro: Besta
Nome original do livro: Behemoth
Nome da Autora: Scott Westerfeld
Coleção: Leviatã
Editora: Vogais Editora
Número de páginas: 349 páginas
Sinopse: «Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers. Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos!»





Opinião: Um ano depois de ter terminado o meu primeiro livro do Scott Westerfeld, o Leviatã, eu finalmente terminei a sua continuação, Besta. Besta continua exatamente onde o livro anterior parou: temos a Deryn ainda a ser um rapaz aos olhos de todos e o Alek a esconder a sua verdadeira importância e a bordo de um monstro gigante clanker, aos olhos de todos, inimigo do seu país.
Tal como no primeiro livro, também este tem ilustrações e, por dentro, o livro está muito bem concebido. O meu problema é com o aspeto do livro por fora: as cores usadas e o emblema da espinha são bonitos, mas a capa, relativamente à original, não é muito bonita e dá um ar mais infantil ao livro do que ele realmente é.
Relativamente ao desenrolar da história em si, mais uma vez, o Alek age demasiado sem pensar, o que torna as coisas irritantes, enquanto que a Deryn se mantém a personagem com os pés bem assentes no chão. E foi exatamente esta personagem que mais me surpreendeu durante este livro e de quem eu mais gostei uma vez que do meio até ao fim do livro ela torna-se uma personagem bem mais interessante.
Já bastante perto do final devo dizer que o autor me conseguiu surpreender no que toca ao romance do livro pois eu esperava que algo acontecesse e aconteceu exatamente o oposto (e tenho a certeza que conseguiu surpreender muita gente).
Já quanto ao final, eu gostei e achei que foi um bom desfecho mas, tendo em conta outros finais deste autor, podia realmente ter sido melhor.
Uma vez que é uma continuação, não há muito mais que eu possa dizer sem passar a ser spoilers, assim sendo, encerro por aqui a minha opinião e brevemente devo voltar com a opinião do último livro desta trilogia: Golias.
Boas leituras.
(3.5 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Até um relógio parado está certo duas vezes por dia.» - Página 105
  • «É mais fácil matar um homem à fome do que combatê-lo.» - Página 155
  • «A estupidez pode ser tão mortal como a traição.» - Página 202

Booktrailer:

sábado, 12 de março de 2016

Um Homem Com Um Garfo Numa Terra de Sopas - Resenha

Um Homem Com Um Garfo Numa Terra de Sopas

Sinopse: "Um célebre fotógrafo, galardoado com um importante prémio pela arrepiante imagem de uma matança de indígenas em Chiapas (México), suicida-se inexplicavelmente. O irmão mais novo, Isaac, estudante de jornalismo, interroga-se sobre os motivos dessa morte em pleno êxito, e decide averiguar as possíveis razões da mesma. A investigação irá conduzi-,lo ao coração do conflito, a Selva Lacandona, onde a verdade... ameaçará a sua própria vida."
Nome do livro: Um Homem Com Um Garfo Numa Terra de Sopas
Nome do Autor: Jordi Sierra i Fabra
Editora: Ambar
Número de páginas: 171 páginas
Resenha: Eu finalmente decidi reler um dos meus livros preferidos, Um Homem Com Um Garfo Numa Terra de Sopas, e gostei tanto como da primeira vez. 
Neste livro acompanhamos o Isaac, um estudante de jornalismo, enquanto ele tenta desvendar o porquê do suicidio do irmão, Chema Soler. Chema era um fotógrafo fomoso, que tinha acabado de ganhar o World Press Photo, um prémio muito importante da fotografia, e é provavelmente o fotógrafo mais famoso do mundo. Tudo parece estar a correr bem, até que um dia Isaac descobre que o seu irmão se matou e que lhe deixou uma carta. Nessa carta não tem nada que explique o porquê de ele se ter suicidado, mas tem uma pergunta "O que faz um homem com um garfo numa terra de sopas?". Assim sendo, Isaac começa uma viagem (não só pelos lugares que o irmão visitou, mas também pela sua mente), numa tentativa de descobrir o verdadeiro motivo do suicídio. 
Nunca tinha ouvido falar deste livro na minha vida até que um dia, numa livraria, vi um exemplar apenas. A capa não me chamou realmente a atenção mas o título sim, a sinopse mais ainda. Acabei por o comprar mas ele foi ficando esquecido na minha estante. Um dia, talvez à uns 3 anos atrás, decidi pegar-lhe e foi a melhor coisa que fiz. 
Este livro é incrível em diversos aspetos. Primeiro de tudo, temos aquela pessoa que considera outra o seu herói, o maior, o modelo a seguir, e depois o autor vira a história do avesso e vemos o Isaac a perceber que o irmão não era, na verdade, perfeito, e o momento em que o Isaac começa a tirar o Chema do pedestal onde o tinha colocado é simplesmente incrível. 
Depois temos a incrível pergunta do título que me deixou a morrer de curiosidade e que só é desvendada nas últimas páginas do livro e, apesar de não ser uma resposta completamente elaborada e surpreendente, tem uma mensagem incrível. 
E depois temos a dor da perda. Temos o Isaac a não aceitar o suicidio do irmão, o Isaac a viver sem o irmão, com o arrependimento de talvez não ter passado tanto tempo com ele como podia, as suas perguntas e duvidas, vemos toda uma luta interior, e eu achei isso tão sensacional e humano que me fez amar ainda mais o livro. 
Este é, sem duvida nenhuma, o livro com melhores lições de vida que eu já li, é simplesmente incrível e eu só tenho pena de não se falar mais dele, porque é tão bom que eu acho que realmente merecia muito mais mérito. 
Não há absolutamente mais nada a dizer a não ser: por favor leiam, não se vão arrepender.
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Como os sonhos acabam depressa. E como é amargo o despertar.» - Página 16
  • «Neste mundo a honestidade é a única coisa que nos diferencia uns dos outros.» - Página 27
  • «Viver com alguém não significa estar na sua pele, na sua cabeça. Há pessoas com uma vida interior intensa, tão forte que não transparece para o exterior, de maneira nenhuma. É a sua couraça.» - Página 40
  • «Por vezes, quando atinges o topo, a única coisa que lá encontras é o vazio e a solidão.» - Página 41
  • «Sabes como é: neva, neva, e amontoa-se no telhado. Parece que vai aguentar, até que um simples floco a mais... faz com que o telhado ceda e esmague os que estão dentro de casa, por não terem limpo a neve a tempo.» - Página 49
  • «O mundo? O mundo faz o que lhe dá na gana. Vê e acredita no que lhe convém, e também julga, condena ou liberta quem quer. Tudo depende do ponto de vista. Os americanos matam pessoas todos os dias, imponentes, e atribuem-lhe "razão de Estado".» - Página 163


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A Pequena Estrela - Resenha

A Pequena Estrela 

Sinopse: "Star é uma pequena estrela que decide partir à descoberta da galáxia onde vive, para compreender melhor quem é e o que a rodeia. Nesta sua aventura, em que viaja acompanhada pelo seu irmão, Planeta, Star encontra novos amigos, como Rígel, Betelgeuse e ómega, que lhe demonstram e explicam toda a diversidade de elementos que existe no Universo. A Pequena Estrela é uma forma simples e divertida de ficar a conhecer, através do olhar de um pequeno astro, toda a imensidão do Espaço e de aprender vários conceitos estudados pela Astronomia."
Nome do livro: A Pequena Estrela
Nome dos Autores: Élizabeth Vangioni-Flam e Michel Cassé
Editora: Arte Plural Edições
Número de páginas: 92 páginas
Resenha: Quando peguei neste livro, sabendo que era mais destinado às crianças, as minhas expetativas eram muito baixas. Mas, mesmo assim, este livro conseguiu desiludir-me.
A Pequena Estrela é um livro que segue uma estrela, a Star. O problema é, ela é tão teimosa, senhora de si e criança, que irrita. Mas mesmo que uma pessoa consiga ignorar estes "pormenores" (o que eu não consegui), o livro é completamente secante.
O livro acaba quase por ser um dicionário só com termos relacionados à galáxia. Eu sei perfeitamente que o livro é para crianças, mas qualquer criança normal que o vá ler, vai ficar aborrecida, porque o livro não puxa nada.
As ilustrações sim são bonitas, mas até isso podia ser melhor.
Tem umas três frases que eu até gostei, o que é estranho visto o livro ser tão pequeno (nem 100 páginas tem), mas essas frases não foram o suficiente para me fazer gostar do livro.
Não é um livro que eu recomende a ninguém, goste ou não da galáxia e de saber mais sobre o assunto. Não recomendo, mas se o lerem, digam-me a vossa opinião.
Boas leituras.
Quotes/Melhores Momentos:
  • «Uma é formiga, a outra é cigarra, mas nenhuma delas escolheu o seu destino.» - Página 20
  • «O homem parece-me o mais estranho, apaixonado pelo seu próprio infortúnio, passeando o seu esqueleto sobre duas estacas articuladas, e com uma esfera cheia de palavras na sua extremidade superior. Meu Deus, como ele é feio! Feio como uma monstruosa cenoura e tão comprido! E seria ele a lama celeste com a pretensão de ser a única a pensar! Mas porque é que os homens não são redondos?» - Página 47 
  • «O que é que existia antes de existir qualquer coisa? O que é que existirá quando já não existir nada?» - Página 77

terça-feira, 21 de julho de 2015

As Crónicas de Spiderwick 2: A Pedra Mágica e 3: O Mapa Secreto - Opinião

As Crónicas de Spiderwick 2: A Pedra Mágica



Sinopse: "Graças ao livro misterioso deixado pelo há muito desaparecido tio-bisavô Arthur Spiderwick, a vida para os irmãos Grace - Jared, Simon e Mallory - torna-se mais imprevisível que nunca. Quando Simon sai à procura da sua gata e desaparece, Jared fica convencido de que uma das criaturas do Guia Prático do Mundo Fantástico, de Arthur Spiderwick está relacionada com o seu desaparecimento. Mallory não tem assim tanta certeza. Mas quando ela e Jared têm de lutar com um bando de goblins saqueadores, Mallory começa a pensar que talvez Jared tenha razão - Simon corre um grande perigo, e cabe-lhe a ela e a Jared salvá-lo."

Nome do livro: A Pedra Mágica
Nome dos Autores: Tony Diterlizzi e Holly Black
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 108 páginas 
Resenha: Decidi dar um tempo para continuar esta saga de 5 livros e li este bastante mais depressa do que li o primeiro. Na verdade, gostei mais deste, parece que não arrasta tanto, e como só tem 108 páginas lê-se em cerca de 1 ou 2 horas.
Este livro é, obviamente, a continuação do 1ª. Neste livro o Simon desaparece e cabe a Jared e Mallory ir à procura dele para o salvar, e este é o foco de praticamente todo o livro.
A Mallory neste livro não foi tão chata como no primeiro, o que foi um ponto muito mais positivo em comparação ao primeiro livro onde a irmã destes gémeos me irritava profundamente.
Só não gostei muito do facto de o Simon estar mais ausente neste livro, o que, obviamente, faz sentido vendo a premissa. Mas visto que o Simon é a minha personagem preferida, realmente gostava que ele tivesse aparecido mais, apesar de que neste livro, e mais uma vez, ele mostra ter um coração enorme, e o Jared mostra não ser assim tão diferente dele como parece no 1ª livro.
O livro é um bocado esperado, mas visto ser mais para o infantil ou para o infanto-juvenil, é totalmente compreensível e não é por isso que perde qualidade.
O Dedalete é que me irritou imenso neste livro, caramba, ele consegue mesmo ser chato, e se as coisas não forem como ele quer, ainda é mais irritante e tenta se vingar, o que é muito infantil.
A mãe não aparece tanto, o que eu gostei visto que também não sou a maior fã dela.
É um bom livro sim, apesar de que não posso contar mais nada pois iria começar a ser spoilers. Vou, definitivamente ler os 3 livros que me faltam e recomendo completamente.
Boas leituras.

As Crónicas de Spiderwick 3: O Mapa Secreto

Nome do livro: O Mapa Secreto
Nome dos Autores: Tony Diterlizzi e Holly Black
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 108 páginas 
Sinopse: «Porque será que as criaturas fantásticas querem tanto recuperar o livro de Arthur Spiderwick? Mallory e os gémeos, Jared e Simon decidem consultar a tia-avó Lucinda - e filha de Arthur - que vive há muito internada num hospício. Para espanto dos nossos amiguinhos ela está a par de tudo o que diz respeito ao Mundo Fantástico, ao que se passa na velha mansão e conta-lhes uma coisa espantosa acerca de Arthur... Lucinda sabe muito bem da existência do Guia Prático do Mundo Fantástico e é por isso que os adverte de que devem deixar imediatamente aquela casa mas é tarde demais! O Dedalete… Bem se queres mesmo saber o que está a acontecer desafiamos-te a acompanhar os três irmãos em mais esta galvanizante aventura!Que a história dos meus sobrinhos
seja um aviso.
Quanto mais souberes, maior é o perigo em que te encontras. Acredita em mim, tu não vais querer
intrometer-te na vida daqueles seres pequeninos!»


Resenha: Contra o que é meu costume, decidi publicar no mesmo post mais do que um livro desta série. O porquê? O facto de que este livro tem apenas 108 páginas faz com que eu não possa dizer praticamente nada sobre ele que não sejam spoilers. Assim sendo, deixo aqui apenas o que posso dizer (tenham em conta que posso falar algo dos dois livros anteriores):
Tal como nos anteriores, a Malory continuou a ser bastante irritante e a pensar sobretudo nela própria enquanto que a mãe parece não ver nada, mais uma vez, tudo igual ao de sempre. O Jared continua a ser  impulsivo como sempre mas neste livro realmente demonstra um bocado mais de inteligência. Ou seja, relativamente às personagens irritei-me com as do costumo e gostei da do costume: o Simon. Finalmente temos um vislumbre da famosa tia Luciana e sabemos um pouco mais do porquê de a considerarem maluca, e essa parte foi incrível.
A história em si é rápida e engraçada de ler mas continuo a achar que para livros tão pequenos e ilustrados é um desperdício serem cinco. Entretanto considerei a trama deste terceiro volume mais interessante do que os outros, e tenho esperança de que os outros ainda melhorem mais.
Algo que me deixou bastante feliz, e surpreendida, é o facto de que neste livro realmente consegui encontrar frases de que gostei. Deixo-vos então essas mesmas frases e recomendo a leitura desta série infanto-juvenil.
Boas leituras.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Mas parece que os humanos vivem muitos mais anos em cativeiro do que em liberdade.» - Página 74
  • «Quando se procura uma coisa deve ter-se a certeza de que se quer encontrá-la.» - Página 74 
(3.5 em 5 estrelas)

Trailer da adaptação dos 5 livros para o cinema:


sábado, 11 de julho de 2015

Maximum Ride 1: O Resgate de Angel

Maximum Ride 1: O Resgate de Angel

Sinopse: "ALERTA! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em FUGA. O seu líder é Maximum Ride, ou Max. Retirados dos seus pais à nascença, os seis estavam presos num laboratório secreto, onde foram alterados geneticamente para se tornarem 98% humanos e 2% pássaros. Agora eles conseguem voar e escaparam da sua prisão. Mas desconhecem as razões para tudo o que lhes foi feito, e não sabem quanto tempo de vida lhes resta. No seu encalce estão os Erasers, seres diabólicos criados no mesmo laboratório, que apanham Angel, a miúda mais nova e especial do grupo de Max."
Conseguirá Max resgatar Angel e descobrir a verdade sobre si e os seus amigos? PREPARA-TE: Este livro é o início da mais fantástica e emocionante aventura da tua vida."

Nome do livro: Maximum Ride 1: O Resgate de Angel
Nome do Autor: James Patterson
Editora: Topseller
Número de páginas: 382 páginas 
Resenha: James Patterson é o meu escritor preferido então eu tinha grande expectativa quanto a este livro, e não me senti dececionada. Tem certos pormenores que eu acho que poderiam estar melhor, mas visto que é direcionado para um publico mais jovem, está bastante bom.
O livro começa logo com uma espécie de carta da Max, a líder deste grupo, a dizer coisas como que está a arriscar muito ao contar esta história mas que sentiu que a tinha de contar. E isso só serve para aumentar a nossa curiosidade.
O enredo é bastante original e apelativo, na verdade, eu nunca tinha ouvido falar deste livro e mal o vi tive de o comprar porque a sinopse é tão diferente e boa que teve de ser.
O livro é narrado pela Maximum Ride, conhecida só como Max, o que torna a história mais interessante e completa visto que é uma rapariga de 14 anos que comanda um grupo considerado de mutações.
Neste primeiro livro, a Angel, o membro mais jovem do grupo, é raptado e levado para a escola, o laboratório onde o ADN destes jovens foi modificado e fez deles mutações.
Chega a uma altura em que a Angel se torna bastante irritante e parece uma menina completamente mimada, o que, obviamente, não é o caso. Então ela irritou-me um bocado.
O final foi um tanto que esperado e deixou um bocado a desejar, mas eu gostei dele na mesma.
O romance está presente mas só por alto, nota-se que existe ali uma espécie de ligação entre duas personagens mas esse romance não é nada explorado, o que eu esperava que acontecesse mas vamos ver o que acontece nos próximos. O final deixa também muitas perguntas no ar, ou seja, seria impossível ler como um só livro porque só ia ter metade da história (o que já era de esperar).
James Patterson tem uma escrita bastante fácil e rápida de ler e o facto de fazer capítulos curtos torna o livro muito mais apelativo e facilita a leitura (pelo menos para mim).
Acho esta capa linda, uma das melhores da minha estante, e nota-se bastante a diferença desta capa para as dos livros 2 e 3 que ao pé desta não são nada.
Fiquei bastante dececionada por saber que cá em Portugal não lançaram mais nenhum dos livros a seguir ao 3º, visto que saiu agora o 9º livro, o Maximum Ride Forever, e eu gostava imenso de ler os 9. Por outro lado, e pelo que percebi, do 4ª ao 9ª livro é mais uma espécie de conclusão e se ler só os primeiros 3 já tenho um leque bastante grande da históra.
No entanto, isso para mim não é suficiente, pelo que vou acabar por ter de comprar diretamente os outros livros nas editoras original em inglês e depois logo se vê que tal, além disso, vou ainda comprar os mangas (vai sair este ano o 9º se não me engano) que parecem ser bastante bons e ver o que acho.
É um livro que recomendo imenso.
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «A vida é ela própria um teste. (...) Tudo é um teste. Às vezes temos mesmo de passar por eles e só mais tarde é que faz sentido.» - Página 133
  • «Todas as viagens começam com um passo.» - Página 270
  • «O saber é um grande fardo. (...) É uma espada de dois gumes. Pode ajudar-te, mas também te pode pôr em perigo, mais do que qualquer outra coisa que já tenhas enfrentado.» - Página 382 

Leviatã - Resenha

Leviatã

Sinopse: "É o início da I Guerra Mundial, mas num mundo alternativo de que nunca ouviste falar. Os Germânicos lutam com máquinas de ferro a vapor carregadas de armas. Os Britânicos lutam com bestas darwinistas resultantes do cruzamento de vários animais. 
Alek é um príncipe germânico em fuga. A única máquina de guerra que possui é um Marchador, com uma tripulação que lhe é leal. 
Deryn é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista para lutar pela sua causa - enquanto tem de proteger o seu segredo a todo o custo. 
No decorrer da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se cruzar a bordo do Leviatã, uma baleia-dirigível e o animal mais imponente das forças britânicas. São inimigos com tudo a perder, mas na verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a vida de ambos para sempre."
Nome do livro: Leviatã
Nome do Autor: Scott Westerfeld
Editora: Vogais
Número de páginas: 335 páginas 
Resenha: Este foi o meu primeiro contacto com o escritor e devo dizer que só por este livro, ele já parece ser um génio da ficção, pelo que ele criou um livro incrível e viciante.
Eu gostei bastante do início do livro e acho que o enredo em si é bastante original e chamativo. É raro vermos livros em que o cenário seja a primeira guerra mundial e ainda mais raro um em que seja essa mesma guerra mas num universo alternativo. Nisso, acho que o autor teve bastante bem.
No entanto, no início eu tive um problema em perceber bem de que lado é que cada uma das personagens estava. O livro começa com a Europa quase a entrar em guerra depois do assassinato dos pais de uma das duas personagens principais, o Alek. A principal guerra no livro é Britânicos vs Alemães. Então, nós ficamos um bocado em duvida de que lado é que está o Alek e o seu povo visto que ele não pertence a nenhum destes dois. Para quem vai ler, eu esclareço já essa dúvida (e não, não é spoilers): A Deryn (outra personagem principal do livro) está na guerra pelos britânicos, a Europa entra em guerra depois dos alemães matarem os pais de Alek, visto que o seu pai era um grande defensor da paz. No entanto, a Alemanha era aliada do  Império Austro-Húngaro, ou seja, Alek e Deryn estão em lados opostos da guerra, oficialmente, visto que Alek também está a fugir dos alemães que o tentam matar. Pode parecer confuso, mas acaba por ser fácil de compreender.
Alguns capítulos acompanham a aventura de Alek e outros a de Deryn. Alek, como eu já disse, é um príncipe em fuga com quatro homens leais, escolhidos pelos seus pais caso se desse a necessidade de fuga, num marchador, uma especie de robô gigante de guerra. Deryn é uma rapariga que se veste de rapaz para fazer o que mais gosta: poder voar. Então junta-se à Força Aérea Britânica e acaba a bordo do Leviatã, um dos animais mais fortes e conhecidos da Força Aérea Britânica, uma espécie de baleia modificada que voa, visto que, neste universo, os britânicos (nomeadamente darwin) descobriram como modificar animais geneticamente e, ao criarem umas espécies de aberrações, fazerem máquinas de guerra, a que chama de máquinas darwinistas. Pode parecer estranho ou desumano mas na verdade são altamente, eu estava meio pé atrás com isto mas passei a adorar. Os capítulos começam a contar a história destas duas personagens juntas apenas depois do meio, quando, como diz a sinopse,  "acabam por se cruzar a bordo do Leviatã" depois de uma série de eventos que, obviamente, não vou contar. Eu preferi honestamente os capítulos que seguia a história da Deryn porque achei que o Alek tinha atitudes muito irreais para a realidade, ou seja, atitudes infantis e imaturas demais, que nem parecem reais. Mas isso é facilmente ignorado no meio desta grande história, em que as próprias personagens são envolventes. 
Apesar do final que para mim já era esperado, a história é bastante original e a escrita é muito fácil e rápida de ler. As ilustrações são perfeitas para a história e permitem mais facilmente ter uma perspetiva destas máquinas de guerra que se tornam difíceis de imaginar. Outro ponto bastante positivo do livro foi a alternância muito bem feita entre a ficção e factos reais. O autor conseguiu realmente incluir factos reais na história e torná-los interessantes para quem não gosta de história.
É um livro bastante bom que eu tenciono, sem dúvida, ler os próximos da trilogia e recomendo completamente. 
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Se se retirar um elemento, toda a cadeia é perturbada. Um arquiduque e a mulher são assassinados, e a Europa inteira entra em guerra. Uma peça em falta pode ser terrível para o puzzle.» - Página 150
  • «Era esse o truque - continuar a lutar independentemente do que acontecesse.» - Página 288

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cryer's Cross - Resenha

Cryer's Cross


Sinopse: "Nunca saberás por onde espreita o mal.
A povoação de Cryer's Cross comove-se muito com a tragédia que representa o desaparecimento de uma aluna da escola secundária. Desaparece sem deixar rasto. Ainda que Kendall Fletcher não tivesse grande amizade com ela, a angústia que o sucedido lhe provoca faz disparar a sua perturbação obsessiva compulsiva.
Quando outro estudante desaparece, e se trata de alguém muito próximo do coração de Kendall, a comunidade indigna-se. Kendall, presa numa espirar descendente de medo e ansiedade, não sabe se consegue suportar mais. Quando começa a ouvir vozes dos desaparecidos a suplica pela sua ajuda, teme estar a perder o contacto com a realidade.
É então que encontra mensagens gravadas na madeira de uma carteira da escola, mensagens que só podem ser do estudante desaparecido que se sentava nela. Kendall conclui que, louca ou não, se ignora as suas suspeitas, nunca se perdoará.
Algo de muito errado se passa em Cryer's Cross, e Kendall está prestes a descobrir até onde conseguem chegar os habitantes da povoação para que ninguém desenterre os seus segredos.
Quanto mais pequena é a povoação, maiores são os segredos."
Nome do livro: Cryer's Cross
Nome da Autora: Lisa McMann
Editora: Everest
Número de páginas: 250 páginas
Resenha: Este livro foi o meu primeiro contacto com a autor e devo dizer que gostei bastante. A premissa em si de que quando mais pequena é a povoação, maiores são os segredos e que uma população faz de tudo para não se desenterrar os seus segredos, são simplesmente brilhantes.
O livro é, no entanto, diferente do que eu esperava. É ligeiramente mais infantil do que parece, pois a fantasia em si que envolve a história é um bocado mais infantil do que nos livros normais.
A Kendall, personagem principal, tem um pormenor que me fez adorá-la, ela tem TOC, ou seja, a autora não a fez aquela heroína perfeita e forte. Ela é uma rapariga fraca, que luta para conseguir a normalidade.
Além disso, não é aquelas que percebe que algo não está bem logo a princípio, ela acha que são coisas da sua cabeça, então chega a um ponto que o leitor também acha que está a ficar ligeiramente maluco e que se está a deixar influenciar pela Kendall. 
O livro é bastante rápido de se ler. E tem um pormenor muito interessante, às vezes, entre os capítulos, tem um capítulo especial com o título "nós", em que é alguma coisa (nós nunca sabemos o quê) que parece estar a tentar entrar na cabeça de alguém. Isso faz-nos sentir ainda mais tolos.
A parte mais para o final arrepiou-me um bocado, eu fiquei boquiaberta, não pelo que a aconteceu, mas pela forma como aconteceu. Tenho a certeza que outras pessoas que leram o livro sabem exatamente do que estou a falar.
É um livro que recomendo imenso, é rápido de ler, tem uma história interessante e personagens incríveis. Foi uma boa estreia com esta autora.

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Acho que as pessoas talvez tenham formas diferentes de lidar com os problemas.» - Página 86
  • «Os adolescentes não deviam morrer.» - Página 237