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sábado, 31 de dezembro de 2016

Illuminae - Opinião

Illuminae

Nome do livro: Illuminae
Nome original do livro: Illuminae
Nome do livro no Brasil: Illuminae
Nome dos Autores: Amie Kaufman e Jay Kristoff
Coleção: Illuminae
Editora: Nuvem de Tinta
Número de páginas: 599 páginas
Sinopse: «Estamos em 2575 e duas empresas rivais estão em guerra por um planeta que fica para lá dos confins do Universo. Infelizmente, ninguém se lembrou de avisar os habitantes do malogrado planeta Kerenza. Debaixo do fogo inimigo, Kady e Ezra, que acabaram de se separar, tentam fugir numa frota de evacuação composta por três naves diferentes: Kady e a mãe ficam numa; Ezra, noutra. 
Como se não bastasse estarem a ser perseguidos por naves inimigas que tentam aniquilar as últimas testemunhas da catástrofe em Kerenza, uma praga mortífera deflagra a bordo da nave. Kady descobre que o sistema de inteligência artificial da frota, que deveria protegê-los, poderá ter-se transpoformado no seu pior inimigo. Quanto tenta descobrir a verdade, torna-se claro que só Ezra, a quem jurou nunca mais dirigir a palavra, poderá ajudá-la a impedir uma calamidade.»

Opinião: Não sou, nem nunca fui, fã de ficção científica. Adoro ficção mas o espaço e as naves nunca me puxaram tanto como mundos criados a partir da ideia da terra. No entanto, fiquei complestamente rendida a este livro. 
O início do livro é logo interessante quando nos é apresentado um email enviado de um grupo Illuminae para um diretor que nós não sabemos quem é no qual diz que está anexado o relatório da aventura que quase matou o remetente, a partir daí o livro conta-nos a história de como um planeta foi invadido e a sua população teve de fugir em naves enquanto foram perseguidos e uma doença mortífera se espelhava tudo em forma de emails, relatórios, descrições de câmeras de segurança, entre outros. 
Acho que o que mais gostei neste livro todo foi mesmo o humor das personagens principais, a Kady e o Ezra, que tinham as melhores piadas e as melhores reações possíveis. Relativamente a estas personagens adorei ainda a confiança que têm um com o outro que fez com que eu adorasse a relação entre eles.  
Nas primeiras páginas a ação e o mundo ficam um bocado confusos porque somos colocados do nada na história, no entanto, à medida que o livro avança o que se passa vai ficando mais nítido e ao fim de umas páginas o leitor já percebe tudo o que se passa e vai ficando cada vez mais curioso. 
Houve ainda momentos em que eu realmente me surpreendi bastante e tudo o que eu pensava saber mudou. 
Depois temos a incrível, e completamente louca, RADIA, a inteligência artificial, que se encontra danificada nalgumas partes, de uma das naves que é espetacular e dá muita mais emoção ao livro. 
O final deixou-me a pensar duas coisas: "A Kady é a melhor personagem de sempre" e "Oh. Meu. Deus. Aquele final!!". Portanto leiam este livro incrível, escrito de uma forma super original, e digam-me o que acharam. 
Boas leituras. 
(4.5 em 5 estrelas)
Quotes/Melhores Momentos:
  • «Pensar mata-nos, é o que nos ensinam.» . Página 45
  • «Mas são demasiado lentos. Demasiado pequenos. Demasiada carne. 
    • Danificada como estou, ainda assim sou mais do que mil deles. 
    • Que par tão estranho, ela e ele. 
    • Um duelo de códigos e electrões. 
    • Idade e juventude e cinismo e esperança.
    • Ele é mais rápido do que ela - de longe mais conhecedor. Mas ela. Ela não tem medo. Demasiado jovem para conhecer o fracasso e o medo que traz. Leva-o a lugares que ele não teria explorado sozinho. 
    • Ela é o catalisador. 
    • Ela é o caos. 
    • Percebo porque é que ele a ama.» - Página 279 
  • «Perdia todos os jogos. Mas continuava a insistir em jogar. 
    • Eu pensava na futilidade de tudo aquilo.
    • Se a definição de loucura é repetir o mesmo processo e esperar um resultado diferente, a maior parte da humanidade deve ser louca.» - Página 299

Booktrailer:

sábado, 15 de outubro de 2016

Besta - Opinião

Besta

Nome do livro: Besta
Nome original do livro: Behemoth
Nome da Autora: Scott Westerfeld
Coleção: Leviatã
Editora: Vogais Editora
Número de páginas: 349 páginas
Sinopse: «Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers. Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos!»





Opinião: Um ano depois de ter terminado o meu primeiro livro do Scott Westerfeld, o Leviatã, eu finalmente terminei a sua continuação, Besta. Besta continua exatamente onde o livro anterior parou: temos a Deryn ainda a ser um rapaz aos olhos de todos e o Alek a esconder a sua verdadeira importância e a bordo de um monstro gigante clanker, aos olhos de todos, inimigo do seu país.
Tal como no primeiro livro, também este tem ilustrações e, por dentro, o livro está muito bem concebido. O meu problema é com o aspeto do livro por fora: as cores usadas e o emblema da espinha são bonitos, mas a capa, relativamente à original, não é muito bonita e dá um ar mais infantil ao livro do que ele realmente é.
Relativamente ao desenrolar da história em si, mais uma vez, o Alek age demasiado sem pensar, o que torna as coisas irritantes, enquanto que a Deryn se mantém a personagem com os pés bem assentes no chão. E foi exatamente esta personagem que mais me surpreendeu durante este livro e de quem eu mais gostei uma vez que do meio até ao fim do livro ela torna-se uma personagem bem mais interessante.
Já bastante perto do final devo dizer que o autor me conseguiu surpreender no que toca ao romance do livro pois eu esperava que algo acontecesse e aconteceu exatamente o oposto (e tenho a certeza que conseguiu surpreender muita gente).
Já quanto ao final, eu gostei e achei que foi um bom desfecho mas, tendo em conta outros finais deste autor, podia realmente ter sido melhor.
Uma vez que é uma continuação, não há muito mais que eu possa dizer sem passar a ser spoilers, assim sendo, encerro por aqui a minha opinião e brevemente devo voltar com a opinião do último livro desta trilogia: Golias.
Boas leituras.
(3.5 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos: 
  • «Até um relógio parado está certo duas vezes por dia.» - Página 105
  • «É mais fácil matar um homem à fome do que combatê-lo.» - Página 155
  • «A estupidez pode ser tão mortal como a traição.» - Página 202

Booktrailer:

terça-feira, 30 de agosto de 2016

The Martian - Opinião

The Martian

The Martian

Sinopse: «Six days ago, astronaut Mark Watney became one of the first people to walk on Mars. Now, he's sure he'll be the first person to die there. After a dust storm nearly kills him and forces his crew to evacuate while thinking him dead, Mark finds himself stranded and completely alone with no way to even signal Earth that he s alive and even if he could get word out, his supplies would be gone long before a rescue could arrive. Chances are, though, he won't have time to starve to death. The damaged machinery, unforgiving environment, or plain-old "human error" are much more likely to kill him first. But Mark isn't ready to give up yet. Drawing on his ingenuity, his engineering skills and a relentless, dogged refusal to quit he steadfastly confronts one seemingly insurmountable obstacle after the next. Will his resourcefulness be enough to overcome the impossible odds against him?»

Nome do livro: The Martian
Nome em Portugal: O Marciano
Nome no Brasil: Perdido em Marte 
Nome da Autora: Andy Weir
Editora: Brodway Books
Número de páginas: 369 páginas
Opinião: Uma vez que eu queria (e quero) muito ver o filme The Martian, decidi primeiro ler o livro que lhe deu origem.
O livro acompanha Mark Watney, um astronauta que, durante uma missão em Marte, durante um acidente, é deixado para trás enquanto os membros da tripulação acham que ele morreu. Assim, acompanhamos Mark na sua missão de se manter vivo até ser salvo e a NASA a tentar salvá-lo, ao mesmo tempo que o mundo assiste.
As primeiras frases do livro por si só são muito apelativas e realmente chamou-me a atenção. Uma vez que o livro é contado em primeira pessoa, podemos ver o quão bom o humor da personagem principal é.
Mas entretanto o livro foi avançando e a história não. Não havia reviravoltas, era só páginas e páginas de tentar sobreviver e da NASA a discutir. Se eu quisesse dar spoilers do livro, teria de dizer se ele se safa ou não, porque de outra forma é quase impossível dizer algo que possa ser considerado spoiler. E eu realmente não gostei de sentir que o livro andava sempre à volta do mesmo. Percebo que neste caso é complicado fazer outra coisa, mas foi realmente um sentimento de que não gostei durante a leitura.
Algo que eu realmente gostei foi o facto de que, ao contrário da maioria dos autores, o Andy Weir não tem medo absolutamente nenhum de dizer asneiras, e isso torna o livro mais apelativo e realista.
Relativamente ao final, eu gostei mas já o esperava.
Agora eu quero realmente ver o filme porque eu sinto que pode mesmo vir a ser melhor que o livro, uma vez que, como é uma ideia um pouco louca, os efeitos visuais vai dar um ponto muito interessante ao livro.
Continua a ser um livro que recomendo muito.
Boas leituras.

(4 em 5 estrelas)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Every human being has a basic instict to help each other out. It might not seem that way sometimes, but it's true.
    • If a hiker gets lost in the mountains, people will coordinate a search. If a train crashes, people will line up to give blood. If an earthquake levels a city, people all over the worlds will send emergency supplies. This is so fundamentally human that it's found in every culture without exception. Yes, there are assholes who just don't care, but they're massively outnumbered by the people who do.» (Todos os humanos têm um instito básico para ajudar os outros. Pode não parecer isso, mas é verdade. Se um caminhante se perder nas montanhas, as pessoas vão organizar uma busca. Se um comboio descarrilar, as pessoas vão se colocar na fila para dar sangue. Se um tremor de terra destruir uma cidade, as pessoas à volta do mundo vão enviar provisões de emergência. Isto é tão fundamental que é encontrado em todas as culturas sem exceção. Sim, existem idiotas que simplesmente não se importam, mas eles são em número pequeno relativamente aos que se importam.) - Página 369 
Trailer da adaptação do livro para o cinema:

sábado, 19 de dezembro de 2015

Excecionais - Resenha

Excecionais


Sinopse: "Após a era dos Perfeitos, abre-se caminho a um novo mundo, embora não seja necessariamente um mundo melhor. Alguns anos depois de Tally Youngblood ter derrubado o regime, o mundo encontra-se num absoluto renascimento cultural, sem hierarquias nem regras definidas... em que a popularidade dita as regras. Ser famoso implica ter a casa mais sofisticada, a roupa mais luxuosa e inclusive os melhores amigos. Pelo contrário, ser um completo desconhecido faz de ti um alguém invisível, uma pessoa irrelevante, torna-te num excecional."

Nome do livro: Excecionais
Nome original do livro: Extras
Nome no Brasil: Extras
Nome do Autor: Scott Westerfeld
Editora: Vogais
Número de páginas: 324 páginas
Resenha: E com este excelente livro chegamos ao final de uma grande saga escrita por um grande autor. Neste livro temos personagens principais diferentes, a principal é a Aya, uma rapariga que ambiciona ser famosa, o objetivo de praticamente toda a gente no mundo em que ela vive (mundo esse que eu penso ser a China uma vez que ela diz que eles falam chinês). Este novo mundo está super bem criado e está muito interessante, eu realmente adorei o quanto as pessoas são obcecadas com a fama e que só conseguem realmente viver bem se forem famosas e tiverem visualizações nos seus blogs e vídeos, e isto é uma crítica tão grande e bem feita à nossa sociedade atual em que as visualizações e a fama são das coisas mais importantes, foi uma crítica realmente bem incluída.
Neste livro surge uma personagem que inventou uma operação que faz as pessoas dizerem sempre a verdade (e não considero isto spoilers visto que aparece logo nos primeiros capítulos), e eu achei essa personagem tão curiosa, porque ela realmente não consegue mentir, é engraçado ver como as pessoas reagem perante alguém que não lhes mente.
A Tally aparece sim neste livro, assim como outras personagens como a Shay, o Fausto e o David, mas achei que a Tally demorou demasiado a aparecer, além de que, quando aparece, está super revoltada com tudo. A Shay também é um bocado senhora do seu nariz, mas gostei da relação de amor-ódio dela com a Tally.
A resposta no final para todo o mistério do livro foi muito bem pensada, o Scott Westerfeld teve uma ideia incrível.
O final do livro em si é muito bom mas deixou-me demasiado curiosa ao que acontece depois do ponto que em que acabou o livro.
Apesar disto, os pontos positivos do livro foram muitos mais que os negativos, o que fez dele um livro realmente bom, e lhe valeu 4.5 em 5 estrelas, recomendo muito para quem leu os três primeiros, mais que não seja, para saberem o que aconteceu com as personagens principais e com o mundo que eles libertaram.
(4.5 estrelas em 5)

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Também se pode desaparecer em frente de uma multidão.» - Página 86
  • «As vezes é preciso mentir para descobrir a verdade.» - Página 219
  • «Morrer é uma daquelas coisas que não pode ser consertada. Nem por se falar no assunto, nem por se fazer todas as operações cerebrais do mundo.» - Página 245
  • «Quando contamos a nós próprios a mesma história vezes suficientes, é muito fácil acreditar nela.» - Página 313

sábado, 10 de outubro de 2015

Minority Report (Filme) - Resenha

Minority Report

Sinopse: "Washington, 2054. O assassinato foi banido, pois há a divisão pré-crime, um setor da polícia onde o futuro é visualizado através de paranormais, os precogs, e o culpado é punido antes do crime ter sido cometido. Quando os três precogs têm uma visão, o nome da vítima aparece escrito numa pequena esfera e em outra esfera está o nome do culpado. Também surgem imagens do crime e a hora exata em que acontecerá. Estas informações são fornecidas para um elite de policiais, que tentam descobrir onde será o assassinato, mas há um dilema: se alguém é preso antes de cometer o crime pode esta pessoa ser acusada de assassinato, pois o que motivou sua prisão nunca aconteceu? O líder da equipe de policiais é John Anderton. Porém algo muda totalmente sua vida quando vê, através dos precogs, que matará um desconhecido em menos de trinta e seis horas. A confiança que Anderton tinha no sistema rapidamente se perde e John segue uma pequena pista, que pode ser a chave da sua inocência. Mas isso não é uma tarefa fácil, pois a divisão pré-crime já descobriu que John Anderton cometerá um assassinato e todos os policiais que trabalhavam com ele tentam agora capturá-lo."
Nome do Filme: Minority Report
Nome em Português: Relatório Minoritário (em Portugal); Minority Report - A Nova Lei (no Brasil)
Duração: 02:25:00h
Gênero: Ficção Científica 
Ano de Lançamento: 2002
Resenha: Comecei a ver este filme numa aula de tecnologias em que o professor nos queria mostrar em como em 2002 já se tinha tantas ideias sobre a tecnologia futura e, como à tantos anos atrás, conseguiram fazer um filme bastante realista a nível de efeitos especiais, e eu não podia estar mais de acordo. 
Para o ano em que este filme foi feito, teve realmente uns efeitos especiais muito bons. 
O filme segue a história do John, um polícia na divisão do pré-crime traumatizado pelo desaparecimento do filho. Apesar disso, ele é o melhor nessa divisão, onde três crianças, chamadas de pré-cogs, conseguem visualizar o futuro e ajudam a impedir que crimes sejam cometidos. 
No inicio do filme descobrimos que estão a tentar tornar esse sistema a nível nacional, mas o projeto não é bem aceite por muitos que acham que se o crime ainda não foi cometido, uma pessoa não pode ser presa por assassinato. Tudo corre bem até que um dia os pré-cogs tem uma visão de John a assassinar um homem que ele nem conhece, então, começa a sua viagem pelo impossível para tentar provar a sua inocência. 
A princípio, eu não estava a achar muita piada, mas a partir do meio do filme eu simplesmente adorei. 
Eu, que nem sou grande fã do Tom Cruise, acho que ele desempenhou um papel completamente incrível, e o mesmo em relação à Kathryn Morris. 
Colin Farrell, Joel Gretsch, Steve Harris e Max von Sydow desempenharam bem o seu papel. No entanto, a atriz que mais e surpreendeu pela positiva foi a Samantha Morton, que desempenha o papel de Agatha, a única pré-cog feminina. Este papel parece-me que era dos mais difíceis e ela conseguiu fazê-lo de uma forma incrível.
A história é algo nunca antes visto por mim, os efeitos especiais e sonoros são incríveis, a história é surpreendente e faz-nos duvidar de tudo constantemente, e o final é bastante bom. 
Tenho apenas uma queixa quanto ao filme, o facto de a personagem principal, o John, por vezes ter umas reações bastante irracionais.  
Steven Spielberg brilhou mais uma vez como diretor. 
É um filmes que recomendo muito.



Quotes/Melhores Momentos:
  • «Escavas o futuro, e tudo o que vais receber é porcaria.»
  • «Em terra de cegos, aquele com um olho é rei.»
  • «Todos fogem.»
  • «É engraçado como todos os organismos vivos são...
    • ...Quando as coisas estão más, quando a pressão é grande, todas as criaturas à fase da terra estão interessadas em apenas uma coisa. A sua própria sobrevivência.»
  • «Às vezes para veres a luz, precisas de passar pelo escuro.»
  • «Ela não morreu, mas ela não está viva.»

sábado, 11 de julho de 2015

Leviatã - Resenha

Leviatã

Sinopse: "É o início da I Guerra Mundial, mas num mundo alternativo de que nunca ouviste falar. Os Germânicos lutam com máquinas de ferro a vapor carregadas de armas. Os Britânicos lutam com bestas darwinistas resultantes do cruzamento de vários animais. 
Alek é um príncipe germânico em fuga. A única máquina de guerra que possui é um Marchador, com uma tripulação que lhe é leal. 
Deryn é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista para lutar pela sua causa - enquanto tem de proteger o seu segredo a todo o custo. 
No decorrer da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se cruzar a bordo do Leviatã, uma baleia-dirigível e o animal mais imponente das forças britânicas. São inimigos com tudo a perder, mas na verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a vida de ambos para sempre."
Nome do livro: Leviatã
Nome do Autor: Scott Westerfeld
Editora: Vogais
Número de páginas: 335 páginas 
Resenha: Este foi o meu primeiro contacto com o escritor e devo dizer que só por este livro, ele já parece ser um génio da ficção, pelo que ele criou um livro incrível e viciante.
Eu gostei bastante do início do livro e acho que o enredo em si é bastante original e chamativo. É raro vermos livros em que o cenário seja a primeira guerra mundial e ainda mais raro um em que seja essa mesma guerra mas num universo alternativo. Nisso, acho que o autor teve bastante bem.
No entanto, no início eu tive um problema em perceber bem de que lado é que cada uma das personagens estava. O livro começa com a Europa quase a entrar em guerra depois do assassinato dos pais de uma das duas personagens principais, o Alek. A principal guerra no livro é Britânicos vs Alemães. Então, nós ficamos um bocado em duvida de que lado é que está o Alek e o seu povo visto que ele não pertence a nenhum destes dois. Para quem vai ler, eu esclareço já essa dúvida (e não, não é spoilers): A Deryn (outra personagem principal do livro) está na guerra pelos britânicos, a Europa entra em guerra depois dos alemães matarem os pais de Alek, visto que o seu pai era um grande defensor da paz. No entanto, a Alemanha era aliada do  Império Austro-Húngaro, ou seja, Alek e Deryn estão em lados opostos da guerra, oficialmente, visto que Alek também está a fugir dos alemães que o tentam matar. Pode parecer confuso, mas acaba por ser fácil de compreender.
Alguns capítulos acompanham a aventura de Alek e outros a de Deryn. Alek, como eu já disse, é um príncipe em fuga com quatro homens leais, escolhidos pelos seus pais caso se desse a necessidade de fuga, num marchador, uma especie de robô gigante de guerra. Deryn é uma rapariga que se veste de rapaz para fazer o que mais gosta: poder voar. Então junta-se à Força Aérea Britânica e acaba a bordo do Leviatã, um dos animais mais fortes e conhecidos da Força Aérea Britânica, uma espécie de baleia modificada que voa, visto que, neste universo, os britânicos (nomeadamente darwin) descobriram como modificar animais geneticamente e, ao criarem umas espécies de aberrações, fazerem máquinas de guerra, a que chama de máquinas darwinistas. Pode parecer estranho ou desumano mas na verdade são altamente, eu estava meio pé atrás com isto mas passei a adorar. Os capítulos começam a contar a história destas duas personagens juntas apenas depois do meio, quando, como diz a sinopse,  "acabam por se cruzar a bordo do Leviatã" depois de uma série de eventos que, obviamente, não vou contar. Eu preferi honestamente os capítulos que seguia a história da Deryn porque achei que o Alek tinha atitudes muito irreais para a realidade, ou seja, atitudes infantis e imaturas demais, que nem parecem reais. Mas isso é facilmente ignorado no meio desta grande história, em que as próprias personagens são envolventes. 
Apesar do final que para mim já era esperado, a história é bastante original e a escrita é muito fácil e rápida de ler. As ilustrações são perfeitas para a história e permitem mais facilmente ter uma perspetiva destas máquinas de guerra que se tornam difíceis de imaginar. Outro ponto bastante positivo do livro foi a alternância muito bem feita entre a ficção e factos reais. O autor conseguiu realmente incluir factos reais na história e torná-los interessantes para quem não gosta de história.
É um livro bastante bom que eu tenciono, sem dúvida, ler os próximos da trilogia e recomendo completamente. 
Boas leituras. 

Quotes/Melhores Momentos:
  • «Se se retirar um elemento, toda a cadeia é perturbada. Um arquiduque e a mulher são assassinados, e a Europa inteira entra em guerra. Uma peça em falta pode ser terrível para o puzzle.» - Página 150
  • «Era esse o truque - continuar a lutar independentemente do que acontecesse.» - Página 288

quarta-feira, 8 de julho de 2015

#MLI2015 - 1ª Semana - Fantasias, Distopias e/ou Ficção Científica

1ª Semana - Fantasias, Distopias e/ou Ficção Científica


No total, a TBR tem 8 objetivos pelo que eu escolhi 8 livros, o que dá cerca de 2 livros por semana. 
Aqui estão os livros escolhidos e o objetivo que cada um completa:

Leviatã do Scott Westerfeld ✓ (Resenha AQUI)
 
  • Um livro com ilustrações
  • Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia

Maximum Ride 1: O Resgate de Angel ✓ (Resenha AQUI)
  • Um livro de capa azul
  • Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
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Acabei de ler estes dois livros ainda a meio da semana pelo que peguei em mais dois livros de fantasia para ler durante esta semana:

As Crónicas de Spiderwick 2: A Pedra Mágica ✓ (Resenha AQUI)

  • Um livro com ilustrações
  • Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica

A Ilha do Tesouro ✓ (Resenha AQUI)

  • Um livro que você ganhou
  • Um livro que vai virar ou já virou adaptação cinematográfica
Conclusão da 1ª semana:
  • Nº de livros lidos - 4 livros
  • Nº de páginas lidas - 335 + 382 + 108 + 254 = 1079 páginas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Dark City (Filme) - Resenha

Dark City

Info: Um homem luta com a memória do seu passado, incluindo a mulher de quem não se consegue lembrar, num mundo de escuro sem sombras e governado por seres com poderes telecinéticos que parecem absorver as almas humanas. 
Nome do Filme: Dark City
Nome em Português: Dark City - Cidade Misteriosa (Em Portugal); Dark City - Cidade das Sombras (no Brasil)
Duração: 01:40:00h
Género: Mistério, Ficção Científica 
Ano de Lançamento: 1998
Resenha:
Acabei de ver o filme e a primeira coisa que pensei foi "não sei o que raio acabou de acontecer".
Este filme começa com um homem, nu numa banheira e um cadáver. Nós não sabemos absolutamente mais nada. À medida que o filme vai desenrolando é nos apresentada a sua mulher de quem ele nem se lembra e um inspector da polícia que  parece interessado em apanhá-lo e ao mesmo tempo parece querer saber tudo.
Eu sinceramente só comecei a perceber o filme lá para a sua metade, porque até lá eu não tinha percebido absolutamente nada. O filme estava a acontecer, novas personagens estavam a entrar e a única coisa que eu tinha percebido era que o homem estava a ser acusado de assassínio e nem sabia onde vivia.
Acabei completamente confusa, depois de ver o filme disseram-me que este filme é muito comparado ao Matrix, que é mais recente que este, mas que são filmes do género. Que quem gosta deste género de filmes o Matrix é a base e este bem logo a seguir.
Sinceramente eu não sou muito fã. Gosto mais de saber o que se passa e trocarem-me as voltas no fim. Este trocou-me as voltas logo de princípio e eu não sou grande fã disso.
No entanto não posso dizer que não gostei. Porque eu gostei. Especialmente para o final quando se começa a revelar tudo o que se estava a passar e eu passei o tempo todo de boca aberta surpreendida com o que tinha acabado de acontecer.
Infelizmente acabou o filme e eu continuo sem entender certas partes, mas pronto, acho que o objetivo era exatamente esse.
Quando me recuperar desta acho que a minha paragem vai ser no Matrix. Sim, nunca vi, julguem-me.
Para quem gosta daquela ideia de duvidar de tudo, sim, este filme é bom para isso, mas é preciso ter uma mente aberta ou este filme não vai valer absolutamente nada.


Quotes/Melhores momentos:
  • «He's becoming like us. (Ele está a ficar como nós)
    • -So we must become like him.» (Então nós devemos ficar como ele.)
  • «They abducted us and brought us here. This city, everyone in it... is their experiment. They mix and match our memories as they see fit, trying to divine what makes us unique. One day, a man might be an inspector. The next, someone entirely different. When they want to study a murderer, for instance, they simply imprint one of their citizens with a new personality. Arrange a family for him, friends, an entire history... even a lost wallet. Then they observe the results. Will a man, given the history of a killer, continue in that vein? Or are we, in fact, more than the sum of our memories?» (Eles pegaram em nós e trouxeram-nos para aqui. Esta cidade, todos nela... é a experiência deles. Eles misturam e comparam as nossas memórias como eles querem, na tentativa de conseguir o que nos torna únicos. Um dia, um homem pode ser um inspector. No seguinte, alguém completamente diferente. Quando eles querem estudar um assassínio, por exemplo, eles simplesmente imprimem num dos seus cidadãos uma nova personalidade. Arranjam-lhe uma família, amigos, uma história inteira... até uma carteira perdida. Então eles absorvem os resultados. Poderá um homem, dado a sua história de assassino, continuar nas suas veias? Ou somos nós, de factos, mais do que a soma das nossas memórias?)
  • «The only place home exists... is in your head.» (O único sítio onde a tua casa existe... é na tua cabeça.)
  • «You were never a boy. Not in this place.» (Tu nunca foste um rapaz. Não neste sítio.)
  • «I have become the monster you were intended to be.» (Eu tornei-me o monstro que tu eras para ser.)
  • « I know this is gonna sound crazy, but what if we never knew each other before now... and everything you remember, and everything that I'm supposed to remember, never really happened, someone just wants us to think it did? (Ei sei que isto vai soar a loucura, mas e se nós nunca nos tivesse mos conhecido antes de agora... e tudo o que tu te lembras, e tudo o que é suposto eu me lembrar, nunca aconteceu realmente, alguém apenas quer que nós acreditemos que aconteceu?)
    • -But how can that be true? I so vividly remember meeting you. I remember falling in love with you. I remember losing you. I love you John, you can't fake something like that.» (Mas como é que isso pode ser verdade? Eu vivamente lembro-me de te conhecer. Eu lembro-me de me apaixonar por ti. Eu lembro-me de te perder. Eu amo-te John, não dá para fingir algo assim.)
  • «Can you imagine what it's like to erase your own past?» (Consegues imaginar como é apagares o teu próprio passado?)

«Hey, do you know the way to Shell Beach?»